| Geografia de Coronel Fabriciano | |
| Região | Sudeste |
| Estado | Minas Gerais |
| Coordenadas geográficas | |
| Área | |
| - Total | 221,049 km² [1] |
| - Zona urbana | 13,1549 km² [1] |
| - Zona rural | 207,894 km² [1] |
| Limites | |
| - Municípios limítrofes | Oeste: Ferros; Norte: Joanésia e Mesquita; Leste: Ipatinga; Sudoeste: Antônio Dias; Sul: Timóteo.[2] |
| Relevo | Predominantemente montanhoso [2] |
| Extremos de elevação | |
| - Ponto mais alto | 1 260 m.[2] |
| - Ponto mais baixo | 220 m.[2] |
| Hidrografia | |
| - Bacia hidrográfica | Rio Doce [2] |
| - Principais rios | Piracicaba e Córrego Caladão.[2] |
| Clima | Tropical Aw.[2] |
A geografia de Coronel Fabriciano, um município brasileiro no interior do estado de Minas Gerais, é homogênea. Conta com um relevo predominantemente montanhoso e possui clima tropical. A cidade, pertencente à mesorregião do Vale do Rio Doce e microrregião de Ipatinga, localiza-se a nordeste da capital do estado, distando desta cerca de 198 km. Ocupa uma área de 221,049 km² e sua população foi estimada em 2010 pelo IBGE em 103 797 habitantes,[3] sendo assim o 27º mais populoso do estado de Minas Gerais e o segundo de sua microrregião.
A sua área total representa 0,0377 % do estado de Minas Gerais, 0,0239 % da Região Sudeste e 0,0026 % de todo o território brasileiro.[4] 13,1549 km² estão em perímetro urbano.[1] O município faz parte da Região Metropolitana do Vale do Aço, que ultrapassa os 449 340 habitantes. Além das quatro principais cidades (Coronel Fabriciano, Ipatinga, Santana do Paraíso e Timóteo), há outras 22 no colar metropolitano.[5]
A cidade tem uma temperatura média anual de 21,6 °C e a vegetação do município é de Mata Atlântica e cerrado. O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,789, considerando-se assim como médio, em relação ao estado de Minas Gerais.[3]
Índice |
A cidade está localizada no leste do estado brasileiro de Minas Gerais. Está na mesorregião do Vale do Rio Doce e microrregião de Ipatinga, a nordeste de Belo Horizonte, capital do estado. Situa-se no interior mineiro, ocupando uma área de 221,049 km². Esse total representa 0.0377 % do estado de Minas Gerais, 0.0239 % da Região Sudeste e 0.0026 % de todo o território brasileiro.[4] 13,1549 km² estão localizados no perímetro urbano municipal.[1] Situa-se entre os paralelos 19° 31' 08" de latitude sul e 42° 37' 44" de longitude oeste.[6]
O intenso crescimento da região tem tornado inefetivas as fronteiras políticas entre os municípios da região, criando a Região Metropolitana do Vale do Aço, envolvendo além de Coronel Fabriciano, os municípios de Ipatinga, Santana do Paraíso, Timóteo e os outros 22 municípios do colar metropolitano. A região tornou-se conhecida internacionalmente em virtude de grandes empresas que se encontram na região, a exemplo da Cenibra (em Belo Oriente), ArcelorMittal Timóteo (antiga Acesita, em Timóteo) e Usiminas (Ipatinga), todas com um crescente volume de produtos exportados.[5]
Coronel Fabriciano faz divisa com os municípios de Joanésia e Mesquita, a norte; Ipatinga, a leste; Timóteo, a sul; e Ferros, a oeste.[2]
| Dados dos municípios da Região Metropolitana do Vale do Aço | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Município | Área (km²) | População (2008) | PIB (2005) | IDH (2000) | ||
| Ipatinga | 166 | 241.720 | 4.422.997.000 | 0,806 elevado |
||
| Coronel Fabriciano | 221 | 104.415 | 451.426.000 | 0,789 médio |
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| Timóteo | 145 | 81 119 | 1.942.089.000 | 0,831 elevado |
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| Santana do Paraíso | 276 | 24.105 | 108.346.000 | 0,712 médio |
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| Total | 808 | 449.340 | 6.824.858.000 | 0,803 elevado |
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![]() |
Joanésia | Mesquita |
|
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| Ferros | Ipatinga | ||||||
| Antônio Dias | Timóteo |
Coronel Fabriciano tem a altitude média de 250 metros. O ponto culminante do município está na Serra Cocais das Estrelas, que mede 1 260 metros. A altitude mínima se encontra no Rio Piracicaba, com 220 metros.[6] Na cidade predomina um relevo montanhoso. Cerca de 80% do território fabricianense é de terras formadas de mares de morros e montanhas, 15% são áreas onduladas e nos 5% restantes o terreno é plano. Grande parte do relevo montanhoso está na Serra dos Cocais.[2]
A região do município de Coronel Fabriciano está inserida na depressão interplanáltica do Vale do Rio Doce, que tem 200 km de comprimento e 50 km de largura. O relevo é resultado de uma dissecação fluvial atuante nas rochas granito-gnáissicas do período pré-cambriano.[7] Em grande parte da Bacia do rio Doce predomina solos acentuadamente drenados que ocorrem principalmente nos planaltos dissecados. Este conjunto apresentou, na região, solos com baixa saturação de bases (distróficos) e alta saturação com alumínio (álicos). São formados de rochas predominantemente gnaissicas, leuco e mesocráticas, porém de caráter ácido, magmáticos charnoquitos, xistos e de depósitos argilo-arenosos. Outros tipos de solo que ocorrem em menor percentagem são: latossolo húmico, solos litólicos, cambissolos e afloramentos de rochas, dentre outros.[7]
O município faz parte da Bacia do rio Doce e é banhado pelo Rio Piracicaba, um dos principais afluentes do Rio Doce. No subsolo, abaixo do rio Piracicaba, está localizado um aquífero aluvionar que é de onde é extraída a água utilizada para o suprimento da região do Vale do Aço.[8] Coronel Fabriciano também é cortado de norte a sul pelo Córrego Caladão, que nasce na Serra dos Cocais e desagua no Rio Piracicaba.[6] Atualmente o córrego sofre um grave problema com a degradação ambiental, principalmente com o despejo de lixo e esgoto ao longo de seu curso, assoreamento das margens, poluição hídrica com esgotos domésticos e de pequenas indústrias, oficinas ou matadouros, extinção da biodiversidade local e erosão.[9] O município ainda possui muitos pequenos ribeirões e riachos ao longo de seu território, como o ribeirão Caladinho, o córrego dos Gouveia e o ribeirão Cocais Pequeno. Neste último, em um trecho localizado a cerca de 6 quilômetros do bairro Belvedere, é considerado como uma praia de água doce: a praia do Cachoeirão, que é uma das atrações naturais da cidade.[10]
Para resolver o problema com as enchentes no Caladão, será construído um parque linear com o objetivo de aumentar a capacidade do Córrego em receber as águas das chuvas, diminuindo os problemas que há anos causam estragos na cidade. A previsão é que as óbras sejam iniciadas até dezembro de 2010. Essa obra terá 9,2 quilômetros de extensão, numa área que abrange 70% da população fabricianense.[11]
Durante a época chuvosa, que normalmente vai de outubro a março, também são comuns enchentes em áreas baixas do município ao longo do curso do rio Picacicaba. Na cidade, o principal bairro afetado pelas inundações é o Manoel Domingos, conhecido também Dom Helvécio ou Prainha, por se localizar às margens do rio. É comum muitas de suas ruas ficarem debaixo da água durante o período chuvoso. Um estudo realizado recomendou a desocupação de áreas inundáveis na região. Outros bairros frequentemente afetados são o Mangueiras e Amaro Lanari.[12][13]
O clima de Coronel Fabriciano é considerado tropical (tipo Aw segundo Köppen),[14] com diminuição de chuvas no inverno e temperatura média anual de 21,62 °C, tendo invernos secos e amenos (raramente frios) e verões chuvosos com temperaturas moderadamente altas. Os meses mais quentes, fevereiro e março, tem temperatura média de 29,2 °C e o mês mais frio, julho, de 11,5 °C. Outono e primavera são condideradas como estações de transição.[15]
A precipitação média anual é de 1376,2 mm, sendo julho o mês mais seco, quando ocorrem apenas 11,4 mm. Em dezembro, o mês mais chuvoso, a média fica em 257,1mm.[15] Nos últimos anos, entretanto, os dias quentes e secos durante o inverno têm sido cada vez mais frequentes, não raro ultrapassando a marca dos 30 °C, especialmente entre os meses de julho e setembro. Em julho de 1998 a precipitação de chuva não passou dos 0 mm.[16] Durante a época das secas e em longos veranicos em pleno período chuvoso, também são comuns registros de fumaça de queimadas em morros e matagais. Principalmente na zona rural da cidade.[17] Como já dito acima, durante a época das chuvas o município é constantemente atingido por deslizamentos de terra e pelas cheias do Rio Piracicaba e do Córrego Caladão.[18][19][20][21]
Durante os períodos de 1960 – 1964 e 2000 – 2002, a temperatura mínima registrada na cidade foi de 7 °C, no dia 18 de julho de 2000.[22] A máxima registrada nestes períodos foi de 39,5 °C, no dia 3 de fevereiro de 2001.[23] Durante os anos de 1940 – 1974 e 2000 – 2002, o maior acumulado de chuva em menos de 24 horas foi de 135 mm em 23 de novembro de 1962.[24] Outros grandes acumulados nestes anos foram registrados em 2 de abril de 1941, com 123 mm;[25] 112 mm nos dias 27 de janeiro de 1953[26] e 20 de dezembro de 1960;[27] 110 mm no dia 12 de março de 1973;[28] 108 mm no dia 14 de janeiro de 1941;[29] 106 mm em 10 de março de 1960;[30] e 103 mm em 9 de fevereiro de 2000.[31] Tempestades de granizo também não são comuns na cidade, mas algumas das mais recentes ocorreram em 4 de setembro de 2006,[32] 8 de março de 2010,[33] 23 de fevereiro de 2011[34] e 16 de maio de 2011.[35] Existem relatos de ocorrência de uma tromba-d'água no município em 1959.[36]
| Dados climatológicos para Coronel Fabriciano | |||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Mês | Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez | Ano |
| Temperatura máxima registrada (°C) | 36,3 | 39,5 | 36,1 | 36,0 | 36,0 | 31,5 | 34,0 | 33,0 | 35,5 | 37,2 | 35,5 | 35,5 | 39,5 |
| Temperatura máxima média (°C) | 29,0 | 29,2 | 29,2 | 27,6 | 26,1 | 25,1 | 24,8 | 26,0 | 26,7 | 27,4 | 27,8 | 28,0 | 27,2 |
| Temperatura mínima média (°C) | 18,3 | 18,5 | 18,5 | 16,7 | 14,3 | 12,4 | 11,5 | 12,5 | 14,5 | 16,9 | 18,0 | 18,3 | 15,9 |
| Temperatura mínima registrada (°C) | 16,5 | 15,5 | 14,5 | 13,0 | 10,0 | 8,0 | 7,0 | 7,5 | 9,5 | 12,5 | 14,5 | 15,5 | 7,0 |
| Precipitação (mm) | 200,5 | 130,0 | 152,2 | 81,5 | 29,8 | 14,0 | 11,4 | 17,0 | 47,0 | 112,8 | 201,3 | 257,1 | 1 254,9 |
| Fonte: Tempo Agora (médias climatológicas entre 1961 e 1990)[15] | |||||||||||||
| Fonte #2: Portal de Tecnologia da Informação Para Meteorologia (recordes de 1960 a 1964 e de 2000 a 2002)[37] | |||||||||||||
Grande parte da fauna e da flora está concentrada na Serra dos Cocais, que além de ser um dos principais atrativos turísticos da cidade, está a uma altitude média de 1.200 metros acima do nível do mar. É divisor de três importantes bacias hidrográficas da região: Piracicaba, Santo Antônio e Doce. Nesta região montanhosa, a orientação variada do relevo, as variações bruscas de altitude e a influência do clima atlântico dão origem a uma infinidade de microclimas; que, associados à constituição essencialmente granítica do solo, criam aspectos particulares, resultando em características de vegetação rupestre que garantem à Serra dos Cocais um local de primazia em relação às demais. Há um projeto da criação do Parque Estadual da Serra dos Cocais, com o objetivo de promover a construção de políticas públicas ambientais, ajudando efetivamente para a preservação dos recursos naturais existentes na cidade e região.[38][39] Outra importante área de preservação ambiental no município é a APA da Biquinha. Está localizada entre o Distrito Industrial e o Belvedere, em uma área próxima a região central da cidade, contando com cerca de 70 hectares.[40] Possui relevância por ter mata nativa em regeneração onde vivem pequenos animais e pássaros diversos, existindo ainda diversas nascentes que formam cachoeiras. Conta ainda com várias trilhas, que são usadas para caminhada.[41]
O município situa-se também nas proximidades do Parque Estadual do Rio Doce. O rio Piracicaba divide o bairro Amaro Lanari do PERD, como também é conhecido.[42] Está localizado entre a cidade de Timóteo e os municípios de Marliéria e Dionísio. É a maior reserva nativa de mata atlântica do estado de Minas Gerais e uma das maiores do Sudeste brasileiro. Atualmente possui 36 970 hectares e foi criado pela Lei n.º 1119 de 14 de julho de 1944. Dentro do parque está grande parte da biodiversidade não só do Vale do Aço, mas de todo o Leste mineiro.[43]
A vegetação nativa do município pertence ao domínio florestal Atlântico (Mata Atlântica). Porém a monocultura de reflorestamento ocupa área maior que a Mata Atlântica, sendo que é relevante ainda em grande parte de sua microrregião. Muitas vezes o reflorestamento é realizado pelas grandes siderúrgicas locais ou ainda pela própria prefeitura. Também existe, em território fabricianense, predominância do eucalipto, que tem como finalidade a produção de matéria-prima para a fábrica de celulose da Celulose Nipo-Brasileira S/A - CENIBRA, e a produção de carvão vegetal para as siderúrgicas locais, como a Usiminas e a ArcelorMittal Timóteo.[6] Em 2008, cerca de 60% de toda a área municipal era coberta pela cultura.[44] No entanto, ainda são encontradas algumas diversidades em ilhas não devastadas, com algumas espécies de bromélias e orquídeas, além da Palmeira-indaiá, Ipê-amarelo, Embaúbas, Quaresmeiras, Samambaias, entre outras. Na época das secas (abril-setembro) é comum o amarelamento de áreas com muito mato e poucas árvores, devido a escassez de chuva.[6]
Na fauna também é comum observar espécies típicas de áreas do domínio de mata atlântica, comuns em várias regiões do próprio estado de Minas Gerais, como jacu; aves de rapina, como o gavião e o carcará; mamíferos como o lobo-guará, a onça-pintada e macaco da cara-branca; além de algumas espécies de serpentes.[6] Com o povoamento da região, várias áreas de mata nativa tiveram que ser derrubadas. Esse desflorestamento provocou o risco de extinção de diversas espécies não só da flora, mas também da fauna municipal e regional, como o Mico-leão-dourado, a Arara-azul-pequena e o Muriqui. Hoje o principal problema são as queimadas durante a época seca, que provocam a morte de diversas espécies.[45][46]