| "Hair" | |||||||
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| Single promocional por Lady Gaga do álbum Born This Way |
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| Lançamento | 16 de Maio de 2011 | ||||||
| Formato | Descarga digital | ||||||
| Gravação | 2010; Autocarro de digressão, Europa |
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| Gênero | Rock electrónico, dance-pop | ||||||
| Duração | 5:08 | ||||||
| Gravadora | Streamline, Interscope, Kon Live | ||||||
| Composição | Stefani Germanotta, Nadir Khayat | ||||||
| Produção | Lady Gaga, RedOne | ||||||
| Faixas de Born This Way | |||||||
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"Hair" é uma canção pela cantora norte-americana Lady Gaga, gravada para o seu segundo álbum de estúdio Born This Way. Foi escrita e produzida por Gaga e pelo produtor e compositor marroquino RedOne, e a sua gravação decorreu em 2010 no autocarro da digressão The Monster Ball Tour. Lançada a 16 de Maio de 2011, apenas como single promocional, fez parte da contagem decrescente para o lançamento do disco na iTunes Store. Previamente, "The Edge of Glory" tinha sido avançada como música de promoção, mas devido à elevada descarga desta, foi tornada o terceiro single do álbum. Mais tarde, Gaga explicou que "Hair" não estava planeada para ser faixa de trabalho, mas esta decisão poderia ser alterada consoante o número de vendas na loja digital da Apple.
De acordo com a cantora, a faixa assemelha-se à sonoridade de bandas de metal como KISS e Iron Maiden. Também é influenciada por Bruce Springsteen, sendo denominado como um registo dançante inspirado na experiência como adolescente vivida pela artista, quando os seus pais a obrigavam a vestir de certa maneira. Gaga revela que a única maneira de se expressar é através do seu cabelo, e descreveu a canção como uma libertação de habilidade para alterar os seus caminhos, retratando que um penteado é uma forma de expressão máxima de liberdade através da letra. A música inclui um solo de saxofone pelo saxofonista Clarence Clemons, um membro proeminente da banda E Street Band. A gravação decorreu no estúdio de Manhattan à meia-noite, depois do artista ter viajado para a sua casa na Flórida.
Os membros da crítica têm apreciado a música pela sua mensagem de liberdade, individualismo e empoderamento, contudo alguns deles sentiram que o uso do termo para expressar o cabelo nestas mensagens não era particularmente novo. A canção entrou em várias tabelas musicais, alcançando as dez faixas mais vendidas na Nova Zelândia e Escócia, enquanto que noutras nações, atingiu o top 20 como na Billboard Hot 100 nos Estados Unidos. No Good Morning America, Gaga a interpretou ao vivo como parte do alinhamento de concertos de verão.
Índice |
O nome da canção foi revelada durante uma entrevista de Lady Gaga com a revista Vogue em Fevereiro de 2011.[1] Fernando Garibay, que co-produziu Born This Way sentiu que ambos têm uma boa química, levando-o a tomar a decisão de não falar sobre a música, complementando: "Eu ia adorar que conseguissem expressar o que significa e o que representa este trabalho".[2] No programa de comédia The Graham Norton Show, a artista explicou a origem e o processo de inspiração que envolvem uma analogia do seu cabelo com a liberdade, considerando ser a única parte do seu corpo que pode alterar sem que alguém a julgue.[3] De acordo como uma primeira reprodução em Fevereiro de 2011, "Hair" é inspirada no clássico dos anos 80 "We Belong", por Pat Benatar, enquanto que a sua temática era focada numa letra semelhante à de "Born This Way".[4] A cantora debateu a inspiração sonora através de um vídeo colocado na sua conta da rede social Twitter: "Eu amo tanto, mas tanto esta canção. Quando era criança, costumava descer as escadas da casa dos meus pais e eles diziam, "Volta para cima e escova o teu cabelo, muda de roupa, não podes sair assim", e eu sentia que estavam a roubar a minha identidade. O meu cabelo é a minha glória. É a única parte que posso mudar em mim mesma".[5]
Inicialmente, o lançamento de "Hair" foi planeado como segundo single promocional do disco, seguindo-se a "The Edge of Glory", a 16 de Maio de 2011.[6][7] Contudo, o impacto de "The Edge of Glory" nas lojas de descargas digitais legais revelou-se bastante positivo, levando Gaga a decidir que seria esta a terceira faixa de trabalho de Born This Way.[8] Esta decisão tornou automaticamente "Hair" como primeira divulgação promocional do álbum.[6] A cantora confessou que não haviam planos de lançamento desta música, mas caso tivesse o mesmo desempenho positivo do terceiro single, poderia ser uma ideia a reflectir,[5] revelando ainda a capa de arte através da sua conta oficial no Twitter. A fotografia a preto e branco tirada pelo seu colaborador frequente Nick Knight, revelava-a com uma cor de cabelo cor-de-rosa, bem como as letras que compunham o nome da canção no mesmo tom, caracterizada através de roupa de couro com arestas vivas completando com pontos salientes nos mamilos.[5][9] Mais tarde, a artista recorreu novamente ao microblogging para deixar a seguinte mensagem: "Radio 1 foi demais! A contagem decrescente no iTunes para The Born This Way lançará amanhã a minha canção HAIR",[10] complementando com um verso da faixa: "Vou morrer a viver livre como o meu Cabelo!".[11]
A divulgação começou a 27 de Maio de 2011, no Good Morning America, onde Gaga interpretou a canção ao vivo como parte do alinhamento de concertos de verão, usando um rabo de cavalo preto e loiro. A performance foi dedicada à sua mãe, numa versão acústica. Sheila Markar, da ABC News, considerou que a cantora "arrasou com este formato mais calmo".[12] Christian Blauvelt, da revista Entertainment Weekly, também ficou impressionado com a actuação afirmando que "no teclado, Gaga nunca depositou tanta paixão e vontade em vender a letra de forma poderosa como desta vez".[13]
A canção foi escrita e produzida pela própria Lady Gaga com o auxílio do produtor RedOne.[11] Durante uma entrevista com Ryan Seacrest no programa de rádio On Air With Ryan Seacrest, Gaga descreveu "Hair" como um registo up-tempo de clube, inspirado nas conotações de Bruce Springsteen. Também revelou o envolvimento de Clarence Clemons com o instrumental de saxofone.[14][15] Foram citadas outras referências, nomeadamente a bandas de metal como Kiss e Iron Maiden, na melodia.[14] A artista revelou ainda algumas linhas da canção durante a emissão, "This is my prayer, that I'll die living just as free as my hair", complementando que a composição foi interessante, pois foi a justaposição de saxofone com um recorde de dança.[14] Noutra entrevista com a estação de rádio Z-100 Gaga disse que "alguns destes temas eram explorados no álbum".[4] A cantora revelou que a melodia de saxo representava "o isolamento na dicotomia música, [representando] todo o espectro da música",[16] e que fez questão da presença do som do instrumento.[17]
Clemons também se pronunciou à revista Rolling Stone, descrevendo a forma como gravou o solo de safoxone com Gaga. Em Janeiro de 2011, o artista estava montando uma máquina de exercícios na sua casa na Flórida, quando a sua esposa lhe disse que as a equipa da cantora estava ao telefone, e queriam que participasse no seu próximo álbum.[17] Desde que a chamada foi numa sexta-feira, Clarence respondeu que podia gravar na próxima segunda-feira ou terça-feira, mas Gaga foi inflexível e quis tê-lo no próprio dia da proposta, obrigando-o a viajar da Flórida a Nova Iorque, chegando ao estúdio de gravação em Manhattan à meia-noite.[17] Estava planeado que a melodia seria incorporada em várias faixas do disco, e "Hair" era uma delas. Antes das gravações, a cantora mostrou e explicou as letras, e o safoxonista revelou que "fazia muito sentido, era sobre o crescimento". Ela deu-lhe algumas instruções em relação à forma da entrada do som instrumento, mas queria que "usa-se principalmente o seu coração, tocar o que sentia na altura". Todo o processo ficou concluido às 03h00, e Clemons acrescentou que "ficou surpreendido por ter sido pago para aquilo, pois teria feito de graça porque nunca acredita que algo bom possa render dinheiro".[17] De acordo com a partitura publicada pela Sony/ATV Music Publishing, a música foi escrita em compasso simples, num andamento moderado com um metrónomo de 135 batidas por minuto.[18] Composta na chave de fá maior com o alcance vocal que vai desde da nota baixa de mi para a nota de alta de ré. A canção segue a progressão de acordes de sol, ré e lá maiores nos versos e dó, si e mi bemol maiores no efeito de coro.[18]
Maior parte da faixa foi gravada durante a digressão na Europa, mas a mistura de som foi feita em Oasis Mastering na Califórnia, por Gene Grimaldi.[19] Jocelyn Vena da MTV descreveu a canção como "um bombardeamento desafiador de disco, que pode reflectir bons momentos".[11] A música começa com uma situação de desespero de uma jovem que teme que a sua mãe lhe corte o cabelo durante a noite, perguntando se não pode ser quem quer realmente ser. À medida que a progressão aumenta, Gaga canta o refrão que conduz à pausa musical inspirada em estilo retro sobre os diferentes penteados que teve.[20][11] Matthew Perpetua da publicação Rolling Stone denominou-a como uma mistura de saudade e melodrama romântico de "We Belong", com a ponta de metal da era industrial de Nine Inch Nails. A letra fala sobre a ideia de abraçar um penteado como a expressão máxima da sua identidade, por isso termina com Gaga triunfantemente a declarar "Eu sou o meu cabelo!" no final do último refrão.[21]
Uma hora antes do concerto final da The Monster Ball Tour, Gaga enviou quatro faixas para a Rolling Stone, incluindo "Scheiße", "Yoü and I" e "The Edge of Glory", para uma previsão avançada. Matthew Perpetua escreveu uma nota positiva, descrevendo "Hair" como outra canção inspiradora no molde de "Born This Way", mas sentiu que era "um pouco estranha". Perpetua concluiu brincando com o facto "de se tornar um hino para os salões de cabeleireiros em todo o lado".[21] Jody Rosen que colabora na mesma publicação reflectiu que a cantora não era a primeira a criar esta conexão entre a auto-estima e a liberdade, e que não era a primeira a ter esta ideia de expressão.[22] Dan Martin da NME classificou a música como um hino de capacitação, utilizando a "simples imagem do vento soprando no cabelo de uma pessoa para iluminar o álbum de forma a que a mensagem perdure mais do que a faixa-título".[23] Tim Jonze do jornal britânico The Guardian considerou que a mensagem transmitida não é "particularmente nova", desde do musical dos anos 60 Hair. Embora tenha achado a letra banal, Jonze opinou que "essas fraquezas também podem ser fortes, e há algo de admirável sobre a forma como o som é endereço para adolescentes confusos em busca da sua identidade".[24] Escrevendo para o The Vancouver Sun, Leah Collins criticou positivamente como "um hino de bombeamento destinado a aumentar os folículos com orgulho. Collins fez novamente referência ao facto de a música transmitir um ambiente mais retro.[25]
Natalie Finn da E! Online ficou desapontada com a melodia, ficando com a sensação que as músicas de Born This Way não eram assim tão "cativantes" porque todos tinham o mesmo assunto debatido. Finn revelou que ainda esperava pelo próximo "Bad Romance" para fazer tirar os pés do chão, ou o próximo "Speechless" para nos fazer chorar. Ou então o próximo "Just Dance" para fazer-nos realmente dançar".[26] Jason Lipshultz da revista norte-americana Billboard elogiou a faixa pelo seu "individualismo" e pela metáfora para a "personalidade selvagem" da cantora.[27] Sal Cinquemani da Slant Magazine fez uma crítica mista relatando que a música é derivada de um registo "de clube, mas perfeitamente utilizável sobre a ressalta da lixeira para cada má ideia que Gaga que teve nos últimos 12 meses: coros exagerados, solos de sax inexplicáveis".[28] Rick Fulton, enquanto escrevia para o periódico Daily Record, chamou "Hair" de "um grande som e um poço energético de europop", atribuindo quatro de cinco pontos possíveis.[29] Ian Hope da BBC Online traçou o perfil da música como "uma capacitação rockeira de libertação".[30] O diário The Independent, com Andy Gill a representá-lo, comparou a faixa a outros trabalhos do guitarrista David Crosby, e ainda revelou que era "uma declaração de rebeldia e individualismo".[31]
A versão digital de "Hair", lançada apenas como single promocional na iTunes Store, contém apenas uma faixa com duração de cinco minutos e oito segundos.[32]
| Descarga digital[32] | |||||||||
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| # | Título | Compositor(es) | Duração | ||||||
| 1. | "Hair" | Stefani Germanotta, Nadir Khayat | 5:08 | ||||||
No Reino Unido, "Hair" estreou na décima terceira posição da tabela musical UK Singles Chart. Juntamente com "The Edge of Glory", "Judas" e "Born This Way", Gaga foi a única artista feminina desde Ruby Murray em 1955 a ter quatro singles em simultâneo dentro do top 20.[33] Na Austrália, a faixa entrou directamente para o vigésimo lugar na ARIA Singles Chart.[34] Nos Países Baixos, a música alcançou a décima quinta posição como melhor,[34] e na Irlanda a décima quarta.[35] Em território norte-americano, a primeira semana rendeu mais de 147 mil descargas digitais, originando a estreia na quinta posição da Billboard Digital Songs.[36] Consequentemente, "Hair" entrou na Billboard Hot 100 no décimo segundo lugar, tornando-se a estreia mais elevada da semana.[37] No Canadá, a canção vendeu 15 mil cópias digitais, e entrou na Canadian Hot 100 no número onze.[38] "Hair" também alcançou o top 10 nas tabelas musicais de Escócia, Espanha, Itália, Nova Zelândia e Noruega e ficou entre as vinte mais vendidas da Bélgica, França e Portugal.[39][40]
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Todo o processo de elaboração da canção atribui os seguintes créditos pessoais:[19]