| Município de Marcelino Vieira | |||||
| "A terra de Santo Antônio" | |||||
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Vista da cidade. |
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| Hino | |||||
| Fundação | 24 de novembro de 1953 (58 anos) | ||||
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| Gentílico | vieirense, marcelinense | ||||
| Prefeito(a) | José Ferrari de Oliveira (PR) (2009–2012) |
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| Localização | |||||
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| Unidade federativa | |||||
| Mesorregião | Oeste Potiguar IBGE/2008 [1] | ||||
| Microrregião | Pau dos Ferros IBGE/2008 [1] | ||||
| Municípios limítrofes | Norte: Pau dos Ferros Sul: Tenente Ananias Leste: Pilões, Antônio Martins e Alexandria Oeste: José da Penha e Rafael Fernandes |
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| Distância até a capital | 390 km[2] | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 345,707 km² [3] | ||||
| População | 8 265 hab. (RN: 79º) – IBGE/2010[4] | ||||
| Densidade | 23,91 hab./km² | ||||
| Altitude | 230 m [5] | ||||
| Clima | Semiárido Aw | ||||
| Fuso horário | UTC−3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,613 médio PNUD/2000 [6] | ||||
| PIB | R$ 34 431,691 mil IBGE/2008[7] | ||||
| PIB per capita | R$ 4 127,51 IBGE/2008[7] | ||||
Marcelino Vieira é um município brasileiro no interior do estado do Rio Grande do Norte. Pertencente à Microrregião de Pau dos Ferros e à Mesorregião do Oeste Potiguar, localiza-se a oeste da capital do estado, distando desta cerca de 390 km.[2] Ocupa uma área de 345,707 km², sendo que apenas 0,3682 km² estão em perímetro urbano,[5] e sua população no ano de 2010 é de 8 265 habitantes, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística,[4] sendo então o 79º mais populoso do Rio Grande do Norte e o quarto de sua microrregião.
Em relação à frota automobilística, foram contabilizados 861 veículos em 2009.[8] Com uma taxa de urbanização da ordem de 49,42%, o município contava, em 2009, com cinco estabelecimentos de saúde. O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,613, considerando como médio em relação ao estado.[6]
Marcelino Vieira foi emancipado de Pau dos Ferros na década de 1950. Seu nome (etimologia) foi dado em uma homenagem feita ao agricultor e criador paraibano, que veio para o Rio Grande do Norte onde destacou-se na política, além ter sido intendente várias vezes e Deputado Estadual.[9]
O município conta ainda com uma importante tradição cultural, que vai desde o seu artesanato até o teatro, a música e o esporte. Marcelino Vieira destaca-se também em seus eventos, organizados, muitas vezes, pela prefeitura, juntamente ou não com empresas locais. Um dos principais é a Jegue Folia, que é realizada anualmente no início do mês de janeiro e é considerada como uma das maiores micaretas do estado.
Índice |
Antes de se tornar município, a região era habitada pelos índios Panatis, que seriam os habitantes primitivos do município. A povoação do território do atual município iniciou-se com a criação de gado (pecuária), que seria um importante fator para o povoamento daquelas terras.[9]
Em 1864, o senhor Raimundo Fernandes, proprietário de fazendas de criação de gado da localidade doou parte de suas terras para que fosse construída uma capela para Santo Antônio. Na época, o vigário de Pau dos Ferros, Padre Bernardino José de Queiroz, fez as articulações para a construção da capela e recebeu uma imagem de Santo Antônio em 1868. O crescimento do povoado foi lento com poucas moradias e um arruado bastante agradável para se viver ou visitar. A primeira escola primária foi construída em 1884, e em 1892 por decisão do governador Pedro Velho, o povoado de Vitória foi elevada à categoria de vila. Em 1943 a Vila Vitória foi elevada à categoria de distrito com o nome Panatis, em homenagem aos seus primeiros habitantes, os índios Panatis.[9]
Finalmente, em 24 de novembro de 1953, o distrito de Panatis desmembrou-se de Pau dos Ferros passando à condição de município do Rio Grande do Norte, com o nome de Marcelino Vieira. A instalação oficial do município ocorreu em 24 de janeiro de 1954. O nome Marcelino Vieira foi dado numa homenagem feita ao agricultor e criador paraibano, que veio para o Rio Grande do Norte onde destacou-se na política, foi intendente várias vezes e Deputado Estadual.[9]
O município de Marcelino Vieira está atualmente localizado no estado do Rio Grande do Norte, em uma região conhecida como Alto Oeste Potiguar, na Mesorregião do Oeste Potiguar e Microrregião de Pau dos Ferros, a uma latitude 06º 17' 39" S, longitude 38º 10' 02" W, a uma altitude média de 230 metros, a uma distância média de 390 quilômetros da capital do estado. Sua área total é de 345,707 km², onde apenas 0,3682 são de perímetro urbano, o que classifica Marcelino Vieira como sendo a 109ª maior área urbana do estado.[5] Essa área total do município representa 0,6548% da área do estado do Rio Grande do Norte, 0,2222% da Região Nordeste do Brasil e 0,0041% de todo o território do Brasil.[10]
Seus municípios limítrofes são Pau dos Ferros a norte, Tenente Ananias a sul, a leste com Pilões, Antônio Martins e Alexandria e a oeste com José da Penha e novamente com Rafael Fernandes.[11]
A geologia é a ciência que estuda a Terra, sua composição, estrutura, propriedades físicas, história e os processos que lhe dão forma. Oficialmente, o tipo de solo que pode ser encontrado em predominância no território do município de Marcelino Vieira é do tipo podzólico vermelho amarelo equivalente eutrófico, cujas características principais são a alta fertilidade, a média textura, com drenagem acentuada, relevo suave e ondulado. Em épocas de estiagem, o uso desse solo para agricultura é restrito, além de o solo não exigir alto sistema de manejo, pois somente o uso do baixo e médio nível tecnológico agrícola são suficientes para plantar neste solo.[11]
Marcelino Vieira está situado em área de abrangência das rochas metamórficas que compõem o embasamento cristalino, de idade Pré-Cambriana média, variando entre 1000 e 2500 milhões de anos, onde predominam gnaisses e migmatitos variados, granitos, xistos e anfibolitos, às vezes cortados por veios de quartzo e pegmatitos. Geomorfologicamente predominam formas tabulares de relevos, de topo plano, com diferentes ordens de grandeza e de aprofundamento de drenagem, separados geralmente por vales de fundo plano. Situado em uma altitude de 212 metros acima do nível do mar, existem no município as serras das Melancias, do Castelo, Cantinho e Croata, respectivamente.[11]
O município de Marcelino Vieira encontra-se com 100% do seu território inserido na bacia hidrográfica do rio Apodi/Mossoró. Não existe oficialmente nenhum rio principal que corte o território de Marcelino Vieira. O mais próximo é o Rio Apodi, que passa pelo município vizinho de Pau dos Ferros. Ele nasce na Serra da Queimada, em Luís Gomes, e desagua no Oceano Atlântico, após passar pela cidade de Areia Branca, onde recebe o nome de rio Ivipani. Entretanto, o Marcelino Vieira é banhado por fontes de água secundárias, como os riachos dos Algodões e Varginha, além de alguns córregos, como Cachoeirinha. O município é abastecido pelo Açude Marcelino Vieira, com capacidade para mais de dez milhões de metros cúbicos de água.[11]
O clima de Marcelino Vieira é semiárido (tipo Aw segundo Köppen),[12] com estação chuvosa atrasando-se para o outono.[13] Esse tipo de clima é muito frequente no nordeste brasileiro, além do norte mineiro, onde tanto a umidade do ar é mais baixa quanto o volume pluviométrico são baixos, ou seja, as chuvas são escassas e irregulares.[14]
A temperatura média anual de 26,9°C, tendo invernos amenos, em comparação ao resto do ano, e verões com predomínio de temperaturas altas. Os mês mais quente, dezembro, tem temperatura média de 29°C, sendo a média máxima de 35,3°C e a mínima de 22.8°C. E o mês mais frio, julho, possui média de 25°C, sendo 30,3°C e 19,8°C as médias máxima e mínima, respectivamente. Já a precipitação média anual é de 834,3 mm, sendo outubro o mês mais seco, quando ocorrem 6,4 mm. Em março, o mês mais chuvoso, a média fica em 222,9 mm. Durante a época das secas e em longos veranicos em pleno período chuvoso também são comuns registros de fumaça de queimadas em morros e matagais, principalmente na zona rural, o que vem levando a prefeitura a criar projetos ambientais e campanhas de prevenção nas escolas do município. No Rio Grande do Norte, assim como em grande parte do país, as principais causas das queimadas são a agricultura e os tocos de cigarro jogados nas estradas. As altas temperaturas e o clima seco contribuem para o aumento desses índices.[15]
| Mês | Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez | Ano |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Média alta °F | 72 | 71 | 71 | 71 | 70 | 69 | 68 | 68 | 71 | 71 | 72 | 73 | 70 |
| Média baixa °F | 92 | 89 | 89 | 88 | 87 | 87 | 87 | 92 | 93 | 94 | 95 | 96 | 91 |
| Precipitação polegadas | 3.23 | 4.09 | 8.78 | 7.12 | 3.94 | 1.38 | 1.09 | 0.37 | 0.81 | 0.25 | 0.52 | 1.28 | 32,85 |
| Média alta °C | 22.4 | 21.4 | 21.4 | 21.6 | 21.2 | 20.4 | 19.8 | 20 | 21.4 | 21.5 | 22.1 | 22.8 | 21,3 |
| Média baixa °C | 33.5 | 31.6 | 31.6 | 31 | 30.4 | 30.3 | 30.3 | 33.2 | 34.1 | 34.7 | 34.9 | 35.3 | 32,5 |
| Precipitação mm | 82 | 103.9 | 222.9 | 180.8 | 100.2 | 35 | 27.6 | 9.3 | 20.7 | 6.4 | 13.1 | 32.4 | 834,3 |
| Fonte: Tempo Agora (período: 1961-1990)[16] | |||||||||||||
Quanto à vegetação, aquela que predomina no município é do tipo caatinga hiperxófila. Esse tipo de vegetação é caracterizado pela escassez de água, predominante na região nordeste, onde as árvores têm poucas folhas, fazendo com que elas transpirem menos e percam menos água e, consequentemente, vivam por mais tempo.[11][17]
| Crescimento populacional | |||
|---|---|---|---|
| Censo | Pop. | %± | |
| 1970 | 7 267 |
|
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| 1980 | 8 043 | 10,7% | |
| 1991 | 8 813 | 9,6% | |
| 2000 | 8 373 | -5,0% | |
| 2010 | 8 265 | -1,3% | |
|
do IBGE (1970-2010)[18] |
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Em 2010, a população do município segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística era de 8 265 habitantes, sendo o 79° município mais populoso do estado, com uma densidade demográfica de 23,91 hab/km². Segundo o censo daquele ano, 4 064 habitantes eram homens e 4 201 habitantes eram mulheres. Ainda segundo o mesmo censo, 4 894 habitantes viviam na zona urbana e 3 371 na zona rural.[4]
O Índice de Desenvolvimento Humano do município é considerado médio pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Em 2000, seu valor era de 0,613, sendo o 115º maior do estado. Considerando apenas a educação o índice é de 0,696 (médio), enquanto o do Brasil é 0,849; o índice da longevidade é de 0,648 (o brasileiro é 0,638); e o de renda é de 0,495 (o do país é 0,723).[6] A renda per capita é de 4 127,51 reais.[7]
O coeficiente de Gini, que mede a desigualdade social, é de 0,40, sendo que 1,00 é o pior número e 0,00 é o melhor. A incidência da pobreza, medida pelo IBGE, é de 56,99%, o limite inferior da incidência de pobreza é de 50,30%, o superior é 63,68% e a subjetiva é 64,56%.[19]
Tal como a variedade cultural em Marcelino Vieira, são diversas as manifestações religiosas presentes na cidade. Embora tenha se desenvolvido sobre uma matriz social eminentemente católica, é possível encontrar atualmente na cidade dezenas de denominações protestantes diferentes.[20]
Marcelino Vieira está localizada no país mais católico do mundo em números absolutos. A Igreja Católica teve seu estatuto jurídico reconhecido pelo governo federal em outubro de 2009,[21] ainda que o Brasil seja atualmente um estado oficialmente laico.[22] De acordo com dados do censo de 2000, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a população de Marcelino Vieira é composta por: Católicos (94,86%), evangélicos (2,87%), pessoas sem religião (1,54%) e 0,73% estão divididas entre outras religiões.[20]
O poder executivo do município de Marcelino Vieira é representado pelo prefeito e seu gabinete de secretários, seguindo o modelo proposto pela Constituição Federal.[23] Desde a criação do município, várias pessoas já passaram pela prefeitura, sendo o mais recente deles José Ferrari de Oliveira, filiado do Partido da República (PR).[24] Ele foi eleito para o cargo de prefeito vieirense nas eleições municipais realizadas em todo o Brasil no ano de 2008, com 3 959 votos (75,07% dos votos válidos), contra 1 315 votos (24,93%) do candidato adversário, Pedro Júnior.[25] Além do prefeito, há o vice-prefeito. Este é o substituto do prefeito municipal em caso de ausência por licença ou outro impedimento; pode e deve exercer função dentro da administração municipal. Atualmente, a vice-prefeita do município é Arli Maria de Paiva Lima.[26]
O poder legislativo é representado pela câmara municipal, composta por nove vereadores eleitos para cargos de quatro anos e está composta da seguinte forma: cinco cadeiras do Partido da República (PR), uma do Partido Progressista (PP), uma do Partido Socialista Brasileiro (PSB), uma do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e uma do Partido dos Trabalhadores (PT).[25] Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao Executivo, especialmente o orçamento municipal (conhecido como Lei de Diretrizes Orçamentárias). Devido ao poder de veto do prefeito, em períodos de conflito entre o Executivo e o Legislativo, o processo de votação deste tipo de lei costuma gerar bastante polêmica. Conquanto seja o poder de veto assegurado ao prefeito, o processo de votação das leis que se lhe opõem costuma gerar conflitos entre Executivo e Legislativo. O Poder Judiciário, cuja instância máxima é o Supremo Tribunal Federal, por sua vez é responsável por interpretar a Constituição Federal. O município de Marcelino Vieira, não possui assim, constituição própria, em vez disso possui lei orgânica, publicada em 11 de outubro de 2006.[27] O município é ainda sede de uma Comarca de primeira entrância, que reúne Marcelino Vieira e Tenente Ananias.[28]
Em complementação ao processo legislativo e ao trabalho das secretarias, existem também conselhos municipais, cada um deles versando sobre temas diferentes, compostos obrigatoriamente por representantes dos vários setores da sociedade civil organizada. A atuação e representatividade efetivas de tais conselhos, porém, são por vezes questionadas. Os seguintes conselhos municipais estão atualmente em atividade: Conselho de Alimentação Escolar, Conselho Antidroga, Conselho de Assistência Social, Conselho do Meio Ambiente e FUNDEB.[27]
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, o município de Marcelino Vieira possuía, em dezembro de 2011, 6 150 eleitores, o que representa 0,274% dos eleitores do Rio Grande do Norte.[29] Esse número, por ser inferior a duzentos mil, faz com que não haja segundo turno no município.[30]
O Produto Interno Bruto - PIB - de Marcelino Vieira é de 34,432 mil reais, de acordo com dados do IBGE, relativos a 2008, destacando-se na área de prestação de serviços. 2 539 mil são de impostos sobre produtos líquidos de subsídios a preços correntes. O PIB per capita é de R$ 4 127,51[7]
O setor primário é o segundo mais relevante da economia de Marcelino Vieira. De todo o PIB municipal 5 627 mil reais é o valor adicionado bruto da agropecuária.[7] Segundo o IBGE em 2009 o município possuía um rebanho de 11 820 bovinos, 430 equinos, 1 547 suínos, 810 caprinos, 310 asininos, 257 muares, 4 820 ovinos, e 14 542 aves, dentre estas 3 492 galinhas e 11 050 galos, frangos e pintinhos.[31] Em 2009 a cidade produziu 1 517 mil de litros de leite, 21 mil dúzias de ovos de galinha e 11 300 quilos de mel-de-abelha.[31] Na lavoura temporária são produzidos algodão herbáceo, arroz, batata doce, cana-de-açúcar, feijão, fumo, mandioca, milho, sorgo e tomate.[32]
O setor secundário é o menos relevante para a economia do município. 2 440 reais do PIB municipal são do valor adicionado bruto da indústria (setor secundário). Já o setor terciário é o mais relevante para a economia municipal. A prestação de serviços rende 23 825 reais ao PIB municipal,[7] sendo a maior fonte geradora do PIB de Marcelino Vieira. De acordo com o IBGE, a cidade possuía, no ano de 2008, 108 unidades locais, sendo todas elas estabelecimentos comerciais atuantes e 1 124 trabalhadores, sendo 670 pessoal ocupado total e 454 ocupado assalariado. Salários juntamente com outras remunerações somavam 3 442 mil reais e o salário médio mensal de todo município era de 1,5 salários mínimos.[33]
No ano de 2000, Marcelino Vieira tinha 2 053 domicílios entre apartamentos, casas, e cômodos. Desse total 1 317 eram imóveis próprios, sendo 1 315 próprios já quitados (64,05%), dois em aquisição (0,1%), 161 alugados (7,84%); 558 imóveis foram cedidos, sendo 519 por empregador (1,9%)e 19 cedidos de outra maneira (25,28%). Outros dezessete foram ocupados de outra forma (0,83%).[34] O município conta com água tratada, energia elétrica, esgoto, limpeza urbana, telefonia fixa e telefonia celular. Em 2000, 58,69% dos domicílios eram atendidos pela rede geral de abastecimento de água;[35] 44,42% das moradias possuíam coleta de lixo por serviço de limpeza[36] e todas as residências tinham esgotamento sanitário que não fosse por rio ou lago.[37]
| Educação de Marcelino Vieira em números[38] | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Nível | Matrículas | Docentes | Escolas (total) | |||
| Ensino pré-escolar | 357 | 20 | 19 | |||
| Ensino fundamental | 1 501 | 73 | 1 | |||
| Ensino médio | 329 | 12 | 1 | |||
Em 2009, o município possuía cinco estabelecimentos de saúde, sendo um deles deles privados e quatro públicos entre hospitais, pronto-socorros, postos de saúde e serviços odontológicos. Neles a cidade possui treze leitos para internação, sendo todos eles privados. Marcelino Vieira também conta com atendimento ambulatorial com atendimento médico em especialidades básicas, atendimento odontológico com dentista e presta serviço ao Sistema Único de Saúde (SUS).[39]
O município conta com escolas em algumas de suas regiões. Parte da população que vive na zona rural tem acesso a escolas em bairros urbanos próximos em razão da média taxa de urbanização. No ano de 2009, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) das escolas estaduais era de 3,3, enquanto que o índice das escolas municipais era de 2,7.[40] O município contava, em 2009, com aproximadamente 2 187 matrículas, 105 docentes e 41 escolas nas redes públicas e particulares.[38]
Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) e do Ministério da Educação (MEC), o índice de analfabetismo no ano de 2000 entre pessoas de 18 a 24 anos de idade era de 14,830%.[41] A taxa bruta de frequência à escola passou de 57,22% em 1991 para 85,1% em 2000.[42] 951 pessoas possuíam menos de 1 ano de estudo ou não contavam com instrução alguma.[43]
Como na maioria dos municípios médios e grandes brasileiros, a criminalidade ainda é um problema em Marcelino Vieira. Segundo um relatório publicado pelo Instituto Sangari, entre 2006 e 2008 foram registrados cinco homicídios, sendo um em 2006, três em 2007 e um em 2008.[44] Em relação aos suicídios, foram registrados quatro suicídios entre 2006 e 2008, sendo um em 2006, três em 2007 e zero em 2008.[45] E, por último, em relação à taxa de óbitos por acidentes com transportes, entre 2006 e 2008, só foi registrado uma morte (2006).[46] Pelo fato de o instituto ter publicado a taxa de homicídios, suicídios e óbitos por acidentes de trânsito para municípios com uma população igual ou superior a dez mil habitantes, Marcelino Vieira não foi incluída na lista, só foram divulgados números que indicavam a quantidade desses índices, pelo fato de ter apenas 8,2 mil habitantes.[4]
Além da segurança pública, o município conta com outros serviços básicos. O serviço de abastecimento de água de toda o município é feito pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN), onde toda a água que abastece o município provém do Açude Marcelino Vieira,[47] enquanto a responsável pelo abastecimento de energia elétrica é a Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern), que atende ainda a alguns municípios do Interior do Rio Grande do Norte.[48] Ainda há serviços de internet discada e banda larga (ADSL) sendo oferecidos por diversos provedores de acesso gratuitos e pagos. O serviço telefônico móvel, por telefone celular, é oferecido por diversas operadoras. O código de área (DDD) de Marcelino Vieira é 084[49] e o Código de Endereçamento Postal (CEP) da cidade é de 59.970-000.[50] No dia 10 de novembro de 2008 o município passou a ser servido pela portabilidade, juntamente com outras cidades de DDDs 33 e 38, em Minas Gerais; 44, no Paraná; 49, em Santa Catarina; além de outros municípios com código 84, no Rio Grande do Norte.[51]
Há transmissão de canais nas faixas Very High Frequency (VHF) e Ultra High Frequency (UHF). Oficialmente, a única emissora de rádio no município é a Rádio Vitória FM.[52] Existem ainda alguns jornais em circulação, como o Jornal do Estágio[53] o Jornal do Emprego[54] e o jornal O Mossoroense, que circula em todo Alto Oeste Potiguar.[55]
A frota municipal no ano de 2009 era de 861 veículos, sendo 198 motocicletas, 12 automóveis, 69 caminhonetes, 529 motocicletas, 43 motonetas, 12 caminhões, nove micro-ônibus, nenhum caminhão trator e apenas um ônibus.[8] Por não possuir rios em abundância, o município não possui muita tradição no transporte hidroviário, e também não é cortada por ferrovias em seu território. A única rodovia que passa por Marcelino Vieira é estadual, a RN-078, que faz a ligação entre outros municípios como Rafael Fernandes, Alexandria.[56]
A Secretaria Municipal de Cultura é o órgão da prefeitura responsável por difundir e organizar a área de cultura do município de Marcelino Vieira, cuja chefia de gabinete é exercida por José Ailton Neto.[57]
O artesanato também é uma das formas mais espontâneas da expressão cultural vieirense. Em várias partes do município, assim como do estado, é possível encontrar uma produção artesanal diferenciada, feita com matérias-primas regionais e criada de acordo com a cultura e o modo de vida local. Alguns grupos reúnem diversos artesãos da região, disponibilizando espaço para confecção, exposição e venda dos produtos artesanais. Normalmente essas peças são vendidas em feiras, exposições ou lojas de artesanato.[58][59]
Marcelino Vieira conta com diversos pontos turísticos, como: a Açude do Sítio Junco; a Capela de Nossa Senhora de Fátima; a Capelinha de São Vicente; o Complexo de Turismo Religioso de Santo Antônio; a Fazenda João Batista; a Igreja Matriz de Santo Antônio, que é sede da paróquia de Marcelino Vieira, pertencente à Diocese de Mossoró e o Santuário de São Sebastião.[60]
Em 2007, teve início a construção da Estátua de Santo Antônio, padroeiro do município, comandada pelo sacerdote Sandoval, que é a maior estátua do Brasil.[61] Em 2008, o promotor representante do Ministério Público do Rio Grande do Norte em Marcelino Vieira, Alysson Michel de Azevedo Dantas, entrou com um inquérito civil sobre a apuração da construção dessa estátua, de proporções gigantescas, para saber se existiam e quais eram as irregularidades da obra.[62] Foi inaugurada no final de 2008, sendo a principal atração turística do municipal, em homenagem ao seu padroeiro.[62] A obra da imagem garantiu um investimento de 360 mil reais. Ela foi construída e inaugurada em um local com praças e jardins, com uma área total de 29 mil metros quadrados.[63]
Para estimular o desenvolvimento socioeconômico local, a prefeitura de Marcelino Vieira, juntamente ou não com empresas locais, investe no segmento de festas e eventos. Essas festas, muitas vezes atraem pessoas de outras cidades, exigindo uma melhor infraestrutura no município e estimulando a profissionalização do setor, o que é benéfico não só aos turistas, mas também a toda população do município. As atividades ocorrem durante o ano inteiro. Os principais eventos realizados no município são o Jegue Folia, realizado anualmente no início do mês de janeiro, que é uma das maiores micaretas do estado;[64] a Festa de Santo Antônio, padroeiro municipal, realizada anualmente entre 3 e 13 de junho;[65] O município pretendeu investir mais de 1,8 milhão de reais para a construção de um santuário católico de Santo Antônio.[63]
Segundo a Associação do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte (AMPERN), em Marcelino Vieira há três feriados municipais, que são o dia do padroeiro Santo Antônio, comemorado em 13 de junho; o dia 2 de outubro, Dia da Cultura e da Criação da Medalha de Honra do Mérito "Edilton Fernandes"; e o dia 24 de novembro, dia em que o município comemora sua emancipação política.[66][67] De acordo com a lei federal n.º 9.093, aprovada em 12 de setembro de 1995, os municípios podem ter no máximo quatro feriados municipais, já incluída a Sexta-Feira Santa.[68][69]