Cone Sul

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██ Região incluída em todas as acepções.
██ Regiões geralmente incluídas, mas não sempre.
██ Regiões só excepcionalmente incluídas.
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O Cone Sul (em espanhol: Cono Sur) é uma região composta pelas zonas sul da América do Sul, ao sul do Trópico de Capricórnio. Apesar de geograficamente incluir o Sul e parte do Sudeste (São Paulo) do Brasil, em termos de geografia política, o Cone Sul é tradicionalmente constituído por Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai. Em seu sentido mais restrito, que abrange apenas Argentina, Chile e Uruguai, a região é delimitada a norte com os estados do Brasil, Paraguai, Bolívia e Peru, a oeste com o Oceano Pacífico, e a sul com a junção entre os Oceanos Pacífico e Atlântico, área próxima da Antártida (1000 km).[2]
A principal língua falada na região é o espanhol, devido à colonização espanhola do século XVI ao XIX; se incluir o Brasil, a língua mais falada seria o português.
A alta expectativa de vida, o mais alto Índice de Desenvolvimento Humano da América Latina, o alto padrão de vida e a participação significativa nos mercados globais e as economias emergentes[3] dos seus membros fazem o Cone Sul uma das mais prósperas macro-regiões da América Latina.[2] [4][5]
[editar] Geomorfología
Imagem de satélite do Cone Sul por mês.
Entre os elementos geográficos de destaque, encontram-se:
- A cordilheira dos Andes, que no Cone Sul adquire as maiores altitudes do hemisfério sul, inclusive seu ponto culminante (o Aconcágua). Em contrapartida, também estão as maiores depressões continentais do hemisfério sul, sob o nível do mar (Grande Depressão de San Julián).
- As amplas e férteis planícies dos Pampas e o Chaco, contrastadas pela chamada Diagonal Árida que se estende desde o Deserto do Atacama até certas regiões semi-desérticas da Patagônia Oriental.
- O planalto da Patagônia, a Terra do Fogo, as Ilhas Malvinas (ocupadas pelo Reino Unido e reivindicadas pela Argentina).
- Os grandes estuários e rios: desde o mais largo do mundo (o Rio da Prata, os grandes rios da Bacia do Prata como os rios Paraná, o Paraguai, o Uruguai, o Iguaçu, o Pilcomayo, o Bermejo e o Salado del Norte, que formam um sistema de retroalimentação com o Aqüífero Guarani.
- O Mar da Argentina, uma das mais extensas plataformas continentais do mundo.
- Os Campos de Gelo da Patagônia, acompanhados de grandes glaciares ativos.
- Grandes e importantes sistemas lacustres de origem glaciar, como os que se encontram no sul do Chile e na região andino-patagônica da Argentina e do Chile.
O clima predominante na região é o clima temperado, com quatro estações bem definidas. O extremo sul da região tem um clima de tundra isotérmica. O centro-norte da região (Uruguai, sul do Brasil e parte da Argentina) tem clima subtropical. O norte do Chile tem o deserto do Atacama, um dos mais secos da terra. A Patagônia Oriental tem um clima semi-árido frio. O extremo norte da região tem clima tropical. A cidade de Santiago do Chile tem clima do tipo mediterrâneo, e a região da Serra da Mantiqueira, no sudeste do Brasil, tem clima tropical de altitude.
[editar] Demografia
A Argentina, o Uruguai e o Chile somados têm cerca de 60 milhões de habitantes e baixa taxa de natalidade. As capitais desses países - Buenos Aires, Santiago e Montevidéu estão praticamente em um mesmo paralelo geográfico. O Sul e Sudeste do Brasil, somados, têm 120 milhões de habitantes.
As populações na Argentina, Chile, Uruguai e Sul do Brasil são, em sua maioria, descendentes de europeus[6][7][8] principalmente provenientes da Itália, Espanha, Portugal, Alemanha e países eslavos. Outras etnias importantes são os descendentes de asiáticos, principalmente no Brasil (São Paulo e norte do Paraná) e de africanos (Brasil e Uruguai).
Uruguai: A população do Uruguai é origem principalmente européia. No decorrer do século XIX e do século XX, o Uruguai atraiu milhares de imigrantes europeus, com a intenção de povoar seu território com baixa densidade demográfica. A grande maioria desses imigrantes era de italianos e espanhóis, embora o Uruguai também tenha recebido imigrantes de outros países da Europa. Principalmente no interior do país, a população mantém ainda alguns traços ameríndios e africanos.
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[editar] Estudos genéticos
- Na Argentina, a herança européia é a predominante, mas com significativa herança indígena, e presença de contribuição africana também. Um estudo genético, realizado em 2009, revelou que a composição da Argentina é 78,50% Européia, 17,30% Indígena, e 4,20% Africana.[18] Em Buenos Aires, um estudo genético encontrou contribuição indígena de 15,80% e africana de 4,30%. [19] Na região de La Plata, as contribuições européia, indígena e africana foram, respectivamente, 67.55% (+/-2.7), 25.9% (+/-4.3), e 6.5% (+/-6.4). [20] Quanto à população de Mendoza, um estudo genético encontrou a seguinte composição autossômica (DNA herdado tanto por parte de mãe quanto por parte de pai e que permite inferir toda a ancestralidade de um indivíduo): 46,80% de ancestralidade européia, 31,60% indígena e 21,50% africana.[21]
- Na Brasil Um estudo de ADNmt na 2000 determinou que a média nacional de ascedencia foi de 33% de origem ameríndia, 28% origem africano e 36% origem européia, embora as regiões do país tiveram grandes variações: a Região Norte registram 54% indígena, 15% africano e 31% europeu, Nordeste 22% indígena , 44% africano e 34% europeu, Sudeste foi mais variedades eles, 33% indígena, 34% africano, 31% europeu, e finalmente o Sul do registrado 22% indígena, 12% africano e 66% europeu.[22] Outro estudo genético de autossômica, mostra que a presença africano e indígena é claramente dominante em todas as regiões do Brasil.[23]
- Um estudo genético de 2009, publicado no American Journal of Human Biology, revelou que a composição genética do Uruguai é principalmente Européia, mas com contribuição indígena (que varia de 1% a 20% em diferentes partes do país) e significativa contribuição africana (7% a 15% em diferentes partes do país). [26] A contribuição indígena no Uruguai foi estimada em 10%, em média, para a população inteira. Esse número sobe a 20% no departamento de Tacuarembó, e desce a 2% em Montevidéu. O DNA mitoncondrial indígena chega a 62% em Tacuarembó. [27] Um estudo genético de 2006 encontrou os seguintes resultados para a população de Cerro Largo: contribuição européia de 82%, contribuição indígena de 8% e contribuição africana de 10%. Esse foi o resultado para o DNA autossômico, o que se herda tanto do pai quanto da mãe e permite inferir toda a ancestralidade de um indivíduo. Na linhagem materna, DNA mitocondrial, os resultados encontrados para Cerro Largo foram: contribuição européia de 49%, contribuição indígena de 30%, e contribuição africana de 21%.[28]
- Os censos populacionais do Paraguai não incluem nenhum item racial[29]. Segundo a CIA Factbook, 95% da população paraguaia tem ancestrais espanhóis e ameríndios[30]. A mestiçagem paraguaia também teve a contribuição de imigrantes que começaram a chegar no país após o conflito conhecido como Guerra do Paraguai (europeus especialmente, de países vizinhos mas também asiáticos) que ajudaram repovoar o país[31].
[editar] Principais cidades
Em ordem populacional, as maiores e mais importantes populações são:
[editar] Economia e padrão de vida
A característica mais significativa que distingue o Cone Sul do restante da América do Sul é a economia e alto padrão de vida. À exceção do Paraguai, a região é caracterizada por um índice de desenvolvimento humano semelhante ao da Europa Oriental (com IDH entre 0,800 e 0,900), tendo comparativamente renda mais alta, maior expectativa de vida e maior nível educacional em relação aos demais locais da América do Sul, embora exista pobreza nas periferias das metrópoles da região, em especial São Paulo e Buenos Aires.
A agropecuária é o motor da economia do Cone Sul, embora, devido ao clima, seja diferente da praticada no restante da América do Sul. Destacam-se as produções de trigo, aveia, cevada, centeio, uvas, soja, arroz, milho e batata. Na pecuária, destaca-se os gados bovino, ovino e suíno.
O subsolo do Cone Sul também é rico em recursos minerais, destacando-se o minério de cobre, estanho, bórax, salitre, ouro, prata e bronze, especialmente no norte do Chile e noroeste da Argentina. Na região andina há também grandes jazidas de urânio e na costa brasileira se destaca o Petróleo (bacia de Santos). Os mares que circundam o Cone Sul também são ricos em recursos de pesca.
Durante a segunda metade do século XX, os países do Cone Sul foram governados por ditaduras militares, tendo colaborado com a Operação Condor contra a oposição esquerdista, incluindo guerrilhas urbanas. Entretanto, durante os anos 1980 e os anos 1990 houve um processo de redemocratização.
[editar] Inclusão do Brasil
Sendo o Brasil um país de dimensões continentais, apresenta grandes diferenças regionais internas. Enquanto sua parte mais meridional está correlacionada em questões naturais e sócio-econômicas com a Argentina, o Uruguai e o Chile, destacando ainda que certas regiões como o estado de São Paulo têm maior PIB e PIB per capita que esses três países, o norte se assemelha mais aos demais países sul americanos nessas questões. Por isso, o Brasil é incluído em algumas acepções quando se fala em Cone Sul, mas excluído em outras. Quando não se limita a definição a países inteiros, em geral são incluídos na região os estados da região Sul e da região Sudeste, especialmente o estado de São Paulo.
[editar] Inclusão do Paraguai
Devido à proximidade geográfica, história comum, geografia e ciclos políticos, o Paraguai costuma ser incluído no que se entende por Cone Sul. Entretanto, contrasta fortemente com os demais países dado o alto nível de pobreza, baixo padrão de vida e baixo nível de industrialização, sendo por isso algumas vezes excluído da definição.
Referências
- ↑ This North American density figure is based on a total land area of 7,372,685sq km
- ↑ a b Steven, F.. (2001). "[http://books.google.com/?id=npOUfgC8qkMC&pg=PA3&dq=%22cono+sur%22+chile+argentina+bolivia+peru+paraguay+uruguay Regional Integration and Democratic Consolidation in the Southern Cone of Latin America]". Democratization 14: 75–100. Routledge.
- ↑ Cómo hacer pesar las diferencias del Cono Sur
- ↑ http://www.marketresearch.com/product/display.asp?productid=1696455
- ↑ Encyclopedia of world environmental history. 1142.
- ↑ a b SOCIAL IDENTITY Marta Fierro Social Psychologist.
- ↑ a b massive immigration of European Argentina Uruguay Chile Brazil
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- ↑ [1]
- ↑ CEDR. Informe de Recomendaciones a Argentina. Marzo 2010. (Punto 24)
- ↑ [2]
- ↑ 2008 PNAD, IBGE. "População residente por cor ou raça, situação e sexo".
- ↑ Chile.
- ↑ a b Argentina, como Chile y Uruguay, su población está formada casi exclusivamente por una población blanca e blanca mestiza procedente del sur de Europa, más del 90% E. García Zarza, 1992, 19.
- ↑ Composición Étnica de las Tres Áreas Culturales del Continente Americano al Comienzo del Siglo XXI
- ↑ Informe 2011, Latinobarómetro (p. 58).
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- ↑ http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1469-1809.2009.00556.x/pdf
- ↑ http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16715758
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- ↑ http://www.sciencedirect.com/science?_ob=ArticleURL&_udi=B8JHP-4XK35CC-2&_user=10&_coverDate=12%2F31%2F2009&_rdoc=1&_fmt=high&_orig=search&_sort=d&_docanchor=&view=c&_searchStrId=1276960611&_rerunOrigin=google&_acct=C000050221&_version=1&_urlVersion=0&_userid=10&md5=c73e774e961b3aeb20db6e46ece037fd
- ↑ PubMed Central, Table 4 Am J Hum Genet. 2000 August; 67(2) 444–461. Published online 2000 June 28.
- ↑ The Ancestry of Brazilian mtDNA Lineages
- ↑ a b c d e El estrato socioeconómico alto se constituye mayoritariamente por una población caucásica y el estrato bajo por una mezcla de población caucásica 65% y amerindia 35% Revista médica de Chile.
- ↑ a b c d Frequency of the hypervariable DNA loci D18S849, D3S1744, D12S1090 and D1S80 in a mixed ancestry population of Chilean blood donors M. Acuña1, H. Jorquera2, L. Cifuentes1 and L. Armanet3 1ICBM Genetic Program and Medical Technology School, Facultad de Medicina, Universidad de Chile.
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- ↑ "El discutido legado indígena en la sangre de los uruguayos" de Caterina Notargiovanni. Diario El País. Fecha: 12-04-2007.
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[editar] Ver também