| Estado do Paraná | |
| Lema: "Que o povo aspire e idolatre-o" | |
| Hino: Hino do Paraná | |
| Gentílico: paranaense, tingui, "pé-vermelho" | |
| Localização | |
| - Região | Sul |
| - Estados limítrofes | Mato Grosso do Sul (NO) São Paulo (N e L) Santa Catarina (S) |
| - Mesorregiões | 10 |
| - Microrregiões | 39 |
| - Municípios | 399 |
| Capital | Curitiba |
| Governo | 2011 a 2015 |
| - Governador(a) | Beto Richa (PSDB) |
| - Vice-governador(a) | Flávio Arns (PSDB) |
| - Deputados federais | 30 |
| - Deputados estaduais | 54 |
| - Senadores | Álvaro Dias (PSDB) Sérgio de Souza (PMDB) Roberto Requião (PMDB) |
| Área | |
| - Total | 199 314,850 km² (15º) [1] |
| População | 2010 |
| - Estimativa | 10 439 601 hab. (6º)[2] |
| - Densidade | 52,38 hab./km² (12º) |
| Economia | 2007 |
| - PIB | R$161 582 000 milhares de reais (5º) |
| - PIB per capita | R$15.711,00 (7º) |
| Indicadores | 2008[3] |
| - Esper. de vida | 74,4 anos (6º) |
| - Mort. infantil | 17,9‰ nasc. (6º) |
| - Analfabetismo | 6,6% (6º) |
| - IDH (2005) | 0,820 (6º) – elevado[4] |
| Fuso horário | UTC-3 |
| Clima | subtropical Cfa/Cfb |
| Cód. ISO 3166-2 | BR-PR |
| Site governamental | www.pr.gov.br |
O Paraná é uma das 27 unidades federativas do Brasil.[5] Está situado na região Sul do país[6] e tem como limites os estados do Mato Grosso do Sul (noroeste), São Paulo (a norte e leste) e Santa Catarina (sul), além da Argentina (sudoeste), do Paraguai (oeste) e do oceano Atlântico (leste)[7]. Ocupa uma área de 199 880 km²,[8] pouco maior que o Senegal.[9] Sua capital é Curitiba[10]. Dispõe de 399 municípios, organizados em 39 microrregiões e 10 mesorregiões.[11] Suas cidades mais populosas são Curitiba, Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Cascavel, São José dos Pinhais, Foz do Iguaçu e Toledo.[12]
O Paraná, cujo território abrange toda a extensão da antiga República do Guairá à época do Império Espanhol, era a província mais nova do Império do Brasil, desmembrada da de São Paulo em 1853,[13] tendo como primeiro presidente o senhor Zacarias de Góis e Vasconcelos.[13] Foi criada como punição pela participação dos paulistas na Revolta Liberal de 1842.[13] É também o mais novo estado da Região Sul do Brasil,[13] logo depois do Rio Grande do Sul (1807) e Santa Catarina (1738). O estado é historicamente conhecido por sua grande quantidade de pinheirais espalhados pela porção sul planáltica,[14] onde o clima é subtropical úmido, como nos estados de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul[15] enquanto o resto do Brasil é tropical.[16] A espécie predominante na vegetação é a Araucaria angustifolia. Os ramos dessa árvore aparecem na bandeira e no brasão, símbolos adotados em 1947.[17] Atualmente, esse ecossistema encontra-se muito destruído devido à ocupação humana.[18]
Seu relevo é dos mais expressivos do Brasil: 52% do território ficam acima dos 600 m e apenas 3% abaixo dos 300 m. Paraná, Iguaçu, Ivaí, Tibagi, Paranapanema, Itararé e Piquiri são os rios mais importantes. O clima é temperado.[7][19] A economia do estado se baseia na agricultura (cana-de-açúcar, milho, soja, trigo, café, tomate, mandioca), na indústria (agroindústria, indústria automobilística, papel e celulose) e no extrativismo vegetal (madeira e erva-mate).[20] De acordo com o PIB, o Paraná é o quinto estado mais rico do Brasil, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. O Paraná tem um setor agropecuário bastante diversificado e altamente produtivo, além de um setor industrial crescente.[21] É o maior estado produtor nacional de milho e de soja e o segundo de cana-de-açúcar.[21]
O nome do estado é derivado do rio que delimita a fronteira oeste de seu território, onde ficava o salto de Sete Quedas (hoje submerso pela represa da Usina Hidrelétrica de Itaipu) na divisa com Mato Grosso do Sul, já na Região Centro-Oeste,[22] e com o Paraguai. O rio Paraná nasce da confluência dos rios Paranaíba e Grande, quase no extremo oeste de Minas Gerais.[23]
Índice |
O nome do estado é derivado do nome indígena dado ao rio em tupi: pa'ra = "mar" mais nã = "semelhante, parecido". Paraná é, portanto, "semelhante ao mar, rio grande, parecido com o mar"; naturalmente pelo seu tamanho. O potamônimo[24] passou a designar a região, que se tornou província autônoma em 1853 e estado em 1889. A pronúncia Paranã era encontrada até há pouco tempo.[25][26]
Os habitantes naturais do estado do Paraná são denominados paranaenses.[27] Não existe o gentílico no feminino do plural nem do singular, portanto é neutro nas duas flexões gramaticais de gênero e número, por exemplo: "o paranaense e a paranaense; os paranaenses e as paranaenses".[28]
Até meados do século XVII, o litoral sul da capitania de São Vicente, hoje pertencente ao estado do Paraná, foi esporadicamente visitado por europeus que buscavam madeiras de lei.[29] No período de domínio espanhol, foi estimulado o contato dos vicentinos com a área do rio da Prata e tornou-se mais frequente o percurso da costa meridional, cuja exploração intermitente também seria motivada pela procura de índios e de riquezas minerais.[30] Do litoral os paulistas adentraram-se para oeste, em busca de indígenas, ao mesmo tempo que, a leste, onde hoje estão Paranaguá e Curitiba, dedicaram-se à mineração.[31]
As lendas sobre a existência de grandes jazidas de ouro e prata atraíram à região de Paranaguá numerosos aventureiros.[31] O próprio Salvador Correia de Sá, que em 1613 assumira a superintendência das minas do sul do Brasil, ali esteve durante três meses, enquanto trabalhava com cinco especialistas que fizera vir de Portugal.[29] Não encontrou, porém, nem uma onça de ouro.[29][32] Sob o governo do marquês de Barbacena, foi para lá enviado o espanhol Rodrigo Castelo Blanco, grande conhecedor das jazidas do Peru, que em 1680 escreveu ao rei de Portugal para também desiludi-lo de vez sobre a lenda das minas de prata.[32]
No fim do século XVII, abandonados os sonhos de grandes riquezas minerais, prosseguiu a extração do ouro de aluvião, dito "de lavagem", mediante a qual os escassos habitantes do lugar procuravam recursos para a aquisição de produtos de fora.[31] Os índios que escapavam ao extermínio eram postos na lavoura.[33] Os escravos africanos começaram a ser utilizados no século XVIII[32] e já em 1798 o censo revelava que seu número, em termos relativos, superava o dos índios.[32]
A vila de Paranaguá, criada por uma carta régia de 1648,[34] formou com o seu sertão - os chamados campos de Curitiba, a quase mil metros de altitude - uma só comunidade.[32] Prevaleceu em Paranaguá o cultivo das terras e, nos campos, a criação de gado.[32] Pouco a pouco, Curitiba, elevada a vila em 1693,[35] transformou-se no principal núcleo da comunidade paranaense, e para isso foi fator decisivo a grande estrada do gado que se estabeleceu entre o Rio Grande do Sul e Sorocaba.[36]
Por alvará de 19 de fevereiro de 1811, foi criada a comarca de Paranaguá e Curitiba, pertencente à capitania de São Paulo. A 6 de julho do mesmo ano a câmara municipal de Paranaguá dirigiu-se ao príncipe regente para pedir a emancipação da comarca e a criação de nova capitania.[37] Dez anos depois, o movimento denominado Conjura Separatista, liderado por Floriano Bento Viana, formulou abertamente sua reivindicação separatista, mas ainda sem obter êxito.[38][39]
Apesar da atividade política expressa em sucessivas diligências e petições que tinham em vista a emancipação político-administrativa, e mesmo após a independência, continuaram os então chamados "parnanguaras" submetidos aos comandantes da tropa local, uma vez que o governo provincial estava longe e desinteressado daquelas terras.[32] A importância política e estratégica da região avultava com os anos e evidenciava-se com acontecimentos que repercutiram no plano nacional, como a Revolução Farroupilha (1835-1845) e a Revolução Liberal de 1842.[32]
Em 29 de maio de 1843, entra em primeira discussão o projeto de lei que elevava a comarca de Curityba(Curityba) à categoria de província.[40] Durante os debates, destacaram-se os deputados de Minas Gerais e São Paulo.[40] Segundo os deputados paulistas, o verdadeiro motivo da criação da nova província, por desmembramento da Província de São Paulo, seria o de punir esta última por sua participação na Revolta Liberal de 1842.[40]
Paralelamente, a economia paranaense, a par do comércio de gado, ganhava incremento com a exportação da erva-mate nativa para os mercados do Prata e do Chile.[32] Eram feitas promessas de emancipação, enquanto prosseguiam as representações e a luta no Parlamento.[32] Finalmente, a 28 de agosto de 1853 foi aprovado o projeto de criação da província do Paraná, que teria como capital provisória (que depois seria confirmada) o município de Curitiba.[41]
A 19 de dezembro do mesmo ano chegou à capital Zacarias de Góis e Vasconcelos, primeiro presidente da província, que desde logo se empenhou em tomar medidas destinadas a impulsionar a economia local e conseguir recursos para as ações administrativas que se faziam necessárias.[41] Procurou encaminhar para outras atividades, mormente de lavoura, parte da mão-de-obra e dos capitais que se empregavam no preparo e comércio da erva-mate. O mais lucrativo negócio da província continuava a ser, no entanto, a invernada e a venda de muares para São Paulo. Essa atividade chegou ao ponto mais alto na década de 1860 e só entrou em declínio no final do século.[42]
Durante o período provincial, o governo do Paraná não alcançou a necessária continuidade administrativa, já que a presidência da província, de livre escolha do poder central, teve nada menos de 55 ocupantes em 36 anos.[43] Os liberais paranaenses organizaram-se sob a liderança de Jesuíno Marcondes e seu cunhado Manuel Alves de Araújo, pertencentes à família dos barões de Tibagi e Campos Gerais, na época a mais poderosa oligarquia na região.[42] Os conservadores eram chefiados por Manuel Antônio Guimarães e Manuel Francisco Correia Júnior, de famílias que controlavam o comércio do litoral.[42]
Desde o manifesto de 1870 ocorreram no Paraná manifestações esporádicas, e sem organicidade, de simpatia pela república.[42] Mesmo depois da fundação dos jornais Livre Paraná, em Paranaguá, e A República, em Curitiba, e da criação de clubes republicanos nos dois municípios, o movimento não chegou a se aprofundar. Alguns paranaenses se destacaram na campanha republicana, mas fora da província.[42][44] Na Assembleia Provincial, contavam os republicanos com um só deputado, Vicente Machado da Silva Lima, eleito pelo Partido Liberal, e que foi figura de projeção nos primeiros anos do novo regime.[45]
O estado sofreu as consequências das várias crises políticas que marcaram os primeiros tempos da república[44] e somente em abril de 1892 viu promulgada sua constituição estadual, que vigorou até a vitória do movimento revolucionário de 1930.[44] Durante a revolução federalista, o Paraná foi palco de renhidos combates, já que em seu território se deu o encontro de tropas federalistas e legalistas. Abandonado o estado pelos federalistas, fez-se o acerto de contas.[46] Os "picapaus" assumiram então o poder e desencadearam a repressão contra os "maragatos".[44] Apesar de eventuais conciliações, tal divisão durou até 1930.[46]
A província do Paraná deveria ter os mesmos limites da antiga comarca, em consequência do que se prolongou até a segunda década do século XX uma complicada questão de fronteiras com Santa Catarina, surgida desde a descoberta e ocupação dos campos de Palmas.[47] Com base na carta régia de 1749, Santa Catarina considerava seu o "sertão" que correspondia à costa, enquanto o Paraná se apoiava no princípio do uti possidetis.[44] Com a república, ambos os estados exerceriam sua competência de distribuir terras num mesmo território.[44]
Por três vezes Santa Catarina obteve ganho de causa no Supremo Tribunal Federal, mas o Paraná embargou as decisões. Nessa área é que se iria travar a campanha do Contestado.[44] Finalmente, em 1916, por decisão arbitral do presidente da república, fez-se a partilha da região em litígio, com o que ficou encerrada a questão.[48]
O Paraná é uma das 27 unidades federativas do Brasil, localizado a norte da região Sul, tendo como limites fazendo fronteiras com os estados de São Paulo, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e dois países: Paraguai e Argentina.[49] A área do estado é de 199 314,850 km²[50] (algumas fontes indicam 199 709,1 km²), equivalente a 2,34% do território brasileiro, onde 1 603,770 km² estão em perímetro urbano.[51]
Cerca de 52% do território do Paraná encontram-se acima de 600m e 89% acima de 300 m; somente três por cento ficam abaixo de 200 m. O quadro morfológico é dominado por superfícies planas dispostas a grande altitude, compondo planaltos que formam as serras do Mar e Geral. Cinco unidades de relevo sucedem-se de leste para oeste, na seguinte ordem: baixada litorânea, serra do Mar, planalto cristalino, planalto paleozóico e planalto basáltico.[52][53]
Para melhor compreensão dessas unidades geormorfológicas, observar-se-á do seguinte procedimento explanativo: a baixada litorânea se inicia na Baía de Paranaguá e termina na Serra do Mar, que é divisor de águas entre as duas primeiras unidades de relevo e após ambos primeiros quadros morfoestruturais, eis a seguir os três planaltos paranaenses, conforme classificação criada pelo geólogo alemão Reinhard Maack: o primeiro planalto paranaense (entre a Serra do Mar e a Serrinha), o segundo planalto paranaense (entre a Serrinha e a Serra Geral) e o terceiro planalto paranaense (entre a Serra Geral e o talvegue do rio Paraná).[52]
A Baixada Litorânea compreende terrenos baixos e inundáveis e morros cristalinos com cerca de 50 m de altura. Na baixada litorânea, está localizado um dos maiores estuários do planeta, na Baía de Paranaguá. A Serra do Mar abriga os pontos mais altos do estado, que se formaram por movimentações tectônicas bruscas. Essa unidade apresenta-se fragmentada em grandes morros isolados com escarpas e topos angulados. O Primeiro Planalto Paranaense ou Planalto de Curitiba é levemente ondulado, nele predominam as estruturas de colinas amplas e baixas com topos lisos. Ao centro, os rios são paralelos uns aos outros e com traçados inclinados em direção ao rio Paraná. O Segundo Planalto Paranaense ou Planalto de Ponta Grossa é uma faixa com cerca de 100 km de largura e que apresenta uma topografia suave e ligeiramente inclinada para oeste, com altitude média de 484 a 1188 m. O Terceiro Planalto Paranaense ou Planalto de Guarapuava é a mais extensa das unidades geomorfológicas e é cortada pelos principais afluentes do Rio Paraná. Apresenta baixas altitudes (média de 220 a 300 metros) e um dos solos mais férteis do Brasil, a terra roxa.[54]
Três tipos climáticos caracterizam o estado do Paraná: os climas Cfa, Cfb e Cwa da classificação de Köppen.[55] O clima Cfa, subtropical com chuvas bem distribuídas durante o ano[56] e verões quentes,[57][58] ocorre em duas partes distintas do estado, na planície litorânea e nas porções mais baixas do planalto, isto é, em sua porção ocidental.[55] Registra temperaturas médias anuais de 19 °C e pluviosidade de 1.500mm anuais,[59][60] algo mais elevada na costa que no interior.[55]
O clima Cfb, subtropical com chuvas bem distribuídas durante o ano[61] e verões amenos,[62] ocorre na porção mais elevada do estado e envolve o planalto cristalino, o planalto paleozóico e a parte oriental do planalto basáltico.[55] As temperaturas médias anuais oscilam em torno de 17 °C[63] e a pluviosidade alcança cerca de 1.200mm anuais.[64]
O clima Cwa, subtropical com verões quentes[65] e invernos secos, ocorre no extremo noroeste do estado.[55] É o chamado clima tropical de altitude, pois ao contrário dos climas Cfa e Cfb que registram chuvas bem distribuídas no decorrer do ano, este apresenta pluviosidade típica dos regimes tropicais com invernos secos e verões chuvosos.[66] A temperatura anual varia em torno de 20 °C e a pluviosidade alcança 1.300mm anuais.[67] Quase todo o estado está sujeito a mais de cinco dias de geada por ano, mas na porção meridional e nas partes mais elevadas dos planaltos registram-se mais de dez dias.[67] A neve aparece esporadicamente na área de Curitiba.[68]
O verão costuma ser quente e chuvoso em todo o estado. As áreas baixas do oeste e a Baixada Litorânea têm verões extremamente quentes, registrando facilmente temperaturas levemente acima de 35 °C. Os termômetros chegam comumente a valores superiores a 40 °C no vale do Rio Paraná, acima dos 35 °C no oeste e noroeste e acima dos 30 °C no sudoeste. Até mesmo Curitiba pode registrar temperaturas em torno dos 30 °C.[69]
No inverno a maritimidade evita o frio excessivo no leste. Por isso temperaturas negativas são muito mais comuns no lado ocidental do estado, até mesmo em municípios de baixa altitude como Foz do Iguaçu. As geadas são frequentes, principalmente nas áreas elevadas nos arredores de Guarapuava, Palmas e União da Vitória. Pequenas nevadas ocorrem uma ou outra vez. Em eventos extremos (como julho de 1975) pode nevar em praticamente todo a área meridional do estado. Todavia o inverno não é frio sempre e até mesmo tende a ter mais períodos amenos que frios propriamente dito, intercalados por alguns dias de, aí sim, frio intenso, principalmente após as frentes frias que são massas de ar vindas do Polo Sul. As menores temperaturas do estado costumam ocorrer no interior do município de Palmas, que além de ser o ponto mais ao sul do estado (26°S), é uma das áreas mais elevadas também (entre 1200m e 1400m).[69] Nesta região as temperaturas são estimadas para já terem alcançado patamares inferiores a até -12 °C, visto que a estação do INMET na cidade (que fica a 1100 m de altitude) registrou -11,5 °C em julho de 1975 no município de Palmas e o recorde de temperatura mínima do estado.[70]
Dois tipos de vegetação ocorrem no Paraná: florestas e campos.[71] As florestas subdividem-se em tropicais e subtropicais. Os campos, em limpos e cerrados.[71] A floresta tropical é parte da mata atlântica, que recobria toda a fachada oriental do país com suas formações latifoliadas. No Paraná, ocupava primitivamente uma área equivalente a 46% do estado, aí incluídas as porções mais baixas (baixada litorânea, encostas da serra do Mar, vales do Paraná, Iguaçu, Piquiri e Ivaí) ou de menor latitude (toda a parte setentrional do estado).[72]
A floresta subtropical é uma floresta mista, composta por formações de latifoliadas e de coníferas. Estas últimas são representadas pelo pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia), que não aparece em agrupamentos puros. A floresta mista ou mata dos pinheiros recobria as porções mais elevadas do estado, isto é, a maior parte do planalto cristalino, a porção mais oriental do planalto basáltico e pequena parte do planalto paleozóico. Essa formação ocupava 44% do território paranaense e ainda parte dos estados de São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Atualmente, das florestas do país é a que sofre maior exploração econômica, por ser a única que apresenta grande número de indivíduos da mesma espécie (pinheiros) em agrupamentos suficientemente densos (embora não puros) para permitir fácil extração.[72]
Além do pinheiro, a floresta mista oferece também espécies latifoliadas de valor econômico, como a imbuia, o cedro e a erva-mate. No final do século XX, apenas pequena parte das formações florestais subsistiam no estado. A derrubada para exploração de madeira e formação de campo para agricultura ou pastagens foi responsável por sua quase completa eliminação. As últimas reservas florestais do Paraná acham-se na planície litorânea, na encosta da serra do Mar e nos vales dos rios Iguaçu, Piquiri e Ivaí.[72]
Os campos limpos ocorrem sob a forma de manchas esparsas através dos planaltos paranaenses. A mais extensa dessas manchas é a dos chamados campos gerais, que recobrem toda a porção oriental do planalto paleozóico e descrevem imensa meia-lua no mapa de vegetação do estado. Outras manchas de campo limpo são as de Curitiba e Castro, no planalto cristalino, as de Guarapuava, Palmas e outras, menores, no planalto basáltico. Os campos limpos ocupam cerca de nove por cento do território paranaense. Os campos cerrados têm pouca expressão no Paraná, onde ocupam área muito reduzida — menos de um por cento da superfície estadual. Formam pequenas manchas no planalto paleozóico e no planalto basáltico.[72]
A rede de drenagem compreende rios que correm diretamente para o litoral e rios que correm para oeste, tributários do Paraná.[73] Os primeiros têm cursos pouco extensos, pois nascem a pequena distância da costa.[74] Os mais longos são os que se dirigem para o estado de São Paulo, onde vão engrossar as águas do rio Ribeira de Iguape. A maior parte da superfície estadual fica, assim, sob domínio dos tributários do rio Paraná,[73] dos quais os mais extensos são o Paranapanema, que faz o limite com São Paulo, e o Iguaçu, que faz, em parte, o limite com Santa Catarina e Argentina.[73] O rio Paraná assinala os limites ocidentais do estado, a separá-lo de Mato Grosso do Sul e do Paraguai.[73]
No ponto de convergência das linhas divisórias de Mato Grosso do Sul-Paraguai, Paraná-Mato Grosso do Sul e Paraná-Paraguai encontravam-se os saltos de Sete Quedas, formados pelo rio Paraná ao descer do planalto basáltico para a garganta que o conduzia à planície platina.[73] Em 1982 dois saltos foram submersos, sob protesto dos ambientalistas, pelo lago da represa de Itaipu.[75] Mais ao sul, o rio Iguaçu desce também do planalto basáltico em direção à mesma garganta.[73] Forma então os saltos do Iguaçu, que não foram afetados pela construção da barragem, por situar-se Itaipu a montante da confluência dos dois rios.[73]
A hidrografia do Paraná pode ser classificada em seis bacias hidrográficas:[76]
No Paraná, segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade existem 29 unidades de conservação, sendo 5 parques nacionais, 2 estações ecológicas, 3 florestas nacionais, 2 áreas de proteção ambiental, 1 refúgio de vida silvestre e 14 reservas biológicas, além de 14 reservas particulares do patrimônio natural.[77]
Quinze das vinte e nove unidades de conservação administradas pelo governo brasileiro, através do IBAMA, órgão vinculado pelo Ministério do Meio Ambiente, são o Parque Nacional do Iguaçu, (em Foz do Iguaçu, São Miguel do Iguaçu, Serranópolis do Iguaçu, Matelândia e Céu Azul),[78] o Parque Nacional de Ilha Grande (em Altônia, São Jorge do Patrocínio, Vila Alta e Icaraíma),[79] o Parque Nacional do Superagui (em Guaraqueçaba, Paranaguá e Antonina),[80] o Parque Nacional dos Campos Gerais (em Ponta Grossa, Castro e Carambeí),[81] o Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange (em Matinhos, Guaratuba, Paranaguá e Morretes),[82] a Floresta Nacional de Açungui (em Campo Largo),[83] a Floresta Nacional de Irati, (em Teixeira Soares e Fernandes Pinheiro),[84] a Floresta Nacional de Piraí do Sul (em Piraí do Sul),[85] a Área de Proteção Ambiental de Guaraqueçaba (em Guaraqueçaba, Antonina e Paranaguá),[86] a Área de Proteção Ambiental das Ilhas e Várzeas do Rio Paraná, (em Diamante do Norte, Marilena, Nova Londrina, Porto Rico, Querência do Norte e São Pedro do Paraná),[87] a Estação Ecológica de Guaraqueçaba (em Guaraqueçaba),[88] a Estação Ecológica da Mata Preta (em Clevelândia e Palmas)[89] a Reserva Biológica das Perobas (em Tuneiras do Oeste e Cianorte),[90] a Reserva Biológica das Araucárias (em Imbituva, Ipiranga e Teixeira Soares)[91] e o Refúgio de Vida Silvestre dos Campos de Palmas (em Palmas e General Carneiro).[92]
De acordo com o ambiente geográfico distingue-se, na fauna paranaense, animais de vida:[93]
| Crescimento populacional do Paraná[95][2] |
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|---|---|---|---|
| Ano | População | ||
| 1940 | 1 236 276 | ||
| 1950 | 2 115 547 | ||
| 1960 | 4 268 239 | ||
| 1970 | 6 929 868 | ||
| 1980 | 7 629 932 | ||
| 1990 | 8 448 713 | ||
| 1996 | 9 003 804 | ||
| 2000 | 9 564 543 | ||
| 2010 | 10 439 601 | ||
Segundo o censo demográfico de 2010 realizado pelo IBGE, em 2010, o Paraná contava 10 439 601 habitantes, sendo o sexto estado mais populoso do Brasil, representando 5,47% da população brasileira.[2][96] Segundo o mesmo censo, 5 128 503 habitantes eram homens e 5 311 098 habitantes eram mulheres.[2] Ainda segundo o mesmo censo, 8 906 442 habitantes viviam na zona urbana e 1 533 159 na zona rural.[2] Em dez anos, o estado registrou uma taxa de crescimento populacional de 9,27%.[97]
Em relação ao ano de 1991, quando a população era de 8 415 659,[98] esses números mostram uma taxa de crescimento anual de 1,4%, inferior a do Brasil como um todo (1,6% para o ano de 2000).[99] Segundo o censo de 2000, o Paraná é o sexto estado mais populoso do Brasil e concentrava 5,63% da população brasileira.[99] Do total da população do estado, 4 826 038 habitantes são mulheres e 4 737 420 habitantes são homens.[100] Para 2000, a estimativa é de 10 261 856 habitantes.[101] Cerca de 85,3% dos habitantes do estado moram nas cidades.[102]
Esse crescimento é explicado não só pelo aumento natural da população paranaense, mas também pela entrada de colonos vindos principalmente de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Minas Gerais, atraídos, pelos solos férteis de matas ainda virgens.[103]
A densidade demográfica no estado, que é uma divisão entre sua população e sua área, é de 52,37 habitantes por quilômetro quadrado, sendo a décima segunda maior do Brasil e com uma densidade comparada à do país africano Burkina Faso.[104] A maior parte da população do estado se concentra na Mesorregião Metropolitana de Curitiba, que corresponde à região leste paranaense, com mais de 30% da população paranaense.[105]
O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M) do estado, considerado médio pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), é de 0,820, sendo o sexto maior do Brasil e o menor da Região Sul.[106] Considerando apenas a educação, o índice é 0,913 (o brasileiro é 0,849); o índice de longevidade é 0,809 (o brasileiro é 0,638) e o índice de renda é 0,739.[106] A renda per capita é de 16 928 reais.[107] Entre 1991 e 2000, o estado registrou uma forte evolução tanto no seu IDH geral quanto na educação, longevidade e [renda, critérios utilizados para calcular o índice.[108] A educação foi o critério que mais evoluiu em nove anos, de 0,778 em 1991 para 0,879 em 2000, e em 2005 o valor passou a ser 0,913.[108] Depois da educação, vem a longevidade, que em 1991 tinha um valor de 0,678, passando para 0,747 em 2000 e 0,809 em 2005.[106][108] E, por último, vem a renda, o critério que menos evoluiu entre 1991 (0,678) e 2000 (0,736),[108] subindo para 0,739 em 2005.[106] Quanto ao IDH-M, que é uma média aritmética dos três subíndices, a evolução também foi significativa, passando de 0,711 em 1991 para 0,787 em 2000, e em 2005 o valor passou para 0,820, saindo da categoria de médio IDH e atingindo o patamar de Índice de Desenvolvimento Humano elevado.[108][106] O município com o maior IDH é Curitiba, capital do estado, com um valor de 0,856, enquanto Ortigueira, situado na Mesorregião do Centro Oriental Paranaense, tem o menor valor (0,620).[109]
O coeficiente de Gini, que mede a desigualdade social, é de 0,47, sendo que 1,00 é o pior número e 0,00 é o melhor.[110] A incidência da pobreza, medida pelo IBGE, é de 39,07%, o limite inferior da incidência de pobreza é de 35,86% o superior é 42,27% e a subjetiva é 25 47%.[110]
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Cidades mais populosas do Paraná (estimativa 2011 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)[111] |
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Curitiba Londrina |
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| Posição | Cidade | Mesorregião | Pop. | Posição | Cidade | Mesorregião | Pop. | Maringá Ponta Grossa |
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| 1 | Curitiba | Metropolitana de Curitiba | 1,764,540 | 11 | Apucarana | Norte Central | 121,924 | ||||
| 2 | Londrina | Norte Central | 511,278 | 12 | Araucária | Metropolitana de Curitiba | 121,032 | ||||
| 3 | Maringá | Norte Central | 362,329 | 13 | Toledo | Oeste | 120,934 | ||||
| 4 | Ponta Grossa | Centro Oriental | 318,527 | 14 | Pinhais | Metropolitana de Curitiba | 118,084 | ||||
| 5 | Cascavel | Oeste | 289,339 | 15 | Campo Largo | Metropolitana de Curitiba | 113,881 | ||||
| 6 | São José dos Pinhais | Metropolitana de Curitiba | 268,807 | 16 | Arapongas | Norte Central | 105,587 | ||||
| 7 | Foz do Iguaçu | Oeste | 255,900 | 17 | Almirante Tamandaré | Metropolitana de Curitiba | 104,350 | ||||
| 8 | Colombo | Metropolitana de Curitiba | 215,242 | 18 | Umuarama | Noroeste | 101,442 | ||||
| 9 | Guarapuava | Centro-Sul | 168,262 | 19 | Cambé | Norte Central | 97,389 | ||||
| 10 | Paranaguá | Metropolitana de Curitiba | 141,477 | 20 | Piraquara | Metropolitana de Curitiba | 94,767 | ||||
A população do Paraná é composta basicamente por brancos, pardos, negros e indígenas. No Brasil colonial, os colonizadores espanhóis foram os primeiros a iniciar o povoamento no território paranaense. Os portugueses e seus descendentes são a maioria da população do Estado. Existe também uma grande e diversificada população de descendentes de imigrantes, tais como italianos, alemães, poloneses, ucranianos, japoneses e árabes. Há também minorias de imigrantes neerlandeses, coreanos, chineses, búlgaros, russos, franceses, austríacos, chilenos, noruegueses, argentinos e muitos outros.[113]
Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), a população paranaense está composta por brancos (77,24%), negros (2,84%), pardos (18,25%), asiáticos (0,92%) e indígenas (0,33%).[112]
Relevante citar os Povos Tradicionais do Paraná: Faxinalenses, Quilombolas, Indigenas, Pescadores e pescadoras artesanais, cipozeiros, benzedeiras e benzedores, Ilhéus do Rio Paraná, Religosos de matriz Africana - Candomblé e Umbanda e Ciganos. Povos que estão até hoje na invisibilidades das pesquisas e das estatísticas do governo. A Rede Puxirão de Povos e Comunidades Tradicionais do Paraná, é a organização que reúne todos esses 09 povos em luta coletiva pela criação de um Conselho Estadual de Povos E Comunidades Tradicionais pelo Governo do Estado.
Vivem no estado do Paraná 6.916 indígenas, distribuídos em dezenove grupos, que ocupam área de 79.988 hectares de extensão.[7] Um total de 16 áreas já se encontram demarcadas definitivamente pela Fundação Nacional do Índio (FUNAI), órgão do governo brasileiro responsável pela questão, e nelas se encontra a totalidade dos indígenas residentes no estado.[7]
São os seguintes os grupos indígenas residentes no estado do Paraná e suas respectivas áreas: Apucarana, Ava Guarani, Barão de Antonina, Faxinal, Ilha da Cotinga, Ivaí, Laranjinha, Mangueirinha, Marrecas, Ocal, Palmas, Pescada, Pinhalzinho, Queimadas, Rio Areia, Rio das Cobras, São Jerônimo, Superagüi e Tibagy/Mococa.[7]
A imigração europeia imprimiu à fisionomia étnica do Paraná uma notável variedade de idiomas e em alguns lugares do Paraná, como no município de Castro e arredores, se fala somente o neerlandês e em algumas outras regiões do estado se fala somente o alemão, italiano, ucraniano, polonês e até o japonês, sem contar as línguas nativas de tribos indígenas.[114]
Tal qual a variedade cultural verificável no Paraná, são diversas as manifestações religiosas presentes no estado.[115] Embora tenha se desenvolvido sobre uma matriz social eminentemente católica, tanto devido à colonização quanto à imigração — e ainda hoje a maioria dos paranaenses declara-se católica —, é possível encontrar atualmente na cidade dezenas de denominações protestantes diferentes, assim como a prática do budismo, do islamismo, espiritismo, entre outras.[115]
De acordo com dados do censo de 2000 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população do Paraná está composta por: católicos (76,60%), protestantes (16,63%), pessoas sem religião (4,23%), espíritas (0,64%), budistas (0,15%), muçulmanos (0,06%), umbandistas (0,05%) e judeus (0,02%).[115]
A Igreja Católica divide-se administrativamente em quatro arquidioceses: Cascavel, Curitiba, Londrina e Maringá,[116] e quatorze dioceses:[116] Apucarana, Campo Mourão, Cornélio Procópio, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Jacarezinho, Palmas-Francisco Beltrão, Paranaguá, Paranavaí, Ponta Grossa, São José dos Pinhais, Toledo, Umuarama e União da Vitória.[116] De acordo com os dados oficiais do Vaticano, o menor país do mundo em área, a santa padroeira do estado é Nossa Senhora do Rocio, protetora de Paranaguá.[117]
O desenvolvimento social e econômico do Paraná, a par de transformar o estado em um dos mais ricos do Brasil, acarretou também os seguintes fenômenos: desemprego e violência nas principais cidades do estado e em algumas cidades menos populosas com maior índice de criminalidade; contrabando, tráfico de drogas e armas em alta, via Foz do Iguaçu no Brasil a Ciudad del Este no Paraguai, e Argentina; e crise agrária e influência ativa do MST.[118]
No que tange à criminalidade, de acordo com dados do "Mapa da Violência 2010", publicado pelo Instituto Sangari, em 2007, o Paraná é a nona unidade federativa mais violenta do Brasil e lidera o índice de criminalidade da Região Sul do país.[119] A taxa de homicídios é de 29,6.[119] De acordo com dados do "Mapa da Violência dos Municípios Brasileiros 2008", também publicado pelo Instituto Sangari, o município mais violento do Paraná e da Região Sul do Brasil é Foz do Iguaçu, no extremo oeste do estado;[120] é também o quinto mais violento do Brasil (98,7), registrando, em 2006,[120] taxas médias de homicídio superiores apenas às dos municípios de Guaíra, Tunas do Paraná, Rio Bonito do Iguaçu, Palmas e Campina Grande do Sul. O município com a menor taxa média de homicídios é Laranjal, na Mesorregião do Centro-Sul Paranaense, mais precisamente na Microrregião de Pitanga.[120]
O estado do Paraná é governado por três poderes, o executivo, representado pelo governador, o legislativo, representado pela Assembleia Legislativa do Paraná, e o judiciário, representado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Paraná e outros tribunais e juízes. Também é permitida a participação popular nas decisões do governo através de referendos e plebiscitos.[121] A atual constituição do estado do Paraná foi promulgada em 1989,[122] acrescida das alterações resultantes de posteriores emendas constitucionais.[122]
O poder executivo paranaense está centralizado no governador do estado, que é eleito em sufrágio universal e voto direto e secreto, pela população para mandatos de até quatro anos de duração, e pode ser reeleito para mais um mandato.[122] Sua sede é o Palácio Iguaçu, que desde 18 de dezembro de 2010 é novamente a sede do governo paranaense.[123] Quatro anos anteriores à retomada do edifício, o poder executivo fora transferido temporariamente para o Palácio das Araucárias, em 14 de maio de 2007.[123] O Palácio Iguaçu foi inaugurado em 1953, em homenagem às comemorações do centenário da emancipação política do estado.[124] A residência oficial do governador é a Granja do Canguiri.[125]
O poder legislativo do Paraná é unicameral,[122] constituído pela Assembleia Legislativa do Paraná,[122] localizado no Centro Legislativo Presidente Aníbal Khury.[126] Ela é constituída por 54 deputados, que são eleitos a cada 4 anos.[122] No Congresso Nacional, a representação paranaense é de 3 senadores e 30 deputados federais.[127] A maior corte do Poder Judiciário paranaense é o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, localizado no Centro Cívico.[128] Compõem o poder judiciário os desembargadores e os juízes de direito.[122]
O Paraná está dividido em 399 municípios.[129] O mais populoso deles é a capital, Curitiba, com 1,8 milhão de habitantes,[2] sendo o município mais rico do estado e da Região Sul do Brasil.[130] Sua região metropolitana possui aproximadamente 3,6 milhões de habitantes, com pouco mais de um terço da população do estado.[2]
Os símbolos do estado do Paraná são: a bandeira, o brasão e o hino.[122]
A bandeira do Paraná foi desenhada por artista Paulo de Assunção e apresentada em uma seção realizada na Assembleia Legislativa do Paraná em 3 de julho de 1891 e oficializada por força do decreto estadual nº 8, de 9 de janeiro de 1892,[131] e tinha em seu centro o emblema, que foi oficialmente usado até 1905.[132] Aprovada pelo decreto-lei estadual nº 2.457, de 31 de março de 1947, é composta de um retângulo verde cortado por uma faixa diagonal branca, que descende da esquerda para a direita. Sobre a faixa, no centro, aparece em azul, a esfera do Cruzeiro do Sul. Corta a esfera, uma faixa branca com a inscrição "Paraná", em maiúsculas de verde. Circundam a esfera, pelo lado direito, um ramo de pinheiro, e pelo esquerdo, um ramo de erva-mate.[131]
O brasão atual, composto por escudo português apresentando um campo vermelho, cor das terras férteis setentrionais do estado, onde a figura de um lavrador cultiva o solo. Acima deste um sol nascente, que simboliza a liberdade, e três picos simbolizando a grandeza, a sabedoria, e a nobreza do povo, bem como, os três planaltos paranaenses: o Oriental ou de Curitiba; o Central ou dos Campos Gerais; o Ocidental ou de Guarapuava. Servindo como suporte para o brasão, estão dois ramos verdes. À direita, o pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia) e à esquerda, a erva-mate (Ilex paraguariensis).[133] No brasão aparece como timbre a figura de uma harpia (Harpia harpyja) que encontrou no estado condições para se reproduzir naturalmente, estando hoje em via de extinção. O símbolo foi anexado através da Lei n° 904, de 21 de março de 1910 e modificado várias vezes, chegando a ser anexado na bandeira na mesma data da adoção do símbolo (31 de março de 1947) e restabelecido em 27 de maio de 2002, por meio do decreto-lei n° 5 713, após a decisão de inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal da Lei Complementar n.º 52, de 24 de setembro de 1990.[133]
O Hino do Paraná foi criado no ano de 1903[134] e instituído através do decreto-lei estadual nº 2.457, tendo por autores Domingos Nascimento (letra) e Bento Mossurunga (música).[135]
O Paraná é dividido em dez mesorregiões, 39 microrregiões e 399 municípios, segundo o IBGE.[137] Surgiu como unidade administrativa em 1853 com duas cidades, sete vilas, seis freguesias e quatro capelas curadas, sendo o município mais antigo, Paranaguá, fundado em 1648, e o último desse período foi Araucária, criado em 1890.[138] Com a Independência do Brasil as províncias foram organizadas em 1823 e nesse ano o território já pertencia à Capitania de São Paulo.[139] Durante todo o período republicano do Brasil o estado passou de dezenove localidades para 399 municípios que a partir da constituição de 1988 passaram a serem unidades constitutivas da união em patamar igual aos estados.[140]
Uma mesorregião é uma subdivisão dos estados brasileiros que congrega diversos municípios de uma área geográfica com similaridades econômicas e sociais. Foi criada pelo IBGE e é utilizada para fins estatísticos e não constitui, portanto, uma entidade política ou administrativa. Oficialmente, as dez mesorregiões do estado são: Centro Ocidental Paranaense, Centro Oriental Paranaense, Centro-Sul Paranaense, Metropolitana de Curitiba, Noroeste Paranaense, Norte Central Paranaense, Norte Pioneiro Paranaense, Oeste Paranaense, Sudeste Paranaense e Sudoeste Paranaense.[141]
Já uma microrregião é, de acordo com a Constituição brasileira de 1988, um agrupamento de municípios limítrofes, com a finalidade de integrar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum, definidas por lei complementar estadual. O Paraná é dividido em 39 microrregiões. Apucarana, Assaí, Astorga, Campo Mourão, Capanema, Cascavel, Cerro Azul, Cianorte, Cornélio Procópio, Curitiba, Faxinal, Floraí, Ibaiti, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Goioerê, Guarapuava, Ivaiporã, Irati, Jacarezinho, Jaguariaíva, Lapa, Londrina, Maringá, Palmas, Paranaguá, Paranavaí, Pitanga, Pato Branco, Ponta Grossa, Porecatu, Prudentópolis, Rio Negro, São Mateus do Sul, Telêmaco Borba, Toledo, União da Vitória, Umuarama e Wenceslau Braz.[142] Ao todo, o Paraná é dividido em 399 municípios.[143]
Durante a década de 2010, por sucessivas leis estaduais, foram criadas e alteradas regiões de gestão e planejamento, estabelecidas com o objetivo de centralizar a atividades das secretarias estaduais. Seus limites nem sempre coincidem com os das mesorregiões e microrregiões do Paraná.[144] As vinte e duas regiões administrativas do estado são: Paranaguá, Curitiba, Ponta Grossa, Jacarezinho, Cornélio Procópio, Londrina, Apucarana, Maringá, Paranavaí, Umuarama, Campo Mourão, Cascavel, Francisco Beltrão, Pato Branco, Guarapuava, União da Vitória, Irati, Toledo, Ivaiporã, Laranjeiras do Sul, Cianorte e Pitanga.[144]
Uma região metropolitana ou área metropolitana é um grande centro populacional, que consiste em uma (ou, às vezes, duas ou até mais) grande cidade central (uma metrópole), e sua zona adjacente de influência. Geralmente, regiões metropolitanas formam aglomerações urbanas, uma grande área urbanizada formada pela cidade núcleo e cidades adjacentes, formando uma conurbação, a qual faz com que as cidades percam seus limites físicos entre si, formando uma imensa metrópole, que na qual o centro está localizado na cidade central, normalmente aquela que dá nome à região metropolitana. Oficialmente, existem três regiões metropolitanas no Paraná: Curitiba, Londrina e Maringá.[145]
O Paraná possui o quinto PIB do Brasil, com 179 270 000 bilhões de reais, representando 5,90% do PIB nacional no ano de 2005, contra 6,4% em 2003. Entretanto o crescimento do PIB paranaense vem apresentando sinais de desaquecimento nos últimos dois anos. Em 2003 a variação real foi de 5,2% em relação ao ano anterior. No ano seguinte, 2004, houve variação de 3,2%. Em 2005 a variação estimada pelo IPARDES é de apenas 0,3%. Essa desaceleração pode ser atribuída às crises no campo que vêm atingindo o estado nos últimos anos, e que acabam refletindo no comércio, serviços e até indústria. Cerca de 15% do PIB paranaense provém da agricultura. Outros 40% vem da indústria e os restantes 45% vem do setor terciário. Em 2007 apresenta um crescimento de mais de 7% do PIB, um dos melhores do país naquele ano.[146]
| Anos | PIB (em reais) |
PIB per capita (em reais) |
|---|---|---|
| 2002 | 88.407.076 | 8.945,00 |
| 2003 | 109.458.876 | 10.935,00 |
| 2004 | 122.433.731 | 12.080,00 |
| 2005 | 126.621.933 | 12.339,00 |
| 2008 | 179.270.000 | 16.928,00 |
As principais riquezas agrícolas do Paraná são o trigo, o milho e a soja,[147] produtos de que já obteve safras recordistas, na competição com outros estados.[148] A cultura da soja é a mais recente das três e expandiu-se tanto no norte como no oeste do estado e, posteriormente, no sul.[149] Também é importante a produção de algodão herbáceo, principalmente no norte,[149] assim como a produção do feijão, no norte pioneiro, com destaque para os municípios de Santana do Itararé[150] e Wenceslau Braz, principais produtores.[151] A cafeicultura, que se segue entre as riquezas da terra, se não goza do mesmo esplendor do passado (o Paraná, sozinho, já chegou a produzir 60% do café de todo o mundo), ainda conserva o Paraná entre os maiores produtores do Brasil.[152] Sua maior densidade cobre a área a oeste de Apucarana.[149] Vêm em seguida as terras da zona de Bandeirantes, Santa Amélia e Jacarezinho.[149]
No que diz respeito à pecuária, o Paraná conta com grande rebanho de bovinos e está sempre entre os principais criadores brasileiros de suínos, especialmente no centro, sul e leste do estado.[153] Nas últimas décadas, os rebanhos tanto de bois como de porcos expandiram-se bastante.[149] Como nos outros estados da região Sul, são diferentes, no Paraná, os modos como se usa a terra de campo ou floresta.[149] Em geral, nas zonas de campo, pratica-se a criação extensiva;[149] nas zonas de floresta, desenvolvem-se as plantações e pastos artificiais para a engorda.[149] São ainda significativas, no Paraná, as produções de ovos, de casulos do bicho-da-seda, mel e cera de abelha.[147] Mas é na avicultura que o estado vem se destacando nos últimos dez anos, graças à implantação de frigoríficos pela iniciativa privada e pelas cooperativas.[147] A avicultura é produzida em praticamente todas as regiões acompanhando as áreas onde se produz milho, que é a matéria-prima para a ração das aves.[154] As aves são exportadas para mais de uma dezena de países.[154]
A pesca não teve a mesma expansão da pecuária e da agricultura. Em 2007, totalizaram 1914 toneladas de pescado, no valor de R$ 4.075.350 dos quais 1096 era de peixes, 809 t de crustáceos, e 8 t de moluscos.[155]
O subsolo paranaense é muito rico em minerais. Ocorrem reservas consideráveis de areia, argila, calcário, caulim, dolomita, talco e mármore, além de outras menores (baritina, cálcio). A bacia carbonífera do estado é a terceira do país, e a de xisto, a segunda. Quanto aos minerais metálicos, foram medidos depósitos de chumbo, cobre e ferro.[29]
Uma riqueza essencialmente paranaense, a dos pinheirais, esteve bastante ameaçada pela indústria madeireira e pela agricultura extensiva.[156] Em 1984, o Instituto de Terras e Cartografia do Paraná informava que as florestas do estado estavam reduzidas a 11,9% do que haviam sido cinquenta anos antes, quando se implantou no Paraná o primeiro código florestal.[157] Do final da década de 1980 em diante, o governo passou a disciplinar o uso do solo e dos recursos florestais de acordo com uma política de proteção ao meio ambiente e de ininterrupto reflorestamento.[29] Uma outra riqueza vegetal que é extraída dos solos paranaenses é a erva-mate (usada para chimarrão, uma bebida típica da região sul do país).[147]
Na segunda metade do século XX, as atividades industriais tomaram impulso considerável na economia paranaense.[158] Foi em decorrência desse impulso que se deu a crescente urbanização, não só na região em torno de Curitiba, como em pólos do interior, a exemplo de Ponta Grossa — maior parque industrial do interior —, Londrina e Cascavel.[149] Os principais gêneros de indústria são os de produtos alimentícios e de madeira.[159] Curitiba é o maior centro industrial e os principais setores de sua indústria são o alimentar e de mobiliário, de madeira, minerais não-metálicos, produtos químicos e bebidas.[149] Na Região Metropolitana de Curitiba, em São José dos Pinhais, encontram-se ainda unidades industriais (montadoras) da Volkswagen-Audi e da Renault, ambas de grande porte.[160] O setor de madeira acha-se disperso no interior, com centros de importância em União da Vitória, Guarapuava e Cascavel.[149]
O centro mais significativo dos produtos alimentícios é Londrina,[161] sendo também muito importante a atividade em Ponta Grossa, considerado um dos maiores parques moageiros de milho e soja da América Latina.[162] Ponta Grossa também tem destaque no setor metal-mecânico.[163] A principal unidade industrial do estado é a Companhia Fabricadora de Papel do grupo Klabin, instalada no conjunto da Fazenda Monte Alegre, no município de Telêmaco Borba.[164] Em Cianorte e região se situa o maior pólo têxtil do sul do país. As indústrias da cidade são responsáveis por 20% de todo o jeans fabricado no Brasil. Cianorte abriga 500 grifes de moda e também uma das maiores indústrias do setor no Brasil, a Morena Rosa.[165]
O Paraná tem um grande potencial hidrelétrico muito bem aproveitado, especialmente no rio Iguaçu, onde foram construídas várias hidrelétricas, entre elas as de foz do rio Areia, Salto Osório e Salto Santiago.[166] Próximo a Curitiba está a Usina Hidrelétrica de Capivari Cachoeira, uma das primeiras construídas pela Copel, a companhia estadual de energia elétrica.[166] Mais recentemente foram construídas pequenas centrais hidrelétricas em vários rios de menor porte, como a de Chavantes e Vossoroca.[166] No rio Chopim, no sudoeste do estado, foi construída a Usina Hidrelétrica de Júlio Mesquita Filho.[166] Mas está localizada entre o Brasil e o Paraguai, no rio Paraná, a Usina Hidrelétrica de Itaipu, a segunda maior do mundo (depois da Hidrelétrica de Três Gargantas, na China), construída em conjunto com o país vizinho, e que fornece energia para vários estados brasileiros.[167] Tem capacidade para produzir 14.000 MW e só em 2007, quando foi concluída, instalou as últimas turbinas.[168] Teve suas comportas fechadas em 12 de outubro de 1982 e a usina hidrelétrica foi inaugurada em 5 de novembro do mesmo ano, com a presença dos então presidentes João Baptista Figueiredo, do Brasil e Alfredo Stroessner, do Paraguai.[168] Mas o Paraná também é rico em energia gerada pelas usinas de açúcar e álcool, que produzem eletricidade a partir da queima do bagaço da cana-de-açúcar.[169]
O Paraná é um dos estados que mais contribuiu para as exportações brasileiras.[170] Vários órgãos, como o Centro de Exportação do Paraná (CEXPAR) e a Carteira de Comércio Exterior do Banco do Brasil (CACEX) vêm estimulando cada vez mais o comércio externo.[171]
As exportações paranaenses para o mercado externo são feitas pelo porto de Paranaguá, por Foz do Iguaçu, pelo Aeroporto Internacional Afonso Pena e uma pequena parte pelo município de Barracão no sudoeste do estado.[172] A área comercial do porto de Paranaguá estende-se por todo o Paraná, pela maior parte de Santa Catarina, pelo extremo norte do Rio Grande do Sul, pela parte meridional de Mato Grosso do Sul e pela República do Paraguai.[173]
Paranaguá tem todas as condições de um grande porto.[171] Possui modernos equipamentos de carga e descarga, pátio para "contêineres", terminais para o sistema de transporte denominado "Roll-on-Roll-off"[174] e cais para inflamáveis.[175] A implantação de um moderno terminal graneleiro veio facilitar o escoamento da safra agrícola.[176] Daí ser o porto de Paranaguá um dos quatro terminais marítimos brasileiros que formam os Corredores de Exportação.[177]
A atividade portuária de Antonina volta-se para o comércio interno brasileiro, através da navegação de cabotagem.[178] Em seu cais está situado um entreposto de importação de carvão mineral, destinado às indústrias paranaenses.[178]
Os principais produtos exportados pelo Paraná são: soja em grão, farelo de soja, milho, algodão, café, erva-mate, produtos refinados de petróleo, caminhões e outros.[170] Os principais produtos importados pelo Paraná são: trigo, petróleo e derivados, fertilizantes, veículos, máquinas, carvão mineral, vidros, eletrodomésticos e outros.[170]
O comércio exterior é feito com os seguintes países: Estados Unidos, Alemanha, Itália, Países Baixos, Japão, Bélgica, Noruega, Inglaterra, Canadá, Argentina e outros.[170] O comércio interno se faz com os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Pernambuco e outros.[178]
O Paraná é um dos estados que tem um grande número de parques nacionais, destacando-se o Parque Nacional do Iguaçu[179] e o Parque Nacional do Superagui.[180] Foz do Iguaçu com cerca de 250 quedas-d’águas e 75 metros de altura, é conhecida internacionalmente.[181] A Garganta do Diabo é uma das atrações do maior conjunto de cataratas do mundo.[182] Além das visitas às atrações naturais, é um passeio bastante cotado conhecer a gigantesca hidroelétrica de Itaipú.[183]
Outro ponto de interesse turístico é o Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa, onde as rochas esculpidas pelos ventos e pelas águas parecem ruínas de uma grande cidade.[184] Ainda em Ponta Grossa pode-se visitar o Buraco do Padre,[185] a Capela de Santa Bárbara (construída pelos Jesuítas)[186] e a Cachoeira da Mariquinha.[187] Em Maringá existe a Catedral de Maringá (Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Glória), segundo monumento mais alto da América do Sul e décimo do mundo.[188] Crescente visitação tem ocorrido na região do Cânion Guartelá, (6° maior do mundo e o maior do Brasil) em Tibagi.[189] As praias de Caiobá, Matinhos, Guaratuba, Pontal do Paraná e Praia de Leste são as mais frequentadas do Paraná.[190] São procuradas por turistas não só no verão, mas também no inverno, quando parte da população vai para o litoral fugindo do frio do planalto.[191]
Curitiba é hoje um importante destino turístico brasileiro, especialmente procurado por turistas oriundos de estados vizinhos que chegam à cidade por via terrestre.[192] Um importante aumento no "turismo de negócios" tem também se verificado nas últimas décadas.[193] Seja por razões de lazer ou trabalho, o fluxo de visitantes estimado no ano de 2006 chega a ser surpreendente: mais de 1 800 000 pessoas, ou seja, maior que o número de habitantes da cidade.[194]
Os principais pontos de visitação da cidade são seus parques, e Curitiba conta com uma bem distribuída rede deles. Destacam-se o Jardim Botânico, com sua estufa iluminada (famoso cartão postal), o Parque Tanguá e a Ópera de Arame. Além dos parques, são procurados o museu Oscar Niemeyer, com seu curioso anexo em forma de "olho", a Rua 24 Horas, a panorâmica Torre da Telepar (Torre das Mercês), a praça Santos Andrade onde ficam o Teatro Guaíra e o edifício histórico da Universidade Federal do Paraná, e, em dezembro, o Palácio Avenida, sede do grupo HSBC, onde ocorre o tradicional espetáculo do coral natalino infantil, que reúne milhares de pessoas no calçadão da rua XV de novembro.[195]
Os visitantes podem ter acesso a todos os principais parques e pontos turísticos da cidade (exceto os centrais) através de uma linha de ônibus circular especial, a custo baixo. Para os adeptos do ciclismo, existe uma importante (para os padrões brasileiros) rede de ciclovias, que permite acesso a vários recantos agradáveis da cidade em meio a áreas verdes. Encontram-se, porém, poucos locais de locação de bicicletas.[196]
Curitiba tem outros pontos turísticos interessantes que merecem ser visitados: o Relógio das Flores, montado em um grande canteiro no centro histórico (o Largo da Ordem); o bairro de Santa Felicidade, onde se encontram vários restaurantes com comidas típicas de diferentes países, dos quais merece destaque o Madalosso, o maior restaurante das Américas; a "Boca Maldita", na avenida Luís Xavier, a "menor do mundo", pois tem apenas um quarteirão, onde políticos se reúnem no final da tarde para conversar sobre os principais assuntos do dia e trocar informações; as feiras de arte e artesanato aos sábados e domingos, além de outros parques e bosques.[195] Paranaguá, a primeira cidade fundada no Estado, em 1648,[197] guarda em suas igrejas de estilo barroco alguma coisa da história da época.[198] Também pode-se ir de litorina da capital até Paranaguá numa viagem bastante interessante.[199]
A Estrada de Ferro Curitiba-Paranaguá, construída pelo império há mais de cem anos, corta a Serra do Mar através de túneis e viadutos, atravessando precipícios a todo instante.[200] A beleza da paisagem, formada pela mata quase virgem e por diversas quedas de água, é valorizada pelos abismos.[200] Outro trajeto turístico da Serra do Mar é a estrada da Graciosa, de história mais antiga que a própria ferrovia, um sinuoso e encantador caminho, em sua maior parte de paralelepípedos, que desce a serra em meio a exuberante vegetação e vistas panorâmicas,[201] chegando a Morretes (por onde também passa a ferrovia), cidade histórica, onde se saboreia o barreado, prato típico do litoral paranaense, e onde se praticam múltiplas modalidades de ecoturismo.[202] A cidade é também famosa pela qualidade e variedade do artesanato[203] e por seus alambiques, que produzem cachaça de qualidade.[204]
De lancha, pela baía de Paranaguá, pode-se alcançar a ilha do Mel, onde a história e a natureza se misturam.[205] No município da Lapa, São Benedito é festejado (dezembro) com a "congada" (dança dos negros congos, de origem africana, onde descendentes de escravos falam, recitam, cantam e dançam).[206] Outras danças populares são o curitibano, com os pares fazendo roda; o quebra-mana, uma mistura de valsa e sapateado; e o nhô-chico, dança ao som de violas, característica do litoral.[207]
Durante o ano inteiro, se realizam feiras e festivais, destacando-se a Munchen Fest de Ponta Grossa, a Oktoberfest de Rolândia, Carnaval de Rua de Tibagi, o Festival Internacional de Londrina, Festival de Teatro de Curitiba (o principal do país), Festival do Folclore, a Feira do Comércio e Indústria e a Feira de Móveis do Paraná (Movelpar). Atraem ainda considerável interesse as feiras agropecuárias de grande porte, em especial Expo Londrina, a maior da América Latina.[208]
| Mortalidade infantil | 20,0 por mil nascimentos (2005)[209] |
|---|---|
| Médicos | 16,9 por 10 mil hab. (2005)[209] |
| Leitos hospitalares | 2,3 por mil hab. (2005)[209] |
São consideradas boas as condições sanitárias do estado, o que reflete a elevação do nível econômico da população. Em 2005, existiam em funcionamento 4 780 estabelecimentos hospitalares,[210] que dispunham de 28 340 leitos[210] e eram assistidos, em 2007, por 40 187 médicos,[211] 5 832 enfermeiros[211] e 19 229 auxiliares de enfermagem.[211] Em 2005, da população, 86,1% dos paranaenses têm acesso à rede de água,[212] enquanto 68,5% se beneficiam da rede de esgoto sanitário.[212]
De acordo com uma pesquisa realizada pelo IBGE em 2008, 77,0% da população paranaense avalia sua saúde como boa ou muito boa; 67,4% da população realiza consulta médica periodicamente; 48,1% dos habitantes consultam o dentista regularmente e 8,3% da população esteve internado em leito hospitalar nos últimos doze meses. 33,4% dos habitantes declararam ter alguma doença crônica e apenas 27,0% tinham plano de saúde. Outro dado significante é o fato de 52,2% dos habitantes declararem necessitar sempre do Programa Unidade de Saúde da Família - PUSF.[213]
Na questão da saúde feminina, 40,4% das mulheres com mais de 40 anos fizeram exame clínico das mamas nos últimos doze meses; 53,0% das mulheres entre 50 e 69 anos fizeram exame de mamografia nos últimos dois anos; e 78,7% das mulheres entre 25 e 59 anos fizeram exame preventivo para câncer do colo do útero nos últimos três anos.[213]
| Ano | Português | Redação |
|---|---|---|
| 2006[214] Média |
38,07 (6º) 36,90 |
53,77 (3º) 52,08 |
| 2007[215] Média |
53,65 (8º) 51,52 |
56,15 (9º) 55,99 |
| 2008[216] Média |
43,50 (8º) 41,69 |
58,53 (13º) 59,35 |
Em 2009, estavam matriculados 1 677 128 alunos, nas 6119 escolas de ensino fundamental do Estado, das quais 769 073 eram municipais, 744 913 estaduais, 162 621 particulares e 521 federais.[217] Quanto ao corpo docente era o mesmo constituído de 82 217 professores, sendo que 11 923 eram particulares.[217] O ensino médio, em 2009, era ministrado em 1713 estabelecimentos, com a matrícula de 74 114 alunos e 34 457 professores.[217] Dos 474 114 discentes, 3560 estavam na escola pública federal, 418 117 na escola pública estadual, e 52 437 na escola particular.[217]
Quanto ao ensino superior, em 2009, o Estado possuía 183 estabelecimentos, onde foram matriculados 109 592 alunos, sendo 35 494 discentes em escolas públicas federais, 71 419 em escolas públicas estaduais, 2679 em escolas públicas municipais e 177 291 em escolas particulares.[218]
De acordo com o PNUD do ano 2000 o melhor IDH-Educação do Paraná é 0,913, o oitavo melhor índice entre os estados brasileiros, perdendo para Santa Catarina e Rio Grande do Sul, dentro da Região Sul do Brasil.[219] É também o último dos estados com IDH com índice superior a 0,900.[219] Dentre os municípios do estado, o melhor resultado foi de Curitiba com 0,946 e o pior foi Ortigueira com 0,687.[220] Ainda de acordo com a pesquisa, o índice de analfabetismo no estado em adultos acima de 25 anos era 11,7%,[221] sendo o menor índice 3,4%, registrado em Quatro Pontes,[222] e o maior 43,6% no município de Tunas do Paraná, localizado no Vale do Ribeira, notadamente a região mais pobre do estado.[223] A cidade de Palotina, no oeste do estado, possui o menor índice de desistência escolar do Brasil.[224] A cada 100 alunos apenas 1 não conclui o ensino fundamental.[224]
Em 1912 é fundada a Universidade Federal do Paraná, a segunda universidade do Brasil e a primeira da Região Sul do país.[225] Além da UFPR, o Paraná tem universidades espalhadas pelo estado nas principais cidades de cada região.[226] Ainda em Curitiba, encontra-se a sede da Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUCPR e do Centro Universitário Curitiba (UNICURITIBA) entidade sucessora da Faculdade de Direito de Curitiba criada em 1950.[227]
Em Ponta Grossa a universidade estadual é a UEPG, em Londrina é a UEL, Maringá conta com a UEM, Guarapuava é sede da UNICENTRO, Cascavel é a cidade-base da UNIOESTE, que ainda conta com campus espalhados por vários outros municípios, Cornélio Procópio é a cidade-base da UENP.[226]
O estado conta ainda a Universidade Estadual do Paraná, em processo de implantação, a qual é composta por sete centros universitários, nas cidades de Apucarana, Campo Mourão, Curitiba, Paranaguá, Paranavaí e União da Vitória.[226]
No estado existem quatro aeroportos, dois internacionais e dois domésticos, administrados pela Infraero, o Aeroporto Governador José Richa (Londrina), o Aeroporto Internacional Afonso Pena (Curitiba), o Aeroporto do Bacacheri (Curitiba) e o Aeroporto Internacional Cataratas (Foz do Iguaçu),[228] importante ligação com os países do Mercosul,[229] além dos aeroportos como os de Andirá, Apucarana, Arapongas, Arapoti, Bandeirantes, Campo Mourão, Cascavel, Castro, Centenário do Sul, Cianorte, Cornélio Procópio, Francisco Beltrão, Goioerê, Guaíra, Guarapuava, Guaratuba, Ibaiti, Loanda, Londrina, Maringá, Medianeira, Palmas, Palotina, Paranaguá, Paranavaí, Pato Branco, Ponta Grossa, Porecatú, Realeza, São Miguel do Iguaçu, Sertanópolis, Siqueira Campos, Telêmaco Borba, Toledo, Umuarama e União da Vitória, que são de responsabilidade das suas respectivas administrações municipais.[230] O único aeroporto doméstico do estado a ser administrado por uma empresa de economia mista é o Aeroporto de Maringá, conhecido pela denominação Aeroporto Regional Silvio Name Junior.[231]
A rede de rodovias pavimentadas compreende duas estradas de penetração, no sentido leste-oeste: a ligação Ourinhos SP-Londrina-Apucarana-Maringá-Paranavaí (BR-369/BR-376) e a ligação Paranaguá-Curitiba-Ponta Grossa-Guarapuava-Cascavel-Foz do Iguaçu (BR-277). Em sentido transversal, figuram as ligações Apucarana-Ponta Grossa (BR-376), Sorocaba-Curitiba e São Paulo-Curitiba-Rio Negro. Esta última prolonga-se até o extremo sul do Rio Grande do Sul e é parte da BR-116.[232]
O sistema ferroviário paranaense desfruta de notável participação na vida econômica do estado. No setor meridional, o estado é servido pelas linhas da Ferroeste (Antiga Ferropar), a ferrovia da soja, que passou a ser operada pela iniciativa privada em 1997 e retomada pelo Governo no começo de 2007, no trecho entre Guarapuava e Cascavel, com uma extensão (em projeto) até Guaíra e Foz do Iguaçu. Uma outra estrada de ferro faz as ligações de entre o Porto de Paranaguá com Curitiba, Guarapuava, Londrina, Ponta Grossa e Maringá. No sentido norte-sul, encontram-se as linhas da ALL - América Latina Logística (ex-ferrovia Sul-Atlântico), correspondente à malha sul da antiga Rede Ferroviária Federal, também privatizada na década de 1990, que faz a ligação do Paraná com os estados de São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.[232]
O porto de Paranaguá, um dos mais importantes do país, foi objeto de um intenso programa de modernização, com dragagem, ampliação do cais, renovação de equipamento, inclusive a construção de um terminal de contêineres e de silos com unidades sugadoras.[233] Além do porto de Paranaguá, merece destaque o porto de Antonina.[233]
O Paraná liga-se ao Brasil e ao exterior pelos portos de Paranaguá e Antonina.[234] Serviços de barcos servem os habitantes das vilas e povoados que se encontram nas ilhas e às margens da baía de Paranaguá.[234] Uns partem para a Ilha do Mel, outros para Guaraqueçaba, outros ainda para Cananéia e Iguape no estado de São Paulo, utilizando-se do canal do Varadouro. Serviços de ferry-boat são feitos na baía de Guaratuba, ligando a cidade do mesmo nome (Porto Damião de Souza)[235] à Caiobá (Porto da Passagem).[236] O transporte fluvial é feito em maior escala no rio Paraná, ligando a cidade de Guaíra com o estado de São Paulo e, através de ferry-boat, com Mato Grosso do Sul.[237] A navegação fluvial também existe em Foz do Iguaçu, na ligação Brasil e Argentina.[234]
| Cidade | DDD |
|---|---|
| Curitiba | 41 |
| Ponta Grossa | 42 |
| Londrina | 43 |
| Maringá | 44 |
| Foz do Iguaçu | 45 |
| Pato Branco | 46 |
O Paraná possui um dos mais modernos sistemas de telecomunicações do Brasil, sob a responsabilidade da Oi (antiga Brasil Telecom e Telepar).[239] Através dela, todas as regiões paranaenses estão interligadas à rede estadual, regional, brasileira e internacional de telefonia, televisão e Internet.[239]
Há importantes estações radiodifusoras distribuídas pelo Paraná, tanto na cidade de Curitiba como em cidades interioranas, como Francisco Beltrão, Ibaiti, União da Vitória, Maringá, Apucarana, Arapongas, Castro, Pato Branco, Ponta Grossa, Londrina, Cascavel, Paranavaí, Guarapuava, Umuarama e Foz do Iguaçu, sendo as mais importantes emissoras, a saber: Rádio Lumen FM, Rádio Mundo Livre FM, Rádio 91 Rock FM, Rádio Paraná Educativa FM, CBN, BandNews FM, Fundação Educacional Dom Pedro Felipak, Rádio Globo Curitiba (antiga Rádio Cidade de Curitiba), Rádio Colombo, Rádio Continental de Curitiba, Rádio Continental (Francisco Beltrão), Rádio Cultura de Curitiba, Rádio Marumby (Curitiba), Rádio Difusora de Paranaguá, Rádio Clube Pontagrossense, Rádio Difusora União (União da Vitória), Rádio Cultura (Maringá), Rádio Difusora de Apucarana, Rádio Londrina, Rádio Nova Inconfidência AM (Umuarama), Rádio Capital FM (Cascavel), Rádio Onda Sul (Francisco Beltrão), Rádio Movimento FM (Pato Branco), Rádio Super Jovem (Francisco Beltrão) e Rádio Paranavaí.[240]
As principais emissoras de televisão do Paraná são a Band Curitiba (Band), a TV Tarobá Cascavel (Band), a TV Tarobá Londrina (Band), a TV Maringá (Band) [241] a TV Iguaçu (SBT), a TV Cidade (SBT), a TV Tibagi (SBT), a TV Naipi (SBT), a TV Sul Brasil (SBT),[242] a RIC TV Curitiba (Record), a RIC TV Cornélio Procópio (Record), a RIC TV Maringá (Record), a RIC TV Toledo (Record),[243] a E-Paraná (Cultura),[244] a RPC TV (Curitiba) (Globo), a RPC TV (Cascavel) (Globo), a RPC TV (Foz do Iguaçu) (Globo), a RPC TV (Guarapuava) (Globo), a RPC TV (Londrina) (Globo), a RPC TV (Maringá) (Globo), a RPC TV (Paranavaí) (Globo), a RPC TV (Ponta Grossa) (Globo),[245] a CNT Curitiba (CNT), a CNT Londrina (CNT),[246] a TV Sudoeste (RedeTV!),[247] a TV Beltrão (Cultura),[248] a TV Carajás,[249] e a RTV Maringá (NGT).[250]
Os principais jornais do estado são: O Líder (Bandeirantes), Gazeta do Povo, O Estado do Paraná, Folha de Londrina, Tribuna do Paraná, Jornal de Londrina, Diário dos Campos, Diário do Norte do Paraná, O Diário de Maringá, O Paraná (Cascavel), Jornal da Manhã (Ponta Grossa), Diário do Noroeste (Paranavaí), Agora Paraná, Paraná Shimbun, Gazeta do Consumidor, Gazeta do Iguaçu (Foz do Iguaçu), Jornal do Iguaçu (Foz do Iguaçu), Jornal do Oeste (Toledo), Gazeta Mundial (Toledo), Ilustrado (Umuarama), A Tribuna (Umuarama), Tribuna do Norte (Apucarana), Paranashop, Tribuna do Interior (Campo Mourão), Diário do Sudoeste (Pato Branco), Diário de Guarapuava (Guarapuava), Tribuna do Vale (norte do estado) e Folha de Andirá (Andirá).[251]
As principais unidades das Forças Armadas no Paraná são: no Exército Brasileiro, o Paraná integra o Comando Militar do Sul (juntamente com o estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina), que tem sede em Porto Alegre, fazendo parte da 5ª Região Militar e 5ª Divisão de Exército (com o estado de Santa Catarina);[252] destacam-se no estado o 13º Batalhão de Infantaria Blindado (Ponta Grossa)[253] e o 20º Batalhão de Infantaria Blindado (Curitiba);[254] na Marinha do Brasil, o Paraná faz parte do 5º Distrito Naval, que tem sede em Rio Grande;[255] e na Força Aérea Brasileira, o Paraná integra o V Comando Aéreo Regional (com o Rio Grande do Sul e Santa Catarina), cujo quartel-general está em Canoas (Rio Grande do Sul),[256] destacando-se no estado o Cindacta II, com sede em Curitiba, que é responsável pelo radar na Região Sul, todo o Mato Grosso do Sul e parte sul de São Paulo.[257]
A Polícia Militar do Estado do Paraná (PMPR) tem por função primordial o policiamento ostensivo e a preservação da ordem pública no Estado do Paraná. Ela é Força Auxiliar e Reserva do Exército Brasileiro, e integra o Sistema de Segurança Pública e Defesa Social do Brasil.[258] Seus integrantes são denominados Militares dos Estados,[259] assim como os membros do Corpo de Bombeiros do Paraná.[258]
O Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Paraná é um Comando Intermediário da PMPR, cuja missão consiste na execução de atividades de defesa civil, prevenção e combate a incêndio, buscas, salvamentos e socorros públicos, no âmbito do Estado do Paraná.[260] A corporação é força auxiliar e tropa reserva do Exército Brasileiro, e integra o sistema de segurança pública e defesa social do Brasil. Seus integrantes são denominados militares dos Estados pela Constituição Federal de 1988, assim como os demais membros da Polícia Militar do Paraná.[261]
A Polícia Civil do Estado do Paraná é uma das polícias do estado brasileiro do Paraná, órgão do sistema de segurança pública ao qual compete, nos termos do artigo 144, § 4º, da Constituição Federal e ressalvada competência específica da União, as funções de polícia judiciária e de apuração das infrações penais, exceto as de natureza militar.[262] As principais instituições penitenciárias do estado são a Penitenciária Central do Estado[263] e a Colônia Penal Agrícola.[264]
A Superintendência do Departamento de Polícia Federal no Paraná está localizada no bairro curitibano do Santa Cândida e é responsável pelo cadastro de passaportes brasileiros de paranaenses e outras pessoas residentes no estado, controles de passageiros nacionais e estrangeiros no aeroportos internacionais e defesa mútua e obrigatória das fronteiras do Brasil como outros países sul-americanos ao lado do Exército Brasileiro, da Marinha do Brasil e da Força Aérea Brasileira.[265]
Críticas severas tem sido feitas a falta de efetivos tanto da polícia civil quanto da polícia militar e se mostrado uma preocupação dos paranaenses, os efetivos são os mesmos da década de 80 para quase o dobro de população[266].[267][268]
A Universidade Federal do Paraná foi fundada em 1912,[269] e a Pontifícia Universidade Católica do Paraná, em 1959.[270] Dos museus existentes no estado, o mais importante é o Museu Paranaense, em Curitiba, fundado em 1876 pelo historiador Agostinho Ermelino de Leão, com coleções históricas, etnográficas e arqueológicas, além de biblioteca.[271]
Outra instituição importante é o Museu Coronel Davi Antônio da Silva Carneiro, também na capital.[272] Suas coleções, como as do Paranaense, foram tombadas pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.[273] Seu acervo possui peças arqueológicas, etnográficas e numismáticas.[272] Em Paranaguá, dois museus atraem os visitantes: o Museu de Arqueologia e Artes Populares, mantido pela Universidade Federal do Paraná e que funciona no antigo Colégio dos Jesuítas, e o Museu do Instituto Histórico e Geográfico de Paranaguá.[274]
O Patrimônio Histórico também tombou, no estado, diversos monumentos de valor arquitetônico e histórico, como a igreja matriz de São Luís, em Guaratuba,[275] a igreja matriz de Santo Antônio, a casa histórica da praça Coronel Lacerda, a casa onde morreu o general Carneiro, na rua Francisco Cunha, o pavimento superior da Casa da Cadeia, em Lapa,[276] a antiga residência jesuítica, na rua Quinze de Novembro, e a fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres (ou da Barra), na ilha do Mel, em Paranaguá.[276]
Entre as festas religiosas, são especialmente representativas a de Nossa Senhora da Luz, em Curitiba,[277] e a de Nossa Senhora do Rocio, em Paranaguá, acompanhada de grande procissão.[278] Entre as festas populares, sobressai a Congada da Lapa, de origem africana e em homenagem a São Benedito, na cidade de Lapa.[279] Várias danças populares subsistem em localidades do interior: o curitibano, dança de roda aos pares, o quebra-mana, dança sapateada, a valsada, e o nhô-chico, no litoral.[280] As várias comunidades de origem europeia conservam danças, cantos e trajes de seus países, sobretudo as de origem alemã.[276]
Cortado de boas estradas e pontilhado de bons restaurantes, o Paraná é um estado muito atraente para o turismo.[276][281] Merecem a atenção do visitante a capital, com seus museus, jardins e universidades, o teatro Guaíra, o Passeio Público (com o jardim zoológico),[282] os monumentos históricos de Guaratuba, Lapa e Paranaguá, e principalmente a Estrada de Ferro Curitiba-Paranaguá, uma das obras mais notáveis da engenharia brasileira. Dos trens que a atravessam, descortina-se magnífico panorama que envolve ao mesmo tempo paisagens da serra e do litoral.[281]
A ferrovia foi projetada, no segundo reinado, por Antônio Rebouças, irmão (prematuramente falecido) do engenheiro, monarquista e abolicionista André Rebouças.[283] Contra a opinião de especialistas estrangeiros que o governo convidara a opinar, a estrada, aberta ao tráfego em 1885,[284] foi construída num traçado em linha de simples aderência.[281] Tem 111 km de extensão, 41 pontes e treze túneis,[284] doze dos quais escavados na rocha viva, além do arrojado viaduto Vicente de Carvalho, com 84m de extensão.[284] Muitas dessas obras de arte, concebidas para vencer as passagens mais difíceis, ainda são consideradas de grande audácia, para a topografia da região.[281]
São numerosos os acidentes naturais de interesse turístico no Paraná, como as formações rochosas de arenito vermelho de Vila Velha, que parecem dólmens, nos arredores de Ponta Grossa; as grutas calcárias de Campinhos, em Tunas do Paraná, gruta da Lancinha (maior em biodiversidade do sul do Brasil em Rio Branco do Sul, e do Monge, em Lapa; as cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu; o Parque Nacional do Iguaçu, com sua reserva florestal; a ilha do Mel, com sua bela praia, o farol, a gruta e a fortaleza histórica da Barra, em Paranaguá; os balneários de Pontal do Sul, Praia de Leste, Matinhos, Caiobá e Guaratuba.[281]
A cozinha paranaense testemunha as diversidades da origem de sua população.[281] O prato mais típico do estado é o barreado, apreciado em toda a região litorânea e feito à base de carne cozida, por muito tempo, em panela de barro, até desmanchar-se.[285] O churrasco é, como em todo o sul, um dos pratos mais característicos do interior, juntamente com os das comunidades de tradição alemã, polonesa e italiana.[281]
No setor esportivo, a secretaria responsável por atuar nessa área é a Secretaria do Esporte,[286] que tem como secretário Evandro Rogério Roman,[287] gaúcho de Erval Grande e formado em educação física.[288] O estado é sede de diversos clubes de futebol conhecidos nacionalmente, como, por exemplo, o Clube Atlético Paranaense, o Coritiba Foot Ball Club e o Paraná Clube.[289] O Campeonato Paranaense de Futebol é organizado pela Federação Paranaense de Futebol e realizado ininterruptamente desde 1915, sendo um dos mais antigos torneios de futebol organizados no Brasil.[290]O estado possui diversos estádios de futebol, como o Joaquim Américo Guimarães, o Couto Pereira e o Durival Britto e Silva (todos em Curitiba), o do Café (em Londrina), o Germano Krüger (em Ponta Grossa), o Willie Davids (em Maringá), o Estádio Olímpico Regional Arnaldo Busatto (em Cascavel), entre muitos outros.[291] Curitiba é uma das doze capitais brasileiras que sediarão os jogos da Copa do Mundo de 2014.[292] O Paraná é sede de eventos esportivos, seja de importância nacional e/ou internacional. Exemplos são o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 e a Fórmula Renault, evento que é realizado no Autódromo Internacional de Curitiba.[293][294]
Em 2010, segundo a Confederação Brasileira de Futebol, o estado aparece na quinta colocação no ranking nacional das federações estaduais.[295]
Outros esportes também têm popularidade no estado. No vôlei, o órgão responsável pela atuação no esporte é a Federação Paranaense de Voleibol, que possui diversos clubes filiados e organiza todos os torneios oficiais que envolvam as equipes do estado.[296] No basquete, a federação responsável é a Federação Paranaense de Basketball.[297] Todos os anos, o estado realiza os Jogos Escolares do Paraná, evento da secretaria de esportes do governo estadual, que reúne diversas modalidades esportivas.[298]
No Paraná só há um feriado estadual que é o Dia da Emancipação Política, no dia 19 de dezembro, em comemoração ao nascimento da Província do Paraná, desmembrada da Província de São Paulo.[299] As repartições particulares, incluindo a Ocepar, não têm direito a férias, por isso trabalham no feriado.[300] Ponto facultativo em Curitiba.[300]