| Município de Goiana | |||||
| "Milão brasileira" "Terra dos caboclinhos" "Terra do guaiamum" |
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Cidade de Goiana |
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| Hino | |||||
| Fundação | 5 de maio de 1560 | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| Gentílico | goianense | ||||
| Lema | "Um museu aberto ao mundo" | ||||
| Prefeito(a) | Henrique Fenelon de Barros Filho (PC do B) (2009–2012) |
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| Localização | |||||
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| Unidade federativa | |||||
| Mesorregião | Mata Pernambucana IBGE/2008[1] | ||||
| Microrregião | Mata Norte Pernambucana IBGE/2008[1] | ||||
| Municípios limítrofes | Pernambuco: Condado, Igaraçu, Itamaracá, Itambé, Itapiçuma e Itaquitinga; Paraíba: Caaporã, Pedras de Fogo e Pitimbu. |
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| Distância até a capital | 62,1 km | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 501,170 km² [2] | ||||
| População | 75 987 hab. (PE: 19º) – IBGE/2011[3] | ||||
| Densidade | 151,62 hab./km² | ||||
| Altitude | 0 a 80 m | ||||
| Clima | tropical Aw | ||||
| Fuso horário | UTC−3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,692 (PE: 24º[4]) – médio PNUD/2000[5] | ||||
| PIB | R$ 634 200,879 mil IBGE/2009[6] | ||||
| PIB per capita | R$ 8 521,44 IBGE/2009[6] | ||||
Goiana (pronúncia AFI: [gojˈɐ̃nɐ]
ouça) é um município brasileiro do litoral do estado de Pernambuco, situado na região Nordeste. Sua população estimada em 2009 era de 74.424 habitantes,[7] possuindo assim a segunda maior população da Zona da Mata, a maior de sua microrregião (Zona da Mata Norte) e a 19ª do seu estado. Goiana localiza-se no nordeste do estado, com sua sede a treze metros de altitude, fazendo divisa com o estado da Paraíba, estando a 62 km de Recife (capital do estado), a 51 km de João Pessoa (capital do estado vizinho) e a 2.187 km de Brasília (capital federal).
Seu centro histórico foi declarado Patrimônio Histórico Nacional no ano de 1938.[8]. No ano de 2007 foi classificado pelo IBGE como um centro de zona A, pela sua influência sobre os municípios vizinhos.[9] O município possui o ponto continental mais oriental de seu estado, a Ponta do Funil, no distrito de Pontas de Pedras.[10]
O município é dividido em três distritos, Sede, Pontas de Pedras e Tejucopapo. Representa o quinto maior PIB do interior do estado,[11] estimado em 446 milhões de reais (IBGE/2006),[6] destacando-se pela cultura da cana-de-açúcar, da produção de papelão e da produção de cimento. Foi sede da Capitania de Itamaracá por duas vezes, e por muito tempo foi a segunda cidade mais importante do estado de Pernambuco.[12]
Índice |
A história de Goiana está muito ligada aos engenhos da região. Os goianenses participaram ativamente da Batalha das Heroínas de Tejucopapo (1646), da Revolução Pernambucana (1817), da Confederação do Equador (1824) e da Revolução Goianense (1825). A vila operária de Goiana é considerada a primeira da América Latina.[13] Goiana foi elevada à categoria de vila em 15 de janeiro de 1685, ganhou foros de cidade em 5 de maio de 1840 e de sede de município em 3 de agosto de 1892. Seu primeiro prefeito foi o Dr. Belarmino Correia de Oliveira.[14]
A origem mais provável do nome Goiana é que venha da palavra em tupi-guarani "Guyanna", que significa "terra de muitas águas". O topônimo do município aparece pela primeira vez nos catálogos da Companhia de Jesus, em 1592, com o nome de aldeia de "Gueena".[15] O mesmo documento, em 1606, registra-o com a grafia modificada para "Goyana" e, finalmente Goiana. O holandês Adolf de Varnhagen disse que Goiana é palavra de origem da língua tupi, que significa: gente estimada.[16] Outros filólogos divergem e dizem ter o significado de mistura ou parente e, ainda, Frei Vicente de Salvador, em 1627, definiu como sendo porto ou ancoradouro.[15]
Sabe-se que muito antes da chegada dos portugueses ao Brasil, Goiana, assim como diversas outras localidades da América, já era habitada por indígenas. Inúmeros historiadores defendem seus estudos e com isso, daí, nasce uma diversidade de teorias.[17] Existem diversas teses sobre a origem da cidade de Goiana, das tais a mais aceita é a de que a cidade surgiu quando Diogo Dias ganhou e fundou o Engenho Recuzaém. A segunda tese é a de que em 1501 com a finalidade de explorar a costa brasileira expedições portuguesas já tinham aportado o litoral goianense em uma praia, hoje denominada Pontas de Pedra. Existindo ainda a terceira tese, a qual diz que a primeira povoação de Goiana esteve no Engenho Japumim, também fundado por Diogo Dias, segundo historiadores.[14]
A colonização jamais realizou os propósitos da empresa mercantil que impulsionou as navegações. Montada especificamente para a troca, ela operava sempre na pressuposição da existência de produção local, nas áreas com que mantinha a troca. O problema da colonização apresenta, assim, grandes dificuldades, uma vez que a estrutura econômica portuguesa não estava preparada para enfrentá-lo.[14] Nesse período, Goiana foi uma das principais produtoras de cana-de-açucar no estado de Pernambuco; o Rio Goiana, que corta a cidade, abrigava um importante porto, que escoava a produção do local.[18] Foi durante este período que Goiana foi, por diversas vezes, sede da capitania de Itamaracá, e permaneceu como segunda cidade mais importante do estado, até o fim deste período.[12]
A povoação foi elevada a freguesia em 1568 quando Diogo Dias, um cristão-novo de muitas posses, comprou de D. Jerônima de Albuquerque Sousa dez mil braças de terra próximas à atual cidade de Goiana, então Capitania de Itamaracá, estabelecendo um engenho fortificado no Vale do Rio Tracunhaém. Este colono foi alvo do ataque ao engenho Tracunhaém, em 1574, no qual índios potiguaras exterminaram toda a população do engenho. Este episódio provocou a extinção da capitania de Itamaracá e a criação da capitania da Paraíba.[14]
Em janeiro de 1640 defrontaram-se entre Goiana e a ilha de Itamaracá a esquadra de D. Fernando de Mascarenhas, conde da Torre, e a holandesa, comandada por Willen Corneliszoon, num combate que seria imortalizado em quatro gravuras de Frans Post.[14]
No dia 24 de abril do ano de 1646, armadas com paus, pedras, panelas, pimenta e água fervente, as mulheres de Tejucopapo, atualmente distrito do município, venceram os holandeses que ameaçavam suas terras e famílias. Este evento é conhecido e retratado em filme denominado "Epopeia das Heroínas de Tejucupapo", que no último domingo de abril é recontada a história, através de uma encenação teatral ao ar livre no marco histórico pelo Clube das Mães, na zona rural do município. A encenação mostra a vida de mulheres que lutaram contra os invasores e contra o preconceito, atraindo cerca de cinco mil pessoas em média por ano.[14]
Após a independência de Portugal em 7 de setembro de 1822, que resultou no fim do "Brasil Colônia" (1500-1822), o Brasil torna-se uma monarquia constitucional, período denominado "Brasil Império" (1822-1889). D. Pedro I retorna a Portugal para assegurar que sua filha assumisse o trono português. Após um período regencial, D. Pedro II, aos catorze anos de idade, é coroado o segundo imperador do Brasil.[19]
No ano de 1859, Dom Pedro II, imperador do Brasil, visitou a cidade de Goiana, chegou acompanhado por uma comitiva com quase quinhentos cavaleiros. Na véspera todos os preparativos foram realizados para receber o monarca. O que havia de melhor nos engenhos foi trazido para o sobrado onde ele se hospedou. Foram à cidade pessoas das regiões circunvizinhas, atraídas pela visita do imperador. Dom Pedro II conheceu as igrejas e encantou-se com a beleza do Cruzeiro do Carmo, no centro.[14]
Ele chegou a visitar também o hospital, as repartições públicas, as escolas e elogiou o avanço dos alunos no latim. Mais tarde, ainda participou de solenidade na Igreja da Matriz, onde escutou a Banda Saboeira à porta depois seguiu para o Bairro do Tanquinho para ver como era feito o abastecimento de água da cidade e considerou a situação do porto fluvial aproveitando para discutir melhoramentos.[14]
A abolição em Goiana foi declarada no dia 25 de março de 1887. Em meio a escravos se rebelando e fazendo revoluções almejando o fim da escravidão pelo Brasil, acabou se criando em Goiana um clube abolicionista chamado O Terpsicore, que buscava levantar fundos para a libertação dos escravos. Havia também na cidade o Clube do Cupim, cujo objetivo era “roubar” escravos de seus senhores e enviá-los ao estado do Ceará, onde já não havia escravidão por lei.[14]
Em Goiana, a abolição foi declarada de maneira mais prática, pois deixaram a burocracia de lado. Basílio Machado, um sapateiro abolicionista, infiltrava-se nos engenhos pedindo para trabalhar. Ao ganhar a confiança do senhor do engenho, ele elaborava um plano para fugir com os escravos e escondê-los na olaria de José Pires Vergueiro que se encarregava de enviá-los para o Ceará. A campanha abolicionista em Goiana tinha o apoio da população em geral e foi um dos quartéis general na luta pela liberdade dos negros. A cidade acabou sendo a primeira a libertar seus escravos no estado mesmo com o enorme número de engenhos que possuía.[14] Enquanto em Goiana já havia a liberdade de escravos, a Lei Áurea era assinada no Rio de Janeiro, então capital do Brasil, pela Princesa Isabel do Brasil e pelo Ministro da Agricultura da época Conselheiro Rodrigo Augusto da Silva, no dia 13 de maio de 1888,extinguindo assim a escravidão no resto do Brasil. A Princesa Isabel sancionou a Lei Áurea, na sua terceira e última regência, estando o Imperador D. Pedro II em viagem ao exterior.[14]
Dom Pedro II foi deposto em 15 de novembro de 1889 por um golpe militar liderado pelo republicano Deodoro da Fonseca,[20] que se tornou o primeiro presidente de facto do país, através de ascensão militar. E permaneceu no cargo até o ano de 1891, quando assumiu a presidência o Marechal Floriano Peixoto, que foi considerado o consolidador da república.[21]
O primeiro ônibus de que se tem notícia no Brasil foi um veículo da marca francesa Panhard-Levassor, importado no ano 1900 pela Companhia de Transporte de Goiana,[22] que na época era a mais importante cidade de Pernambuco, depois da capital, Recife. Destinava-se o referido veículo ao transporte de passageiros entre Goiana e Recife pela histórica estrada de rodagem, hoje a BR-101.[23] No dia 23 de março de 1903, o veículo, com lotação de doze passageiros, fez sua primeira viagem, saindo do centro de Goiana e chegando até a cidade de Olinda, onde parava para o almoço. E seguiam da cidade de Olinda até o Recife levando mais uma hora para chegar ao destino. O ônibus não durou muito, pois uma viagem total, que teria setenta quilômetros, levava cerca de nove horas. E as viagens suburbanas custavam muito.[24]
O conjunto da Fiação de Tecidos Goiana - FITEG é composto da fábrica, da casa do proprietário e da vila operária, além de ser um importante marco da arquitetura do início do século XX, tem a peculiaridade de todas as edificações seguirem a mesma modulação: cada habitação representa um módulo, a que tanto a fábrica, quanto a casa do proprietário obedeceram, repetindo, no entanto, tantos módulos, quantos se fizeram necessários. As casas, estreitas, geminadas, com vão abrindo-se diretamente para os logradouros, são distribuídas em nove quadras, num total de 376 habitações.[livro 1] A fábrica foi fechada na década de 1980 depois de declarar a sua falência, deixando centenas de goianenses desempregados, e mesmo que foram discutidas medidas pelo governo, a fábrica realmente fez a declaração, demitindo, de pouco em pouco os trabalhadores..[25]
Nas últimas décadas do século XIX e início do XX, Goiana enfrentou graves problemas sociais advindos do desenvolvimento lento, desordenado, e com crescimento da periferia, dando assim origem a diversos bairros como a Nova Goiana e Flexeiras. No começo do século XX perdeu a posição de segunda cidade mais importante do estado de Pernambuco. O rápido crescimento voltou depois do anúncio do Polo Farmacoquímico, o crescimento anual nos anos anteriores era de menos de 1% por ano (1996-2007), e agora está em quase 2% (2008-2009).[26]
No final da década de 1990, surgiram rumores de que Goiana receberia um aeroporto internacional, mas foram esquecidos pela população no início do século XXI.[27][28] No ano de 2000, assumiu o prefeito Edval Soares, que criou a feira livre do bairro de Flexeiras, melhorando assim o comércio nos subúrbios do município. No ano de 2004 assumiu a prefeitura o empresário Beto Gadelha, que oficializou a implantação do Polo Farmacoquímico de Pernambuco no município de Goiana.[29] Ele teve o mandato cassado pelo TSE no ano de 2006, tendo então que ser feita novas eleições no município.[30] No então ano de 2006, assumiu a prefeitura, Henrique Fenelon, que foi reeleito no ano de 2008, sendo assim o primeiro prefeito reeleito da história de Goiana.[31] Na sua administração foi criado o Distrito Industrial de Goiana e a Novartis confirmou sua fábrica no Polo Farmacoquímico do estado.[32] A cidade ocupa atualmente a 52ª posição na lista das cidades mais violentas do país.[33]
O município de Goiana está localizado na Bacia hidrográfica do Rio Goiana, possui poucas montanhas, possui diversas praias e seu clima é tropical.
A região do município de Goiana é uma das mais populosas do Nordeste, num raio de 100 km da sede do município podem ser encontradas mais de 6 milhões de pessoas entre os estados de Pernambuco e Paraíba,[34] encontrando-se também, dois aeroportos internacionais (Guararapes e Castro Pinto) e três portos (Recife, Cabedelo e Suape), a cidade é um ponto estratégico importante entre Recife e João Pessoa, além de não ficar longe de outros centros de zona como Timbaúba, Carpina e Caruaru.[9]
Os municípios limítrofes de Goiana são Itaquitinga, Igarassu, Itapissuma, Itamaracá, Itambé, Condado, Caaporã, Pitimbu, e Pedras de Fogo. Estes municípios estão todos integrados com Goiana, principalmente os municípios de Condado, Caaporã e Pitimbu, tanto pelos empregos como também pelo comércio e pelo turismo. No ano de 2007 o município de Goiana foi classificado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística como um Centro de Zona A, pela sua influência sobre as cidades vizinhas.[9]
O município de Goiana está localizada no extremo nordeste do estado de Pernambuco, e se desenvolveu em uma planície litorânea ou aluvional (fluviomarinha),[35] constituída por ilhas, penínsulas, alagados, manguezais e pequenas montanhas e dunas, que possuem altitudes abaixo dos 80 metros de altura. Por estes motivos os município apresenta algumas grandes planícies como por exemplo na sua sede e na praia de Catuama.[35]
O grande número de rios do município tem sua foz principal no oceano Atlântico, já que o leste municipal é totalmente banhado por este oceano, e possuindo também diversos terrenos pantanosos e manguezais.[36] Seu litoral possui 18 km de extensão, apresentando-se como destaque suas seis praias e a ilha de Itapessoca, suas praias possuem alguns arrecifes e, na maioria dos seus trechos são retas. São incomuns em Goiana os grandes abalos sísmicos ou terremotos. E também não existe atividade vulcânica expressiva, nem no município de Goiana nem nos municípios circunvizinhos. Goiana fica inserida em regiões de tabuleiros e baixadas costeiras.[36]
O município de Goiana encontra-se inserido nos domínios da Bacia Hidrográfica do Rio Goiana.[37] Seus principais tributários são os rios Goiana, Capibaribe-Mirim, Tracunhaém, Megaó, Barrado Goiana, da Guabiraba, Itapessoca, Itapirema, Corope e Arataca e os riachos Cupissura, Milagre, da Pitanga, Farias, João Marinho, Água do Bicho, da Ponta Branca, Ibeapecu e do Boi. Os principais açudes são: Jacaré, Zombeiro, da Mata, Santa Teresa, da Prata e a Lagoa de Catuama. Todos os cursos d’água no município têm regime de escoamento perene e o padrão de drenagem é o dendrítico.[38]
O município está inserido no Domínio Hidrogeológico Intersticial e no Domínio Hidrogeológico Fissural. O Domínio Hidrogeológico Intersticial é composto de rochas sedimentares da Formação Beberibe, Grupo Barreiras, Depósitos Aluvionares, Depósitos Flúvio-lagunares, e dos Depósitos Flúvio-marinos. O Domínio Hidrogeológico Fissural é formado por rochas do embasamento cristalino que engloba o subdomínio de rochas metamórficas, constituído do Complexo Vertentes e do Complexo Belém do São Francisco.[38]
O abastecimento de água é feito por trinta poços que retiram águas dos recursos superficiais e subterrâneos do município, sendo dezenove públicos e onze particulares. Abastecendo a imensa maioria de sua população.[38]
O clima de Goiana é considerado tropical atlântico (Aw), segundo o modelo de Köppen, e a média anual das temperaturas é de 24,6 °C.[39] Por se tratar de uma cidade litorânea, o efeito da maritimidade é bastante perceptível, traduzindo-se em amplitudes térmicas relativamente baixas. A média anual das temperaturas médias máximas mensais é 26,51 °C, e das médias mínimas mensais, 20,35 °C.[40] Já as médias anuais das temperaturas máximas e mínimas absolutas aferidas em cada mês ficam, respectivamente, em 31,1 °C e 18,8 °C.[40] Julho é o mês mais frio, com médias máxima e mínima de 26,2 °C e 18,9 °C, e janeiro, o mais quente (31,1 °C e 20,8 °C).[40]
O volume pluviométrico acumulado anual é de 2.002 mm.[40] A precipitação média anual é de 166,83 mm, concentrados principalmente no inverno. A mudança do clima dependendo da estação do ano não é demasiada, a temperatura varia sempre entre 18° e 30°C, com raras exceções, a principal diferença entre elas é que no inverno chove mais do que no verão. A umidade relativa do ar denota índices baixos durante todo o ano.[40] Devido a pouca concentração de edifícios, não é comum o surgimento de ilhas de calor, por isso os termômetros permanecem abaixo da marca dos 40 °C, mesmo nos meses mais quentes do ano.[36]
| Mês | Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez | Ano |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Temperatura média °C | 25,9 | 25,6 | 25,6 | 25,3 | 25,5 | 23,2 | 22,5 | 22,8 | 23,6 | 24,9 | 25,5 | 25,3 | 24,60 |
| Média das temperaturas mínimas °C | 20,8 | 21 | 21 | 21 | 22,4 | 19,4 | 18,9 | 18,8 | 19,4 | 20,1 | 20,6 | 20,8 | 20,35 |
| Média das temperaturas máximas °C | 31,1 | 30,2 | 30,2 | 29,7 | 28,6 | 27,1 | 26,2 | 26,9 | 27,9 | 29,7 | 30,4 | 29,9 | 26,51 |
| Precipitação média mm | 80,7 | 46,6 | 221,7 | 300,8 | 340,8 | 363,6 | 241 | 163 | 84 | 45,4 | 46,8 | 68,4 | 2002,8 |
Como Goiana fica localizada no país de maior biodiversidade do planeta,[41] é fácil encontrar diversas aves, peixes, crustáceos e insetos, que dificilmente se encontra em outro país do mundo, já que uma entre cada cinco espécies encontram-se no Brasil.[41] Goiana se encontra em domínios de Mata Atlântica e de manguezais,[42] mas devido a exploração nos períodos colonial e imperial e, atualmente no crescimento da cidade, sobraram poucas áreas de sua vegetação nativa. São encontrados ainda manguezais nas cercanias dos rios Goiana, Capibaribe-Mirim e Tracunhaém e Mata Atlântica em zonas de preservação das Usinas Maravilha e Santa Teresa, também da reserva particular da praia de Tabatinga, que pertence a U. Santa Teresa e ao norte do distrito de Tejucopapo, na Mata de Megaó.[42] A mata da Usina é considerada pela CPRH uma mata em bom estado de conservação, já as matas de Megaó e de Massaranduba, são consideradas em estado regular de conservação pela mesma instituição.[43]
Das espécies de plantas encontradas no município de Goiana, há uma que é originalmente dele: a Capiúba (Tapirira guianensis) teve seu nome científico posto em homenagem ao município.[43] As espécies de plantas mais comuns na região são a Capiúba (Tapirira guianensis), Cabotâ-de-leite (Thyrsodium schomburkianum), Sucupira-branca (Bowdichia vigiloides) e Loureiros (Ocotea spp) e os animais da fauna local são o Anu-preto (Crotophaga ani), Anu-branco (Guira guira), Bem-te-vi (Pitangus Sulphuratus), Urubu, (Coragyps atratus) e outros como tatu, preguiça, pardal, preá e iguana.[43]
Ficam localizados no município estuários e manguezais do Rio Goiana e Megaó, do Rio Itapessoca e do Canal de Santa Cruz, sendo possível encontrar diversas espécies de crustáceos e moluscos, as mais comuns delas são o Siri (Callicnetes spp), Guaiamu (Cardisoma guanhumi), Tainha (Mugil Curema), Carangueijo-ucá (Ucides Cordatus), Ostra (Cassostrea rizophorae) e o Marisco-pedra (Anomalocardia braziliana).[43]
Monopolizadora na ocupação do solo, a cana-de-açúcar, em sua expansão, tem motivado a destruição de grande parte da cobertura florestal das várzeas e das encostas com altas declividades, apesar das restrições dessa última categoria de área ao uso agrícola, especialmente a culturas temporárias.[44] Em consequência, a cobertura florestal, no espaço canavieiro de Goiana, restringe-se a alguns vales nas porções central e oriental do município, onde os remanescentes da Mata Atlântica apresentam-se, em sua maior parte, degradados ou substituídos por bambu (Bambusa vulgaris) e outras plantações.[44]
A população total do município de Goiana em 2000 era de 71.177 habitantes, sendo comparável ao número de habitantes de países como Andorra e Dominica. No mesmo ano, 49,3% da população eram homens, e 50,7% da população eram mulheres.[45] Seus distritos são Sede com 55.260 hab., Tejucopapo com 8.187 hab. e Pontas de Pedra com 7.730 hab., desses 61,2% da população (43.531 hab.) são de zona urbana e 36,7% (27.646 hab.) são em zona rural.[36] A distribuição populacional de Goiana está concentrada principalmente na Sede do município, em destaque os bairros Centro, Nova Goiana e Flexeiras. Os distritos de Tejucopapo e Pontas de Pedras possuem quantidade razoável de moradores.[36]
No ano de 2009 a população municipal era de 74.424 habitantes,[26] tornando-se a 19ª maior em população do estado de Pernambuco. A densidade demográfica no município no ano de 2009 era de 148,5 hab/km², sendo comparável as Ilhas Virgens Britânicas e a Gâmbia. A média de moradores por domicílio era de 4,2 no ano de 2000. O IDH municipal no ano de 2000 era de 0,692; sendo comparável ao IDH de países como África do Sul, Tadjiquistão e Vanuatu.[5]

A população goianense é formada principalmente por descendentes de povos indígenas, colonos portugueses, escravos africanos e diversos grupos de imigrantes que se estabeleceram no Brasil e em Pernambuco, sobretudo entre os anos de 1820 e de 1970, principalmente de holandeses. No estado de Pernambuco, a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, realizada pelo IBGE, revelou as seguintes proporções no tipo físico da população: brancos, 36,3%; pardos, 59,3%; pretos, 4,9%; e amarelos ou indígenas, 0,4%.[47] De acordo com a Constituição Brasileira do ano de 1988, racismo é um crime inafiançável e condenável à prisão.[48]
| População residente por religião (Censo 2000)[49] | ||
|---|---|---|
| Religião | (%) | |
| Católicos | 63,74 | |
| Evangélicos | 18,83 | |
| Sem religião | 16,01 | |
| Espíritas | 0,45 | |
| Outra Religião | 0,85 | |
A maior parte da população goianense é seguidora da Igreja Católica Apostólica Romana, religião que teve profunda influência ao longo do desenvolvimento histórico do município. A predominância do catolicismo tende a decrescer em virtude da recente ascensão do protestantismo e a importância histórica das religiões afro-brasileiras, o Candomblé e a Umbanda, na formação cultural e ética do povo. Apesar de terem sido perseguidas em todo o país até o começo do século XX, quando a prática religiosa não-católica era reprimida pela polícia. Além disso, é pertinente assinalar o surgimento de novas religiões de origem oriental ou esotérica, até então quase desconhecidas pela sociedade goianense. E também o crescimento dos sem-religião vem sido notada chegando a mais de 15% da população.[49]
O município de Goiana está localizado no país mais católico do mundo em números absolutos. A Igreja Católica teve seu estatuto jurídico reconhecido pelo governo federal em outubro de 2009,[50] ainda que o Brasil seja atualmente um estado oficialmente laico.[51] A cidade possui os mais diversos credos protestantes ou reformados, como a Assembleia de Deus, a Igreja Cristã Maranata, a Igreja Presbiteriana, as igrejas batistas, a Igreja Adventista do Sétimo Dia e a Igreja Universal do Reino de Deus, entre outras. Há um considerável avanço destas igrejas, em todas as partes da cidade, principalmente na sua Sede, em destaque os bairros de Nova Goiana e Flexeiras.[49]
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De acordo com a Constituição de 1988, Goiana está localizada em uma república federativa presidencialista. A forma de Estado foi inspirada no modelo estadunidense, no entanto, o sistema legal brasileiro segue a tradição romano-germânica do Direito Positivo. O federalismo no Brasil é mais centralizado do que o federalismo estadunidense; os estados brasileiros têm menos autonomia do que os estados norte-americanos, especialmente quanto à criação de leis.[57]
Em Goiana, o Poder Executivo é representado pelo prefeito e gabinete de secretários, em conformidade ao modelo proposto pela Constituição Federal. O Poder Legislativo é constituído à câmara, composta por 10 vereadores eleitos para mandatos de quatro anos (em observância ao disposto no artigo 29 da Constituição[58]). Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao Executivo, especialmente o orçamento participativo (Lei de Diretrizes Orçamentárias). Conquanto seja o poder de veto assegurado ao prefeito, o processo de votação das leis que se lhe opõem costuma gerar conflitos entre Executivo e Legislativo. O Poder Judiciário, cuja instância máxima é o Supremo Tribunal Federal, por sua vez é responsável por interpretar a Constituição Federal. O município de Goiana, não possui assim, constituições próprias, em vez disso possui leis orgânicas.[59] O ex-prefeito Beto Gadelha, eleito no ano de 2004, teve o mandato cassado no ano de 2006 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder econômico nas eleições do ano de 2004, sendo substituído, temporariamente pelo presidente da câmara na época, Henrique Fenelon.[60] Houve, depois da cassação, novas eleições para prefeito, na qual o foi o mesmo Henrique Fenelon.[61]
As últimas eleições municipais, realizadas no ano de 2008, tiveram cinco candidatos a prefeito. O candidato Iretônio teve 205 votos, correspondendo a 0,47% do total de votos, o candidato Sargento Menezes teve 1.392 votos correspondendo a 3,21% do total, o candidato Beto Gadelha, ex-prefeito, teve 12.087 votos correspondendo a 27,88% do total e o também ex-prefeito e candidato Edval Soares teve 14.326 votos, o correspondente a 33,05% do total. O prefeito reeleito, Henrique Fenelon, teve 15.339 votos o que correspondente a 35,28% do total de votos.[62] A bancada câmara municipal está dividida em 2 cadeiras para o PDT, 2 cadeiras para o PC do B, 1 cadeira do PSC, 1 cadeira do PMN, 1 cadeira do PSB, 1 cadeira do PSDC, 1 cadeira do PRP e 1 cadeira do PP num total de dez cadeiras.[63] O total de eleitores que votaram nas últimas eleições foi de 46.673 pessoas, o que correspondente a 85,7% do total habilitados a participar.[64]
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O município é um dos dez maiores centros econômicos do estado,[65] Goiana produz cimento, embalagens de papelão, açúcar, cal, casos de algodão, móveis e artefatos de fibra de coco. As principais lavouras do município são de cana-de-açúcar, coco-da-baía, mandioca e fumo. Além de ter um comércio muito movimentado e com feira todos os dias. A economia começou a crescer mais aceleradamente depois da criação do Distrito Industrial de Goiana e do Polo Famacoquímico e de Biotecnologia de Pernambuco.[66]
O PIB de Goiana é o quinto maior do interior de Pernambuco,[11] destacando-se na área de agricultura, onde mantém o quarto maior do estado e na área de serviços. Nos dados do IBGE de 2006, o município possuía R$ 446.043 mil[6] no seu Produto Interno Bruto. A participação no PIB do estado de Pernambuco era de 0,8% e o PIB per Capita de R$ 5.840,00.[6] Veja abaixo a composição do PIB de Goiana.[67]
O setor primário em Goiana possui como atividade principal a produção de cana-de-açúcar. É nessa área de cultivo onde está empregada a maior parte da mão-de-obra local. O município produziu só no ano de 2007, 1.017.500 toneladas de cana-de-açúcar.[36] A cana foi o primeiro produto que moveu o Brasil, alavancando a economia brasileira durante o período colonial, sendo substituída pelo café no período imperial. Outra atividade rural de grande destaque no município é a do cultivo do coco-da-baía.[36] Goiana é a maior produtora de calcário do estado de Pernambuco,[68] a segunda maior produtora de areia industrial e de ferro do mesmo estado,[69] e a terceira maior produtora de rocha fosfática de Pernambuco.[70] Na aquicultura, Goiana também se destaca em sua região, ocupando 70% das áreas destinadas a esse tipo de agricultura dessa mesma região. Possuindo hectares principalmente na região dos rios Goiana e Megaó.[36]
Monopolizadora na ocupação do solo, a cana-de-açúcar, em sua expansão, tem motivado a destruição de grande parte da cobertura florestal das várzeas e das encostas com altas declividades, apesar das restrições dessa última categoria de área ao uso agrícola, especialmente a culturas temporárias. Em consequência, a cobertura florestal, no espaço canavieiro de Goiana, restringe-se a alguns vales nas porções central e oriental do município, onde os remanescentes da Mata Atlântica apresentam-se, em sua maior parte, degradados ou substituídos por bambu (Bambusa vulgaris) e outras plantações.[44] No ano de 2000, 53,6% do solo goianense, era ocupado por plantações de cana-de-açúcar.[44] No município, as áreas reservadas a policultura eram equivalentes a 24,3% do total de áreas no litoral norte de Pernambuco no mesmo ano. Já as plantações de coco-da-baía estão localizadas na região centro-oriental do município, ocupando 2,5% da área dele e sendo o maior plantador desse produto no litoral norte.[44]
| Serviços |
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| Agricultura |
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| Indústria |
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O setor secundário no município de Goiana possui grande importância desde o início do século XX quando foi criada a FITEG, no município, desde então empresas como como Klabin, Nassau, Canaã e Produtos Pérola se estabeleceram no município.
O Distrito Industrial de Goiana foi criado pela lei estadual nº 950/2009, ele fica localizado no bairro da Nova Goiana, emprega dezenas de goianenses e contou inicialmente com quatro empresas, alavancando desde a sua criação a economia goianense.[71]
A Klabin é uma papeleira que produz em Goiana, embalagens de papelão, a multinacional chegou ao município na década de 1960 e emprega cerca de trezentos e cinquenta (350) trabalhadores.[72]
A Nassau é uma fábrica de cimentos localizada na ilha de Itapessoca, atualmente é a maior fábrica de cimentos do estado de Pernambuco e a segunda maior do país.[73]
O setor secundário promete ganhar espaço na economia goianense, desde que foi anunciado que o Polo Famacoquímico e de Biotecnologia do estado de Pernambuco ficaria localizado no município de Goiana.[74]
Em 9 de agosto de 2011, o Governo do Estado de Pernambuco divulgou que a nova unidade da Fiat Automóveis, anteriormente prevista para o Complexo Industrial Portuário de Suape, será implantada em Goiana, considerando a maior disponibilidade de área para o empreendimento.[75]
O setor terciário atualmente é a principal fonte geradora do Produto Interno Bruto goianense. O centro comercial de Goiana é um dos mais movimentados da região, atualmente a feira livre sofre um caos, por culpa do pouco espaço reservado para os muitos feirantes. Assim como no resto do país o maior período de vendas é o Natal. No centro também é comum ver-se produtos contrabandeados, pirateados e falsificados,[76] que em geral são CD's e DVD's pirateados e vendidos por preços mais baixos.[77]
Goiana foi escolhida pelo governo do estado para sediar o Polo Famacoquímico e de Biotecnologia de Pernambuco. O pólo, cuja administração foi delegada à AD Diper,[29] irá ocupar uma área de 345,370 hectares, localizada a aproximadamente 4 km do centro urbano de Goiana, às margens da BR-101. O município de Goiana polariza um centro econômico-social com 6,5 milhões de pessoas, distribuídas entre Recife e João Pessoa, por isso a escolha do município para sediar o Pólo.[78]
As instalações da fábrica de hemoderivados (Hemobrás) em Goiana iniciaram no começo do ano de 2009. A previsão é que os 19 blocos da fábrica estejam concluídos até o primeiro semestre de 2012, mas a fábrica só começaria a funcionar em 2014.[79] A demora na implantação e nas obras foi provocada por questões burocráticas e civis. Mas a área destinada à fábrica já foi submetida à terraplanagem e a colocação de estacas.[80] Simultaneamente a Hemobrás atua no estímulo a pesquisas relativas à biotecnologia e hemoderivados. Há parcerias com a FioCruz (Fundação Oswaldo Cruz), o TECPAR (Instituto de Tecnologia do Paraná) e o IBMP (Instituto de Biologia Molecular do Paraná), além da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco). [81]
Além da Hemobrás, o Pólo também vai receber as Fábricas da LAFEPE (Laboratório Farmacêutico de Pernambuco), da Novartis (Gigante Suíça do ramo de vacinas), da União Química (de São Paulo)[82][83] e mais recentemente, da Riff Laboratórios Farmacêuticos.[84]
Goiana possui 37 estabelecimentos de saúde, sendo 28 deles públicos e nove particulares, entre hospitais, pronto-socorro, postos de saúde e serviços odontológicos. O minicípio possui 86 leitos para internação em estabelecimentos de saúde.[85] No ano de 2008 a cidade possuia três hospitais, sendo dois públicos e um particular, destacando-se o Hospital Berlarmino Correia, administrado pelo governo do estado de Pernambuco.[86] A taxa de fecundidade do município é de dois vírgula dois (2,2) filhos por mulher e a esperança de vida ao nascer é de 6,8%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística para o ano de 2000. Segundo o DATASUS, a mortalidade infantil por cada mil nascidos vivos é de 25,1, sendo considerada baixo-média pela UNICEF.[36] O IDH da longevidade de Goiana é de 0,730.[87]
O município conta com 37 escolas municipais e dezenas de escolas estaduais e particulares. A Faculdade de Formação de Professores de Goiana (FFPG) é destaque na região atraindo alunos de cidade de até 60 km de distância.[88] Está em obras na cidade a construção de uma unidade do SESC. E já estão concluídas as obras de uma Escola Técnica Estadual.[89] O fator "educação" do IDH no município atingiu em 2000 a marca de 0,777 - patamar considerado médio segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) – e a taxa de analfabetismo indicada pelo último censo demográfico do IBGE foi de 18,3%.[87]
| Educação de Goiana em números[90] | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Nível | Matrículas | Docentes | Escolas (total) | |||
| Ensino pré-escolar | 2.556 | 144 | 55 | |||
| Ensino fundamental | 15.033 | 707 | 60 | |||
| Ensino médio | 4.798 | 231 | 9 | |||
O município de Goiana vem desde o começo do século XXI, em decorrência da violência urbana, conquistando a imprensa regional, principalmente pelos altos índices de criminalidade.[33] Segundo o Governo do estado de Pernambuco, Goiana teve entre os meses Janeiro e Setembro do ano de 2009, 36 vítimas de crime letal e intencional, possuindo assim a 12ª colocação em números de crime desta categoria no estado.[91] A microrregião de Goiana, a Zona da Mata Norte, possuiu no mesmo período 167 vítimas do mesmo crime. Sendo assim, Goiana responsável por 22% dos crimes na sua microrregião.[92] Em todo o ano de 2009, o número de crimes na Mata Norte retrocedeu 21,92% em relação ao ano anterior.[93] Um estudo realizado conjuntamente pela Rede de Informação Tecnológica Latino Americana (RITLA) mostra que Goiana é o 52ª município mais violenta dentro dos 5.564 municípios do Brasil,[33] e a 45ª em homicídios na população jovem.[94] Houve no município 240 homicídios entre os anos de 2002 e 2006, o ano em que eles mais aconteceram foi no de 2002.[95]
| Distância de Goiana aos principais centros nacionais | ||
|---|---|---|
| Cidade | Distância (em km)[96] | |
| Recife | 62,1 | |
| João Pessoa | 55,3 | |
| Salvador | 861 | |
| Rio de Janeiro | 1.917 | |
| São Paulo | 2.655 | |
| Brasília | 2.187 | |
| Porto Alegre | 3.770 | |
As avenidas duplicadas e pavimentadas melhoram o trânsito da cidade, possuindo maior movimento de carros e diversos semáforos. O crescimento no número de veículos de Goiana nos últimos dez anos está causando um movimento cada vez mais lento de carros, principalmente na Sede do município.
O principal meio de transportes no município é o terrestre, o veículo mais usado é o automóvel,[97] assim como na maioria das cidades do país. O transporte público mais utilizado de Goiana é o ônibus. A qualidade do transporte coletivo de passageiros é reflexo de um trabalho de planejamento estratégico pouco aceitado, com muita desorganização e poucas empresas, causando assim um monopólio. A rodoviária é de tamanho médio, não atendendo a demanda da cidade e é localizada em um subúrbio da cidade. O município conta também com alguns helipontos e um aeroporto privado de porte pequeno.[98]
No município, não se possui mídia escrita desde 2009. Sem imprensa própria, circulam então no município jornais da capital do estado, Recife, os principais são Folha de Pernambuco, Jornal do Commercio e Diário de Pernambuco.[99] O município possui as rádios: Rede Brasil de Comunicação (antiga Maravilha), Nova FM e Goiana FM, além de também captar o sinal de diversas rádios do Recife, de João Pessoa, de Nazaré da Mata e de Timbaúba.[100]
Em Goiana há serviços de internet discada e banda larga (ADSL) sendo oferecidos por vários provedores. A telefonia fixa é feita pela Oi Fixo. As operadoras Vivo, TIM, Claro e Oi oferecem serviço telefônico móvel. O DDD de Goiana é 81 e o CEP de todo o município é 55900-000.[101][102] No início de 2009, Goiana passou a ser servida pela portabilidade, assim como as outras cidades de DDD 81. A portabilidade é um serviço que possibilita a troca da operadora sem a necessidade de se trocar o número do aparelho.[103]
Goiana possui, ao todo, seis praias em sua orla marítima, que conta com 18 km de extensão, sendo totalmente banhada pelo Oceano Atlântico. A praia mais frequentada de todas é a de Pontas de Pedras,[104] e nesta mesma praia fica a Ponta do Funil, o ponto mais oriental do estado de Pernambuco. Algumas das praias preservam vegetação nativa da Mata Atlântica, que é o caso de Tabatinga e Barra de Catuama. Já a praia de Atapuz é mais frequentada por pescadores, e por sua proximidade do Projeto Peixe-Boi, que tem seu centro nacional na ilha de Itamaracá, é normal se ver o peixe-boi, espécie em estado de conservação ameaçado de extinção, em suas águas.[104]
A praia de Carne de Vaca é a primeira praia do litoral de Pernambuco. Tem um estreito areal, com ondas pequenas e fracas, quando a maré baixa possui bancos de areia antes dos seus arrecifes. Fica localizada em uma vila, com poucas casas e uma vasta área de coqueiros. No norte, é a foz do Rio Goiana, onde se encontram manguezais e alagamentos, e ao sul, fica o Riacho Doce, que já participou de filmagens para a televisão, inclusive para uma mini-série do mesmo nome.[105] Sua praia vizinha, a praia de Tabatinga possui coqueiros, mangues e casas de veraneio. Ela fica localizada em uma reserva florestal entre as praias de Carne de Vaca e Pontas de Pedra. Sendo a praia menos movimentada do município, e de fácil encontro com animais nativos da Mata Atlântica.[104] A praia de Pontas de Pedra possui ondas fracas, areia fina e diversas colônias de algas na água. É sede de um distrito homônimo. Em Pontas de Pedras é fácil de se encontrar vários barcos de pescadores ancorados perto da costa. É a praia mais famosa de Goiana, sendo também a mais frequentada, recebendo milhares de turistas no verão, tando do estado de Pernambuco quanto do estado da Paraíba.[106]
A praia de Catuama tem águas claras, arrecifes e areia molhada. Na maré baixa, se encontram bancos de areia, pedras e piscinas naturais. Está localizada na vila homônima, entre as praias de Pontas de Pedras e de Barra de Catuama. Maioria das casa encontradas na vila são de veraneio. Já a praia de Barra de Catuama, é tranquila e considerada perfeita para banho, ela mantém vegetação nativa da mata atlântica. Fica localizada entre a vila Catuama e a Ilha de Itapessoca. Da praia de Barra de Catuama se possui visão para as Ilhas de Itamaracá e de Itapessoca.[104] A praia de Atapuz, última praia do município de Goiana, é localizada em uma vila de pescadores, entre a Ilha de Itapessoca e o Canal de Santa Cruz. Por sua proximidade do Projeto Peixe-Boi, que tem seu centro nacional na ilha de Itamaracá é normal se ver o peixe-boi, espécie em fase de extinção, em suas águas.[104][105]
O Centro Histórico de Goiana é considerado Patrimônio Histórico Nacional desde o ano de 1938.[8] A cidade possui oito igrejas seculares monumentais no centro, sem contar os prédios tombados e a arquitetura em que eles foram construídos, a cidade foi apelidada por esses motivos de "Milão Brasileira".[107] A falta de conservação do patrimônio histórico de Goiana já foi discutida diversas vezes mais nada até agora foi resolvido para conter as rachaduras, vidros quebrados e outros problemas nos prédios seculares.[108]
A Prefeitura de Goiana está localizada em um edifício com características históricas, situado na Avenida Marechal Deodoro da Fonseca. A Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Brancos está localizada na mesma avenida da Prefeitura. É uma igreja em estilo barroco construída no século XVIII e declarada como Patrimônio Histórico Nacional, no ano de 1938.[8] A Igreja de Nossa Senhora do Amparo dos Homens Pardos foi construída no século XVIII, com estilo barroco, estilo que era muito utilizado naquela época para construções de igrejas. Nas suas dependências se encontra o Museu de Arte Sacra de Goiana e é considerada patrimônio histórico nacional, que possui numerosas exposições de diferentes estilos, destacando o acervo de cerâmicas de Santos realizadas pelos artistas pernambucanos e as de Arte Sacra colecionadas entre os séculos XVII e XX.[8] A Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos também foi construída em estilo barroco no ano de 1835 e declarada Patrimônio Histórico Nacional no ano de 1938,[8] igual aconteceu com a maioria de seus edifícios e igrejas da redondeza, inclusive a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, que pertence ao convento de Santo Alberto dos Carmelitas e foi construída no século XVII, no mesmo século do Convento, o Convento foi construído também em estilo barroco no século XVII, em seu interior é possível se encontrar com uma importante coleção de imagens sacras dos séculos XVI e XVII.[8]
A Igreja de São Lourenço de Tejucupapo, uma das igrejas mais importantes do município de Goiana, foi construída em meados do século XVI e é considerada uma das igrejas mais antigas do estado de Pernambuco. Merece especial destaque em seu interior, uma bela capela, um exemplar com grande valor histórico e arquitetônico.[8]
O Restaurante Buraco da Gia foi criado por Luiz Moraes. O nome Buraco da Gia, escrito com g (escolha do dono), surgiu no ano de 1967, quando Luiz Moraes mudou-se para o local e verificou que ali havia uma cacimba onde morava uma jia.[109] Com suas imensas patas, os caranguejos de seu Luiz espantam e encantam. Adestrados durante um ano, eles podem segurar um copo ou quebrá-lo, puxar carrinhos com quatro cervejas e abrir garrafas, tudo ao comando do mestre. Nomes como Juscelino Kubitschek, Gilberto Freyre, Assis Chateaubriand, Chacrinha e Jarbas Vasconcelos já participaram do Show do Caranguejo, onde seu Luiz ordena seus guaiamuns a segurarem o copo enquanto o cliente bebe cerveja ou refrigerante.[109] Devido à sua simpatia e atenção com todos os clientes, seu Luiz já foi matéria de várias revistas e jornais, inclusive internacionais como o The New York Times. O restaurante também participou de programas de televisão como Hebe, Silvio Santos, Domingão do Faustão e os extintos Chacrinha e Que Delícia de Show, apresentado por Flávio Cavalcanti, na antiga TV Tupi.[109]
O ecoparque Aparauá tem seu nome vindo do tupi-guarani, significando massaranduba (árvore da flora brasileira), é um espaço de preservação ecológica do Engenho Massaranduba do Norte. No engenho, os visitantes podem fazer trilhas ecológicas, tomar banhos de bica e em piscinas naturais, passear a cavalo, praticar pesca esportiva, com respeito à natureza e apoio social aos moradores das áreas circunvizinhas.[110][111] O Engenho Uruaé foi construído no século XVII juntamente com a capela dedicada a Nossa Senhora da Piedade. João Alfredo viveu nesse local que possui ainda hoje seu estilo colonial típico preservado, composto pela casa grande, moita com chaminé, senzala e a já mencionada capela. Além de conter os móveis e utensílios da época em excelente estado. Logo na sua chegada, os visitantes são transportados para os tempos da cana-de-açúcar. O engenho encontra-se em ótimo estado de conservação e pode-se perceber uma preocupação com o meio ambiente por parte dos proprietários. Seus funcionários são vestidos como os servos de antigamente e palestras sobre os costumes da época são ministradas durante todo o ano.[112][113]
A Sociedade Musical Curica (Banda Curica) foi fundada 1848, é a mais antiga banda da América Latina em atividade.[114] Já a Banda Saboeira é a segunda banda mais antiga da América Latina em funcionamento, tendo sido fundada em 1849. Até hoje as duas bandas mantém ensaios periódicos e realizam apresentações em eventos públicos e particulares. Ganharam destaque depois da visita do imperador Dom Pedro II no ano de 1859.[14]
A ciranda é uma dança solar e praieira, encontrada no litoral norte de Pernambuco. Segundo o musicólogo Padre Jaime Dinis, a palavra ciranda vem do espanhol Zaranda, que é um instrumento de peneirar farinha daquele país e teria evoluído da palavra árabe Çarand. Herdada pelos portugueses, a dança foi difundida a partir do município de Goiana.[115] Ao mestre cirandeiro cabe tirar as cantigas e improvisar os versos. Os instrumentos básicos de uma ciranda são ganzá, bombo e o caixa podendo aparecer outros como a cuíca, o pandeiro, a sanfona e alguns instrumentos de sopro.[116]
O Cine-Teatro Polytheama foi construído no ano de 1914 a antes de possuir este nome foi chamado de "Cine Nacar" e depois "Cine Rex", sendo desativado com a denominação Cine-Teatro Polytheama nos anos 1980. Por iniciativa da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco vai ser reativado depois de uma reforma que custou R$ 1,2 milhão (um milhão e duzentos mil reais), o novo Polytheama disponibilizará 220 lugares para o público e será inaugurado no primeiro trimestre de 2010.[117][118]
O município de Goiana possui artesãos de destaque no estado de Pernambuco, alguns, como Zé do Carmo possuem reconhecimento nacional e internacional, e outros como Tog, ganharam prêmios na Feira Nacional de Arte (Feneart).
Entre os artesões de Goiana, o mais destacado é Zé do Carmo, o qual é considerado patrimônio vivo de Pernambuco desde o ano de 2002.[119] No ano de 1980 o artista Zé do Carmo foi convocado para fazer uma escultura para ser entregue ao Papa João Paulo II, ele fez então um anjo em formato de cangaceiro, e entregou ao arcebispo de Recife daquele tempo, Dom Hélder Câmara, que não aceitou e falou que não iria entregar ao Papa, naquele momento, o artista Zé do Carmo ganhou fama internacional pela polêmica. Hoje ele permanece em Goiana, fazendo suas esculturas.[119] Antônio José da Silva, mais conhecido como Tog. Começou a trabalhar com o barro no ano de 1979, por incentivo de seus familiares. Ele é tricampeão na Feira Nacional de Arte (Feneart).[120][121]
A artesã Maria Adélia Tavares, moradora da praia de Pontas de Pedras, foi a criadora do projeto Cestaria de Cana Brava, um grupo formado, predominantemente, por mulheres e filhas de pescadores.[122][123] O artista João Boneco, conhecido também como mestre Joãozinho, é uma ceramista goianense, que buscou propagar a cerâmica artística goianense para Pernambuco e para o Brasil. Hoje é considerado um dos maiores ceramistas do estado de Pernambuco.[124]
Assim como na maioria das cidades do país o esporte mais conhecido e praticado na cidade é o futebol,[125] os principais clubes da cidade são a Atlético Clube Goiana e o Unibol Pernambuco Futebol Clube. O município possui o Estádio Agamenon Magalhães, com capacidade para 1.200 pessoas sentadas.[126] O jogador Anderson Hernanes de Carvalho Andrade Lima, mais conhecido como Hernanes, foi jogador do Unibol Pernambuco Futebol Clube nos anos de 1999 e 2000. No ano de 2008 ganhou o Prêmio Craque do Brasileirão e joga atualmente no São Paulo Futebol Clube.[127]
O carnaval de Goiana é muito conhecido na região por trazer sempre cantores e bandas de grande sucesso e por alcançar trezentas mil pessoas, segundo a prefeitura da cidade. A principal atração são as apresentações dos grupos de caboclinhos,[132][133] uma manifestação indígena, o município abriga os grupos mais tradicionais do estado, como o Caetés, o Sete Flexas, o Canindé e o Tabajara, por isso a cidade é conhecida também de terra dos caboclinhos.[134] A cidade de Goiana será sede de um dos pólos do carnaval de Pernambuco.[135][136]
Os integrantes dos caboclinhos desfilam com um arco e uma flecha nas mãos ditando o ritmo da música, que é tocada basicamente por pífano, ganzá e caixa de surdo. É com essa musicalidade que os componentes se apresentam pelas ruas, trajando tanga, cocar com penas, pulseiras, colares e braçadeiras multicoloridas. A dança representa o ritual da caçada indígena, caracterizada por saltos e trocas de pés. O cacique, o capitão e o guia são alguns dos personagens que compõem a manifestação.[136] Já a festa de São João da cidade é conhecida por sua grandeza e por atrair multidões de pessoas, principalmente de Pernambuco e da Paraíba.[137]
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