O Oscar de Melhor Filme Estrangeiro é entregue anualmente pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos para um longa metragem produzido fora dos EUA com diálogos predominantemente em uma língua diferente do inglês.[1]
Quando a primeira cerimônia do Oscar foi realizada em 16 de maio de 1929 para homenagear os filmes lançados em 1927–28, não havia uma categoria separada para os filmes em línguas estrangeiras. Entre 1948 e 1956, a Academia presenteou Prêmios Especiais/Honorários para os melhores filmes estrangeiros lançados nos Estados Unidos.[2] Esses prêmios, entretanto, não foram entregues regularmente (nenhum prêmio foi entregue em 1954), e não eram competitivos já que não haviam indicados além do vencedor do ano. Para o Oscar 1957, um Prêmio da Academia ao Mérito, conhecido oficialmente como Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira, foi criado para filmes que não eram falados em inglês, sendo entregues anualmente desde então.[3]
Diferentemente dos outros Oscars, o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro não é entregue a um indivíduo específico. Ele é aceito pelo diretor do filme vencedor,[1] porém é considerado um prêmio para todo o país. Durante os anos, o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e seus predecessores foram entregues quase que exclusivamente à filmes europeus: dos 62 prêmios entregues pela Academia desde 1948, 51 foram para filmes europeus,[nota 1] cinco para asiáticos,[nota 2] três para africanos e três para filmes das Américas. Federico Fellini dirigiu quatro filmes vencedores, mais do que qualquer outro diretor. Se os Prêmios Especiais forem levados em conta, o recorde de Fellini é empatado por Vittorio De Sica.[5] O épico soviético Voyna i Mir, por sua parte, é de longe o filme mais longo e caro a vencer o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro. Filmado por vários anos durante a década de 1960 para um custo estimado em US$ 700 milhões e duração de aproximadamente sete horas, é o filme mais caro da história do cinema se medido ajustando-se a inflação.[6]
Índice |
Na tabela a seguir, os anos estão listados pelo ano em que as cerimônias de premiação foram realizadas, com o lançamento dos filmes tendo ocorrido no ano anterior. Filmes em negrito e com fundo azul receberam o Prêmio Especial/Honorário; aqueles em negrito e com fundo amarelo venceram o Prêmio da Academia ao Mérito regular. Os filmes que não estão em negrito e com fundo branco são os indicados. A coluna país indica o país que submeteu o filme oficialmente à Academia, e não indica necessariamente seu principal país de produção. O nome original do filme é utilizado, como também os nomes dos diretores e os idiomas usados nos diálogos, apesar desses dois últimos elementos não serem incluidos oficialmente na indicação. Quando várias línguas são faladas no filme, a predominante é listada primeiro; as outras línguas são escritas em fontes menores e entre parênteses. Quando o título do filme não usa um alfabeto latino, seu nome aparece primeiro transliterado para o alfabeto latino e depois no alfabeto original. Filmes da antiga Iuguslávia são escritos tanto em latim quanto em cirílico porque a antiga língua servo-croata usava os dois alfabetos. Os títulos dos filmes chinêses são romanizados de acordo com o sistema pinyin, e são também escritos nas letras usadas pelos países.
██ Prêmio Especial/Honorário (1948–1956)
██ Prêmio da Academia ao Mérito (1957–presente)
| Ano | Filme[3] | País[3] | Diretor | Língua(s) |
|---|---|---|---|---|
| 1948 | ||||
| Sciuscià | Vittorio De Sica | Italiano (algumas partes em inglês) |
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| 1949 | ||||
| Monsieur Vincent | Maurice Cloche | Francês |
| Ano | Filme[3] | País[3] | Diretor(es) | Língua(s) |
|---|---|---|---|---|
| 2010 | ||||
| El Secreto de sus Ojos | Juan José Campanella | Espanhol | ||
| Ajami عجمي עג'מי |
Scandar Copti Yaron Shani |
Árabe (algumas partes em hebraico) |
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| La Teta Asustada | Claudia Llosa | Espanhol (algumas partes em quíchua) |
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| Un Prophète | Jacques Audiard | Francês (algumas partes em corsa e árabe) |
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| Das Weiße Band | Michael Haneke | Alemão | ||
| 2011 | ||||
| Hævnen | Susanne Bier | Dinamarquês (algumas partes em sueco e inglês) |
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| Biutiful | Alejandro González Iñárritu | Espanhol (algumas partes em mandarim e wolof) |
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| Kynodontas Κυνόδοντας |
Yorgos Lanthimos | Grego | ||
| Incendies | Denis Villeneuve | Francês (algumas partes em árabe) |
||
| Hors-la-loi خارجون عن القانون |
Rachid Bouchareb | Árabe (algumas partes em francês) |
||
| 2012 | ||||
| Jodái-e Náder az Simin جدایی نادر از سیمین |
Asghar Farhadi | Persa | ||
| Rundskop | Michael R. Roskam | Holandês (algumas partes em francês e limburguês) |
||
| He'arat Shulayim הערת שוליים |
Joseph Cedar | Hebraico | ||
| W Ciemności | Agnieszka Holland | Polonês (algumas partes em alemão, iídiche e ucraniano) |
||
| Monsieur Lazhar | Philippe Falardeau | Francês |