| Município de Marabá | |||||
| "Terra da Castanha" "Cidade Poema" |
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Acima a esquerda esta a orla de Marabá; acima à direita está a Igreja de São Félix de Valois; no centro está a Ponte Mista de Marabá sobre o Rio Tocantins; abaixo à esquerda está a Praça da criança; abaixo à direita está a Praça Duque de Caxias. |
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| Hino | |||||
| Aniversário | 5 de abril | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| Fundação | 5 de abril de 1913 (99 anos) | ||||
| Gentílico | marabaense | ||||
| Lema | Favante Deo ad astra vehimvr "Com a ajuda de Deus aos astros chegaremos" |
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| Prefeito(a) | Maurino Magalhães de Lima (PR) (2009–2012) |
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| Localização | |||||
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| Unidade federativa | |||||
| Mesorregião | Sudeste Paraense IBGE/2008[1] | ||||
| Microrregião | Marabá IBGE/2008[1] | ||||
| Municípios limítrofes | Novo Repartimento, Itupiranga, Nova Ipixuna e Rondon do Pará (ao norte); São Geraldo do Araguaia, Eldorado dos Carajás, Curionópolis e Parauapebas (ao sul); Bom Jesus do Tocantins, São João do Araguaia e São Domingos do Araguaia (ao leste); e São Félix do Xingu (ao oeste). | ||||
| Distância até a capital | 485 km | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 15 092,268 km² [2] | ||||
| População | 238 708 hab. IBGE/2011[3] | ||||
| Densidade | 15,82 hab./km² | ||||
| Altitude | 84 m | ||||
| Clima | Equatorial As | ||||
| Fuso horário | UTC−3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,714 médio PNUD/2000[4] | ||||
| PIB | R$ 3 058 909,000 mil IBGE/2009[5] | ||||
| PIB per capita | R$ 15 064,88 IBGE/2009[5] | ||||
Marabá (AFI: [maɾa'ba]) é um município brasileiro situado no interior do estado do Pará. Pertencente à mesorregião do Sudeste Paraense e à microrregião homônima, está a sul da capital do estado distando desta cerca de 485 quilômetros. Sua localização tem por referência, o ponto de encontro entre dois grandes rios, Tocantins e Itacaiunas, formando uma espécie de "y" no seio da cidade, vista de cima. É formada basicamente por seis distritos urbanos interligados por rodovias.[6][7]
O povoamento da região de Marabá se deu nos fins do século XIX, com a chegada de imigrantes goianos e maranhenses. A emancipação municipal ocorreu em 1913, com seu desmembramento do município de Baião. O desenvolvimento do município durante um grande período foi dado pelo extrativismo vegetal, mas com a descoberta da Província Mineral de Carajás,[8] Marabá se desenvolveu muito rapidamente, tornando-se um município com forte vocação industrial, agrícola e comercial.[9] Hoje Marabá é um grande entroncamento logístico, interligada por cinco rodovias ao território nacional, por via aérea, ferroviária e fluvial.[10]
Atualmente o município é o quarto mais populoso do Pará, contando com aproximadamente 238.708 mil habitantes segundo o IBGE/2011,[3] e com o 5º maior PIB do estado em 2009, com 3.058.909,000 mil,[5] o seu IDH é 0,714, sendo considerado médio pelo PNUD/2000[4] e sua renda per capita em 2009 era de 15.064,88.[5] É o principal centro socioeconômico do sudeste paraense e uma das cidades mais dinâmicas do Brasil.[11]
Marabá tem como característica sua grande miscigenação de pessoas e culturas, que faz jus ao significado popular do seu nome: "filho da mistura".[nota 1] A cidade também é conhecida como Cidade Poema, pois seu nome foi inspirado no poema Marabá do escritor Gonçalves Dias.[12]
Índice |
A etimologia da palavra "Marabá" é de um vocábulo indígena "mayr- abá", que significa filho do estrangeiro com a índia ou ainda, fruto da índia com o branco.[13]
Um poema escrito por Gonçalves Dias inspirou Francisco Coelho a denominar o seu armazém de aviamento de Casa Marabá, no então povoado de Pontal. O armazém, na verdade um grande barracão, servia aos pioneiros de todo tipo de secos e molhados. Lá, segundo a tradição, Coelho comprava o caucho coletado, andiroba, copaíba, frutos da mata, caças diversas, e nos fundos mantinha um cabaré, com a venda de bebidas e shows com mulheres que ele mesmo mandava vir do extremo leste da Amazônia.[14]
Somente em 1904 a subprefeitura do "Burgo do Itacaiúnas", é transferida para o povoado de Pontal, na época com 1500 habitantes, com o nome de Marabá. É a primeira vez que esta denominação aparece em um documento oficial.[15]
O povoamento da bacia do Itacaiunas tem na formação do município um papel importante, porque apesar dessa região ter sido explorada pelos portugueses ainda no século XVI, permaneceu sem ocupação definitiva durante quase 300 anos. Contudo desde tempos imemoriais a região entre os rios Tocantins/Xingu onde hoje se assenta o município de Marabá foi habitada pelos grupos indígenas Gaviões e Kayapó[nota 2] ambos do povo Timbira, pertencentes ao tronco linguístico Macro-Jê.[16] Os grupos Gaviões e Kayapó recusaram contato com o colonizador por muito tempo, só o aceitando a partir da segunda metade do século XX. Somente em 1892 é que, de fato, a região foi ocupada por colonizadores.
Os primeiros a participarem da formação do povoado de Marabá em 1892 foram chefes políticos foragidos de guerrilhas que tinham como palco o norte de Goiás, mais precisamente a cidade de Boa Vista. O pioneiro Carlos Gomes Leitão, acompanhado de seus familiares e auxiliares de trabalho, deslocou-se para o sudeste do Pará, estabelecendo seu primeiro acampamento em localidade situada em terras margeadas pela confluência dos rios Tocantins e Itacaiúnas. Fixando-se em definitivo, depois de um ano de observações, na margem esquerda do Tocantins, cerca de 10 km rio abaixo do outro acampamento, em local a que denominou Burgo.[17] Do ponto em que se instalara começou a abrir caminho mata adentro a procura de campos naturais que servissem para criação de bovinos. Em uma dessas incursões, um de seus trabalhadores desferiu um tiro casual em certa árvore até então desconhecida, cujo tiro fê-la derramar em abundância um liquido leitoso, que, certo tempo após tocar o solo, coagulou-se espontaneamente.[18] Em 1894, o imigrante goiano segue para a capital da província para ter reunião com o então presidente do Grão-Pará, José Paes de Carvalho, a quem solicitou colaboração, visto a necessidade de se colonizar o Sul da província, tendo sido contemplado com seis contos de reis em dinheiro e estoque de medicamentos que seriam particularmente empregados no combate à malária e outras doenças tropicais. Conseguido seu intento de ajuda e por terem os testes do leite vegetal endurecido comprovado que se tratara de legítima borracha de caucho, Leitão, de volta ao Burgo, difundiu a informação a todos da pequena colônia. No ano seguinte começavam a chegar às primeiras levas de pessoal para extração do caucho.[19]
O maranhense e comerciante Francisco Coelho da Silva teria sido um dos primeiros a estabelecer-se no local, entre os rios Tocantins e Itacaiúnas.[20] O objetivo era negociar com os extratores de Caucho, que passando pela foz do rio Itacaiúnas, subiam o rio Tocantins. Os registros atribuem a Francisco Coelho o nome da cidade. Ele teria instalado no local uma casa comercial cujo nome era uma homenagem ao poeta Gonçalves Dias.[21]
Desse entreposto comercial, onde o "Itacaiúnas desaguando no Tocantins, apertando uma faixa de terra em forma de península",[nota 3] surgia a cidade de Marabá. Por isso em homenagem ao seu fundador, o nome oficial do bairro mais antigo da cidade é Francisco Coelho. Criado em 27 de fevereiro de 1913 por reivindicação da comunidade marabaense, o município só foi instalado formalmente em cinco de abril do mesmo ano, data que passou a ser comemorada como seu aniversário e só recebeu o título de cidade em 27 de outubro de 1923, através da lei estadual nº 2207.[22] O primeiro Intendente Municipal, cargo à época correspondente ao de prefeito, foi o Coronel Antonio da Rocha Maia,[23] escolhido e nomeado na data de cerimônia de instalação.
As frentes migratórias para a região de Marabá, a partir de meados da década de 20, destinavam-se especialmente, a extração e a comercialização de castanha-do-pará e, desde os fins dos anos 30, no garimpo de diamante nos pedrais do rio Tocantins.[24] A cidade recebia imigrantes vindos de várias regiões do Brasil, principalmente da Bahia, Ceará, Piauí, Goiás, Paraíba, Maranhão, mas também imigrantes Palestinos e Libaneses, constituindo uma camada importante na sociedade local. Em 1929, a cidade já se encontra iluminada por uma usina à lenha e em 17 de novembro de 1935 o primeiro avião pousa no aeroporto recém inaugurado na cidade. Nesse período, a cidade era composta por 450 casas e 1500 habitantes fixos.[25]
Com a abertura da PA-70 (atualmente um trecho da BR-222), em 1969, Marabá é ligada à Rodovia Belém-Brasília. A implantação de infra-estrutura rodoviária fez parte da estratégia do governo federal de integrar a região ao resto do país.[26] Além disso, o plano de colonização agrícola oficial, a instalação de canteiros de obras, especialmente a construção da Hidroelétrica de Tucuruí, a implantação do projeto Grande Carajás[27][28] e a descoberta da mina de ouro da Serra Pelada, aceleraram e dinamizaram as migrações para Marabá nas décadas de 1970 e 1980.
Em 1970, o município foi declarado Área de Segurança Nacional (Decreto-lei nº 1.131, de 30 de outubro de 1970), condição que perdurou até o fim da ditadura militar em 1985.[29] Aliado ao fato de a região ser estratégica para a política de integração, ela foi o ambiente da Guerrilha do Araguaia, resultando numa presença ostensiva das tropas do Exército Brasileiro, tornando a cidade uma das bases de operações das tropas federais. Também em 1970 foi criado o PIN (Programa de Integração Nacional) que, dentre outras medidas, previa a construção da rodovia Transamazônica, cujo primeiro trecho foi inaugurado em 1971,[30] juntamente com a criação de um posto do INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) em Marabá.[9]
Em 1980 a cidade é assolada pela maior enchente da sua história, o Rio Tocantins sobe 17,42 metros. Em consequência disto há uma reformulação no planejamento, sobre crescimento e expansão urbana da cidade.[31] Em 1984, entra em funcionamento a Estrada de Ferro Carajás, e em 1988 dá início aos preparativos para a instalação de indústrias siderúrgicas, para produção de ferro-gusa, negócio que veio trazer grandes benefícios econômicos para o município.[32]
Em 1985 Marabá deixa de ser área de Segurança Nacional e na eleição para prefeito - a primeira eleição direta realizada sob a égide da Nova República - Hamilton Bezerra (PMDB) derrota Vavá Mutran (PDS), cessando uma longa hegemonia na política local, da chamada "oligarquia da castanha". Tal fato aconteceu devido o apoio de boa parte das lideranças camponesas, do então governador Jader Barbalho e de movimentos sociais.[33]
Em 1987 ocorreu um conflito que ficou conhecido como o Massacre de São Bonifácio ou Guerra da Ponte. A peleja ocorreu entre os garimpeiros de Serra Pelada e a Polícia Militar do Pará com o auxílio do Exército Brasileiro. A manifestação que gerou o massacre, bloqueou o acesso à Ponte Mista de Marabá e pedia a reabertura de Serra Pelada com o rebaixamento da cava do garimpo. O governo informou inicialmente que duas pessoas morreram, depois acresceu esse número para nove, contudo há registros que constam que houve setenta e nove (79) garimpeiros desaparecidos em decorrência do conflito, no entanto, por parte das tropas da Polícia e do Exército não houve registros de baixas. Tal episódio tem características muito semelhantes aos do Massacre de Eldorado dos Carajás, em 1996, contudo este ocorreu nove anos antes, na ponte sobre o Rio Tocantins.[34]
Em 5 de abril de 1990 é promulgada a Lei Orgânica do município de Marabá.[15] A população do município aumentou significativamente durante a década de 1990, e em meados de 1998 o número de habitantes fixos alcançava 157.884, no ano seguinte, a cidade, se firma como a sede de grandes eventos de repercussão nacional.[35]
Em consequência de diversas reformas no campo econômico e social o município, durante os anos de 1998 até 2010, recebeu uma grande massa de investimentos, que culminou no fato da cidade ter se tornado um pólo industrial metal-mecânico.[36] A população atual está em torno de 238.708 habitantes, segundo as estimativas oficiais, e o crescimento desses números é inevitável, já que a cidade está em processo de desenvolvimento acelerado e recebe muitas pessoas vindas de outras localidades.[37]
Ocupando uma área de 15.092,268 km², Marabá conta atualmente com 238.708 habitantes, é a nona cidade mais populosa da Amazônia. A sede municipal apresenta as seguintes coordenadas geográficas: 05º 21' 54" latitude Sul e 049º 07' 24" longitude WGr. Localizada no sudeste do Pará, na microrregião de Marabá, limita-se com os municípios de: Novo Repartimento, Itupiranga, Nova Ipixuna e Rondon do Pará (ao norte); São Geraldo do Araguaia, Eldorado dos Carajás, Curionópolis e Parauapebas (ao sul); Bom Jesus do Tocantins, São João do Araguaia e São Domingos do Araguaia (ao leste); e São Félix do Xingu (ao oeste).[38]
A topografia do município de Marabá apresenta as maiores altitudes da região Sudeste do Pará, através das serras dos Carajás, Sereno, Buritirama, Paredão, Encontro, Cinzento e Misteriosa. Desse complexo, destaca-se a serra dos Carajás, como a de maior porte. Entretanto, é na serra do Cinzento que se encontra a altitude máxima do município de Marabá, com 792 metros. As serras dos Carajás, Cinzento e Buritirana estão situadas em áreas de conservação, sob jurisdição federal, denominadas de Floresta Nacional do Tapirapé-Aquiri e a Reserva Biológica do Tapirapé, onde se encontram diversas cavernas. Suas formas de relevo estão englobadas pela unidade morfoestrutural denominada de Depressão Periférica do Sul do Pará, onde dominam os planaltos amazônicos.[39]
É bastante diversificada a cobertura vegetal do município de Marabá. A fitofisionomia das florestas do município de Marabá se caracteriza por três tipos: A floresta ombrófila aberta, a floresta ombrófila densa e as áreas antrópicas. Na área urbana de Marabá predominam as florestas antrópicas. Por apresentar esta característica tão diversa o município detém um dos maiores patrimônios naturais do Brasil, abrigando em seu território grandes reservas florestais como a Reserva Biológica do Tapirapé, com 103.000 ha (1.030 km²), e a Floresta Nacional do Tapirapé-Aquiri, com 190.000 ha (1.900 km²), além da Terra Indígena Mãe Maria, com 64.488.416 ha (644.88 km²), que fica próximo a sede municipal de Marabá, esta pertencendo ao município de Bom Jesus do Tocantins [40]
A cidade de Marabá está situada em uma área de baixa altitude, na confluência de dois rios – o Itacaiunas e Tocantins – e sofre com as enchentes anuais em decorrência da topografia e da influência direta de quatro rios: Itacaiunas, Tocantins, Tauarizinho e Sororó.
Além das bacias relativas a estes rios, o município está inserido nas bacias dos rios Aquiri, Tapirape, Cinzento, Preto, Parauapebas e Vermelho. Destas, estão incluídas totalmente na área do município as bacias dos rios Tapirapé, Cinzento e Preto. Destaca-se a bacia do Itacaiúnas por banhar todo o município, em cuja foz encontra-se a sede municipal de Marabá e cobre a maior área, isto é, 5.383,4 km².
O clima é equatorial quente e úmido apresentando temperaturas médias mensais entre 22,9°C e 32°C, com média anual de 26°C. A umidade relativa do ar varia de 73% a 93% e a precipitação anual fica em torno 1.976 mm. O período mais chuvoso inicia-se em janeiro e termina em março, e o mais seco vai de julho a setembro. A insolação média é de 2.400 horas anuais e os ventos têm velocidade média de 1,4 m/s, com predominância no sentido do NE[42]
Por estar situada próxima à linha do equador, nome dado à linha imaginária que resulta da intersecção da superfície da Terra com o plano que contém o seu centro e é perpendicular ao eixo de rotação, a região de Marabá sofre influência de vários fatores macro-climáticos que originam: A convergência dos ventos alísios, a elevada evaporação e as altas temperaturas, assegurando umidades absolutas elevadas, permitem o transporte atmosférico de grandes massas de vapor de água, a umidade relativa do ar se mantêm elevada e a capacidade de geração de precipitação convectiva é elevada durante todo o ano.[43][44]
Segundo dados do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), os dados climáticos de Marabá foram coletados entre 1973 e 1978 e a partir de setembro de 1997, sendo que a maior temperatura registrada foi de 39,2°C, observada no dia 8 de agosto de 2005.[45] A mínima foi de 15,6°C, no dia 20 de outubro de 1975.[46]
| Dados climatológicos para Marabá | |||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Mês | Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez | Ano |
| Temperatura máxima registrada (°C) | 36,3 | 35,9 | 35,4 | 36,7 | 36,7 | 37,4 | 38,2 | 39,2 | 38,7 | 37,7 | 36,1 | 36,6 | 39,2 |
| Temperatura máxima média (°C) | 30,0 | 30,0 | 31,0 | 31,0 | 32,0 | 32,0 | 33,0 | 33,0 | 32,0 | 32,0 | 31,0 | 31,0 | 31,5 |
| Temperatura mínima média (°C) | 22,0 | 22,0 | 22,0 | 22,0 | 22,0 | 21,0 | 21,0 | 21,0 | 22,0 | 22,0 | 22,0 | 22,0 | 21,7 |
| Temperatura mínima registrada (°C) | 20,0 | 17,2 | 18,0 | 18,0 | 17,7 | 18,5 | 17,1 | 16,0 | 17,0 | 15,6 | 16,7 | 17,4 | 15,6 |
| Precipitação (mm) | 387,0 | 263,0 | 175,0 | 127,0 | 89,0 | 36,0 | 20,0 | 23,0 | 56,0 | 119,0 | 152,0 | 249,0 | 1 696,0 |
| Fonte: The Weather Channel (médias climatológicas)[47] | |||||||||||||
| Fonte #2: Portal de Tecnologia da Informação Para Meteorologia (recordes entre 1973 e 1978 e a partir de setembro de 1997)[48] | |||||||||||||
O município de Marabá tem uma área de 15.092,268 km²[2]. Sua expansão urbana e rural se define pelos grandes acidentes geográficos presentes em todo o território do município. A área urbana do município corresponde somente por cerca de 6,9% da área total do mesmo ou 1.041,365 km².[49]
Estima-se que neste município residam em torno de 238.708 habitantes, divididos em 120.741 homens e 117.967 mulheres, de acordo com a pesquisa do IBGE em 2011,[3] porém o Ministério da Saúde aumenta esse número em 7% quando são repassados recursos do Sistema Único de Saúde para a cidade, elevando-o para 255.518 moradores. Uma população bastante miscigenada, praticamente todos os estados brasileiros estão representados em Marabá, com maior volume de nordestinos, mas goianos, paulistas e mineiros também fixaram moradia no município.[50][51] Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Marabá possuía 111.481 eleitores em 2006.[52] Marabá teve considerável crescimento populacional a partir de 1970, como pode verificar no gráfico abaixo.[3][53]
O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de Marabá é considerado médio pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), sendo seu valor de 0,714. Considerando apenas a educação o valor do índice é de 0,826, enquanto o do Brasil é 0,849, o índice da longevidade é de 0,668 (o brasileiro é 0,638) e o de renda é de 0,647 (o do Brasil é 0,723).[54] Marabá possui a maioria dos indicadores abaixo da média segundo o PNUD. A renda per capita é de 15.857,00 reais, a taxa de alfabetização é 93,93% e a expectativa de vida é de 70,13 anos. O coeficiente de Gini, que mede a desigualdade social, é de 0,41,[55] sendo que 1,00 é o pior número e 0,00 é o melhor. A incidência da pobreza, medida pelo IBGE, é de 42,73% e a incidência da pobreza subjetiva é de 46,50%. A população marabaense é composta de 35,1% de brancos, 61,4% de pardos, 6,5% de pretos e 2% de pessoas de outras etnias.[56]
Na administração da Igreja Católica, o município é abrangido pela Arquidiocese de Belém do Pará[57] e pela Diocese de Marabá.[58] Desde as suas origens Marabá tem muita ligação com São Félix de Valois[59], santo a quem atribuem o poder de livrar os cativos e perseguidos pelo mal.[60]
O município possui os mais diversos credos protestantes ou reformados, como a Igreja Luterana, a Igreja Presbiteriana, a Igreja Metodista, a Igreja Adventista, a Igreja Batista, a Assembleia de Deus, a Igreja Universal do Reino de Deus, as Testemunhas de Jeová, entre outras.[61] Atualmente vem crescendo o número de protestantes em Marabá. As igrejas protestantes se espalham por todos os bairros da cidade, o que mostra a grande popularidade que estas igrejas conseguiram.[62][63]
Entre outras religiões, se destacam em Marabá em número de adeptos ao Judaísmo, ao Islamismo, Testemunhas de Jeová e Igreja Messiânica Mundial, religiões que vem apresentando um pequeno crescimento nos últimos anos. O município possui 60,03% de católicos, 24,12% de protestantes, 0.27% de espíritas, 0.08% de Umbandistas, 0,09% Judaica, 0,07% de Oriental 9.82% não tem religião e 1.61% pessoas de outras religiões.[64]

De acordo com a Constituição de 1988, Marabá está localizada em uma república federativa presidencialista. A forma de Estado foi inspirada no modelo estadunidense, no entanto, o sistema legal brasileiro segue a tradição romano-germânica do Direito positivo. O federalismo no Brasil é mais centralizado do que o federalismo estadunidense; os estados brasileiros têm menos autonomia do que os estados norte-americanos, especialmente quanto à criação de leis.[69] A administração municipal se dá pelo poder executivo e pelo poder legislativo.[70]
O primeiro representante do poder executivo e Intendente do município foi Antônio da Rocha Maia, nomeado logo após a emancipação do município. Nos últimos anos o cargo foi ocupado por Sebastião Miranda Filho, assumindo após a morte do prefeito Geraldo Veloso em 2001 e reeleito em 2004.[71] Em 2009 assumiu a prefeitura Maurino Magalhães de Lima (PR),[72] sendo investigado por caixa dois desde então.[73]
A câmara de vereadores representa o poder legislativo. Sua bancada é formada por treze vereadores,[74] e está composta da seguinte forma:[75] uma cadeira do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB); uma cadeira do Partido dos Trabalhadores (PT); uma cadeira do Partido Socialista Brasileiro (PSB); uma cadeira do Partido Verde (PV); uma cadeira do Partido Humanista da Solidariedade (PHS); uma cadeira do Partido Popular Socialista (PPS); uma cadeira do Democratas (DEM); uma cadeira do Partido Progressista (PP); duas cadeiras do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e duas cadeiras do Partido da República (PR).
A Comarca Judiciária de Marabá[76] não faz parte da administração direta de Marabá, contudo é responsável pelos municípios da Microrregião de Marabá. A Subseção Judiciária de Marabá é responsável por todo o Sudeste Paraense,[77] portanto, Marabá sedia todos os órgãos judiciários da região e entorno.
O município de Marabá faz parte da Mesorregião do Sudeste Paraense e da Microrregião de Marabá. A microrregião de Marabá tinha uma população estimada em 2006 pelo IBGE em 259.514 habitantes e está dividida em cinco municípios, que além de Marabá tem: Brejo Grande do Araguaia, Palestina do Pará, São João do Araguaia, e São Domingos do Araguaia.[78]
No contexto macro-político, Marabá sedia diversos órgãos federais e estaduais inclusive as sedes da Associação dos municípios do Araguaia e Tocantins e do Consórcio Público Intermunicipal de Saúde do Araguaia e Tocantins. A cidade também sedia os fóruns sobre a temática da nova unidade federativa de Carajás.[79]
Cidades-irmãs é uma iniciativa do Núcleo das Relações Internacionais, que busca a integração entre a cidade e demais municípios nacionais e estrangeiros. A integração entre os municípios é firmada por meio de convênios de cooperação, que têm o objetivo de assegurar a manutenção da paz entre os povos, baseada na fraternidade, felicidade, amizade e respeito recíproco entre as nações. Oficialmente Marabá não tem Cidades-irmãs, contudo o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (UN-HABITAT) e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA)[80] reconhecem a parceria de Marabá, em busca de cidades sociais e ambientalmente sustentáveis[81], com as seguintes localidades:[82]
Marabá também tem parcerias de gestão ambiental e urbana com três municípios brasileiros[83]:
O município de Marabá está oficialmente subdividido em dezessete distritos. Sendo que seis deles são urbanos, pois se encontram na sede do município e os outros onze se encontram na zona rural.[6] Devido às dimensões e aos grandes acidentes geográficos presentes em todo seu território, algumas vilas e comunidades da zona rural encontram-se isoladas e são administradas por municípios vizinhos e, em contrapartida, Marabá administra comunidades de municípios do entorno que estão mais próximas de sua zona urbana.[84][85]
Atualmente não é possível saber quantos bairros há em Marabá, a cidade vive um verdadeiro colapso urbano,[86] há muitas invasões, além de inúmeros loteamentos.[87]
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O município de Marabá vivenciou vários ciclos econômicos. Até o início da década de 1980 a economia era baseada no extrativismo vegetal. No início o extrativismo girava em torno do látex do caucho, cuja lucrativa exploração atraiu grande número de nordestinos. Desde o fim do século XIX (1892) até o final da década de 1940, o extrativismo foi marcado pelo ciclo da borracha que contribuiu sobremaneira para a economia do Município e da região, porém, a crise da borracha levou o município a um novo ciclo, desta vez, o ciclo da castanha-do-pará, que liderou por anos a economia municipal. Houve também o ciclo dos diamantes, nas décadas de 1920 e 1940, que eram principalmente encontrados às margens do rio Tocantins. Com o despontamento da Serra Pelada e por situar-se na maior província mineral do mundo, Marabá também viveu o ciclo dos garimpos, que teve como destaque maior, a extração do ouro.[88]
Desde o início da década de 1970 o município passou a vivenciar a instalação do Projeto Grande Carajás,[89] e posteriormente de indústrias siderúrgicas, que dinamizaram bastante a economia local.[90]
| Produção de Arroz, Feijão e Milho (2007)[91] | ||
|---|---|---|
| Produto | Área colhida (Hectares) | Produção (Tonelada) |
| Arroz | 2.047 | 2.885 |
| Feijão | 900 | 518 |
| Milho | 5.450 | 6.864 |
Hoje, Marabá é o centro econômico e administrativo de uma vasta região da "fronteira agrícola amazônica",[92] a cidade tem um dos crescimentos econômicos mais expressivos do país.[93]
A pecuária com base na criação de gado bovino, é uma atividade de grande importância para o município, além de assegurar uma das formas de subsistência da população, proporciona o desenvolvimento regional e local, pela criação em grande escala, sendo comercializado nas diversas regiões brasileiras, e também no exterior. O rebanho local é destaque pela sua qualidade superior, sendo um dos mais expressivos rebanhos bovinos do Estado, resultado advindo do uso de tecnologia de ponta na seleção e fertilização. Possui Também rebanhos de suínos, equinos, ovinos e aves.[94]
O setor pesqueiro também tem um papel fundamental na base econômica local, exportando seu excedente para todo o norte e nordeste. A agricultura é bastante diversificada, tendo produção de cereais, leguminosas e oleaginosas, como o milho, arroz e feijão, de frutas, como a banana e o açaí, e extração de madeira.[88]
Através da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Pará – CDI, foi instalado no final da década de oitenta, numa área de 1.300 hectares, o Distrito Industrial de Marabá – DIM, para criar a base de um pólo siderúrgico visando o minério de ferro de Carajás, explorado pela Vale S.A.[90]
As indústrias Siderúrgicas e a intensa atividade pecuária foram responsáveis por uma grande devastação ambiental na região.[95] A atividade industrial das siderúrgicas exige grande quantidade de carvão, que leva a uma grande devastação da floresta nativa. Em consequência da pressão da opinião pública as indústrias foram obrigadas a modificar seu modelo de produção, investindo em reflorestamento e produção de carvão através do coco da palmeira babaçu.[96]
Além, de contar com mais de 200 indústrias, sendo a siderurgia (ferro-gusa) a mais importante, havendo também a indústria madeireira, a indústria moveleira e a fabricação de telhas e tijolos.[97] A economia industrial do município também conta com a mineração de manganês na Serra da Buritirama,[98] e com a agroindústria. Em Marabá, a agroindústria trabalha com processamento de polpas, farinha de mandioca, beneficiamento de arroz, leite e palmito.[99]
A instalação de aciarias veio dinamizar ainda mais a economia local, formando um pólo metal-mecânico, com vistas a verticalizar a produção mineral local. Há ainda projetos que virão durante e após a instalação das aciarias, dentre eles estão: O gasoduto Açailândia-Marabá e a construção do novo Porto da cidade.[100]
O setor de comércio e serviços também tem sua parcela de contribuição. Marabá conta com aproximadamente cinco mil estabelecimentos divididos entre comércio formado por micros, pequenas, médias e grandes empresas e serviços Hospitalares, Financeiros, Educacionais, de Construção Civil e de Serviços Públicos.[101]
É um setor muito forte e que vem apresentando altos índices de crescimento. Isto devido à estratégia do governo do estado, de descentralizar os serviços da capital, portanto a cidade vem cada vez mais ganhando representatividade ao sediar inúmeras instituições públicas. O comércio é destaque, pois a cidade é um grande entreposto comercial regional do sul e sudeste do Pará.[102]
A receita orçamentária total do município é equivalente à R$ 293.226.123,00,[103] o índice de consumo do município, que é o indicador que atribui a cada município a sua participação percentual no potencial total de consumo do país, é de US$ 19.719,10.[104] Ainda segundo o IBGE o número de unidades locais no município era de 2.852 empresas IBGE/2009[105] e número total de trabalhadores era de 34.609.[106]
Marabá conta com uma grande infra-estrutura urbana. O serviço de água e esgoto de Marabá é feito pela Cosanpa - Saneamento do Pará.[107] A água consumida pelos habitantes de Marabá é proveniente dos rios Tocantins e Itacaiunas,[108] que passa por tratamento nas estações de tratamento de água do município.
A energia elétrica é fornecida pela empresa Celpa,[109] que possui quatro subestações, uma no bairro Folha 9, uma no bairro Jardim Vitória, uma no bairro Morada Nova e outra no Distrito Industrial.[110] A subestação Morada Nova, em Marabá, é o centro distribuidor da rede Norte-Sul do sistema Eletrobrás, que fornece energia ao Sudeste do Brasil.
Marabá conta com 20 agências bancárias, com operações de crédito na casa dos R$ 288.112,00 mil, e a poupança com R$ 109.804,00 mil,[111] além de dois centros de distribuição dos correios.[112]
Devido ao forte crescimento econômico, que impulsiona grandes correntes migratórias, aliado a ineficácia estatal de gerir políticas públicas de qualidade, principalmente para a juventude, Marabá vem apresentando altos índices de violência.[113] A cidade foi considerada a 11ª com maiores taxas de homicídio do Brasil, segundo a pesquisa do Instituto Sangari,[114] e a 2ª entre as cidades onde os jovens brasileiros estão mais expostos à criminalidade, segundo o Ministério da Justiça e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.[113]
De acordo com o relatório da Organização dos Estados Ibero-Americanos, o município ainda apresenta altos índices de violência no campo, tendo como principais fatores: a grilagem de terras, o desmatamento ilegal e a pressão do agronegócio por mais terras somados à fraca atuação do Estado são os principais ingredientes para que a violência prolifere na região.[115] O município ainda é um dos campeões de incidência de trabalho escravo, que somado aos indicadores de homicídios no campo coloca a cidade entre as líderes do ranking de violência no meio rural.[115]
Marabá conta com escolas em praticamente todas as regiões do município, contudo a educação está longe do ideal. As escolas da rede estadual contam com infra-estrutura precária, e em sua maioria encontram-se sucateadas. A rede municipal de ensino conta com escolas em melhores condições alcançando a meta do IDEB de 2015 para o município (4,1),[116] no entanto, na avaliação geral segundo o Ministério Público, o ensino ainda é de má qualidade.[117]
No que tange a educação profissional e superior, o município conta com duas universidades públicas, a Universidade Federal do Pará e a Universidade do Estado do Pará, e com o Instituto Federal do Pará, e ainda com mais cinco faculdades privadas. Há inda vários centros de formação técnica como a Obra Kolping do Brasil, a escola agrotécnica municipal e o SENAI. A cidade em breve irá contar com a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará, ela será um desmembramento da Ufpa e a sede da nova universidade ficará em Marabá.[118]
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Segundo dados do IBGE/2005, Marabá possui 58 estabelecimentos de saúde, sendo 30 deles públicos, entre hospitais, prontos socorros, postos de saúde e serviços odontológicos. A cidade possui 198 leitos para internação em estabelecimentos de saúde, sendo 123 públicos e 75 privados.[53] Há também o Centro de Referência à Saúde da Mulher (CRISMU) e o Hospital da Guarnição de Marabá (HGuMba), subordinada à 23ª Bda Inf Sl, sendo um dos melhores hospitais da região.[120]
Contudo os dados não refletem a qualidade da saúde no município. O Hospital Municipal de Marabá (HMM) é o responsável pelo atendimento ao público de Marabá e de toda a região, mas suas condições estruturais não permitem um ótimo atendimento devido à intensa demanda. Em 2007 foi inaugurado o Hospital Regional do Sudeste do Pará, com a intenção de desafogar o Hospital Municipal, entretanto, a demanda já havia crescido e o hospital não mais atendia o exigido.[121]
Marabá possui muitos meios de comunicação destacando-se os jornais. Os mais tradicionais são o Correio do Tocantins, criado em janeiro de 1983, pelo jornalista Mascarenhas Carvalho da Luz,[122] e o Jornal Opinião Marabá, criado em 1995 pelo jornalista João Salame Neto e o publicitário Cláudio Feitosa Felipeto.[123] Há também outros jornais mais novos em circulação, com destaque aos jornais Gazeta de Carajás, e Folha de Carajás.[124] Muitos jornais de Marabá circulam também em Belém e no Sudeste do Pará. Circulam no município também os jornais O Liberal, Diário do Pará, Jornal Amazônia, entre outros. Há quatro rádios na cidade: Liberal FM, Diário FM, Rádio Clube AM e Rádio Itacaiunas AM.[125]
Em Marabá há serviços de internet discada e banda larga (ADSL e via rádio) sendo oferecido por vários provedores.[126] A telefonia fixa é feita por operadoras como Embratel, TIM, Telefônica e Oi. As operadoras Vivo, TIM, Claro e Oi oferecem serviço telefônico móvel com portabilidade.[127] O DDD de Marabá é 94 e o CEP de toda a cidade é 68500-000.[58]
Marabá tem uma razoável malha rodoferroviária que a liga a várias cidades do interior paraense e até a capital. Marabá é servida pelo Aeroporto João Correa da Rocha (IATA: MAB - ICAO: SBMA), que fica em Marabá, sendo um dos mais movimentados do Norte. Atualmente a frota de veículos em Marabá é de 47.898, sendo 14.008 automóveis, 2.862 caminhões, 355 caminhões-tratores, 4.808 caminhonetes, 20.060 motos, 345 ônibus e apenas 3 tratores agrícolas.[128] As rodovias Transamazônica, BR-222 e Paulo Fontelles passam pela área do município de Marabá, entretanto as três rodovias são muito requisitadas, causando muito trânsito e transtornos aos motoristas.[129]
Marabá conta com um aeroporto comercial em seu território, o Aeroporto João Correa da Rocha, a 6 km do centro da cidade, no Núcleo Cidade Nova, atendendo a toda região com voos diários para Belém, Brasília e outros destinos.[130] Além do Aeroporto João Correa, localiza-se a cerca de 320 km da cidade o Aeroporto de Carajás, localizado no município de Parauapebas, sudeste do Pará.[131][132]
Os principais acessos a outras cidades em Marabá são as BR-155, BR-230 e BR-153,[133] que a ligam a todo o Brasil, e também à rodovia estadual PA-150 (Rodovia Paulo Fontelles). Outro acesso de Marabá é feito pela rodovia BR-222, que liga a cidade a Região Nordeste do Brasil. A Avenida VP-8 interliga as rodovias da cidade e as regiões centrais à periferia.[134] Assim como outras vias importantes como a Avenida Antônio Vilhena a Avenida Nagib Mutran e a Avenida Antônio Maia que é a principal avenida do centro da cidade.[135]
Marabá possui cerca de 20 linhas de ônibus circulares que levam a praticamente todos os bairros da cidade. O valor da tarifa do ônibus circular é R$ 2,00.[136] Os principais problemas no transporte coletivo de Marabá são crônicos, a demora dos ônibus, a lotação e o sucateamento da frota, resultam em um grande número de usuários e o pequeno número de veículos circulantes na cidade.[137]
Marabá é atravessada pela Estrada de Ferro Carajás, que liga a Serra dos Carajás ao Porto de Itaqui no Maranhão sendo utilizada para o transporte de passageiros e minérios (principalmente o minério de ferro), a Estação Ferroviária de Marabá fica próxima à BR-155.[138] Essa Ferrovia atualmente está concedida à Vale, e está em fase de duplicação.[139] O transporte de passageiros liga as cidades de Parauapebas à São Luís, sendo de grande importância para a cidade por se tratar de um transporte seguro e mais barato que a opção rodoviária.[140]
Uma das principais fontes de renda da cidade é o turismo. O município possui várias atrações turísticas, com destaque aos seus grandes rios que além das praias oferece a pesca esportiva e a prática de esportes aquáticos.
O Museu Municipal está instalado na Fundação Casa da Cultura de Marabá e abrange os seguintes setores: Setor de Antropologia, Setor de Botânica, Setor de Geologia, Setor de Arqueologia e Setor de Zoologia. Além de sediar escola de Música, o arquivo público municipal, o Museu faz diversos estudos sobre a região do Sudeste do Pará, resgatando e preservando a história local. O Museu tem o apoio e orientação do Museu Paraense Emílio Goeldi, em relação ao treinamento dos técnicos e identificação do material, através de convênio. O Museu Municipal de Marabá é uma das instituições mais respeitadas do Brasil no âmbito da pesquisa, resgate e preservação ambiental e histórica.[142]
A culinária marabaense se distingue um pouco da culinária paraense, mas tem muitos elementos desta, principalmente pelo fato de que todo o estado tem influência indígena neste ponto. Porém, em Marabá, alguns pratos relevam-se em relação ao resto do Pará, tanto por fator cultural quanto por fator étnico. Um exemplo disso é que o povoamento teve participação ativa de nordestinos, mineiros, goianos, palestinos e libaneses,[143] que trouxeram para Marabá seus costumes e seus tipos de comida.
São as principais iguarias da culinária local e as que se integraram aos costumes: Marizabel, Suco natural de Guaraná da Amazônia, Tucunaré ao leite de Castanha do Pará, Cozidão de Bagre, Pão de queijo, Tacacá, Esfirra, Arroz-doce e Cuscuz.
Há ainda muitos doces típicos: Bolo cabeça de negro, biscoitos de castanhas, castanha cristalizada, creme de cupu, Mungunzá e torta de castanha. [144]
Devido à intensa migração, ter trazido brasileiros de todas as partes para a cidade, a cultura local diferenciou-se da cultura tradicional paraense, inclusive na música. É possível observar a preferência pelos gêneros sertanejo, forró e reggae, distanciando-se um pouco do brega que é estilo musical predominante no Pará.[145]
A influência de outras culturas se deu também no campo da literatura.[146] As misturas decorrentes das migrações têm ocasionado a produção de uma literatura e de uma arte diferente e de qualidade, ou seja, uma significação positiva dos desdobramentos da migração como produtividade cultural enriquecida pelos cruzamentos. Os principais expoentes da literatura local são Ademir Braz[147] e Frederico Morbach.[148]
Festas juninas
No mês de junho, Marabá busca preservar as tradições ao comemorar os festejos juninos. A Secretaria Municipal de Cultura abre inscrições para os grupos de bois-bumbá, quadrilhas roceiras e alegóricas, que fazem o espetáculo maior da festa caipira. Tradicionalmente a festa acontece na Praça São Félix de Valois, mas foi inovado em 1999, com apresentações em outros distritos da cidade, com desfiles dos participantes na Avenida Antônio Maia, em direção ao Arraial da Praça, onde se encontram montadas barracas de comidas típicas e bebidas, completando o sucesso da festa.[149]
Festejo de São Félix de Valois
São Félix de Valois (lê-se valoá)[nota 4] é o Padroeiro de Marabá. Todos os anos, uma festa é feita em sua homenagem. Durante dez dias, na praça da primeira igreja erguida na cidade acontecem quermesses com música ao vivo, comidas típicas, bingos, leilões entre outras opções.
A procissão que complementa as homenagens ao padroeiro acontece no dia 20 de novembro e percorre as ruas da Marabá Pioneira.[150]
A cidade de Marabá sedia inúmeros eventos de repercussão nacional tais como:
Durante o período da feira, que acontece no mês de setembro, há shows com atrações regionais e nacionais, ações promocionais em estandes de empresas e praça de alimentação oferecendo comidas típicas. Cerca de 60 mil visitantes passam pelo evento.[151]
Teve início em novembro de 1997 e ocupou espaço no calendário de eventos da cidade. Tem como objetivo comercializar e divulgar os produtos artesanais e das artes do município e região, que fazem a grande atração da feira com exposição de quadros, esculturas, pinturas em tecido e porcelana, artesanato em palha, vime, couro, madeira, vidro, gesso, barro, bordados em crochê e tapeçaria.[152]
A Exposição Agropecuária de Marabá acontece no Parque de Exposições de Marabá e tem início sempre na primeira semana de julho. É um dos eventos mais prestigiados da cidade com atrações artísticas diversas nos festivais musicais, como cantores de rap e música sertaneja, bandas de axé, reggae, forró e de pop rock.[153]
A Expoama tem contornos e plataformas diversas, entre elas as de evento e exposição de negócios, festival de música e entretenimento, e a tradicional Festa do Peão de Boiadeiro[154]. Semanas antes de sua abertura, as maiores fazendas e estabelecimentos comerciais organizam equipes para uma cavalgada que se inicia logo ao raiar do dia e acaba sendo uma abertura simbólica dessa grande festa[155].
Em Marabá a prática de esportes vem ganhando cada vez mais espaço entre a população. Ações públicas e de entidades privadas buscam promover o hábito. A principal modalidade praticada é a corrida rústica, mas há também prática de voleibol,[156] basquete, kart, de paraquedismo,[157] exploração de cavernas,[158] futebol, entre outros.
Em Marabá destaca-se o Águia de Marabá fundado em 22 de janeiro de 1982.[159] Em 2008, foi campeão da Taça Cidade de Belém, e em 2010, campeão da taça estado do Pará do Campeonato Paraense de Futebol, contudo ficou somente com o vice-campeonato nas duas edições. O time ainda disputa a série C do campeonato brasileiro, ficando na edição de 2008 na 5ª colocação,[160] e na edição de 2010, também passou perto do acesso a série B.[161] O principal estádio da cidade é o Zinho Oliveira, onde o Águia de Marabá e o Gavião Kyikatejê, mandam seus jogos pelos campeonatos oficiais.[162][163]