| Município de Alexandria | |||||
| "Terra da Barriguda" | |||||
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| Hino | |||||
| Fundação | 7 de novembro de 1930 | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| Gentílico | alexandrinense | ||||
| Prefeito(a) | Alberto Maia Patricio de Figueiredo (PP) (2009–2012) |
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| Localização | |||||
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| Unidade federativa | |||||
| Mesorregião | Oeste Potiguar IBGE/2008[1] | ||||
| Microrregião | Pau dos Ferros IBGE/2008[1] | ||||
| Municípios limítrofes | Norte: Pilões e Antônio Martins; Sul: Estado da Paraíba (Santa Cruz, Bom Sucesso e Brejo dos Santos); Leste: João Dias; Oeste: Marcelino Vieira e Tenente Ananias. |
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| Distância até a capital | 369 km[2] | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 381,202 km² [3] | ||||
| População | 13 487 hab. (RN: 39º) – estimativa IBGE/2011[4] | ||||
| Densidade | 35,38 hab./km² | ||||
| Altitude | 319 m (RN: 22º)[5] | ||||
| Clima | Semiárido | ||||
| Fuso horário | UTC−3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,637 (RN: 71º) – médio PNUD/2000[6] | ||||
| PIB | R$ 55 400,392 mil IBGE/2008[7] | ||||
| PIB per capita | R$ 3 921,60 IBGE/2008[7] | ||||
Alexandria é um município brasileiro no interior do estado do Rio Grande do Norte, na Região Nordeste do país. Situa-se na microrregião de Pau dos Ferros e mesorregião do Oeste Potiguar, localizando-se a uma distância de 369 quilômetros a oeste da capital do estado, Natal. Ocupa uma área de 381,202 km², sendo que apenas 1,2984 km² estão em perímetro urbano, e sua população foi estimada no ano de 2011 em 13 487 habitantes, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, sendo então o 39º mais populoso do estado e segundo de sua microrregião.[4]
A sede tem uma temperatura média anual de 28,1°C e na vegetação do município predominam a caatinga hiperxerófila e a floresta caduficólia. Com uma taxa de urbanização de 68,03% (2010), o município contava, em 2009, com quatorze estabelecimentos de saúde. O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,637, considerando como médio pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.
Alexandria foi emancipado de Martins e Pau dos Ferros na década de 1930. O nome do município é uma referência a Alexandrina Barreto Ferreira Chaves, filha de um ex-senador e ex-governador do estado do Rio Grande do Norte: Ferreira Chaves. Desde a sua emancipação, desmembraram-se de seu território os municípios de Tenente Ananias (1962), João Dias e Pilões (os dois últimos em 1963).
Sua principal atração turística é a Serra Barriguda, cujo formato se assemelha ao de uma mulher grávida. Considerado um centro de zona do Brasil, Alexandria ainda conta um rico artesanato e realiza uma quantidade diversa de eventos todos os anos, como o Carnaval Tradição, realizado anualmente no município e considerado atualmente como um dos melhores do Rio Grande do Norte.
Índice |
A história do atual município de Alexandria, localizado na região Alto Oeste do Rio Grande do Norte, começa em meados do século XVIII, mais especificamente por volta de 1759, quando foi arrolado o documento Tombo de Demarcação, que tinha José da Costa, preto alforriado, como testemunho principal. Acredita-se que, com as mãos em cima da Bíblia, ele jurou dizer apenas a verdade. Segundo versões, ele residia na fazenda Barriguda, ponto de origem fundamental ao surgimento do município. O nome Barriguda se refere à serra onde se localizava a fazenda, a Serra Barriguda, que tinha o formato muito semelhante ao de uma barriga.[2][8]
A partir daí, um povoado foi nascendo e ganhando repercussão em todo o estado. Esse povoado foi denominado de "Alexandria" em homenagem a uma filha da terra e esposa de um ex-governador e senador do estado (Ferreira Chaves): Alexandrina Barreto Ferreira Chaves.[2][8]
Em 3 de dezembro de 1923, o povoado de Alexandria foi elevado à categoria de vila, sendo, sete anos mais tarde, passado à condição de novo município do Rio Grande do Norte, com a denominação de João Pessoa. Seis anos mais tarde, o município voltou a ter o nome do antigo povoado, Alexandria, para evitar confusão com João Pessoa, capital da Paraíba.[2][8]
Conforme já citado anteriormente, o povoado de Alexandria foi elevado à categoria de vila, em 1923.[2] Somente em 7 de novembro de 1930, a vila se tornou município, desmembrado de dois municípios, simultaneamente: Martins e Pau dos Ferros, com o nome de João Pessoa. Seis anos mais tarde, em 24 de outubro de 1936, por força a lei estadual nº 19, o nome do município é alterado para Alexandria para que se pudesse evitar confusão com a capital do estado da Paraíba e homenagear uma filha ilustre da região, de nome Alexandrina Barreto Ferreira Chaves.[8]
Em 1953, Alexandria, que era formado apenas pelo distrito-sede, passou a ser formado por dois distritos: Alexandria e Tenente Ananias Gomes. Nove mais tarde, outros distritos foram sendo criados e anexados ao município de Alexandria: João Dias e Pilões. No ano seguinte, em 26 de março de 1963, o distrito de Tenente Ananias Gomes foi emancipado e se tornou município com o nome de Tenente Ananias. Em 2 de agosto de mesmo ano, foi emancipado e elevado à categoria de município o distrito de João Dias e, dezoito dias mais tarde, o distrito de Pilões. Até os dias atuais, o município de Alexandria é formado apenas pelo distrito sede.[8]
O município de Alexandria está atualmente localizado no estado do Rio Grande do Norte, na região do Alto Oeste Potiguar, que reúne 36 municípios potiguares oestanos. Além do Alto Oeste, Alexandria é um dos 62 municípios potiguares incluídos da Mesorregião do Oeste Potiguar, que se divide em sete microrregiões, sendo que a microrregião à qual o município é pertencente é a Microrregião de Pau dos Ferros, a segunda mais ocidental do Rio Grande do Norte e que engloba dezessete municípios: Alexandria, Francisco Dantas, Itaú, José da Penha, Marcelino Vieira, Paraná, Pau dos Ferros, Pilões, Portalegre, Rafael Fernandes, Riacho da Cruz, Rodolfo Fernandes, São Francisco do Oeste, Severiano Melo, Taboleiro Grande, Tenente Ananias e Viçosa. Situa-se a uma latitude 06º 24' 45" S e 38º 00' 57" W, e a uma distância de 369 quilômetros da capital potiguar.[2]
A área do município é de 381,202 km², o que correspondente a 0,722% do território potiguar, 0,0245% do território nordestino e 0,0045% do país.[9] Alexandria ainda é limítrofe com os municípios de Pilões e Antônio Martins a norte, Santa Cruz, Bom Sucesso e Brejo dos Santos (todas na Paraíba) a sul), João Dias a leste e Marcelino Vieira e Tenente Ananias a oeste.[2]
A altitude da sede municipal é de 319 metros acima do nível do mar, sendo então o vigésimo quinto município com a maior altitude média do Rio Grande do Norte.[5] No município predomina um relevo acidentado e serrano, com altitudes variando entre duzentos e quatrocentos metros. O tipo de solo predominante é o podzólico vermelho amarelo equivalente eutrófico, cujas características principais são a alta fertilidade, a média textura, com drenagem acentuada, relevo suave e ondulado. Em épocas de estiagem, o uso desse solo para agricultura é restrito, além de o solo alexandrinense não exigir alto sistema de manejo, pois somente o uso do baixo e médio nível tecnológico agrícola são suficientes para plantar neste solo. Em Alexandria, encontram-se as serras das Baixas, da Barriguda, do Batalhão, de Boa Vista, da Boiada, do Brejo, do Cajueiro, da Cafunga, das Covas, do Croatá, do Cumbe, do Frade, do Mata Pasto, do Panati, da Prensa, de Santana e do Serrote da Ilha.[2]
Alexandria está situado em área de abrangência das rochas metamórficas que compõem o embasamento cristalino, provenientes da idade Pré-Cambriana média, cuja idade varia entre 1000 e 2500 milhões de anos, e há a predominância de gnaisses e migmatitos variados, além de granitos, xistos e anfibolitos, às vezes cortados por veios de quartzo e pegmatitos. O município possui ainda dois sítios arqueológicos (Fidalgo e Santana) e Lagoa de Lajes (que abrange uma série de tanques com fósseis de mamíferos; atualmente, esse lugar se encontra submerso).[2]
O município de Alexandria encontra-se com 100% do seu território inserido na bacia hidrográfica do rio Apodi/Mossoró. Os principais riachos alexandrinenses são os de Alexandria, da Mata e do Meio. Já os principais açudes do município são Pulgas (com capacidade para 3,3 milhões de m³), da Bananeira (750 000 m³) e do Meio (1 610 880 m³).[2]
O clima de Alexandria é considerado semiárido, cuja sede possui temperaturas médias anuais em torno de 28°C, sendo 33°C a temperatura máxima e 21ºC a temperatura mínima.[2] As principais características deste tipo climático são as chuvas escassas e irregulares em sua distribuição, nebulosidade baixa, muitas horas de forte insolação e fortes índices de vaporização (processo de passagem da água do estado líquido para o estado gasoso), pluviosidade anual concentrada entre 250 e 750 milímetros e a longa duração do período de estiagem (seca), que pode durar e seis a onze meses.[10] Segundo a Classificação climática de Köppen-Geiger, o tipo climático de Alexandria é do tipo As.[11] O mês com a maior média anual é dezembro, cuja média de temperatura aproximada é de 28,8ºC, sendo 22,3°C e 35,2°C as temperaturas mínima e máxima, respectivamente. Já o mês com a menor média registrada é julho, cuja média de temperatura aproximada é 24,7ºC, sendo 19,2°C e 30,1°C as temperaturas mínima e máxima, respectivamente. Já a precipitação média anual é de 817,4 mm, onde o mês mais chuvoso é março, quando a precipitação é de 230,2 milímetros, enquanto agosto é o mais seco, quando só caem 7,9 mm.[12] O período chuvoso do município costuma ocorrer geralmente entre os meses de fevereiro e maio. A umidade relativa do ar é de 66% e o tempo de insolação chega a 2 700 horas anuais.[2] Segundo dados, a maior precipitação pluviométrica já registrada em Alexandria foi registrada em 1983 e atingiu um volume de 1 717,9 mm, enquanto o menor foi de 263,3 mm, em 1983.[13]
| Mês | Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Média alta °F | 92 | 89 | 89 | 88 | 87 | 87 | 86 | 91 | 93 | 94 | 94 | 95 | |
| Média baixa °F | 71 | 69 | 70 | 70 | 69 | 67 | 67 | 67 | 69 | 69 | 71 | 72 | |
| Precipitação polegadas | 3.33 | 3.65 | 9.06 | 6.85 | 3.28 | 1.46 | 1 | 0.31 | 0.94 | 0.36 | 0.54 | 1.39 | |
| Média alta °C | 33.1 | 31.4 | 31.4 | 31 | 30.7 | 30.5 | 30.1 | 32.8 | 33.8 | 34.4 | 34.5 | 35.2 | |
| Média baixa °C | 21.9 | 20.4 | 20.9 | 21.3 | 20.6 | 19.5 | 19.2 | 19.2 | 20.7 | 20.8 | 21.7 | 22.3 | |
| Precipitação mm | 84.7 | 92.8 | 230.2 | 174.1 | 83.3 | 37 | 25.5 | 7.9 | 23.9 | 9.1 | 13.7 | 35.2 | |
| Fonte: Tempo Agora (período: 1961-1990)[12] | |||||||||||||
A vegetação de Alexandria é composta pela caatinga hiperxerófila - um tipo de vegetação de caráter mais seco e é onde há a abundância de cactáceas e plantas de porte mais baixo e espalhadas - e pela floresta caducifólia - apresenta espécies de plantas com folhas pequenas e caducas, que caem durante a estiagem.[2]
| Crescimento populacional | |||
|---|---|---|---|
| Censo | Pop. | %± | |
| 1970 | 13 252 |
|
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| 1980 | 14 337 | 8,2% | |
| 1991 | 14 580 | 1,7% | |
| 2000 | 13 772 | -5,5% | |
| 2010 | 13 507 | -1,9% | |
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do IBGE (1970-2010)[14][15] |
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A população de Alexandria estimada pelo IBGE em 2011 foi de 13 487 habitantes, sendo o 39º mais populoso do estado e com uma densidade demográfica aproximada de 35,4 habitantes por quilômetro quadrado.[4] Em 2010, a população do município segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística era de 13 507 habitantes, sendo que 6 616 habitantes eram homens e 6 891 habitantes eram mulheres. Ainda de acordo o mesmo censo, 3 189 habitantes viviam na zona urbana (68,03%) e 4 318 na zona rural (31,97%). O grau da população faz que Alexandria seja classificado como o município com a 68ª maior taxa de urbanização do Rio Grande do Norte. A densidade demográfica, que é uma divisão entre a população e sua área, era de 35,43 habitantes por quilômetro quadrado.[15][16]
Em relação ao censo de 2000, a população era de 13 772 habitantes, dos quais apenas 62,88% viviam em áreas urbanas (5 581 habitantes), enquanto 37,12% dos habitantes viviam nas zonas rurais (3 294 pessoas), além de 4 427 habitantes serem do sexo masculino e 4 448 do sexo feminino.[14][17][18]
O Índice de Desenvolvimento Humano do município é considerado médio pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Em 2000, seu valor era de 0,637, sendo o 139º maior do estado. Considerando apenas a educação o índice é de 0,702, o índice da longevidade é de 0,706 e o de renda é de 0,503.[6][19]
O coeficiente de Gini, que mede a desigualdade social, é de 0,42, sendo que 1,00 é o pior número e 0,00 é o melhor. A incidência da pobreza, medida pelo IBGE, é de 54,44%, o limite inferior da incidência de pobreza é de 46,94%, o superior é 61,95% e a subjetiva é 60,02%.[20]
Tal como a variedade cultural em Alexandria, são diversas as manifestações religiosas presentes na cidade. Embora tenha se desenvolvido sobre uma matriz social eminentemente católica, é possível encontrar atualmente na cidade dezenas de denominações protestantes diferentes.[21] O município se localiza no país mais católico do mundo em números absolutos. A Igreja Católica teve seu estatuto jurídico reconhecido pelo governo federal em outubro de 2009,[22] ainda que o Brasil seja atualmente um estado oficialmente laico.[23] De acordo com dados do censo de 2000, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a população de Alexandria é composta por: Católicos (93,12%), evangélicos (4,86%), pessoas sem religião (1,58%).[21]
Conforme o censo de 2010 realizado pelo IBGE, a população alexandrinense é formada por pardos (53,99%), brancos (40,76%), pretos (3,71%), amarelos (1,42%) e indígenas (0,13%).[24]
O poder executivo do município de Alexandria é representado pelo prefeito e seu gabinete de secretários, seguindo o modelo proposto pela Constituição Federal.[25] Em vários mandatos, diversas pessoas já passaram pela prefeitura, sendo o mais recente deles Alberto Maia Patrício de Figueiredo, do Partido Progressista (PP), eleito em 2004[26] e reeleito em 2008 com mais de 57% dos votos válidos, contra mais de 42% do adversário, Dr. Nei, do Partido da Mobilização Nacional (PMN).[27]
O poder legislativo é representado pela câmara municipal, composta por nove vereadores eleitos para cargos de quatro anos (em observância ao disposto no artigo 29 da Constituição[28]) e está composta da seguinte forma: três do Partido Social Democrático (PSD), duas do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), uma do Partido Social Cristão (PSC), uma do Partido Socialista Brasileiro (PSB), uma do Partido Verde (PP) e uma do Partido dos Trabalhadores (PT). Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao Executivo, especialmente o orçamento municipal (conhecido como Lei de Diretrizes Orçamentárias). Devido ao poder de veto do prefeito, em períodos de conflito entre o Executivo e o Legislativo, o processo de votação deste tipo de lei costuma gerar bastante polêmica. Conquanto seja o poder de veto assegurado ao prefeito, o processo de votação das leis que se lhe opõem costuma gerar conflitos entre Executivo e Legislativo. O Poder Judiciário é representado pela sede da Comarca de Alexandria, de segunda entrância e que reúne, além da cidade-sede, os municípios de João Dias e Pilões.[29]
Em complementação ao processo legislativo e ao trabalho das secretarias, existem também conselhos municipais, cada um deles versando sobre temas diferentes, compostos obrigatoriamente por representantes dos vários setores da sociedade civil organizada. A atuação e representatividade efetivas de tais conselhos, porém, são por vezes questionadas. Os seguintes conselhos municipais estão atualmente em atividade: Conselho de Alimentação Escolar, Conselho da Criança e do Adolescente, Conselho do FUNDEB, Conselho do Meio Ambiente e Conselho da Saúde.[2]
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, Alexandria possuía, em novembro de 2011, 9 385 eleitores, o que representa 0,417% dos eleitores do Rio Grande do Norte.[30] Esse número, por ser inferior a duzentos mil, faz com que não haja segundo turno no município.[31]
O Produto Interno Bruto (PIB) de Alexandria é o segundo maior de sua microrregião (atrás apenas de Pau dos Ferros) e o 50º do estado. De acordo com dados do IBGE, relativos a 2008, o PIB do município era de R$ 55 400,392 mil. e o PIB per capita era de R$ 3 921,60.[7]
O setor primário é o segundo mais relevante da economia de Alexandria. De todo o valor do PIB municipal, 6 254 mil reais é o valor adicionado bruto da agropecuária. Segundo o IBGE, em 2010 o município possuía um rebanho de 11 855 bovinos, 361 equinos, 1 463 suínos, 4 205 caprinos, 298 asininos, 312 muares, 5 412 ovinos, 3 565 galinhas e 10 512 galos, frangos e pintinhos. Ainda no mesmo ano, o município produziu 2 048 mil de litros de leite, vinte mil dúzias de ovos de galinha e 9 820 quilos de mel-de-abelha. Na lavoura temporária são produzidos principalmente o arroz, batata-doce, cebola, feijão, fumo, mandioca, milho, sorgo e tomate. Já na lavoura permanente produzem-se banana, castanha de caju, coco-da-baía, mamão e manga.[20]
O setor secundário é o menos relevante para a economia do município. 3 604 mil reais do PIB municipal são do valor adicionado bruto da indústria (setor secundário).[20] O município possui algumas indústrias e empresas espalhadas em seu território, como, por exemplo, a Indústria e Comércio de Café Morobichaba Ltda., a empresa Rede Oeste de Supermercados, a empresa Casa Oliveira Ltda. Me, a empresa de água purificada "água do Céu", entre outras que atuam no comércio e em estabelecimentos.[32][33][34]
Já o setor terciário é o mais relevante para a economia municipal. A prestação de serviços rende 42 206 mil reais ao PIB alexandrinense. De acordo com o IBGE, a cidade possuía, no ano de 2008, 206 unidades locais, sendo todas atuantes e 1 825 trabalhadores, sendo 998 do tipo "pessoal ocupado total" e 827 do tipo "ocupado assalariado". Salários juntamente com outras remunerações somavam 7 286 mil reais e o salário médio mensal de todo município era de 1,5 salários mínimos.[20]
Alexandria possuía, em 2009, quatorze estabelecimentos de saúde, sendo cinco deles privados e nove públicos. Neles a cidade possuía 88 leitos para internação.[20] No ano de 2008, foram registrados 219 nascidos vivos, sendo que 5,5% nasceram prematuros, 86,3% foram de partos cesáreos e 26% foram de mães entre 10 e 19 anos (0,5% entre 10 e 14 anos). A taxa bruta de natalidade era de 15,5. No mesmo ano, a taxa de mortalidade infantil era de 4,6 por mil nascidos vivos e a taxa de óbitos era de 5,0 por mil habitantes.[35] Em 2000, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da longevidade em Alexandria era de 0,706 (o brasileiro era de 0,638).[6]
O município pertence à VI Regional de Saúde do estado do Rio Grande do Norte, com sede no município de Pau dos Ferros. Essa regional reúne 36 municípios oestanos do estado do Rio Grande do Norte.[36] Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, Alexandria, possuía em 2008, um total de 114 profissionais de saúde, sendo 89 residentes no próprio município e 25 residentes em cidades vizinhas. Entre os profissionais residentes no próprio município, existiam 34 agentes de saúde, um assistentes sociais, 23 auxiliares de enfermagem, seis bioquímicos, três clínicos gerais, sete dentistas, nove enfermeiros, um fisioterapeuta, um psiquiatra, além de outras quatro pessoas exercerem outras profissões de saúde. Dentre os residentes fora de Alexandria, existiam cinco bioquímicos, dois cardiologistas, quatro clínicos gerais, um dentista, um fisioterapeuta, três ginecologistas, um nutricionista, três pediatras e três radiologistas; outras duas pessoas pertenciam a outras profissões de saúde.[2]
| Educação de Alexandria em números[20] | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Nível | Matrículas | Docentes | Escolas (total) | |||
| Ensino pré-escolar | 376 | 29 | 13 | |||
| Ensino fundamental | 2 303 | 115 | 18 | |||
| Ensino médio | 525 | 15 | 1 | |||
O município de Alexandria possuía, em 2009, aproximadamente 3 204 matrículas e 32 escolas nas redes públicas e particulares entre os ensinos pré-escolar, fundamental e médio.[20] O município possui ainda uma instituição de ensino superior: um núcleo acadêmico da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), que oferece os cursos de ciências contábeis e história.[37][38] Alexandria, junto com Jucurutu, Lajes, Parelhas, Touros e Umarizal, é um dos seis municípios potiguares reivindicados pelo estado para a construção de uma unidade do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN). A unidade mais próxima deste instituto encontra-se instalada em Pau dos Ferros.[39]
Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) e do Ministério da Educação (MEC), o índice de analfabetismo em 2000 era mais frequente entre pessoas com faixa etária acima de 25 anos (44,39%), enquanto que o menor índice se concentrava em pessoas entre quinze e dezessete anos (6,94%).[40] A taxa bruta de frequência à escola passou de 54,52% em 1991 para 85,74% em 2000.[41] 1 400 habitantes possuíam menos de 1 ano de estudo ou não contava com instrução alguma.[42]
De acordo com o mapa da violência divulgado pelo Instituto Sangari, em 2011, a taxa de homicídios no município de Alexandria era de 11,8 para cada cem mil habitantes, ficando na trigésima posição a nível estadual e na 1522ª colocação a nível nacional; entre 2006 e 2008, cinco homicídios foram registrados naquele município (três em 2007 e dois em 2008). O índice de óbitos por acidente de trânsito também foi de 11,8, ficando na 1896ª colocação no país e na 38ª posição no estado; durante o período pesquisado, 2006-2008, foram registrados cinco acidentes por acidente de trânsito em Alexandria (dois em 2006, um em 2007 e dois em 2008).[43] Já o índice de suicídios foi de 4,7 para cada 100 mil habitantes, sendo o 31º do estado e o 1326º do Brasil (durante o período pesquisado foram registrados dois suicídios, ambos em 2008).[44] O município é sede da 8ª Delegacia Regional de Polícia do Rio Grande do Norte (8ª DRP), que compreende outros seis municípios do estado (Antônio Martins, João Dias, Marcelino Vieira, Paraná, Pilões e Tenente Ananias).[45]
Além da segurança pública, o município conta com outros serviços básicos. O serviço de abastecimento de água de toda o município é feito pelo Sistema Autônomo de Água e Esgotos (SAAE),[46] enquanto a responsável pelo abastecimento de energia elétrica em Alexandria é a Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern), que fornece energia em todos os municípios do estado do Rio Grande do Norte.[47] No ano de 2007 existiam 4 147 consumidores e foram consumidos 6 227 KWh de energia.[2] Ainda há serviços de internet discada e banda larga (ADSL) sendo oferecidos por diversos provedores de acesso gratuitos e pagos. O serviço telefônico móvel, por telefone celular, é oferecido por diversas operadoras. O código de área (DDD) de Alexandria é 084[48][49] e o Código de Endereçamento Postal (CEP) da cidade é de 59965-000.[50] No dia 10 de novembro de 2008 o município passou a ser servido pela portabilidade, juntamente com outras cidades de DDDs 33 e 38, em Minas Gerais; 44, no Paraná; 49, em Santa Catarina; além de outros municípios com código 84, no Rio Grande do Norte.[51]
Há transmissão de canais nas faixas Very High Frequency (VHF) e Ultra High Frequency (UHF). Em 2008, Alexandria sediava duas emissoras de rádio, sendo uma em modulação em amplitude (AM) e uma em modulação em frequência (FM) e ainda possuía uma agência da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.[2]
A frota municipal no ano de 2010 era 2 330 de veículos, sendo 1 237 motocicletas, 619 automóveis, 128 motonetas, 194 caminhonetes, 48 caminhões, 38 camionetas, trinta micro-ônibus, um caminhão-trator, onze ônibus e quatro veículos utilitários. Outros tipos de veículos incluíam vinte unidades.[20]
Por não possuir rios em abundância, o município não possui muita tradição no transporte hidroviário. Alexandria é cortada por uma ferrovia em seu território: a Estrada de Ferro Mossoró-Sousa. O projeto dessa ferrovia foi idealizado desde o século XIX, por volta de 1870, e que iria ligar Porto Franco (na época ainda subordinado a Mossoró) ao Rio São Francisco. Essa ferrovia iria ser construída utilizando recursos privados do governo. Um dos idealizadores e precursores dessa ferrovia, Francisco Solon, conseguiu os empreendimentos e recursos necessários a essa construção, contudo o projeto não foi concretizado porque não obteve aprovação do governo brasileiro. Em 1912, Vicente Saboia de Albuquerque e Francisco Tertuliano de Albuquerque receberam nova concessão à construção da ferrovia. Em 15 de março de 1915, a ferrovia foi inaugurada, ligando o município a Porto Franco (atual Areia Branca). Doze anos mais tarde, o trecho dessa rodovia começava a se expandir e já se estendia até o distrito de São Sebastião, pertencente a Mossoró, hoje o município de Governador Dix-Sept Rosado. Em 1929, o trecho de Caraúbas foi entregue e, sete anos depois, também foi entregue o trecho de Mineiro (atualmente Frutuoso Gomes). Finalmente, em 1950, com recursos do governo federal do Brasil, a estrada de ferro já ligava Mossoró ao município paraibano de Sousa. Atualmente, a ferrovia se encontra desativada.[52]
Além da ferrovia, a cidade conta com uma estação rodoviária e um campo de pouso de pequeno porte.[2] O município é cortado por duas rodovias em seu território, ambas estaduais: a RN-079, que liga Rafael Fernandes a Alexandria; e a RN-117, que começa em Major Sales, passa pelos municípios de Paraná e Tenente Ananias, chega em Alexandria e se estendendo até o município de Antônio Martins.[53]
De acordo com o censo demográfico de 2010 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Alexandria possuía, em geral, 3 925 domicílios, sendo 3 911 casas (99,64%), treze apartamentos (0,33%) e uma habitação em casa de cômodos ou cortiço (0,03%).[54] Já em relação à condição de ocupação do domicílio, 2 354 eram imóveis próprios (59,97%), 784 eram alugados (19,97%), 772 cedidos (19,67%) e apenas quinze eram ocupados sob uma outra condição (0,38%). Em relação ao abastecimento de água realizado nas residências, 3 054 recebiam água tratada a partir de uma rede geral de distribuição (77,81%), 277 imóveis eram abastecidos por um poço ou nascente na propriedade (7,06%) e 594 unidades possuíam abastecimento de água vindo de outras fontes (15,13%). Quanto à energia elétrica, 3 871 imóveis eram abastecidos (98,62%), sendo 3 848 a partir de uma companhia distribuidora de energia (98,04%) e 23 com energia vinda de outra fonte (0,59%); outros 54 domicílios não tinham ou não eram abastecidos pela rede elétrica (1,38%).[55]
Em relação ao destino do lixo, 2 698 domicílios possuíam coleta (68,74%), dos quais 913 eram coletados por serviço de limpeza (23,26%) e 1 785 possuíam a coleta feita a partir de uma caçamba de serviço de limpeza (45,48%); outros 1 227 imóveis jogavam o lixo em outros destinos (31,26%).[55] Quanto ao esgotamento sanitário, 460 domicílios não possuíam banheiros nem sanitários (11,72%); já entre os 3 465 domicílios que a possuíam (88,28%), 1 982 tinham esgotamento sanitário feito a partir da rede geral de esgotos ou pluvial (50,5%), 265 a partir de uma fossa séptica (6,75%) e 1 218 com esgotamento sanitário feito de uma outra maneira (31,03%).[56]
A Secretaria de Cultura, Meio Ambiente e Cidadania é o órgão da prefeitura responsável pela educação e pela área cultural do município de Alexandria. É ela que organiza atividades e projetos culturais, além dos setores de cidadania e meio ambiente municipal.[2]
O artesanato é uma das formas mais espontâneas da expressão cultural alexandrinense. Em várias partes do município, assim como do estado, é possível encontrar uma produção artesanal diferenciada, feita com matérias-primas regionais e criada de acordo com a cultura e o modo de vida local. Alguns grupos reúnem diversos artesãos da região, disponibilizando espaço para confecção, exposição e venda dos produtos artesanais. Normalmente essas peças são vendidas em feiras, exposições ou lojas de artesanato.[57][58][59] A cidade conta com um rico artesanato, destacando-se na produção de vários ícones, como bolsas, bonecas de pano, cerâmicas, chapéus, utensílios domésticos, entre outros.[57]
Segundo o Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte, Alexandria contava, em 2008, com três campos de futebol, uma biblioteca pública, uma livraria, dois clubes sociais, um centro cultural, dois estádios de futebol e duas quadras de esporte.[2] Em dezembro de 2011, foi inaugurada a Casa de Cultura Popular Dr. Antônio Fernando Mousinho, que contou com a presença de Isaura Rosado, a secretária extraordinária da Cultura do Rio Grande do Norte. Essa casa de cultura está localizada exatamente no prédio onde funcionava o antigo quartel e conta com espaços destinados à exposição de produtos artesanais.[60]
A principal atração turística alexandrinense é a Serra Barriguda. Essa serra tem esse nome por se assemelhar ao formato de uma mulher grávida e é formada por granito. O local possui 310 metros de altura e se situa a uma altitude de 602 metros acima do nível do mar.[61] Além desta serra, destacam-se ainda a Capela de Santa Filomena, o Sítio Arqueológico e a Pedra do Sino.[2]
Além das atrações turísticas, destacam-se os eventos. Um deles é o Carnaval de Alexandria ou Carnaval Tradição, organizado anualmente na época carnavalesca e que já contou e ainda conta com a presença de diversas bandas musicais, como o Axé Power e a Banda Inala.[62] Esse evento é considerado com um dos melhores carnavais organizados no interior do Rio Grande do Norte e um dos mais visitados por turistas na região do Oeste Potiguar.[57][63] Outros importantes eventos organizados na cidade são a Semana Junina (entre 18 e 24 junho), o Alefolia (realizado em julho), a Semana Universitária (entre 1º e 7 de agosto), a Semana da Cultura (entre 3 e 7 de novembro), a festa de emancipação política de Alexandria (no dia 7 de novembro) e a festa da padroeira Nossa Senhora da Conceição (no dia 8 de dezembro).[2] A festa da padroeira reúne grande parte da comunidade católica, vinda do Rio Grande do Norte e até mesmo de outros estados (como o Ceará e a Paraíba), contando com programações religiosas e socioculturais.[63]
Segundo a Associação do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte (AMPERN), em Alexandria há três feriados municipais. São eles: 28 de maio (dia da morte do Coronel Manoel Souza), 7 de novembro (dia da emancipação política do município, que se desmembrou de Martins e Pau dos Ferros em 1930) e 8 de dezembro (dia da padroeira do município, Nossa Senhora da Conceição).[64][65] De acordo com a lei federal n.º 9.093, aprovada em 12 de setembro de 1995, os municípios podem ter no máximo quatro feriados municipais, já incluída a Sexta-Feira Santa.[66][67]