Cher

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Cher
Cher na pré-estreia de Burlesque, em 2010
Informação geral
Nome completo Cher[1]
Apelido Deusa do Pop
Nascimento 20 de maio de 1946 (66 anos)
Local de nascimento El Centro, Califórnia
 Estados Unidos
Gêneros Pop, rock, folk, disco, dance
Ocupação Cantora, atriz
Instrumentos Vocal
Extensão vocal Contralto
Período em atividade 1963–presente
Outras ocupações Modelo, apresentadora de televisão, produtora musical e cinematográfica, diretora de cinema, desenhista de moda, empresária, filantropa
Gravadora(s) Warner Bros., WEA, Geffen, Columbia, Casablanca, MCA, Kapp, Atco, Imperial
Afiliações Sonny & Cher, Sonny Bono, Gregg Allman, Black Rose
Influência(s) Bob Dylan, The Beatles, Elvis Presley, Engelbert Humperdinck, Lulu, Patsy Cline, Petula Clark, Sandie Shaw, The Shirelles, The Supremes[2]
Página oficial cher.com
Assinatura Cher Assinatura.png
Cher
Cher em Good Times (1967)
Outros nomes Bonnie Jo Mason, Cher Bono, Cherilyn La Piere, Cherilyn Sarkisian La Piere, Cheryl Sarkisian, Cleo[3]
Altura 1,74[4] m
Cônjuge Gregg Allman (1975–1979)
Sonny Bono (1964–1975)
Atividade 1965–presente
Óscares da Academia
Melhor atriz
1988 – Moonstruck
Emmy Awards
Melhor especial de variedades, música ou comédia
2003 – Cher: The Farewell Tour
Prémios Golden Globe
Melhor atriz em televisão - comédia ou musical
1974 – The Sonny & Cher Comedy Hour
Melhor atriz coadjuvante em cinema
1984 – Silkwood
Melhor atriz em cinema - comédia ou musical
1988 – Moonstruck
Festival de Cannes
Melhor atriz
1985 – Mask
IMDb: (inglês) (português)

Cher (AFI[ˈʃɛər];[5] nascida como Cherilyn Sarkisian em 20 de maio de 1946) é uma cantora, atriz, apresentadora, diretora e produtora cinematográfica e musical dos Estados Unidos. Apelidada de "Deusa do Pop", ela ganhou um Oscar, um Grammy, um Emmy, três Globos de Ouro e um prêmio do Festival de Cannes, entre outros, por seu trabalho no cinema, na música e na televisão. Ela é a única pessoa na história a receber todos esses prêmios.[6] Nascida em El Centro, Califórnia, Cher se mudou para Los Angeles aos 16 anos e começou sua carreira como vocal de apoio nas gravações do produtor Phil Spector. Mais tarde, ganhou destaque como parte da dupla de pop rock Sonny & Cher, com o sucesso da canção "I Got You Babe", em 1965. Posteriormente, em 1971, estabeleceu-se como artista solo e tornou-se uma estrela de televisão com o The Sonny & Cher Comedy Hour, um programa de variedades pelo qual ela ganhou um Globo de Ouro. Um bem recebido desempenho no filme Silkwood (br: Silkwood - O Retrato de uma Coragem; pt: Reacção em Cadeia) rendeu-lhe uma indicação ao Oscar de melhor atriz coadjuvante, em 1984. Nos anos seguintes, Cher atuou em uma série de filmes de sucesso, incluindo Mask (br: Marcas do Destino; pt: Máscara), The Witches of Eastwick (br/pt: As Bruxas de Eastwick) e Moonstruck (br: Feitiço da Lua; pt: O Feitiço da Lua), pelo qual ela ganhou o Oscar de melhor atriz em 1988.

Ao longo de uma carreira de cinco décadas, Cher vendeu mais de 100 milhões de álbuns em todo o mundo, o que a faz uma das artistas mais bem-sucedidas de todos os tempos.[7] Ela é a única artista a alcançar o primeiro lugar nas paradas da Billboard em cada uma das últimas seis décadas. Seu hit dance "Believe" é a gravação mais vendida de sua carreira e foi o single mais vendido de 1999, com mais de 11 milhões de cópias vendidas em todo o mundo. Ela possui o recorde de maior extensão de tempo de hits n° 1 no Hot 100, com 33 anos entre o lançamento do seu primeiro e do seu mais recente single no topo da parada, em 1965 e 1999, e é a mulher mais velha (aos 52 anos) a ter uma canção em primeiro lugar no gráfico da Billboard. Entre seus sucessos musicais, destacam-se "All I Really Want to Do", "Bang Bang (My Baby Shot Me Down)", "Gypsys, Tramps & Thieves", "The Way of Love", "Half-Breed", "Dark Lady", "Take Me Home", "I Found Someone", "We All Sleep Alone", "After All", "If I Could Turn Back Time", "Just Like Jesse James", "The Shoop Shoop Song (It's in His Kiss)", "Walking in Memphis", "Strong Enough" e "Song for the Lonely". Cher encerrou a Living Proof: The Farewell Tour em 2005 como a turnê mais bem-sucedida da história por uma cantora solo. Em 2008, ela assinou um contrato de 60 milhões de dólares com o Caesars Palace, em Las Vegas, para fazer uma série de shows intitulada Cher at the Colosseum, que durou até fevereiro de 2011. Cher também é conhecida por sua voz grave, classificada como contralto.

Índice

[editar] Origem e infância

Cher nasceu com o nome de Cherilyn Sarkisian em El Centro, Califórnia, em 20 de maio de 1946.[8] Seu pai, John Paul Sarkisian, era um refugiado armeno-americano que trabalhava como caminhoneiro, e sua mãe, Jackie Jean Crouch, que atendia pelo nome artístico de Georgia Holt, era uma aspirante a atriz e modelo de ascendência irlandesa, inglesa, alemã e cheroqui.[9] A relação dos pais de Cher era tempestuosa, como ela relembrou: "Eu [...] tinha dez meses de idade quando ela [sua mãe] deixou meu pai pela primeira vez e foi a Reno para um divórcio." O divórcio de Reno foi apenas o primeiro; eles se casaram e divorciaram mais duas vezes.[10] O terceiro de oito casamentos de sua mãe foi com o ator John Southnall, pai de sua meio-irmã, Georganne. Apesar do casamento ter durado apenas cinco anos, Cher o considera seu pai verdadeiro, e lembra-se dele como "um homem de boa índole que se tornava agressivo quando bebia demais". Eles se divorciaram quando Cher tinha nove anos de idade.[11]

Os vários casamentos e subsequentes divórcios de sua mãe criaram uma existência nômade para Cher e sua meio-irmã. Elas estavam constantemente de mudança e geralmente tinham pouco dinheiro. Em determinado momento, sua mãe foi forçada a colocá-la em um orfanato. Embora ela a visitasse todos os dias, foi uma época dolorosa para mãe e filha, como afirmou Georganne: "Minha mãe se lembra disso como a experiência mais traumática da vida dela".[11] Os membros da família de Cher tomaram conhecimento de sua criatividade em tenra idade, quando ela "produziu" para sua classe o musical Oklahoma!. O biógrafo Connie Berman conta que "Cher reuniu um grupo de garotas e dirigiu e criou as coreografias. Como não podia reunir garotos, ela atuou nos papéis masculinos e cantou suas canções. Mesmo nessa idade, ela já tinha uma voz grave."[12] Apesar dos tempos difíceis e da vida instável, Cher tinha uma ambição de infância: ser famosa, como ela comentaria anos mais tarde: "Eu não conseguia pensar em qualquer coisa que eu pudesse fazer... Eu não achava que seria uma cantora ou uma dançarina. Eu apenas achava que, bem, eu seria famosa. Esse era o meu objetivo."[13]

Em 1961, sua mãe se casou com o banqueiro Gilbert LaPiere, que a adotou e a matriculou na escola privada Montclair Prep, na próspera comunidade de Encino, em Los Angeles. Assim como ele, os pais da Montclair Prep tinham trabalhos muito bem remunerados e eram bem-sucedidos financeiramente. Um ambiente social tão diferente representou um desafio para Cher, e ela se destacou dos outros tanto por sua aparência exótica quanto por sua personalidade extrovertida, como relembrou uma ex-colega de classe: "Eu nunca vou esquecer de quando vi Cher pela primeira vez. Ela era muito especial. [...] Ela era exatamente como uma estrela de cinema. [...] Ela disse que seria uma estrela de cinema e nós sabíamos que ela seria."[13] Cher costumava entreter os outros estudantes durante a hora do lanche apresentando canções, e chocou alguns deles ao vestir roupas ousadas que mostravam seu umbigo. Nas aulas, Cher não estava entre os melhores estudantes, mas era conhecida por ser inteligente e criativa. Ela geralmente obtinha boas notas, indo bem em francês e inglês. Mais tarde, em idade adulta, Cher descobriria que sofre de dislexia, uma condição que limita a habilidade de leitura e escrita.[14]

[editar] Carreira

[editar] Sonny & Cher (1962–1969)

A Sunset Strip, em Los Angeles, foi palco das primeiras tentativas de Cher de entrar no show business. Depois de sair de casa aos 16 anos, ela começou sua carreira dançando nos clubes da região

Aos 16 anos, Cher abandonou a escola, deixou a casa da sua mãe e passou a morar com uma amiga em Los Angeles. Ela teve aulas de atuação e passou por vários empregos para se sustentar. Ela chegou a dançar em pequenos clubes na Sunset Strip, em Hollywood, e se apresentou para artistas, empresários e agentes.[15] Segundo o biógrafo Connie Berman, "A jovem não hesitava em se aproximar de qualquer um que ela achava que pudesse ajudá-la a [...] fazer um novo contato ou obter testes." Cher conheceu Sonny Bono no final de 1962. Sonny, que era 11 anos mais velho, trabalhava como assistente do produtor Phil Spector.[16] Cher, que estava morando sozinha após sua amiga se mudar do apartamento que dividiam, aceitou a oferta de Sonny para trabalhar em sua casa como governanta.[17] A relação dos dois rapidamente cresceu e eles se tornaram amigos inseparáveis, comprometeram-se e mais tarde casaram. Por meio de Sonny, Cher começou a trabalhar como cantora em 1963, e foi vocal de apoio em várias produções clássicas de Spector, incluindo "You've Lost That Loving Feeling", dos Righteous Brothers, e "Be My Baby", das Ronettes.[17] Sua primeira gravação solo foi o malsucedido single "Ringo, I Love You", lançado sob o pseudônimo de Bonnie Jo Mason.[18][19] Com Sonny escrevendo, criando os arranjos e produzindo as canções, a primeira encarnação musical de Cher e Sonny foi como a dupla "Caesar & Cleo". Eles receberam pouca atenção, apesar do lançamento dos singles "The Letter" e "Love Is Strange" em 1964.[20]

No final de 1964, Cher (então conhecida como Cherilyn) assinou com a Imperial Records, e Sonny a acompanhou como produtor. O single "Dream Baby" conseguiu audiência em Los Angeles, tornando-se um hit local. Suspeitando estar no caminho certo, a dupla Sonny & Cher, como eram agora conhecidos, assinou um contrato com a gravadora Reprise Records e lançou seu primeiro single, "Baby Don't Go". A canção se tornou um grande sucesso local em Los Angeles, possibilitando a mudança da dupla para a Atco Records.[21] O primeiro álbum do duo, Look at Us, foi lançado no verão de 1965 e permaneceu na segunda posição da Billboard 200 por cinco semanas.[22] A canção "I Got You Babe" chegou ao primeiro lugar nos Estados Unidos e no Reino Unido simultaneamente em agosto de 1965 e se tornou um hit internacional.[23] O relançamento de "Baby Don't Go" alcançou a oitava posição no Billboard Hot 100. Vários outros hits menores se seguiram, incluindo "Just You", "But You're Mine", "What Now My Love" e "Little Man", até "The Beat Goes On" reestabelecer o duo no Top 10.[24] Entre 1965 e 1972, a dupla Sonny & Cher registrou 11 hits no Top 40 da Billboard, incluindo seis hits Top 10, e vendeu 80 milhões de álbuns e singles em todo o mundo.[25][26]

Cher e Sonny Bono nos estúdios da ABC em Londres (1966)

Cher e Sonny se tornaram um fenômeno comparado à Beatlemania, viajando e se apresentando ao redor do mundo.[27] Durante 1965, eles tiveram cinco canções simultaneamente no Top 20, um feito igualado apenas por Elvis Presley e The Beatles.[28] Após uma aparição no famoso programa de televisão The Ed Sullivan Show no outono de 1965, na qual Sullivan havia pronunciado seu nome durante a introdução como "Chur", a cantora passou a assiná-lo com um acento agudo: Chér, um recurso tipográfico que ela manteve até 1974.[29] O casal logo apareceu em outros programas de televisão de sucesso da época, incluindo American Bandstand, Top of the Pops, Hollywood A Go-Go, Podunk, Hollywood Palace, Hullabaloo, Beat Club, Ready Steady Go! e Shindig!!.[30] Apesar de inicialmente vista como um pouco desajeitada e a parte menos importante da dupla, Cher disfarçou seu medo de palco e nervosismo com piadas perspicazes dirigidas a seu parceiro. Ela logo se destacou como a integrante mais franca, ousada e provocativa da dupla. Com seus figurinos misteriosos e aparência exótica, ela se tornou uma lançadora de tendências, ajudando a popularizar as calças boca-de-sino e incorporando vestidos excêntricos, vestuário hippie e fantasias elaboradas em apresentações ao vivo. Cher tinha 19 anos de idade, Sonny 30.[31]

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"Bang Bang (My Baby Shot Me Down)" (1966)
"Bang Bang (My Baby Shot Me Down)" foi o primeiro grande sucesso de vendas de Cher em carreira solo, alcançando o Top 3 nos Estados Unidos e Reino Unido. A canção foi regravada por vários artistas, entre eles Nancy Sinatra,[32] Stevie Wonder,[33] Frank Sinatra[34] e Cliff Richard.[35]

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Mais tarde, em 1965, Cher lançou seu primeiro álbum solo, All I Really Want to Do (1965), que foi descrito pela crítica como "um dos mais fortes álbuns de folk pop da época".[36] O álbum chegou ao Top 20 na parada de álbuns da Billboard e permaneceu entre os mais vendidos por seis meses.[21] Sua versão cover de "All I Really Want to Do", de Bob Dylan, alcançou a posição de n° 15 no Hot 100.[37] Em 1966, Cher lançou seu segundo álbum solo, The Sonny Side of Chér.[38] O álbum continha os singles "Where Do You Go" (n° 25 no Hot 100) e "Bang Bang (My Baby Shot Me Down)" (n° 2 no Hot 100), ambos escritos e produzidos por Sonny Bono.[39] Nos Estados Unidos, o último foi o maior hit solo de Cher na década de 1960. Seu terceiro álbum solo, Chér, também lançado em 1966, não foi bem-sucedido como seus antecessores, mas incluiu "Alfie", que foi indicada ao Oscar de melhor canção original como tema do filme de Lewis Gilbert, e o hit europeu "Sunny".[39] Em 1967, Cher alcançou o Top 10 com "You Better Sit Down Kids", escrita por Sonny para o álbum With Love, Chér.[40]

Cher e Sonny realizando o ato que misturava comédia e música ao vivo e que precedeu sua carreira na televisão, em 1971

Em uma tentativa de capitalizar com o sucesso inicial da dupla, Sonny arranjou rapidamente um projeto de filme para ser estrelado por eles. No entanto, Good Times (1967) revelou-se um grande fracasso, apesar dos esforços do jovem diretor William Friedkin e do ator coadjuvante George Sanders.[41] Cher continuou a se estabelecer como artista solo e lançou o álbum Backstage (1968), que foi um fracasso comercial.[42] A carreira de Cher e Sonny paralisou em 1968 e as vendas de álbuns caíram. Seu folk rock suave e sua posição anti-drogas tornaram-se impopulares em uma época onde o rock psicodélico, que chegou ao seu ápice com a mudança evolutiva geral na cena da cultura pop americana no final da década de 1960, predominava.[43] A única filha de Cher com Sonny, Chastity Bono (agora legalmente nomeada Chaz Bono após mudança de sexo), nasceu em 4 de março de 1969.[44] A dupla fez outra incursão malsucedida no cinema em 1969, com Sonny escrevendo e produzindo Chastity, planejado para marcar a estreia de Cher como atriz dramática.[45] O filme (dirigido por Alessio De Paulo em seu primeiro e único trabalho como diretor) também foi um fracasso comercial.[46] O primeiro e único álbum solo de Cher pela Atco Records, 3614 Jackson Highway (1969), foi recebido com boas críticas, porém, enfrentou vendas baixas.[47] Sonny decidiu avançar, esculpindo uma nova carreira para o duo em resorts de Las Vegas e aguçando suas personalidades públicas: Cher era a cantora rabugenta e Sonny era o destinatário de boa índole de seus insultos.[48] Na realidade, Sonny controlava todos os aspectos do ato, desde os arranjos musicais até a autoria das piadas.[49][50] Enquanto o sucesso demorava a vir, sua sorte melhorou quando um caça-talentos das redes de televisão assistiu a um show, notando o apelo potencial do casal para um programa de variedades.[4]

[editar] Transição para televisão, carreira solo (1970–1979)

Cher se apresentando com Sonny no especial de televisão The Entertainer of the Year Awards, em 1973

Em 1970, Cher e Sonny estrelaram seu primeiro especial de televisão, The Sonny & Cher Nitty Gritty Hour, uma mistura de comédia pastelão, esquetes e música ao vivo. A atração foi um sucesso de crítica, o que os levou a vários outros programas de televisão como convidados especiais.[51] Cher e Sonny chamaram a atenção do chefe de programação da CBS Fred Silverman durante uma participação especial no programa The Merv Griffin Show, e Silverman ofereceu à dupla seu próprio programa de variedades. The Sonny & Cher Comedy Hour entrou no ar em 1971 como parte da programação de verão da emissora.[52] O show retornou ao horário nobre no final daquele ano e foi um sucesso imediato, alcançando rapidamente o Top 10.[53] Sobre a recepção do público, Silverman disse: "Foi uma explosão. Você poderia contar com os dedos de uma mão o número de vezes que isso aconteceu na história da televisão."[52] A atração recebeu quinze indicações ao Emmy durante seu período de exibição, ganhando uma por direção.[54][55]

Entre os vários convidados que apareceram no The Sonny & Cher Comedy Hour estão Tina Turner, Chuck Berry, Carol Burnett, George Burns, Glen Campbell, Dick Clark, Tony Curtis, Bobby Darin, Farrah Fawcett, The Jackson 5, Jerry Lee Lewis, Steve Martin, Ronald Reagan, Burt Reynolds, The Righteous Brothers, Neil Sedaka, Dinah Shore e The Supremes.[56] A dupla reviveu sua carreira musical, lançando mais quatro álbuns pela Kapp Records e MCA Records que incluíram mais dois hits Top 10: "All I Ever Need Is You", em 1971, e "A Cowboy's Work Is Never Done", em 1972.[57]

Cher como destaque na capa de 17 de março de 1975 da revista Time, fotografada por Richard Avedon. O vestido é uma criação do estilista Bob Mackie

Agora com 25 anos, Cher continuou a se estabelecer como artista solo, contando com a ajuda do produtor musical Snuff Garrett. Seu primeiro hit n° 1 em carreira solo foi "Gypsys, Tramps & Thieves".[58] A canção foi indicada ao Grammy na categoria de melhor interpretação vocal feminina pop e se tornou o single mais vendido da história da MCA Records até então.[59][28] O álbum de mesmo nome foi lançado em setembro de 1971 e recebeu certificado de platina nos Estados Unidos.[60] Outro single do álbum, "The Way of Love", alcançou a sétima posição no Hot 100, em março de 1972.[58] Cher lançou em 1972 o álbum Foxy Lady, e em 1973 o álbum Bittersweet White Light.[61][62] Ela conseguiu seu segundo n° 1 com "Half-Breed" em 1973, canção de assinatura do álbum de mesmo nome, que recebeu certificado de ouro nos Estados Unidos.[60][63] Seu terceiro n° 1 veio com "Dark Lady" em 1974, também do álbum de mesmo nome.[64]

Durante a terceira temporada do The Sonny & Cher Comedy Hour, foi revelado que seu casamento com Sonny havia chegado ao fim. A separação culminou no cancelamento do programa enquanto ele ainda estava no Top 10 de audiência.[65] O que se seguiu foi um divórcio público e desagradável, finalizado em 27 de junho de 1975.[66] Cher ganhou o Globo de Ouro de melhor atriz em televisão - comédia ou musical por The Sonny & Cher Comedy Hour em 1974.[67] Em março de 1975, a cantora apareceu na capa da revista Time vestindo uma criação do estilista Bob Mackie com os seios parcialmente à mostra.[68] Perguntada sobre o divórcio de Sonny, ela disse à revista: "As pessoas me perguntam se eu deixei Sonny por outro homem. Eu as digo que não, eu o deixei por outra mulher – eu."[69] Sonny lançou seu próprio programa, The Sonny Comedy Revue, no outono de 1974, enquanto Cher também havia anunciado planos para apresentar e estrelar um novo programa de variedades por conta própria.[70] O programa de Sonny foi abruptamente cancelado, no entanto, após apenas seis semanas.[71] O casal ainda se reuniria para mais duas temporadas do seu show.[72]

Cher e Don Knotts no programa de televisão The Sonny and Cher Show, em 1976

The Cher Show estreou como um especial de televisão em 16 de fevereiro de 1975, com as participações especiais de Flip Wilson, Bette Midler e Elton John.[73] Cloris Leachman e Jack Albertson ganharam o Emmy por suas participações algumas semanas depois, e o programa recebeu quatro indicações adicionais.[74] Outros convidados incluíram Pat Boone, David Bowie, Ray Charles, Patti LaBelle, Wayne Newton, Linda Ronstadt, Lily Tomlin, Frankie Valli, Raquel Welch, Liberace e Ike & Tina Turner.[75][76][77][78] Uma quantidade considerável de publicidade, relativa ao umbigo exposto de Cher e às roupas ousadas criadas por seu estilista Bob Mackie, foi produzida ao longo de 1975.[52] Seu programa apresentava inúmeras trocas de figurinos, em quantidade superior a dos programas de variedades típicos da época.[79] The Cher Show durou duas temporadas e meia, até que Cher, grávida, decidisse cancelar o programa por conta própria para, juntamente com o ex-marido, produzir uma versão renovada do The Sonny & Cher Comedy Hour.[80] Em 30 de junho de 1975, três dias após seu divórcio de Sonny, Cher se casou com o músico de rock Gregg Allman, um membro fundador da The Allman Brothers Band.[81] Eles tiveram um filho, Elijah Blue Allman, em 10 de julho de 1976.[82] Juntos, os dois lançaram um álbum, Two the Hard Way, sob a assinatura de Allman and Woman, que continha uma regravação do hit de Smokey Robinson "You've Really Got a Hold on Me".[83] O projeto não foi considerado um sucesso de crítica ou comercial.[84] Eles se separaram após dois anos de casamento.[85]

Entre 1975 e 1977, Cher lançou uma série de álbuns malsucedidos pela Warner Bros.: Stars, I'd Rather Believe in You e Cherished.[86] The Sonny and Cher Show estreou em 2 de fevereiro de 1976 sob altas expectativas, classificando-se no Top 10 de audiência.[52] Alguns dos convidados que apareceram no programa incluíram Muhammad Ali, Raymond Burr, Charo, Barbara Eden, Farrah Fawcett, Bob Hope, Don Knotts, Jerry Lewis, Debbie Reynolds, Tina Turner, Twiggy e Betty White.[87] A audiência, no entanto, logo caiu, e o programa foi cancelado após a sua segunda temporada.[88] Coincidindo com a popularidade inicial do programa, a Mego Toys lançou em 1976 uma linha de brinquedos e bonecas inspirados em Cher e Sonny.[89] Embora tenha sido breve, o sucesso do The Sonny and Cher Show foi único, uma vez que programas de variedades em geral não atraíam mais telespectadores.[90]

Cher fez um breve retorno ao horário nobre estrelando os especiais de televisão Cher... Special, em 1978, que recebeu três indicações ao Emmy, e Cher... And Other Fantasies, em 1979.[91][92] Um destaque para seus fãs foi um número de canto e dança baseado no musical West Side Story, no qual ela interpretou todos os personagens principais.[93] Em 1978, ela mudou legalmente seu nome de Cherilyn Sarkisian LaPiere Bono Allman para Cher, sem sobrenome ou nome do meio.[94] Segundo Heidi Stevens, do Chicago Tribune, ela estava "cansada de ser associada com sobrenomes de seu pai, padrasto e ex-maridos[.]"[1] Cher e Sonny se apresentaram juntos pela última vez no The Mike Douglas Show na primavera de 1979 (até sua muito comentada aparição no programa de David Letterman, em 1987), cantando um medley de "United We Stand" e "Without You".[95]

Para as imagens de divulgação do álbum Prisoner (1979), "o produtor queria explorar a imagem de Cher e a obsessão da mídia por ela", como conta o biógrafo Connie Berman. "A memorável capa resultante a mostra como uma 'prisioneira' da mídia, envolta em correntes"[96]
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"Take Me Home" (1979)
"Take Me Home" marcou a entrada de Cher no gênero da disco music, que havia se tornado popular no final da década de 1970. A canção e o álbum de mesmo nome tornaram-se sucessos instantâneos e mantiveram-se entre os mais vendidos de 1979.[97]

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Mais tarde, em 1979, Cher capitalizaria com a febre da disco music, assinando com a Casablanca Records e acumulando mais um hit no Top 10 com "Take Me Home". As vendas do álbum de mesmo nome foram impulsionadas pela imagem de Cher semi-nua caracterizada de guerreira víquingue na capa.[98] O álbum recebeu certificado de ouro pela Recording Industry Association of America (RIAA).[60] No mesmo ano, ela assinou um contrato de três anos com o Caesars Palace, em Las Vegas, onde realizou a maior parte dos shows da Take Me Home Tour (outras datas incluíram a América do Norte, Europa e Austrália).[99] Para esse show, ela recebeu um salário de 320 mil dólares por semana.[100] Cher apareceu na capa do seu segundo álbum lançado pela Casablanca, Prisoner, praticamente nua e envolta em correntes, estimulando controvérsia entre alguns grupos de direitos das mulheres por sua imagem de "escrava sexual".[101] Esse álbum produziu o hit single "Hell on Wheels", que foi destaque no filme Roller Boogie.[102]

[editar] Estrelato no cinema, retorno ao sucesso musical (1980–1990)

Em 1980, Cher gravou sua última canção disco para o filme Foxes, chamada "Bad Love".[103] Mais tarde, no mesmo ano, ela formou a banda de rock Black Rose com seu então namorado, o guitarrista Les Dudek, e lançou um álbum homônimo.[104] A banda tocou em pequenos clubes de Los Angeles e foi promovida sem usar a fama de Cher (seu nome não aparece na capa do álbum e seu rosto é visto apenas em uma foto da banda na contra-capa).[86][105] O álbum não vendeu bem, e a banda se separou no ano seguinte.[106] Cher disse à imprensa mais tarde: "Nós fomos os precursores de um certo tipo de música que está acontecendo hoje e um certo tipo de atitude e estilo e merda como essa, mas a minha imagem em vestidos de miçangas na capa do National Enquirer era muito difícil de combater. As pessoas esquecem que não havia calças boca-de-sino antes de eu começar a usá-las."[86] Em 1981, Cher lançou seu primeiro Top 5 no Reino Unido em dez anos: "Dead Ringer for Love", um dueto com o músico Meat Loaf para seu álbum Dead Ringer.[39] Em 1982, Cher lançou I Paralyze, distribuído pela Columbia Records. O álbum foi amplamente ignorado pela crítica e as vendas foram decepcionantes.[107]

Com as vendas de álbuns e lançamentos de hit singles novamente em um impasse, Cher decidiu expandir sua carreira e se tornar uma atriz séria.[108] Suas ambições mais antigas no entretenimento sempre foram voltadas para o cinema ao invés da música.[109] Seus filmes anteriores, como Good Times e Chastity, tinham sido mal recebidos.[110] A essa altura, ela era considerada uma piada e sua carreira era dada como "acabada" mais uma vez.[3] Em 1982, Cher conseguiu um papel em uma produção da Broadway, Come Back to the Five and Dime, Jimmy Dean, Jimmy Dean.[111] No mesmo ano, ela foi escalada para o elenco da versão cinematográfica (br: James Dean, o Mito Sobrevive; pt: Volta Jimmy Dean, Volta Para Nós), que foi dirigida por Robert Altman e a rendeu uma indicação ao Globo de Ouro.[112] Em seguida, Cher atuou ao lado de Meryl Streep e Kurt Russell no drama Silkwood (br: Silkwood - O Retrato de uma Coragem; pt: Reacção em Cadeia; 1983), no qual ela interpretou uma operária lésbica e companheira de quarto da personagem de Streep.[113] Ela recebeu sua primeira indicação ao Oscar, como melhor atriz coadjuvante, e foi premiada com o Globo de Ouro de melhor atriz coadjuvante por seu desempenho.[114]

O próximo papel de Cher foi o de protagonista em Mask (br: Marcas do Destino; pt: Máscara; 1985), dirigido por Peter Bogdanovich.[115] O filme estreou em terceiro lugar na bilheteria dos Estados Unidos e foi considerado seu primeiro sucesso comercial e de crítica como atriz principal.[116] Por seu papel como mãe de um garoto severamente desfigurado (Eric Stoltz), ela ganhou o prêmio de melhor atuação feminina no Festival de Cannes e recebeu uma indicação ao Globo de Ouro de melhor atriz em filme dramático.[117][118] Ainda em 1985, Cher foi agraciada com o prêmio de mulher do ano pela companhia de teatro Hasty Pudding, da Universidade Harvard.[119]

Boneca de cera de Cher numa exposição em Hong Kong, China. A estátua veste um modelo similar ao que ela usou na 60ª cerimônia de entrega do Oscar em 1988

Cher fez sua primeira aparição no programa Late Night with David Letterman em 22 de maio de 1986.[120] Em pré-entrevista com os produtores do programa, ela se referiu ao apresentador David Letterman com um termo depreciativo ao ser perguntada por que havia se recusado a aparecer em seu programa anteriormente. Ele a confrontou sobre isso ao vivo durante a entrevista, perguntando por que ela havia recusado tantos convites anteriores. Enquanto ela pensava em uma resposta apropriada, ele a encurralou, dizendo: "Porque você achou...", ao que ela respondeu: "...que você fosse um bundão." Cher recebeu uma mistura de vaias e risos do público pelo comentário; Letterman, no entanto, encerrou rapidamente o assunto e classificou o incidente como uma brincadeira.[121] Cher retornou ao programa em 13 de novembro de 1987, reunindo-se pelo que seria a última vez com o ex-marido Sonny Bono para cantar "I Got You Babe".[122] Desde então ela fez inúmeras participações no programa de Letterman na CBS.

Em 1987, Cher estrelou três filmes. Ela interpretou uma advogada no suspense Suspect (br/pt: Sob Suspeita), com Dennis Quaid, foi escalada como a protagonista feminina na comédia de humor negro The Witches of Eastwick (br/pt: As Bruxas de Eastwick), com Jack Nicholson, Susan Sarandon e Michelle Pfeiffer, e estrelou a comédia romântica Moonstruck (br: Feitiço da Lua; pt: O Feitiço da Lua), co-estrelada por Nicolas Cage e Olympia Dukakis e dirigida por Norman Jewison.[100] Por sua atuação como uma contadora deselegante em Moonstruck, Cher ganhou o Oscar de melhor atriz de 1987.[123] Segundo o biógrafo Josiah Howard, "A vitória de Cher no Oscar fez três coisas importantes: colocou para sempre seu nome no livro dos recordes, acrescentou 'atriz aclamada pela crítica' ao seu já estabelecido renome como 'cantora e personalidade televisiva' e contribuiu com seu antigo sonho de se tornar uma estrela de cinema." Durante seu discurso de aceitação do Oscar (a plateia notavelmente se levantou quando seu nome foi anunciado), ela disse: "Eu não acho que esse prêmio queira dizer que eu seja alguém. Mas talvez eu esteja no caminho certo."[28] Ela também ganhou o Globo de Ouro de melhor atriz em comédia ou musical e o People's Choice Award na categoria de estrela feminina favorita.[118][124]

Em 1987, Cher reviveu sua carreira musical após um hiato de cinco anos.[125] Agora sob a Geffen Records, ela lançou o primeiro de três álbuns de rock de grande sucesso, apresentando contribuições de Diane Warren, Jon Bon Jovi, Richie Sambora, Desmond Child, Mark Mangold e Michael Bolton.[126] Cher foi lançado em 1987 e contou com o single de retorno "I Found Someone" (n° 10), escrito por Michael Bolton e Mark Mangold (anteriormente um pequeno hit por Laura Branigan), bem como "We All Sleep Alone" (n° 14).[127] O álbum foi um grande sucesso, recebendo certificado de platina nos Estados Unidos e vendendo sete milhões de cópias em todo o mundo.[60][128] Em 1987, ela também lançou sua primeira fragrância, Uninhibited.[129]

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"If I Could Turn Back Time" (1989)
"If I Could Turn Back Time" foi um grande hit, chegando ao primeiro lugar na Austrália e ao Top 10 nos Estados Unidos, Reino Unido e Canadá.

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Em 1989, Cher lançou o álbum Heart of Stone. Como em seu álbum anterior, Michael Bolton, Jon Bon Jovi, Diane Warren e Desmond Child foram convocados para as funções de composição e produção.[126] O álbum foi lançado originalmente com uma arte de capa que apresentava Cher sentada em frente a um coração feito de pedra, criando a ilusão de um crânio humano.[130] Heart of Stone viria a ser muito bem-sucedido, tendo vendido 11 milhões de cópias em todo o mundo e recebendo certificado de platina triplo pela RIAA.[60][128] O maior hit do álbum veio com "If I Could Turn Back Time", que liderou as paradas na Austrália por sete semanas não-consecutivas, alcançou a terceira posição nos Estados Unidos, a sexta posição no Reino Unido e entrou no Top 10 em vários outros países ao redor do mundo.[131] Outros hits do álbum foram "Just Like Jesse James", "Heart of Stone" e um dueto com Peter Cetera, "After All" (n° 6), que foi indicado ao Oscar de melhor canção original como tema do filme Chances Are (br: O Céu se Enganou).[40][132]

O videoclipe de "If I Could Turn Back Time" (1989) foi proibido em alguns canais musicais de televisão como a MTV

O vídeo de "If I Could Turn Back Time" causou polêmica, porque nele Cher usou um colã transparente e um maiô que deixava à mostra uma tatuagem de "borboleta" em suas nádegas.[133] Muitas redes de televisão, incluindo a MTV, inicialmente se recusaram a exibir o vídeo por causa da "nudez parcial".[134] Diante do bombardeio publicitário em torno do vídeo e da censura, a MTV finalmente o exibiu, porém, apenas a partir das 9 horas da noite.[135] Cher se apresentou ao longo de 1989 e 1990 em várias partes do mundo com a Heart of Stone Tour.[136] Ela também estrelou o especial de televisão Cher Extravaganza: Live at the Mirage, que foi filmado durante um concerto ao vivo em Las Vegas.[137] O The New York Times disse que seu show "[carrega] uma mensagem: confie em si mesmo, não desista da vida e do amor, e a fama eterna pode ser sua".[138]

[editar] Altos e baixos, morte de Sonny Bono, sucesso com Believe (1990–2000)

Em 1990, Cher estrelou o modesto sucesso de bilheteria Mermaids (br: Minha Mãe É uma Sereia; pt: A Minha Mãe É uma Sereia), com Bob Hoskins, Winona Ryder e Christina Ricci.[139] O filme recebeu boas avaliações da crítica.[140] Ela contribuiu para a trilha sonora com duas canções: "Baby I'm Yours" e o segundo single do álbum, "The Shoop Shoop Song (It's in His Kiss)", que registrou baixo desempenho no Hot 100 (no n° 33), mas foi um grande sucesso em outros lugares, alcançando o primeiro lugar no Reino Unido, a terceira posição na Alemanha e França e a quinta posição na Austrália.[40][141][142] Em 1991, Cher completou seu contrato de gravação com a Geffen lançando o álbum Love Hurts. Esse álbum teve um grande impacto na Europa e no resto do mundo, especialmente no Reino Unido, onde estreou e permaneceu em primeiro lugar por seis semanas consecutivas.[143] Ao contrário de seus dois últimos álbuns, Love Hurts recebeu menos atenção nos Estados Unidos, onde obteve certificado de disco de ouro; nos países europeus, o álbum foi certificado com discos de multi-platina.[144] O lançamento europeu também incluiu o hit "The Shoop Shoop Song (It's in His Kiss)". O álbum produziu outro single de sucesso, "Love and Understanding", um hit Top 10 no Reino Unido, bem como o único grande sucesso do álbum nos Estados Unidos, entrando no Top 20. Os próximos singles, "Save Up All Your Tears", "Love Hurts" e "Could've Been You", foram hits menores na Europa.[40] Love Hurts vendeu mais de dez milhões de cópias em todo o mundo.[3] Na Alemanha, Cher recebeu o prêmio Echo de cantora internacional mais bem-sucedida do ano.[145] Cher embarcou na Love Hurts Tour ao longo de 1992.[146] No mesmo período, ela lançou dois programas de condicionamento físico em VHS: Cherfitness: A New Attitude e Cherfitness: A Body Confidence.[147] A coletânea européia Greatest Hits: 1965-1992 tornou-se um grande sucesso, alcançando novamente a primeira posição no Reino Unido por sete semanas não-consecutivas e chegando ao Top 10 em vários outros países.[144][148] O álbum, que continha três faixas recém-gravadas ("Oh No Not My Baby", "Whenever You're Near" e "Many Rivers to Cross"), esteve disponível para compra nos Estados Unidos apenas via importação.[149]

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"Walking in Memphis" (1995)
Um sucesso do álbum It's a Man's World, "Walking in Memphis" atingiu o Top 20 no Reino Unido e em alguns países da Europa.

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Cher se apresentando em Nova Iorque (1996)

Em 1992, Cher foi vítima do vírus Epstein-Barr, que resultou em um caso de síndrome da fadiga crônica, deixando ela muito exausta para sustentar sua carreira na música e no cinema.[108] Ela fez poucas aparições públicas durante esse período. Entretanto, ela apareceu em uma série de infomerciais cosméticos, anunciando a linha de produtos capilares de sua amiga Lori Davis, o adoçante Equal e sua própria linha de produtos para a pele, Aquasentials, o que a tornou conhecida como a "Rainha dos Infomerciais" e levou muitos críticos na indústria do entretenimento a declarar que sua carreira estava morta.[150][151] Ela relembrou esse período: "Eu virei uma piada no Letterman e no Saturday Night Live. Foi apenas um enorme e devastador erro de julgamento do que as pessoas aceitariam de mim."[150] Ela também fez pequenas participações interpretando a si mesma nos filmes de Robert Altman The Player (br/pt: O Jogador; 1992) e Prêt-à-Porter (pt: Pronto-a-Vestir; 1994).[136] Em 1994, ela colaborou com a animação da MTV Beavis and Butt-Head para uma versão rock do hit de Sonny & Cher "I Got You Babe".[152] No ano seguinte, ela atingiu o topo do UK Singles Chart por uma semana ao lado de Neneh Cherry, Chrissie Hynde e Eric Clapton com o single de caridade "Love Can Build a Bridge".[153] Em 1995, Cher assinou com o selo WEA Records e gravou um álbum composto em sua maioria por regravações, intitulado It's a Man's World. O álbum, segundo Jim Bessman, da revista Billboard, "veio de seu conceito de regravar canções escritas por homens com o ponto de vista de uma mulher."[154] Jose F. Promis, do Allmusic, observou que "[o] álbum pode ser facilmente classificado como um dos melhores da cantora" e que "a apresenta soando vocalmente relaxada e confiante".[155] It's a Man's World foi lançado na Europa no final de 1995 e na América do Norte no verão de 1996, e produziu os hits europeus "Walking in Memphis" e "One by One".[154] Em 1996, Cher estrelou Faithful (br: Fiel, Mas Nem Tanto; pt: Fielmente Teu), com Ryan O'Neal e Chazz Palminteri, e co-produziu e atuou no controverso drama sobre aborto If These Walls Could Talk (br: O Preço de Uma Escolha; pt: Perseguidas), com Demi Moore, Sissy Spacek e Anne Heche, que atraiu a maior audiência por um filme original da história da HBO.[156][157] Nancy Savoca co-escreveu todos os três segmentos do filme e dirigiu os dois primeiros, mas Cher dirigiu e co-estrelou o terceiro, ganhando uma indicação ao Globo de Ouro de melhor atriz coadjuvante em televisão.[118][156][158]

Estrela da dupla Sonny & Cher na Calçada da Fama de Hollywood

Cher estava em Londres em janeiro de 1998 quando um telefonema da filha Chastity trouxe a notícia da morte de Sonny Bono em um acidente de esqui.[159] Ele tinha 62 anos. No momento de sua morte, Sonny, até então um popular congressista da Califórnia, era casado com sua quarta esposa, Mary Bono.[160] Cher e Sonny tinham se divorciado há 23 anos. Ele se casou novamente e teve mais dois filhos.[161] No entanto, os dois permaneceram amigos ao longo dos anos, e ela foi escolhida para fazer a eulogia de Sonny em seu funeral.[162] Em frente a uma audiência televisiva mundial, ela o elogiou efusivamente, aos prantos, chamando-lhe de "a pessoa mais inesquecível que eu já conheci".[163] Cher prestou homenagem a Sonny no especial da CBS Sonny & Me: Cher Remembers (1998), descrevendo sua dor como "algo que eu nunca vou conseguir superar".[164][165] Em 1998, Sonny & Cher receberam uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood por Televisão.[166] Cher apareceu no evento com Mary, que aceitou o prêmio em nome de seu falecido marido.[167]

O vigésimo terceiro álbum de estúdio de Cher Believe (1998), uma coleção de faixas dance, marcou sua volta por cima.[168] O álbum foi um grande sucesso comercial e de crítica, atingindo o Top 10 em quase todos os principais mercados musicais do planeta, incluindo os Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido e França.[144] Believe recebeu certificado de platina quádruplo nos Estados Unidos e vendeu 20 milhões de cópias em todo o mundo.[3][169] A faixa-título, ganhadora do Grammy de melhor gravação dance e primeiro single do álbum, foi um sucesso mundial, tornando-se facilmente o maior hit da carreira de Cher. Até março de 1999, a canção havia atingido a primeira posição em 23 países ao redor do mundo, convertendo-se no single mais vendido do ano. "Believe" fez de Cher a mulher mais velha (aos 52 anos) a ter um hit n° 1 no Hot 100.[170] A canção também deu a ela a distinção de possuir a maior extensão de tempo de hits n° 1 (33 anos e sete meses) e o maior intervalo entre dois hits n° 1 (dez dias para 25 anos) do gráfico.[171] Cher também é a única cantora a ter hits solo no Top 10 nas décadas de 1960, 1970, 1980 e 1990.[172] No UK Singles Chart, "Believe" permaneceu na primeira posição por sete semanas consecutivas, e também se tornou o single mais vendido da história por uma cantora no Reino Unido.[173] O single vendeu mais de 11 milhões de cópias em todo o mundo.[174] Três outros singles foram lançados do álbum, com "Strong Enough" tornando-se um perfeito acompanhamento na Europa, chegando à terceira posição na Alemanha e França, bem como ao Top 5 no Reino Unido, mas falhando em obter o mesmo sucesso na América do Norte.[175][176][177] "All or Nothing" e "Dov'è l'amore" também foram hits sólidos na Europa, mas não obtiveram muita atenção em seu país natal.[40]

Cher se apresentando em Nova Iorque (1998)

Cher publicou sua primeira autobiografia em novembro de 1998, intitulada The First Time. Ao invés de contar tudo sobre sua vida, o livro era uma coleção de memórias significantes de suas "primeiras vezes" na infância, vida e carreira em Hollywood.[178] Em janeiro de 1999, Cher cantou o "The Star-Spangled Banner" (hino nacional dos Estados Unidos) em frente à audiência do Super Bowl XXXIII.[179] Em março, ela se apresentou no especial de televisão VH1 Divas Live 2, ao lado de Tina Turner, Elton John, Chaka Khan, Faith Hill, Mary J. Blige, LeAnn Rimes, Diana Ross, Brandy e Whitney Houston.[180] Ela também co-estrelou o bem-recebido filme de Franco Zefirelli Tea with Mussolini (br/pt: Chá com Mussolini), com Judi Dench, Maggie Smith e Joan Plowright.[181] Em maio, Cher recebeu o Legend Award no World Music Awards por sua "contribuição para a indústria musical ao longo da vida".[182] Sua bem-sucedida Do You Believe? Tour viajou pelos Estados Unidos, Canadá, Europa e África, com o especial de televisão indicado ao Emmy Cher: Live at the MGM Grand in Las Vegas indo ao ar no fim do ano.[183] Em novembro, Cher lançou a coletânea The Greatest Hits, que deu prosseguimento à sua grande popularidade na Europa.[184] O álbum estreou em primeiro lugar nas paradas alemãs (seu segundo álbum n° 1 consecutivo na Alemanha) e alcançou a sétima posição no UK Albums Chart.[144] The Greatest Hits não foi lançado nos Estados Unidos devido ao lançamento da coletânea norte-americana If I Could Turn Back Time: Cher's Greatest Hits no mesmo ano.[185] Na Alemanha, Cher se tornou novamente a cantora internacional mais bem-sucedida do ano e recebeu seu segundo prêmio Echo (ela e Madonna são as únicas cantoras a conseguir esse feito).[186] A Do You Believe? Tour continuou ao longo de 2000 e se tornou sua turnê de maior sucesso até então.[187]

[editar] The Farewell Tour, residência em Las Vegas, retorno ao cinema (2000–2011)

Em 2000, Cher lançou um álbum de rock alternativo independente intitulado Not.com.mercial.[188] Esse álbum foi quase inteiramente escrito por ela durante um retiro de compositores na França em 1994, e marcou a primeira vez que ela escreveu a maioria do material para um de seus álbuns.[189][190] O álbum foi rapidamente rejeitado pelos executivos da Warner por "não ser comercial", razão pela qual ela decidiu vendê-lo exclusivamente através de seu site.[191][192] O título do álbum é um jogo de palavras entre "dot com" ("ponto com") e "not commercial" ("não comercial").[189] Em novembro do mesmo ano, ela foi destaque no álbum Stilelibero, do cantor italiano Eros Ramazzotti, em um dueto da canção "Più che puoi".[193] No mesmo mês, ela fez uma participação como convidada especial no episódio da série Will & Grace "Gypsies, Tramps and Weed" (nomeado após seu hit de 1971 "Gypsys, Tramps & Thieves").[194] O episódio rendeu à série sua segunda maior audiência de todos os tempos.[195] Ainda em 2000, Cher foi premiada com o Women in Film Lucy Award, juntamente com os criadores e elenco de If These Walls Could Talk, por seu trabalho como diretora e atriz no segmento de 1996 do filme. O Lucy Award reconhece a excelência e inovação em trabalhos criativos que têm reforçado a percepção das mulheres por meio da televisão.[196]

"Nós apenas escolhemos canções que pareciam satisfatórias em uma base individual. Só quando começamos a avaliar o álbum inteiro e brincar com a sequência que nós percebemos que ele tinha inconscientemente se tornado um álbum cheio de amor e calor. Foi uma surpresa agradável, e é certamente um momento adequado para colocar um pouco de energia positiva no mundo."

—Cher falando sobre o álbum Living Proof.[175]
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"Song for the Lonely" (2001)
Para Larry Flick, da revista Billboard, "Song for the Lonely" "ressoa intensamente durante estes dias de instabilidade política". A canção foi lançada nos Estados Unidos seis meses após os ataques de 11 de setembro e é dedicada às "pessoas corajosas de Nova Iorque".[175]

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Em 2001, ainda no gênero dance, Cher lançou o tão aguardado sucessor de Believe: Living Proof, que entrou na nona posição na Billboard 200, tornando-se seu álbum de melhor estreia até então e expandindo sua longevidade na parada para 36 anos.[197] A Slant Magazine aclamou o álbum como "a obra de arte pop que mais exalta a vida surgida desde [os ataques de] 11 de setembro".[198] Living Proof não repetiu o sucesso de Believe, não mostrando longevidade nas paradas.[199] Fora dos Estados Unidos, seu desempenho foi um pouco melhor: seu primeiro single mundial, "The Music's No Good Without You", liderou as paradas em alguns países e chegou à oitava posição no Reino Unido.[200][201] O álbum incluiu várias canções remixadas que foram bem-sucedidas ao redor do mundo e na cena club norte-americana.[40][202] Living Proof recebeu certificado de ouro no Reino Unido e nos Estados Unidos.[40] Em maio de 2002, Cher se apresentou no especial beneficente VH1 Divas Las Vegas com Anastacia, Céline Dion, Cyndi Lauper, Dixie Chicks, Mary J. Blige, Shakira e Stevie Nicks.[203] Em dezembro, ela ganhou o Dance/Club Artist of the Year Award e foi homenageada com o Artist Achievement Award no Billboard Music Awards por "ter ajudado a redefinir a música popular com enorme sucesso nas paradas da Billboard".[204] No mesmo ano, Cher anunciou planos para a Living Proof: The Farewell Tour, que ela afirmou ser a última turnê mundial de sua carreira, embora tenha prometido continuar a gravar e lançar novos álbuns.[205]

Cher se apresentando na Living Proof: The Farewell Tour, uma das turnês mais bem-sucedidas de todos os tempos

O show em si era uma homenagem aos seus quase 40 anos no show business, mostrando apresentações clássicas e videoclipes a partir da década de 1960 e destacando seus sucessos na música, televisão e cinema, como pano de fundo em um elaborado cenário contando com banda de apoio, dançarinos e acrobatas.[206][207] Novas datas foram adicionadas e a turnê foi prorrogada várias vezes, cobrindo praticamente todo os Estados Unidos e Canadá (além de três shows na Cidade do México), várias cidades da Europa e as principais cidades da Austrália e Nova Zelândia.[208] Indo muito além da sua data original de término, a turnê foi eventualmente renomeada para "Never Can Say Goodbye Tour".[209] Em abril de 2003, The Very Best of Cher, uma coletânea que reúne todos os seus maiores hits abrangendo toda a sua carreira, foi lançada. O álbum alcançou a quarta posição no Billboard 200, expandindo sua longevidade na parada para mais de 38 anos e recebendo certificado de platina duplo nos Estados Unidos.[60][210] Em setembro de 2003, Cher assinou com a divisão americana da Warner Bros. Records, após romper com o selo WEA, da divisão britânica da Warner, em 2002.[211]

Cher encontrou sucesso na televisão mais uma vez com o especial da NBC Cher: The Farewell Tour, gravado nos dias 7 e 8 de novembro de 2002 no American Airlines Arena em Miami e exibido em abril de 2003, atraindo 17 milhões de espectadores.[212][213] O registro lhe rendeu um Emmy de melhor especial de variedades, música ou comédia.[55] Mais tarde, em 2003, ela lançou o álbum Live: The Farewell Tour, uma coleção de faixas ao vivo retiradas da turnê.[214] Ela também foi vista, como ela mesma, na comédia Stuck on You (br: Ligado em Você; pt: Agarrado a Ti; 2003), com Matt Damon e Greg Kinnear. Ela parodiou sua própria imagem no filme, aparecendo na cama com um namorado de colegial (Frankie Muniz).[215][216] Ainda em 2003, Cher gravou um dueto da canção "Bewitched, Bothered and Bewildered" com o cantor Rod Stewart para seu álbum As Time Goes By: The Great American Songbook 2.[217] Em 2004, Cher recebeu uma indicação ao Grammy de melhor gravação dance por sua canção "Love One Another".[218] Ela encerrou a Farewell Tour no Hollywood Bowl, em abril de 2005, como a turnê mais bem-sucedida da história por uma cantora solo, ganhando uma entrada no Guinness Book of World Records.[219][220]

Cher se apresentando no Caesars Palace, em Las Vegas (2009)

Cher retornou aos palcos em 6 de maio de 2008, começando uma residência de 60 milhões de dólares, três anos de duração e 200 shows no Colosseum at Caesars Palace, em Las Vegas.[221][222] O show durou até fevereiro de 2011, e incluiu dezesseis dançarinos e trapezistas e vários figurinos desenhados por Bob Mackie.[223] Booth Moore, do Los Angeles Times, deu ao show uma crítica positiva: "Foi uma grandiosa entrada [...] Cher [...] em Las Vegas descendo do teto como a imperatriz do sol. Sua carruagem dourada poderia muito bem ser uma máquina do tempo, porque quando ela saiu de lá com uma capa nitidamente brilhante [...] e um turbante egípcio com uma víbora, ela parecia ter voltado aos 22 anos de idade. Ou até mesmo aos 42. Mas Cher tem 61, e ainda consegue sustentar um figurino de Bob Mackie como ninguém."[224] Em uma aparição no The Ellen DeGeneres Show em novembro de 2008, Cher falou sobre um projeto de filme ainda inacabado intitulado The Drop-Out e expressou seu apoio à candidatura de Barack Obama para presidente.[225][226]

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"You Haven't Seen the Last of Me" (2010)
"You Haven't Seen the Last of Me", da trilha sonora do filme Burlesque, recebeu críticas favoráveis, com o jornalista Kirk Honeycutt, da revista norte-americana The Hollywood Reporter, afirmando que a canção "pode se tornar seu hino assim como 'My Way' pertencia a [Frank] Sinatra".[227]

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Cher fez seu retorno ao cinema no musical Burlesque (2010). Ela contribuiu para a trilha sonora do filme com duas canções: "Welcome to Burlesque" e a balada escrita por Diane Warren "You Haven't Seen the Last of Me".[228] A última ganhou o Globo de Ouro de melhor canção original, foi indicada ao Grammy de melhor canção escrita para mídia visual e chegou à primeira posição nas paradas dance americanas, fazendo de Cher a única artista a ter um hit n° 1 em uma parada da Billboard em cada uma das últimas seis décadas.[229][230][231] Em novembro de 2010, Cher foi homenageada com o Woman of the Year Lifetime Achievement Award pela revista Glamour.[232] No mesmo mês, ela foi imortalizada ao deixar as marcas de suas mãos e pés na calçada do Grauman's Chinese Theatre, em Hollywood.[233] Ela também emprestou sua voz para a comédia Zookeeper (br: O Zelador Animal; pt: O Guarda do Zoo; 2011).[234]

[editar] Vigésimo sexto álbum de estúdio (2011–presente)

Em 2011, Cher começou a gravar seu primeiro álbum de estúdio desde Living Proof (2001). Ela falou inicialmente sobre gravar um álbum em Nashville, Tennessee, levando à especulação de que ele seria orientado para o gênero country.[235] Desde então, Cher afirmou em sua página no Twitter que o álbum será "bastante dançante".[236] A artista americana Lady Gaga escreveu uma canção para o álbum intitulada "The Greatest Thing", gravada como um dueto pelas duas cantoras e produzida por RedOne.[237] O álbum também inclui uma canção intitulada "Red", e na sequência de rumores falsos sobre sua morte, Cher brincou que pediria à sua colaboradora de longa data Diane Warren para escrever uma canção para o álbum intitulada "RIP".[238][239] Cher planeja lançar o álbum em 2012.[240] Em fevereiro de 2012, a cantora anunciou pelo Twitter que embarcaria em uma turnê em setembro do mesmo ano. Ela também publicou que já havia visto os cenários do show, e que "todo o cenário/visual muda para cada canção".[241] A turnê se chamará Never Can Say Goodbye e irá começar no estado norte-americano do Kansas, com passagem confirmada pelo Brasil.[242][241][243] Esta será sua primeira turnê desde a Farewell Tour, que terminou em 2005, e a última de sua carreira, de acordo com sua página no Twitter.[244]

[editar] Obra e estilo musical

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"Gypsys, Tramps & Thieves" (1971)
"Gypsies, Tramps & Thieves" e suas outras canções n° 1 na década de 1970, "Half-Breed" e "Dark Lady", eram, de acordo com Bruce Eder, do Allmusic, "dramáticas e altamente intensas, quase tanto 'atuadas' quanto cantadas, e muito diferentes do seu produto nos anos 60."

"Believe" (1998)
"Believe" é notada pelo uso de um efeito sonoro nos vocais que deixou a voz de Cher "robotizada, como se saísse de uma máquina". O recurso se tornou muito popular e foi imitado por inúmeros artistas, e ficou conhecido como "Cher effect".

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Se adaptando continuamente às tendências de cada época, o estilo musical de Cher tem sido objeto de controvérsia pelos críticos. Ela é, pela análise do produtor musical Snuff Garrett, "mais uma estilista do que uma cantora";[21] no entanto, para o ex-vice-presidente sênior do setor de desenvolvimento artístico da Warner Bros., Croig Kostich, "Ela é uma artista única que continua a quebrar as barreiras de seu talento".[168] Desde o início de sua carreira, Cher mudou várias vezes de gênero musical, passando pelo folk, disco, rock, R&B e dance. Ela disse: "Você quer permanecer relevante e fazer trabalhos que surtam efeito. Mas, ao mesmo tempo, eu não gravo um disco com muitas intenções além de satisfazer a mim mesma."[168] Peter Fawthrop, do Allmusic, afirmou que, "Para alguém que muda de estilo tão frequentemente quanto Cher, ele parece sempre tão sincero e tão 'Cher' quanto em sua mudança anterior. Sua personalidade é cravada e brilha através [das mudanças]. [...] Quantos artistas da música, mesmo os que tenham durado tanto tempo na indústria quanto Cher, soariam igualmente reconhecíveis em uma canção de 1999 sinteticamente vocalizada chamada 'Believe' e em seu folk sombriamente cômico 'Dark Lady', de 1974? [...] Quem gosta do material de Cher nos anos 90 provavelmente vai gostar de Cher na época [anos 70], mesmo que a música seja completamente diferente."[245]

Cher lançou grandes sucessos nas décadas de 1960 e 1970, trabalhando em gêneros que vão desde as baladas girl group, estilo popular no início dos anos 60, e o folk-pop, influenciado pela cantora e compositora Jackie DeShannon, até o pop adulto-contemporâneo.[21] Seu primeiro álbum, All I Really Want to Do (1965), era, assim como a maioria de seus trabalhos solo na década de 1960, predominantemente folk-rock, com uma pequena influência girl group e calcado no repertório de compositores como Bob Dylan, Pete Seeger, DeShannon e seu parceiro musical Sonny Bono, que produziu grande parte do seu material na década usando suas habilidades de produção derivadas do produtor Phil Spector.[36] Segundo Joe Viglione, do Allmusic, "o ícone de cantora folk era um ingrediente importante nessa fase da carreira solo de Cher".[42] Ele também comentou que seu álbum de 1967, With Love, Chér, "mostra porque a cantora encantou seus ouvintes e passou a competir no mesmo patamar que Dusty [Springfield] e Petula [Clark]".[246] Sua canção "You Better Sit Down Kids", também de 1967, tratou do divórcio, um tema incomum para uma gravação pop dos anos 60, e foi uma de uma série de lançamentos em que a música de Cher abordou áreas difíceis – outros foram "I Feel Something in the Air", que lidou com a gravidez indesejada, e "Mama (When My Dollies Have Babies)".[21]

De acordo com Bruce Eder, do Allmusic, "Sua voz não era muito rica ou poderosa [nos anos 60], mas era expressiva e radiante nas criações de Sonny em seu estilo Spector". Em contraste, seu material no início da década de 1970, solo ou com Sonny, "tinha mais personalidade e um ponto de vista mais adulto", como em "Gypsys, Tramps & Thieves" (1971). Para Eder, "o assunto-tema da canção, suas mudanças de tempo incomuns e um refrão incrivelmente memorável tornaram-se um gancho para uma interpretação transcedente pela cantora, marcando a maturação de Cher como artista". "Gypsys" e suas outras canções n° 1 no mesmo estilo, "Half-Breed" e "Dark Lady", eram "dramáticas e altamente intensas, quase tanto 'atuadas' quanto cantadas, e muito diferentes do seu produto nos anos 60".[21] Eder também observou que, apesar de possuir "um alcance vocal relativamente limitado", as virtudes que Cher havia trago para sua música na época ("intensidade e paixão tremendas" e "uma habilidade de fundir essa projeção com suas habilidades de atuação") resultavam em "uma experiência incrivelmente poderosa para o ouvinte."[247] Outra canção da época, "The Way of Love", pode ser interpretada como uma mulher expressando seu amor por outra mulher ou como uma mulher dizendo adeus a um homem gay: "O que você vai fazer/Quando ele te deixar livre/Do mesmo jeito que você/Me disse adeus". Viglione afirmou que "Cher nunca se importou com identidade de gênero neutra ou andrógina em suas canções. Sua voz grave poderia sustentar tanto os arranjos masculinos quanto os femininos no duo com [Sonny] Bono e, musicalmente, seu material solo poderia conseguir resultados que não eram possíveis em uma parceria."[248]

Cher, vista aqui em uma apresentação ao vivo em 1996, incorporou a sonoridade R&B em seu álbum It's a Man's World, a fim de manter sua música contemporânea

No final da década de 1980 e início da década de 1990, Cher gravou uma série de álbuns de rock que "rejuvenesceram sua carreira pop": Cher (1987), Heart of Stone (1989) e Love Hurts (1991).[249] Em uma análise do álbum Heart of Stone, Gary Hill, do Allmusic, escreveu: "Nem todo o álbum é composto por faixas de rock pesado [...] mas todas elas têm uma honestidade e um apelo enérgico que separam [o álbum] de parte do material mais moderno de Cher. Quando você ouve a força de seu desempenho vocal, isso o faz se perguntar por que os produtores optaram por mexer em sua voz no final dos anos 90 e início dos anos 2000. Ela certamente não precisa de qualquer ajuda para segurar uma melodia."[250] Para seu álbum It's a Man's World (1995), Cher optou por "baladas fumegantes e calorosas, epopéias com temática do Velho Oeste e influências R&B [...] para capitalizar com o fenômeno R&B/pop de meados dos anos 90".[155] Ela não fez uso do vibrato, uma característica marcante em seus trabalhos anteriores, e cantou em registros mais elevados, revelando "cores vibrantes e previamente inexploradas de sua voz", além de um "falsete surpreendentemente cheio de alma" na canção "One by One".[154][251] Seu álbum Believe, de 1998, é, segundo Larry Flick, da revista Billboard, "sabiamente direcionado ao ávido público europeu do ícone pop, com um grupo de faixas uptempo açucaradas que, simultaneamente, incorporam a marca do funk downtempo que as rádios americanas regularmente adotam".[168] A faixa-título contou com manipulações eletrônicas nos vocais sugeridas por Cher que deixaram sua voz "robotizada, como se saísse de uma máquina".[168][252] O efeito, chamado Auto-Tune, tornou-se popular e foi imitado por inúmeros artistas, e ficou conhecido como "Cher effect".[252] Apesar de ter sido tratado como um "efeito vocal pop" na época, o recurso – que mais tarde foi creditado por "ter revolucionado a forma de se fazer música" – gerou repercussão por também ter seu uso empregado como uma medida de correção vocal.[253][254] Seu álbum seguinte, Living Proof (2001), produziu faixas com batidas eletrônicas pesadas e letras sobre mágoa, solidão e sobrevivência. Para Kerry L. Smith, do Allmusic, "Canções sobre força e perseverança não são nenhuma anomalia para uma mulher que conseguiu manter uma carreira que já dura quatro décadas; [...] Mas o poder da sacada do álbum perde seu brilho cada vez que o auto-tuner entra em ação, contorcendo a voz profunda e sexy de Cher em algum tipo de dialeto robô eletrônico enlatado."[255]

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"The Gunman" (1995) / "Just This One Time" (1975) / "The Man I Love" (1973)
Cher registra uma extensão vocal que se estende de Lá 2 em "The Gunman" (00:00), do álbum It's a Man's World (1995), até Fá 6 em "Just This One Time" (00:04), do álbum Stars (1975). Ela sustentou sua nota mais longa por 20 segundos na canção "The Man I Love" (00:09), do álbum Bittersweet White Light (1973).

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Vocalmente, Cher é conhecida por seu timbre grave, por vezes descrito como "volumoso", "escuro", "rouco" e "gutural", classificado como contralto.[256][257][258] Ela possui uma extensão vocal de 3,5 oitavas (ver ao lado).[259] Para o jornalista Robert Fontenot, "Cher possuía uma das melhores e mais raras vozes de seu tempo".[260] Ann Powers, do The New York Times, descreveu sua voz como "uma voz de rock por excelência: impura, peculiar, um bom veículo para projetar personalidade", e enfatizou que "mesmo as manipulações de computador que ela sofre em 'Believe' não podem fazê-la soar como qualquer outra pessoa."[261] Cher foi elogiada por seus esforços como compositora, particularmente no álbum Not.com.mercial (2000), seu primeiro trabalho composto quase que inteiramente por ela mesma. Jose F. Promis, do Allmusic, disse que "O álbum traz uma sensação de cantautor dos anos 70. [...] As canções variam de lentas para mid-tempo e têm letras bastante envolventes, provando a aptidão de Cher no papel de contadora de histórias."[262] Outra composição sua, "My Song", escrita para seu álbum Take Me Home (1979) em parceria com o músico Mark Hudson, fala sobre seu relacionamento com Gregg Allman, e foi descrita por Keith Tuber, da Orange Coast Magazine, como "psicologicamente reveladora". Ele completa que, "Apesar de algumas partes da letra serem forçadas e não naturais, sua honestidade e o sentimento que Cher põe nela mais do que compensam. [...] Comovente, triste, trágica, verdadeira. E lindamente gravada."[263]

[editar] Legado e imagem pública

Cher, vista aqui em cena de um esquete do The Sonny and Cher Show, é reconhecida como a primeira mulher a mostrar o umbigo na televisão

Desde a década de 1960, Cher foi uma criadora de tendências de moda, popularizando os cabelos lisos e longos, as calças boca-de-sino (que são por muitas vezes citadas como uma criação sua) e a barriga exposta.[264][265] Ela começou a trabalhar como modelo para o fotógrafo Richard Avedon, em 1967, após ser descoberta pela então diretora da revista Vogue, Diana Vreeland.[266] Cher foi cinco vezes capa da Vogue, entre 1972 e 1975.[267] Através de seus programas de televisão na década de 1970, ela se tornou um símbolo sexual e desafiou a censura com seus vestidos e conjuntos ousados, usualmente desenhados por Bob Mackie. Ela é reconhecida como a primeira mulher a mostrar o umbigo na história da televisão.[265][268] A escritora Sheila Whiteley observou em seu livro Too Much Too Young: Popular Music, Age and Gender que "ela mudava sua imagem constantemente [no programa], aparecendo em uma semana como uma vagabunda e na outra como [...] uma cigana ou uma princesa indígena." Ela também afirmou que "a influência de Mackie e Cher foi responsável pelo sucesso do jeans de cós baixo que mostrava a barriga na década de 1970."[269] A crítica de moda do Los Angeles Times, Booth Moore, escreveu que "[...] eles não fazem mais ícones de estilo como Cher. Desde o início de sua carreira, [...] ela entendeu que cultivar um visual era tão importante quanto cultivar uma sonoridade. Ao contrário das estrelas de hoje, Cher não era um outdoor à venda pela melhor oferta. Ela era a boneca Barbie do mundo, uma fantasia viva da moda semana após semana na televisão, que frequentava simultaneamente as listas dos mais bem – e mal – vestidos. Ame-a ou odeie-a, ela sempre nos mantém interessados."[224] Seu videoclipe de "Hell on Wheels" (1979) mantém a distinção de ser um dos primeiros vídeos rock da história a ser produzido no padrão da MTV, antes mesmo de sua existência.[86] Em 1989, Cher embarcou no navio da Marinha dos Estados Unidos USS Missouri (BB-63) vestindo apenas uma meia arrastão para o videoclipe de "If I Could Turn Back Time", que foi o primeiro a ser banido pela MTV na história (sua popularidade cresceu em massa após a proibição, forçando o canal a exibi-lo a partir das 9 horas da noite).[270][271][272]

Alguns dos figurinos usados por Cher na Living Proof: The Farewell Tour

O senso de estilo ultrajante de Cher tem sido celebrado e ao mesmo tempo renegado ao longo dos anos. Em maio de 1999, após ela ter sido homenageada pelo Council of Fashion Designers of America com um prêmio especial por sua influência na moda, o Los Angeles Times publicou que "Ao invés de ser retratada nos livros de história como uma das mais importantes vítimas do mundo da moda, o tempo a transformou em uma visionária. Estilistas influentes têm evocado seu nome como uma fonte de inspiração e orientação [citando, entre outros nomes, Tom Ford, Anna Sui e Dolce & Gabbana] por dar o tom adequado ao miserável excesso contemporâneo. O penteado que é a marca registrada de Cher – cabeleira lisa e reta partida ao meio – tornou-se um dos poucos estilos nostálgicos a dar o salto das passarelas para Hollywood e para as ruas da cidade. [...] Sua personalidade de showgirl sensual nativo-americana agora parece resumir a corrida da indústria da moda para comemorar os adornos, a etnia e o apelo sexual."[273] Whiteley comenta que "Apesar de ter se tornado um dos maiores ícones americanos da década de 1990, a imagem brilhante de Cher continua a atrair tanta ou mais atenção do que sua capacidade como cantora, reforçando o fato de que uma boa voz (e os vocais poderosos de Cher são significativos em termos de entrega) é menos importante no cenário pop do que seu muitas vezes duvidoso senso de moda." Seu figurino "preto, parecido com uma aranha, aberto no tronco e acompanhado de um cocar de penas" usado no Oscar de 1986 foi descrito por Whiteley como "um dos mais chocantes na história da moda". Cher também é conhecida por suas perucas. De acordo com Whiteley, "[...] no encarte de seu álbum Living Proof (2001), seu estilo varia entre cachos castanhos de boneca de pano, loiro Brünhild e muitos tons de branco, cinza e preto."[269]

Cher e Farrah Fawcett no The Sonny and Cher Show, em 1976

O sucesso duradouro de Cher em várias áreas do entretenimento a fez ser apelidada de "Deusa do Pop".[274][275] O escritor Alan Jackson afirmou: "Esqueça Madonna. Em uma cultura moldada pela nossa própria inconstância e déficit de atenção, Cher é um fenômeno. Modas vêm e vão (ela abraça a maioria delas, nem sempre com sabedoria), mas ela resiste. Garota hippie, residência em Vegas, cod-metal, baladas poderosas? Ela esteve lá, fez tudo isso e muito mais."[276] Para a jornalista Lucy O'Brien, "[...] Cher adere ao Sonho Americano da auto-reinvenção: 'Envelhecer não significa tornar-se obsoleto'".[277] Ela também comenta em seu livro She Bop II: The Definitive History of Women in Rock, Pop and Soul que "A rainha das garotas roqueiras da década de 1980 só podia ser a Cher. [...] Com seus cabelos em cascata, sua tatuagem no traseiro, meias arrastão e romances bem divulgados com jovens heróis do heavy metal [...], era como se ela estivesse interpretando o papel de estrela do rock."[278] O escritor Craig Crawford defende em seu livro The Politics of Life: 25 Rules for Survival in a Brutal and Manipulative World que "Cher [...] é um modelo de gestão de carreira flexível. [...] Embora ela tenha cultivado de maneira competente a imagem de uma rebelde que não se importa com o que os outros acham, suas muitas e variadas vitórias na carreira foram, na verdade, baseadas na constante reinvenção de sua imagem de acordo com o que as pessoas pensam. [...] Ela seguiu cuidadosamente as demandas envolventes do mercado cultural, anunciando cada reviravolta dramática de estilo como outro exemplo de rebeldia – uma situação que lhe permitiu fazer mudanças calculadas ao mesmo tempo em que parecia ser consistente."[279] Whiteley afirma que "[...] ela exerce um forte apelo que não se limita aos seus fãs mais antigos. Embora isso possa ser atribuído em partes a um marketing bem sucedido, [...] a capacidade de Cher para projetar sua juventude [...] é fundamental para manter seu status de 'cantora/atriz/ícone da indestrutibilidade'."[269]

Cher apareceu 13 vezes na capa da revista People.[272] Ela figurou duas vezes na lista anual das "25 pessoas mais intrigantes" publicada pela revista, em 1975 e 1987.[280][281] Ela também foi destaque na lista das "100 maiores estrelas de cinema do nosso tempo" compilada pela publicação.[124] Em 1992, o museu Madame Tussauds a considerou uma das cinco mulheres mais bonitas da história.[282] Em 2001, a revista Biography, da rede de televisão A&E, a classificou como a terceira atriz favorita de Hollywood de todos os tempos, atrás de dois de seus ídolos, Audrey Hepburn e Katharine Hepburn.[283] Em 2010, ela foi incluída na 44ª posição na lista das "75 maiores mulheres de todos os tempos" publicada pela revista Esquire.[284]

[editar] Cirurgias plásticas

A aparência de Cher tem sido objeto de intensas discussões, tanto por parte do público quanto por parte da imprensa. Grant David McCracken, autor do livro Transformations: Identity Construction in Contemporary Culture, comentou que "Cher tem sido chamada de 'garota-propaganda' da cirurgia plástica." O escritor também traçou um paralelo entre suas cirurgias plásticas e as transformações em sua carreira: "Não há registro público de quando [...] Cher escolheu recorrer às cirurgias plásticas. Mas parece mais ou menos coerente com o resto de sua mutante carreira. Sua cirurgia plástica não é meramente estética. Ela é hiperbólica, extrema, exagerada. Cher se envolveu em uma tecnologia transformacional que é dramática e irreversível."[285][286] De acordo com a autora do livro Up Against Foucault: Explorations of Some Tensions Between Foucault and Feminism, Caroline Ramazanoglu, "as operações de Cher substituiram pouco a pouco um visual forte e decididamente 'étnico' por uma versão simétrica, delicada, 'convencional' (isto é, anglo-saxônica) e cada vez mais jovem da beleza feminina. Cher admite ter tido seus seios 'feitos', seu nariz diminuído e seus dentes endireitados; dizem que ela também teve uma costela removida, seu bumbum remodelado e implantes nas bochechas. [...] Sua imagem normalizada [...] agora serve como um 'padrão' pelo qual outras mulheres irão medir, julgar, disciplinar e 'corrigir' a si mesmas."[287] Cher nega a maioria dos rumores sobre suas cirurgias plásticas, e afirmou: "Eu tive as mesmas bochechas durante toda minha vida. Sem plásticas no bumbum. Sem costelas removidas. [...] Se eu quiser colocar meus peitos nas minhas costas, não vai ser da conta de ninguém se não da minha."[288]

[editar] Tatuagens

Cher se tornou conhecida por suas tatuagens antes de elas se tornarem uma tendência de moda entre as mulheres.[289] De acordo com a especialista em arte corporal Rae Schwarz, "se você mencionasse mulheres e tatuagens na época [início da década de 1980], ela era quem vinha à mente das pessoas."[290] Segundo o site Vanishing Tattoo, "Cher foi uma das primeiras celebridades a abraçar aberta e entusiasticamente as tatuagens e a arte corporal, e com seu ultrajante senso de estilo e moda, ela desempenhou um papel fundamental na aceitação das tatuagens na cultura popular mainstream."[291] Ainda segundo o site, "Sua influência pode ser vista nas primeiras supermodelos que tiveram tatuagens[.]"[292] Entre suas tatuagens estiveram uma grande borboleta com desenho floral em suas nádegas, um colar em seu braço esquerdo com três amuletos pendurados: o símbolo egípcio ankh, uma cruz e um coração; um kanji em seu ombro direito, um pequeno grupo de cristais no estilo da art déco em seu braço direito, uma orquídea negra no lado direito da sua virilha e um crisântemo em seu tornozelo esquerdo.[290]

No final da década de 1990, Cher passou a fazer tratamentos para remover algumas de suas tatuagens.[293][294] O processo continuou em andamento na década de 2000.[295] "Quando eu me tatuei," ela disse, "apenas meninas más faziam isso: eu e Janis Joplin e garotas motoqueiras. Agora isso não significa nada. Ninguém fica surpreso. Eu fiz uma tatuagem assim que deixei Sonny [Bono] e me senti realmente independente. Esse era o meu emblema."[295]

[editar] Como ícone gay

Painel com "A visão de Cher do mundo" em Adelaide, Austrália. A frase diz, em inglês: "Eu sempre corri riscos e nunca me preocupei com o que o mundo poderia realmente pensar de mim."

A reverência que os membros da comunidade gay apresentam por Cher tem sido atribuída às realizações em sua carreira, seu senso de estilo e sua longevidade. Alec Mapa, da revista orientada para o público gay The Advocate, elabora: "Enquanto o resto de nós estava dormindo, Cher esteve por aí pelas últimas quatro décadas vivendo cada uma de nossas fantasias de infância. [...] Cher encarna uma liberdade sem remorso e uma coragem que alguns de nós pode apenas aspirar."[296] Segundo o escritor Paul Simpson em seu livro The rough guide to cult pop, seu hit de 1972 "The Way of Love" pode ser interpretado como "o amor de uma mulher por outra mulher ou como uma mulher dizendo adeus para um homem gay".[297] Cher é frequentemente imitada por drag queens. Thomas Rogers, da revista Salon.com, comentou que "drag queens imitam mulheres como Judy Garland, Dolly Parton e Cher porque elas superaram os insultos e dificuldades em seus caminhos para o sucesso, e porque suas histórias espelham a dor que muitos homens gays sofrem em seus caminhos para sair do armário".[298] A atuação de Cher como uma lésbica no filme Silkwood (pela qual ela foi creditada por ter sido uma das primeiras atrizes a oferecer um retrato positivo de uma lésbica em um filme), sua transição para a dance music e o ativismo social nos anos recentes contribuíram ainda mais para ela se tornar um ícone gay.[299][300]

Seu filho mais velho, Chaz Bono (Chastity Bono antes da transição para o sexo masculino), assumiu-se lésbica aos 17 anos, causando sentimentos de "medo, culpa e dor" em Cher.[301] No entanto, ela logo veio a aceitar a orientação sexual de Chaz, e chegou à conclusão de que as pessoas LGBT "não têm os mesmos direitos que todas as outras, [e eu] achei que isso fosse injusto".[302] Cher foi a oradora principal na convenção nacional Parents, Families, & Friends of Lesbians and Gays (PFLAG) em 1997.[301][302] Desde então, ela se tornou uma das principais defensoras dos direitos da comunidade gay.[300] Em 11 de junho de 2009, Chaz Bono se tornou um indivíduo transgênero, e sua mudança para o sexo masculino foi legalmente concluída em 7 de maio de 2010.[303]

Em 1998, Cher foi agraciada pelo GLAAD Media Awards (Gay & Lesbian Alliance Against Defamation) com o Vanguard Award, prêmio oferecido aos membros da comunidade do entretenimento ou da mídia que fizeram ganhos significativos na promoção da igualdade de direitos para gays e lésbicas.[300] Em novembro de 1999, a revista The Advocate a nomeou uma das "25 mulheres mais legais".[304] Em outubro de 2005, o programa de televisão do canal Bravo Great Things About Being... elegeu Cher como "a melhor coisa sobre ser gay".[299] O escritor William J. Mann comentou em seu livro Gay Pride: A Celebration of All Things Gay and Lesbian que "Nós estaremos dançando [as músicas de] uma Cher de noventa anos de idade quando nós estivermos com sessenta. Apenas observe."[305] Na lista dos "Dez maiores ícones gay" formada pelo site Digital Spy em 2007, foi dito que "o comediante americano Jimmy James estava certo quando fez a seguinte observação: 'Depois de um holocausto nuclear, apenas restarão as baratas e Cher'".[306] O sitcom da NBC Will & Grace reconheceu sua posição ao torná-la o ídolo do personagem gay Jack McFarland. Cher fez participações como convidada especial no seriado duas vezes: em 2000, quando Jack a confundiu com uma sósia drag queen, e em 2002, quando ela apareceu para Jack em um sonho ambientado no céu.[307]

[editar] Vida pessoal

[editar] Relacionamentos

Sonny Bono, com quem Cher foi casada de 1964 a 1974

Cher se relacionou com o ator Warren Beatty no início da década de 1960.[3] Ela conheceu Sonny Bono em 1962, e eles se casaram informalmente em Tijuana, México, em 27 de outubro de 1964.[308][309] O casamento começou a ruir anos depois, como conta Michelle Green, da revista People: "Sonny a traiu repetidas vezes. [... Ele] tentou desesperadamente ganhá-la de volta, dizendo a ela que queria casar e começar uma família." Eles se casaram oficialmente logo após ela dar à luz sua única filha juntos, Chastity Bono (agora legalmente nomeada Chaz Bono, após mudança de sexo), em 4 de março de 1969.[310] Cher e Sonny se separaram em 1972; eles continuaram morando juntos, porém, cada um com seus respectivos parceiros.[50][311] Sonny escreveu em seu diário: "Nós ainda temos um programa de televisão, e o público ainda acha que somos casados [...]. Connie [Foreman, sua parceira na época] e eu vivemos juntos como marido e mulher. Mas minha esposa pública ainda é a Cher, [... e] é assim que tem que ser."[50] Cher e Sonny se divorciaram oficialmente em 27 de junho de 1975.[66]

Durante o processo de separação de Sonny, Cher se envolveu em um relacionamento de dois anos de duração com o executivo musical David Geffen. Ela disse, mais tarde: "Eu fui a primeira pessoa com quem ele dividiu sua cama e sua vida. As pessoas não acreditam nisso, ou não querem acreditar, ou não entendem como poderia ser [Geffen se revelaria homossexual anos depois]. Mas nós éramos realmente loucos um pelo outro." Geffen foi responsável por livrá-la de seus acordos contratuais com Sonny, que a obrigavam a trabalhar exclusivamente para a Cher Enterprises, uma empresa que ele controlava.[312] Em 30 de junho de 1975, três dias após concluir seu divórcio de Sonny, Cher se casou com o músico de rock Gregg Allman.[311] Em 9 de julho, após nove dias de casamento, ela pediu o divórcio, por causa dos problemas de Gregg com heroína e álcool. Ela disse, mais tarde, que, quando o chamou para dizer que o casamento havia terminado, "Ele estava tão bêbado que nem sequer me entendeu". Allman logo se livrou do vício, e eles retomaram o casamento em menos de um mês.[313] Eles tiveram um filho, Elijah Blue Allman, em 10 de julho de 1976.[82] Eles se divorciaram definitivamente em 16 de janeiro de 1979.[314]

Cher revelou ter flertado com o ator Marlon Brando e com o cantor Elvis Presley durante a década de 1970. Sobre Brando, ela disse: "Lamento não tê-lo conhecido melhor. Foi ótimo, tivemos os melhores momentos, mas eu estava tentando fazer o meu casamento [com Sonny] dar certo." Sobre Elvis, ela disse: "Ele me ligou e queria que eu passasse um fim de semana com ele, mas eu estava muito nervosa. Eu estava prestes a ir, mas pensei: 'Não, eu não quero' e depois me arrependi."[315][316] Durante essa época, ela também se relacionou com o baixista da banda Kiss, Gene Simmons.[317]

Ao longo das décadas de 1980 e 1990, Cher esteve envolvida em sucessivas relações com homens mais jovens, incluindo o guitarrista Les Dudek,[318] os atores Val Kilmer,[318] Eric Stoltz,[268] Tom Cruise[319] e Ray Liotta,[320] o produtor cinematográfico Josh Donnen,[321] e Rob Camilletti, um padeiro 18 anos mais novo com quem ela viveu por três anos. Camilletti foi apelidado de "Bagel Boy" ("garoto das rosquinhas", em tradução livre) pela imprensa, e gerou repercussão ao destruir as câmeras de alguns paparazzi que cercavam a casa de Cher em 1989. Eles se separaram pouco tempo depois.[322] Cher se referiu a ele como "o amor de sua vida" e afirmou que eles "continuam bons amigos".[323] Em seguida, ela se relacionou com o guitarrista Richie Sambora, da banda Bon Jovi, entre 1989 e 1991.[324] Ela ainda se envolveu notoriamente com o ator John Heard.[318]

Em 2009, Cher se relacionou com o motociclista Tim Medvetz, 25 anos mais novo.[325] Em 2010, ela começou a namorar o roteirista e diretor Ron Zimmerman. Ela disse: "Nós decidimos que estamos em algum lugar entre namorados e melhores amigos... Ele me faz rir mais do que ninguém que eu já conheci. E ele é muito louco, mas muito inteligente e muito talentoso."[326]

[editar] Interesses políticos

Cher na Casa Branca com a ex-primeira dama Nancy Reagan, em outubro de 1985

Ao contrário de seu falecido ex-marido Sonny Bono, Cher é considerada uma democrata.[226][327] Apesar de se dizer não registrada, ela participou e se apresentou em várias convenções e eventos do Partido Democrata.[328] Cher também é conhecida por suas visões políticas, e tem sido uma crítica ferrenha do movimento conservador.[329] Ela chegou a afirmar que "não entende como alguém pode querer se tornar um republicano", justificando que os oito anos sob a administração de George W. Bush "quase me mataram".[327] Durante as eleições presidenciais de 2000, o site ABC News noticiou que Cher havia atrasado as gravações de seu próximo álbum de estúdio para "fazer o que for possível para mantê-lo [Bush] longe do cargo". Ela disse ao site: "Se você é negro neste país, se você é uma mulher neste país, se você é qualquer minoria neste país absolutamente, o que possivelmente lhe faria votar em um republicano? [...] Você não terá um único direito sobrando.” Sobre Bush, ela disse: "Eu não gosto de Bush. Eu não confio nele. Eu não gosto de sua ficha. Ele é estúpido. Ele é preguiçoso."[328]

Em 27 de outubro de 2003, Cher ligou anonimamente para um programa da emissora política de televisão a cabo C-SPAN. Ela contou sobre uma visita que fez a soldados mutilados no hospital Walter Reed Army Medical Center e criticou a falta de cobertura da mídia e atenção do governo dadas aos militares feridos. Ela também comentou que assiste à C-SPAN todos os dias. Embora ela tenha se identificado simplesmente como uma artista sem nome, Cher foi reconhecida pelo apresentador, que posteriormente questionou seu suporte ao candidato presidencial independente Ross Perot em 1992. Ela disse: "Quando o ouvi falar logo no início, eu achei que ele pudesse trazer algum tipo de abordagem de negócios [...] e menos partidarismo, mas depois, claro, eu fiquei completamente decepcionada, como todo mundo, porque ele simplesmente desistiu e fugiu e ninguém soube dizer exatamente o motivo. Talvez ele não tenha resistido a toda a investigação que se passa agora."[330] Na semana do Memorial Day, em 2006, Cher ligou novamente para a C-SPAN, dessa vez representando a Operation Helmet, organização sem fins lucrativos que fornece capacetes para prevenir lesões na cabeça dos soldados em zona de guerra. Ela se identificou como uma ligadora de Malibu, Califórnia, mas foi novamente reconhecida pelo apresentador.[331] Em entrevista ao jornal americano Stars and Stripes, Cher explicou seu posicionamento "contra a guerra do Iraque, mas a favor das tropas": "Eu não tenho que ser a favor desta guerra para apoiar as tropas, porque estes homens e mulheres fazem o que acham que é certo. Eles fazem o que lhes mandam fazer. Eles fazem isso com um coração muito bom. Eles fazem o melhor que podem. Eles não pedem nada."[332] Cher apareceu ao vivo na C-SPAN com o Dr. Bob Meaders, fundador da Operation Helmet, em junho de 2006.[333] Ela doou mais de 130 mil dólares para a organização.[332]

Cher apoiou Hillary Clinton em sua campanha presidencial. Ela disse: "Eu gosto de Hillary. Eu acho que ela daria a melhor presidente. Eu acho que [Barack Obama] é um bom homem. Eu acho que ele é altruísta. Acho que ele é inteligente. Eu acho que em algum momento ele pode ser um grande líder. Eu só não acho que seja agora."[334] Após Obama ganhar a nomeação democrata, Cher apoiou sua candidatura em programas de televisão.[226][335] No entanto, ela disse à revista Vanity Fair em 2010 que, "embora ela aceite o fato de que Barack Obama tenha herdado problemas insuperáveis​​, ela ainda acha que Hillary teria feito um trabalho melhor".[25] Ela também disse: "Eu fiquei tão obcecada [com a C-SPAN] que isso estava meio que interferindo na minha vida. Sarah Palin veio, e eu pensei: Oh, merda, este é o fim. Porque uma mulher burra é uma mulher burra." Na entrevista, Cher também se posicionou sobre a atual governadora do Arizona, Jan Brewer, que liderou a repressão à imigração no estado: "Ela era pior do que Sarah Palin, se isso é possível. [...] Ela manipula os serviços do Estado, mas eu não a deixaria manipular nem um controle remoto."[329]

[editar] Trabalho humanitário

Os esforços filantrópicos de Cher incluem principalmente o apoio a pesquisas de saúde para a melhoria da qualidade de vida de pacientes, a defesa dos direitos de militares veteranos, o apoio a iniciativas de combate à pobreza e o auxílio a crianças vulneráveis. Desde 1990, Cher serve como doadora, presidente nacional e porta-voz honorária da Children's Craniofacial Association, associação que tem como objetivo capacitar e dar esperanças a crianças facialmente desfiguradas e seus familiares. A associação promove anualmente o Cher's Family Retreat, evento que provém a pacientes com problemas crânio-faciais e seus familiares a oportunidade de interagir com outras pessoas que tenham passado por experiências semelhantes.[336] Ao longo dos anos, durante suas turnês, Cher frequentemente doou ingressos e passagens para os bastidores para famílias e grupos sem fins lucrativos que beneficiam crianças e jovens com deformidades faciais.[337] Ela também apoia e promove a organização Get A-Head Charitable Trust, que visa melhorar a qualidade de vida de pessoas com doenças na cabeça e no pescoço.[336] Em 1993, Cher participou de um esforço humanitário na Armênia (seu pai era um refugiado armeno-americano), levando comida e suprimentos médicos para a região devastada pela guerra. Ela também tem sua própria fundação, a Cher Charitable Foundation, que contribui com recursos financeiros para instituições de caridade e causas que a comovem.[337]

Cher tem sido uma ativista vocal e defensora assídua dos soldados americanos e dos veteranos que retornaram da zona de guerra. Ela contribuiu ativamente com recursos financeiros para a Operation Helmet, organização que fornece kits de capacetes gratuitos para as tropas no Iraque e Afeganistão. Ela também contribuiu para o Intrepid Fallen Heroes Fund, programa que ajuda na reabilitação de militares gravemente feridos em operações de guerra.[336] Cher esteve engajada na construção de casas promovida pela organização Habitat for Humanity, que tem como meta a eliminação de condições de moradia inadequadas, e serviu como presidente nacional honorária da iniciativa "Raise the Roof", que busca envolver artistas no trabalho da organização. Cher também é doadora, arrecadadora de fundos e porta-voz internacional da organização Keep a Child Alive, que visa acelerar as ações para combater a AIDS, incluindo o fornecimento de medicamento anti-retroviral para crianças e suas famílias com HIV.[336]

Mais recentemente, Cher esteve envolvida na construção de uma escola em Ukunda, no Quênia. A Peace Village School fornece alimentação balanceada, assistência médica, educação e atividades extracurriculares para mais de 300 órfãos e crianças vulneráveis​​, com idades entre 2 e 13 anos. O apoio de Cher permitiu à escola adquirir terreno e construir moradias permanentes, além de novas instalações. Em parceria com a Malaria No More e outras organizações, ela também coordena um programa que busca erradicar a mortalidade e morbidade por malária na comunidade.[336]

[editar] Patrimônio pessoal

Anúncio do show de Cher em Las Vegas

Cher se tornou uma das artistas mais ricas da indústria.[326] Em 2002, sua fortuna pessoal foi estimada em 600 milhões de dólares (315 milhões de euros).[338] Em entrevista à revista Vanity Fair, em 2010, ela disse que detém propriedades em Malibu e no Havaí, além de "um apartamento na cidade por absolutamente nenhum motivo".[25] Em fevereiro de 2006, Cher comprou um condomínio no Sierra Towers, em West Hollywood, por 4,5 milhões de dólares.[339] Em maio, ela vendeu sua casa em Miami por 8,8 milhões de dólares.[340] Em julho, ela, em parceria com a Sotheby's e Julien's Auctions, leiloou aproximadamente 780 pertences pessoais do seu imóvel em Malibu, incluindo pinturas, mobiliário, obras de arte decorativas, jóias, peças de recordação e figurinos usados no palco. O evento foi realizado nos dias 3 e 4 de outubro de 2006, em Los Angeles, e arrecadou 3,5 milhões de dólares. Foi divulgado que parte do rendimento beneficiaria a Cher Charitable Foundation.[341] Em 2008, Cher listou sua mansão em Malibu para venda pelo preço de 45 milhões de dólares.[342] Ela recebeu 60 milhões de dólares por ano para fazer 200 apresentações no Colosseum at Caesars Palace, em Las Vegas, entre 2008 e 2011.[25]

[editar] Religião

"Eu estive brincando com o budismo por anos," Cher disse em 2010. "Por mais brega que isso possa parecer, a alma do universo, tudo o que eu preciso, eu posso encontrar nessa prática." Ela é devota de Pema Chödrön, uma monja budista americana.[343]

[editar] Discografia

[editar] Filmografia

Lista de papéis no cinema
Ano Título Título em português Papel Notas[344]
1965 Wild on the Beach[345] Ela mesma Participação especial
1967 Good Times Ela mesma
1969 Chastity Chastity
1982 Come Back to the Five and Dime, Jimmy Dean, Jimmy Dean br: James Dean, o Mito Sobrevive; pt: Volta Jimmy Dean, Volta Para Nós Sissy Indicada — Globo de OuroMelhor atriz coadjuvante em cinema
Segundo lugar — Los Angeles Film Critics Association Award – Melhor atriz coadjuvante
1983 Silkwood br: Silkwood - O Retrato de uma Coragem; pt: Reacção em Cadeia Dolly Pelliker Globo de Ouro – Melhor atriz coadjuvante em cinema
Indicada — BAFTA – Melhor atriz coadjuvante
Indicada — OscarMelhor atriz coadjuvante
1985 Mask br: Marcas do Destino; pt: Máscara Florence 'Rusty' Dennis Festival de CannesPrêmio de interpretação feminina Empatado com Norma Aleandro por La Historia Oficial
Indicada — Globo de Ouro – Melhor atriz em filme dramático
1987 Suspect br/pt: Sob Suspeita Kathleen Riley
1987 Witches of Eastwick, TheThe Witches of Eastwick br/pt: As Bruxas de Eastwick Alexandra Medford
1987 Moonstruck br: Feitiço da Lua; pt: O Feitiço da Lua Loretta Castorini David di Donatello – Melhor atriz estrangeira
Globo de Ouro – Melhor atriz em cinema - comédia ou musical
Italian National Syndicate of Film Journalists – Melhor atriz em filme estrangeiro Empatado com Stéphane Audran por Babettes gæstebud
Kansas City Film Critics Circle Award – Melhor atriz
Oscar – Melhor atriz
Indicada — BAFTA – Melhor atriz
Indicada — Sant Jordi Award – Melhor atriz estrangeira
1990 Mermaids br: Minha Mãe É uma Sereia; pt: A Minha Mãe É uma Sereia Rachel Flax
1992 Player, TheThe Player br/pt: O Jogador Ela mesma Participação especial
1994 Prêt-à-Porter pt: Pronto-a-Vestir Ela mesma Participação especial
1996 Faithful br: Fiel, Mas Nem Tanto; pt: Fielmente Teu Margaret
1999 Tea with Mussolini br/pt: Chá com Mussolini Elsa Morganthal Strauss-Almerson
2003 Stuck on You br: Ligado em Você; pt: Agarrado a Ti Cher/Honey Garriet
2010 Burlesque Tess Satellite Award – Melhor canção original Dividido com Diane Warren (compositora) pela canção "You Haven't Seen the Last of Me"
Indicada — Critics' Choice Award – Melhor canção original Dividido com Diane Warren (compositora) pela canção "You Haven't Seen the Last of Me"
Indicada — Framboesa de Ouro – Pior atriz coadjuvante
Indicada — World Soundtrack Award – Melhor canção original escrita diretamente para um filme Dividido com Diane Warren (compositora) pela canção "You Haven't Seen the Last of Me"
2011 Zookeeper br: O Zelador Animal; pt: O Guarda do Zoo Janet, a Leoa Voz
Lista de papéis, especiais e programas na televisão
Ano Título Papel Notas[344]
1967 Man from U.N.C.L.E., TheThe Man from U.N.C.L.E.[346] Ramona Episódio: "The Hot Number Affair"
1970 Sonny & Cher Nitty Gritty Hour, TheThe Sonny & Cher Nitty Gritty Hour Ela mesma
1971 Love, American Style[347] Ela mesma Episódio: "Love and the Sack"
1971–
1974
Sonny & Cher Comedy Hour, TheThe Sonny & Cher Comedy Hour Ela mesma (co-apresentadora)/
vários personagens
Globo de Ouro — Melhor atriz em televisão – comédia ou musical Empatado com Jean Stapleton por All in the Family
Indicada — Emmy Award – Melhor programa de variedades ou música (1972, 1973, 1974)
Indicada — Emmy Award – Melhor programa único de variedades ou música pelo episódio de 31 de janeiro de 1972
1972 The New Scooby-Doo Movies[348] Ela mesma Episódio: "The Secret of Shark Island" (voz)
1975–
1976
Cher Show, TheThe Cher Show Ela mesma (apresentadora)/
vários personagens
Indicada — Emmy Award – Melhor programa de variedades, música ou comédia
1976–
1977
Sonny and Cher Show, TheThe Sonny and Cher Show Ela mesma (co-apresentadora)/
vários personagens
1978 Cher… Special Ela mesma/vários personagens
1979 Cher… And Other Fantasies Ela mesma
1983 Cher: A Celebration at Caesars[344] Ela mesma CableACE Award – Atriz em um programa de variedades
1990 Cher Extravaganza: Live at the Mirage Ela mesma
1996 If These Walls Could Talk Dra. Beth Thompson Título em português: O Preço de Uma Escolha (br); Perseguidas (pt)
Também diretora (segmento "1996")[349]
Indicada — Globo de Ouro – Melhor atriz coadjuvante em televisão
Indicada — Satellite Award – Melhor atriz coadjuvante em televisão
1998 Sonny & Me: Cher Remembers Ela mesma
1999 VH1 Divas Live 2 Ela mesma
1999 Cher: Live at the MGM Grand in Las Vegas Ela mesma Indicada — Emmy Award – Melhor desempenho individual em um programa de variedades ou música
2000–
2002
Will & Grace Ela mesma Episódios: "Gypsies, Tramps and Weed" e "A.I.: Artificial Insemination"[350]
2002 VH1 Divas Las Vegas Ela mesma
2003 Cher: The Farewell Tour Ela mesma Emmy Award – Melhor especial de variedades, música ou comédia

[editar] Outros trabalhos

Turnês e concertos
Livros
  • Cher: Forever Fit - The Lifetime Plan for Health, Fitness and Beauty (1992)
  • Cooking for Cher por Andrew Ennis (1997) Cher é creditada por ter escrito o prefácio
  • The First Time (1999) com Jeff Coplon
  • Mixed: Portraits of Multiracial Kids por Kip Fulbeck (2010) Cher é creditada por ter escrito o posfácio
Peças de teatro

[editar] Prêmios selecionados

Ano Prêmio Categoria Trabalho Resultado
1966 Grammy Award Artista revelação[351] Sonny & Cher Indicado
1972 Emmy Award Melhor programa de variedades ou música Sonny & Cher Comedy Hour, TheThe Sonny & Cher Comedy Hour Indicado
1972 Grammy Award Melhor interpretação pop por uma dupla ou grupo[352] "All I Ever Need Is You" (Sonny & Cher) Indicado
1972 Grammy Award Melhor interpretação vocal pop feminina[59] "Gypsys, Tramps & Thieves" Indicado
1973 Emmy Award Melhor programa de variedades ou música Sonny & Cher Comedy Hour, TheThe Sonny & Cher Comedy Hour Indicado
1974 Emmy Award Melhor programa de variedades ou música Sonny & Cher Comedy Hour, TheThe Sonny & Cher Comedy Hour Indicado
1974 Globo de Ouro Melhor atriz em televisão - comédia ou musical Sonny & Cher Comedy Hour, TheThe Sonny & Cher Comedy Hour Venceu
1975 Emmy Award Melhor programa de variedades, música ou comédia Cher Show, TheThe Cher Show Indicado
1983 CableACE Award Atriz em um programa de variedades Cher: A Celebration at Caesars Venceu
1983 Globo de Ouro Melhor atriz coadjuvante em cinema Come Back to the Five and Dime, Jimmy Dean, Jimmy Dean Indicado
1984 BAFTA Melhor atriz coadjuvante Silkwood Indicado
1984 Globo de Ouro Melhor atriz coadjuvante em cinema Silkwood Venceu
1984 Oscar Melhor atriz coadjuvante Silkwood Indicado
1985 Festival de Cannes Prêmio de interpretação feminina Mask Venceu
1985 Hasty Pudding Theatricals Mulher do ano Venceu
1986 Globo de Ouro Melhor atriz em filme dramático Mask Indicado
1988 BAFTA Melhor atriz Moonstruck Indicado
1988 Globo de Ouro Melhor atriz em cinema - comédia ou musical Moonstruck Venceu
1988 Oscar Melhor atriz Moonstruck Venceu
1988 MTV Video Music Award Melhor clipe feminino[353] "I Found Someone" Indicado
1989 People's Choice Award Estrela feminina completa favorita Venceu
1997 Globo de Ouro Melhor atriz coadjuvante em televisão If These Walls Could Talk Indicado
1997 Satellite Award Melhor atriz coadjuvante em televisão If These Walls Could Talk Indicado
1999 CFDA Fashion Award Influência na moda Prêmio especial
1999 MTV Video Music Award Melhor clipe dance[353] "Believe" Indicado
1999 World Music Award Legend Award por realização artística Prêmio especial
2000 Grammy Award Melhor gravação dance "Believe" Venceu
2000 Grammy Award Gravação do ano[354] "Believe" Indicado
2000 Grammy Award Melhor álbum vocal pop[355] Believe Indicado
2000 Emmy Award Melhor desempenho individual em um programa de variedades ou música Cher: Live at the MGM Grand in Las Vegas Indicado
2002 Billboard Music Award Artista dance/club do ano Venceu
2002 Billboard Music Award Artist Achievement Award por realização artística Prêmio especial
2003 Emmy Award Melhor especial de variedades, música ou comédia Cher: The Farewell Tour Venceu
2004 Grammy Award Melhor gravação dance "Love One Another" Indicado
2010 Critics' Choice Award Melhor canção original "You Haven't Seen the Last of Me" (de Burlesque) Indicado
2010 Satellite Award Melhor canção original "You Haven't Seen the Last of Me" (de Burlesque) Venceu

[editar] Ver também

Notas

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