| Município de Parnamirim | |||||
| "Trampolim da Vitória" | |||||
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Praia de Pirangi do Norte no município de Parnamirim. |
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| Hino | |||||
| Aniversário | 17 de dezembro | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| Fundação | 17 de dezembro de 1958 (53 anos) | ||||
| Gentílico | parnamirinense | ||||
| Prefeito(a) | Maurício Marques (PDT) (2009–2012) |
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| Localização | |||||
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| Unidade federativa | |||||
| Mesorregião | Leste Potiguar IBGE/2008 [1] | ||||
| Microrregião | Natal IBGE/2008 [1] | ||||
| Região metropolitana | Natal | ||||
| Municípios limítrofes | Natal (ao norte), Macaíba (a oeste) São José do Mipibu e Nísia Floresta (ao sul) e Oceano Atlântico (a leste). | ||||
| Distância até a capital | 12 km[2] | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 120,202 km² (RN: 132º)[3] | ||||
| População | 208 425 hab. (RN: 3º) – IBGE/2011[4] | ||||
| Densidade | 1 733,96 hab./km² | ||||
| Altitude | 53 m (RN: 126º)[5] | ||||
| Clima | tropical | ||||
| Fuso horário | UTC−3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,76 (RN: 2°) – médio PNUD/2000 [6] | ||||
| PIB | R$ 1 654 984,717 mil (RN: 3º/BRA: 241º) – IBGE/2008[7] | ||||
| PIB per capita | R$ 9 255,08 IBGE/2008[7] | ||||
Parnamirim é um município brasileiro localizado no estado do Rio Grande do Norte. Pertencente à Região Metropolitana de Natal, à mesorregião do Leste Potiguar e à microrregião de Natal, localiza-se ao sul da capital estadual, distando desta doze quilômetros. Ocupa uma área de 120,202 km², e sua população foi contada no ano de 2010 em 202 413 habitantes, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, sendo então o terceiro município mais populoso do estado.
Conurbada à capital,[8] Parnamirim vive um intenso crescimento econômico, especialmente no setor imobiliário,[9] se tornando uma verdadeira extensão de Natal.[10] A sede tem uma temperatura média anual de 21,1°C[11] e na vegetação original do município predomina a Mata Atlântica. Em relação à frota automobilística, em 2010 foram contabilizados 47 137 veículos. Sua taxa de urbanização é de 100% (2010), classificando Parnamirim como o município mais urbanizado do Rio Grande do Norte. O município contava, em 2009, com setenta estabelecimentos de saúde, e seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,760, nomeado médio e o segundo maior no ranking estadual.
O município abriga o principal aeroporto do estado, além de ser sede do Centro de Lançamento de Foguetes da Barreira do Inferno, primeira base do tipo no país. Pontos turísticos como o maior cajueiro do mundo e as praias de Cotovelo e Pirangi do Norte, somando por abrigar eventos e shows musicais durante a alta estação, fazem da cidade um dos principais destinos turísticos do estado.
Emancipado de Natal no ano de 1958, Parnamirim é reconhecida internacionalmente como "Trampolim da Vitória", tendo fortes ligações históricas com a Segunda Guerra Mundial quando se tornou sede da então base aérea americana Parnamirim Field — hoje Base Aérea de Natal — devido à sua localização estratégica global, servindo de ponto da partida de muitas aeronaves americanas, de todos os tipos, para levar tropas para o front da África. A grande movimentação de soldados americanos influenciou a população local introduzindo sua cultura e, movimentando, de certa forma, a economia da cidade e até mesmo participando da vida social dos habitantes à época.[12][13]
Índice |
A origem do nome Parnamirim vem da expressão tupi-guarani “Paranã-mirim”, que significa “pequeno parente do mar ou pequeno rio veloz”. Apesar de ainda hoje existirem vários rios e riachos na área que corresponde ao município de Parnamirim, acredita-se que o “Paranã-mirim” conhecido pelos índios potiguares, habitantes da capitania do Rio Grande na época da colonização (século XVII), tenha sido algum curso d’água já desaparecido.[14]
Há registros a respeito da doação de extensas áreas a capitães-mores, datadas entre 1600 e 1633 (sendo este último ano em que começaram as invasões holandesas), com várias referências a topônimos que hoje fazem parte do município de Parnamirim. O Rio Pitimbu, com seus nomes antigos, é uma delas. Porém, apesar das distribuições feitas pelos capitães-mores e da cobiça dos fidalgos por propriedades, as terras de Parnamirim permaneceram inaproveitadas e despovoadas por séculos.[14]
Em 1881, a região foi cortada pelos trilhos da linha férrea entre Natal e Nova Cruz, seguindo de perto o traçado do velho caminho para a Paraíba e o Recife. Sabe-se também que as terras ao sul do Pitimbu estavam, em 1889, nas mãos do senhor do Engenho Pitimbu, João Duarte da Silva. Posteriormente, o fidalgo comprou a maioria das propriedades vizinhas, incluindo uma grande área de tabuleiro plano ao sul do rio que dava nome à propriedade, distante dezoito quilômetros de Natal. A área era conhecida como 'a planície de Parnamirim' e fazia parte do Engenho Cajupiranga.[14]
Em 1927, o português Manuel Machado passou a ser o novo dono das terras do Engenho Pitimbu, que se estendiam dos limites com os Guarapes, Macaíba, ao norte, e as terras do Engenho Cajupiranga, ao sul. Ele adquiriu fazendas, sítios, engenhos e terras férteis, mas também áreas extensas e desabitadas. Com a posse das terras não esperava ganhar nenhum título nobiliárquico, mas apenas que a cidade crescesse e exigisse novos espaços para moradias. No entanto foi em meio à aventura dos pioneiros da aviação civil que Parnamirim nasceu. Ainda no ano de 1927, foram abertas diversas rotas aéreas no Brasil. Para isso, foram escolhidas algumas áreas ao longo dessas rotas a fim de que se pudesse ser instalada uma rede de aeroportos. Dessa forma, a Compagnie Generale Aéropostale – CGA (antiga Compagnie Générale d´Entreprise Aéronautique – CGEA) instalou um campo de pouso em uma área doada pelo comerciante Manuel Machado (que era dono da maior parte das terras pertencentes ao município), que contava com a imediata valorização do restante da sua propriedade.[14]
Nesse mesmo período, foi construída uma estrada carroçável (que passava pelo porto dos Guarapes, em Macaíba, estendendo-se pelo engenho Pitimbu e acompanhando a linha férrea Natal/Nova Cruz, até o novo campo), ligando a capital ao campo de aviação em Pitimbu, facilitando, assim, a instalação da aeropóstale no estado. Nos anos seguintes, com a expansão das atividades da aeropóstale, que viria a ser absorvida em outubro de 1933 pela Air France, Manuel Machado vendeu novos pedaços de terra para a ampliação do aeroporto de Parnamirim. Novos investimentos foram feitos no campo e a companhia estatal francesa transferiu os hangares e demais instalações para o outro lado da pista de pouso, onde hoje estão as instalações da Base Aérea de Natal. A partir daí, ficou reconhecida a importância de Parnamirim para o desenvolvimento da aviação internacional.[14]
Com o desenrolar da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o governo de Getúlio Vargas assinou, em julho de 1941, um acordo de defesa mútua que cedia áreas para a instalação de bases norte-americanas no Nordeste (em outubro de 1941), rompendo relações diplomáticas com a Alemanha, Itália e Japão, em janeiro de 1942 e, finalmente, em 22 de agosto do mesmo ano, declarar guerra aos países do eixo. A construção das bases naval e aérea, em Natal, seria fruto desses acordos.[14]
Para manter as aparências da participação conjunta nos esforços de guerra e salvar a autoestima nacional, o governo brasileiro criou, por meio de um decreto, a Base Aérea de Natal, que daria o impulso decisivo para ao surgimento da cidade de Parnamirim. A pista de pouso das companhias comerciais dividia ao meio o campo de Parnamirim. Os brasileiros ficaram com o lado oeste, onde já estavam as instalações da Air France e da companhia de aviação italiana (LATI), desativadas desde o início da grande guerra na Europa. Eram instalações modestas demais para atender o esforço de guerra dos aliados e os americanos preferiram ocupar o lado leste. Lá, estava sendo construído um novo campo, na base leste: o Parnamirim Field, considerado o maior campo de aviação e base de operações militares que os Estados Unidos viriam a ter, durante a Segunda Guerra, fora do seu território.[14]
Em termos estratégicos, Parnamirim Field foi a base de um triângulo que apontava para o teatro de operações (o norte da África e o sul da Europa), onde a sorte dos aliados contra os nazistas estava sendo lançada. Este triângulo era identificado nos mapas estratégicos norte-americanos como Trampoline of Victory (trampolim da vitória). Mas foi somente em outubro de 1946, dezessete meses após a rendição alemã, que a Base Leste foi entregue à Força Aérea Brasileira. No mesmo ano foi inaugurada a Estação de Passageiros da Base Aérea de Natal, elevada à condição de Aeroporto Internacional Augusto Severo, em 1951.[14]
Em 23 de dezembro de 1948, foi criado e anexado ao município de Natal o distrito de Parnamirim, elevado à categoria de município apenas dez anos depois, em 17 de dezembro de 1958, desmembrando-se da capital.[14]
Para não deixar o Brasil por fora dos conhecimentos tecnológicos que a corrida espacial certamente traria à humanidade, Jânio Quadros, durante os seus sete meses de mandato na presidência do Brasil, criou a Comissão Nacional de Atividades Espaciais (CNAE). Como consequência, em 12 de outubro de 1965, o Ministério da Aeronáutica oficializou a criação do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), instalado em área do município de Parnamirim, e que nos dez anos seguintes, deu a Natal a fama de "Capital Espacial do Brasil", desenvolvendo vários projetos internacionais em parceria com a NASA. Um dos motivos que levou à escolha do Nordeste para a instalação de uma base brasileira de lançamento de foguetes já é conhecido e comprovado pela sua posição estratégica, em relação ao tráfego aéreo entre a Europa, Norte da África e Estados Unidos.[14]
Em 1973, sem consulta à população local, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte mudou o nome do município para "Eduardo Gomes". Em 1987, um movimento que reuniu mais de quatro mil assinaturas levou à assembleia a devolver o nome inicial à cidade.[14]
A área total do município de Parnamirim é de 120,202 km², o que equivale a 0,2277% do território potiguar, 0,0077% do território do nordeste e 0,0014% do Brasil.[15] Desse total, 19,7948 são de área urbana, o que classifica o município na segunda posição a nível estadual, perdendo apenas para Natal.[5]
No município predomina um relevo plano, com altitudes médias e inferiores a cem metros, cuja formação é composta por tabuleiros costeiros — que também é considerado como "planalto rebaixado" e cuja principal constituição é a argila, podendo chegar ou não ao litoral — pelas planícies costeiras — terrenos alterados em sua forma devido principalmente à presença das dunas em sua constituição, além das praias que se limitam pelos tabuleiros costeiros. Os solos que podem ser encontrados em solo parnamirinense são: areia quartzosa distrófica (com drenagem excessiva, baixíssima fertilidade e textura formada por areia) e latossolo vermelho amarelo distrófico (profundo, poroso, com média textura, pouca fertilidade e drenagem forte). Entretanto, os solos de Parnamirim exigem um sistema de manejo que varia entre alta, média e baixa, pois as práticas realizadas nestes tipos de solo dependem muito de implementos agrícolas e da tração animal. Além disso, esses solos possuem uso regular e restrito unicamente às lavouras, apto apenas para dois cultivos anuais, embora possuam boa aptidão para a silvicultura e adaptação a culturas de ciclo longo. Há ainda uma pequena parte de terra reservada à preservação da fauna e flora.[16]
Parnamirim está situado em área de abrangência de rochas do Grupo Barreiras, formadas durante o período Terciário Superior, onde existe a predominância de arenitos que são conglomeráticos e com espessura que varia entre fina e média. Esses arenitos também possuem intercalações de siltitos e argilitos, que estão associados principalmente a sistemas fluviais. As rochas do Grupo Barreiras são formadas a partir de paraconglomerados, com seixos de quartzo, sílex e fragmentos líticos e matriz areno-argilosa avermelhada. Por último, no litoral, encontram-se dunas modeladas pela ação dos ventos, de origem marinha, cuja constituição é formada basicamente por areia: as paleodunas.[16]
O município de Parnamirim encontra-se dentro de um conjunto distinto de duas bacias hidrográficas, sendo a maior parte inserida dentro da bacia hidrográfica do rio Piranji, seguida pela faixa litorânea leste de escoamento difuso. Os principais rios que cortam Parnamirim são o rio Pitimbu, que nasce no município de Macaíba, corta o bairro natalense Pitimbu (daí seu nome) e deságua na Lagoa do Jiqui, no município de Parnamirim,[17] e o rio Pium, que nasce na divisa entre Parnamirim e Nísia Floresta e desemboca no Oceano Atlântico.[18] O município possui ainda a lagoa do Jiqui e seus principais riachos são Água Vermelha, Cajupiranga, Lamarão, Mendes e Ponte Velha.[16]
O intenso processo de conurbação atualmente em curso na chamada Grande Natal vem criando uma metrópole cujo centro está em Natal e atinge outros nove municípios do estado. A Região Metropolitana de Natal (RMN) foi criada no ano de 1997[19] e atualmente é constituída por 10 municípios, sendo a décima quinta maior aglomeração urbana do Brasil, com 1 350 840 habitantes.[20] Seu Produto Interno Bruto (PIB) somava em 2008 cerca de 12 665 085,735 mil reais, dos quais mais de dois terços pertenciam ao município de Natal e cerca de 10% ao município de Parnamirim.[21]
Parnamirim faz divisa com os municípios de Natal a norte, Nísia Floresta e São José de Mipibu a sul e Macaíba a oeste, além do Oceano Atlântico a leste.[16]
O clima de Parnamirim é tropical chuvoso (do tipo As segundo Köppen),[22] com verão seco e estação chuvosa atrasando-se para o outono e temperatura média anual de 27,1°C, tendo invernos amenos, em comparação ao resto do ano, e verões com predomínio de temperaturas altas.[16] O mês mais quente, janeiro, tem temperatura média de 27°C, sendo a média máxima de 21,9°C e a mínima de 32°C. E o mês mais frio, julho, possui média aproximada 24,2°C, sendo 28,3°C e 20°C as médias máxima e mínima, respectivamente.[23] O período chuvoso de Parnamirim e região, em média, ocorre entre fevereiro e julho. A umidade relativa do ar é de 79% e o tempo de insolação chega a 2 700 horas anuais.[16]
A precipitação média anual é de 1 537,6 mm, sendo novembro o mês mais seco, quando ocorrem 17,5 mm. Em junho, o mês mais chuvoso, a média fica em 288,1 mm.[23] Em Parnamirim e região metropolitana são registrados, durante a época das secas e em longos veranicos, registros de fumaça de queimadas em morros e matagais.[24][25] No Rio Grande do Norte, assim como em grande parte do país, as principais causas das queimadas são a agricultura e os tocos de cigarro jogados nas estradas. As altas temperaturas e o clima seco contribuem para o aumento desses índices.[26] Durante o período chuvoso costumam ocorrer inundações e deslizamentos de terra em algumas áreas.[27][28]
| Mês | Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Média alta °F | 90 | 88 | 88 | 87 | 85 | 84 | 83 | 84 | 86 | 88 | 89 | 89 | |
| Média baixa °F | 71 | 73 | 72 | 71 | 70 | 69 | 68 | 68 | 69 | 70 | 70 | 72 | |
| Precipitação polegadas | 1.89 | 3.44 | 7.14 | 9.37 | 10.24 | 11.34 | 7.85 | 4.99 | 1.72 | 0.7 | 0.69 | 1.15 | |
| Média alta °C | 32 | 31.3 | 31.3 | 30.7 | 29.5 | 28.7 | 28.3 | 28.9 | 30 | 31.1 | 31.5 | 31.7 | |
| Média baixa °C | 21.9 | 22.9 | 22.1 | 21.9 | 21.1 | 20.7 | 20 | 19.9 | 20.3 | 21.1 | 21.3 | 22.1 | |
| Precipitação mm | 48 | 87.4 | 181.4 | 238 | 260.2 | 288.1 | 199.4 | 126.8 | 43.8 | 17.9 | 17.5 | 29.1 | |
| Fonte: Tempo Agora (período: 1961-1990)[23] | |||||||||||||
A maior parte da vegetação original que possuía na cidade, a Mata Atlântica, foi devastada, e hoje a pouca parte desse tipo de vegetação é um ecossistema protegido.[16] Assim como na Região Metropolitana de Natal, Parnamirim também sofre com problemas ambientais.[25][29] Além da mata atlântica, também há em Parnamirim, outros dois tipos de vegetação distintos: a floresta subperifólia e a formação tabuleiros litorâneos. O primeiro é constituído por árvores com folhas largas, de coloração verde, além de troncos densos e delgados e solo coberto por uma camada de húmus. O último predomina em áreas já modificadas pela ação do homem.[16]
O município possui, em sua lei orgânica, um código ambiental, publicado com o objetivo de preservar as belezas naturais existentes em todo o município e garantir a qualidade de vida de gerações consideradas futuras.[30] Parnamirim possui ao longo do seu território, seis unidades de conservação ambiental. São eles: o Parque das Exposições, a unidade de Emaús, a lagoa do Jiqui, a praia de Cotovelo e o maior cajueiro do mundo.[31] Nessas áreas são proibidas quaisquer atividades que possam prejudicar a integridade local, como a livre circulação de veículos, aterros sanitários, assoreamentos, queimadas e depósitos de lixo.[16] Além das unidades de conservação, existem, segundo o plano diretor da cidade, as zonas de proteção ambiental, que se dividem em três subzonas distintas: as subzonas I, II e III.[32]
As unidades de conservação são os lugares onde grante parte das espécies animais e vegetais de Parnamirim se encontram. Segundo estudos divulgados em 2009, na fauna municipal foram cadastradas 98 espécies de aves, 70 de artrópodes, 17 de mamíferos e nove de anfíbios.[33] Dentre estas há de se destacar: o chorozinho-de-papo-preto e o patinho-do-nordeste (aves ameaçadas de extinção e que são comuns nas áreas verdes); morcegos das famílias phyllostomidae e vespertilionidae (mamíferos); e a coral-verdadeira e o teiú (répteis). Já na flora foram encontradas 59 espécies de árvores, sendo as principais: o pau-brasil, a sapucaia, o louro-canela, a pitombeira e o goiti-trubá.[33]
| Evolução populacional de Parnamirim (RN)[34] |
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|---|---|---|---|
| Ano | População | ||
| 1970 | 14 502 | ||
| 1980 | 26 362 | ||
| 1991 | 63 312 | ||
| 2000 | 124 690 | ||
| 2010 | 202 456 | ||
Em 2010, a população do município foi recenseada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 202 456 habitantes, sendo o terceiro mais populoso do estado, e com uma densidade demográfica de 1638,14 habitantes por km², o que lhe classificava como a segunda maior densidade populacional do Rio Grande do Norte (perdendo somente para Natal). Neste mesmo ano, 96 995 habitantes eram homens e 105 461 eram mulheres. Ainda segundo o mesmo censo, todos os seus habitantes viviam na zona urbana, o que coloca Parnamirim como o município potiguar com a maior taxa de urbanização.[20][35] Já em 2011 a população total estimada pelo IBGE é de 208 425 habitantes, o que ainda classifica Parnamirim como o terceiro mais populoso do estado do Rio Grande do Norte, perdendo apenas para Natal e Mossoró.[4] Devido à rápida expansão e à elevada taxa anual de crescimento do município, Parnamirim futuramente irá ultrapassar Mossoró no que diz respeito à população e se tornar o segundo município mais populoso do estado, ficando somente atrás da capital.[36]
Em relação ao censo de 2000, a população era de 124 690 habitantes, dos quais 87,53% viviam em áreas urbanas (109 139 habitantes), enquanto os 12,47% restantes viviam nas zonas rurais (15 551 pessoas), além de 60 533 dos habitantes serem do sexo masculino e 64 537 do sexo feminino.[34][37][38][39]
O Índice de Desenvolvimento Humano do município é considerado médio pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Em 2000, seu valor era de 0,760, sendo o segundo maior do estado e o 1578° do Brasil.[6] Considerando apenas a educação o índice é de 0,856, o índice da longevidade é de 0,721 e o de renda é de 0,703.[6] A renda per capita é de 9 255,08 reais.[7]
O coeficiente de Gini, que mede a desigualdade social, é de 0,48, sendo que 1,00 é o pior número e 0,00 é o melhor. A incidência da pobreza, medida pelo IBGE, é de 45,23%, o limite inferior da incidência de pobreza é de 36,34%, o superior é 54,12% e a subjetiva é 46,51%.[40]
Tal como a variedade cultural em Parnamirim, são diversas as manifestações religiosas presentes na cidade. Embora tenha se desenvolvido sobre uma matriz social eminentemente católica, é possível encontrar atualmente na cidade dezenas de denominações protestantes diferentes.[41]
A cidade está localizada no país mais católico do mundo em números absolutos. A Igreja Católica teve seu estatuto jurídico reconhecido pelo governo federal em outubro de 2009,[42] ainda que o Brasil seja atualmente um estado oficialmente laico.[43] De acordo com dados do censo de 2000, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a população de Parnamirim é composta por: Católicos (74,75%), evangélicos (15,34%), pessoas sem religião (6,88%), espíritas (0,94%) e 1,68% estão divididas entre outras religiões.[41]
De acordo com a atual divisão feita pela Igreja Católica, Parnamirim pertence à Província Eclesiática de Natal, mais precisamente à Arquidiocese de Natal. Essa arquidiocese foi inicialmente criada como diocese em 1909 e elevada à categoria de arquidiocese em 1952, com sede na Catedral Metropolitana de Natal, e atualmente se divide em 73 paróquias, dez áreas pastorais e treze zonais. Seu atual arcebispo é, desde 2003, Dom Matias Patrício de Macêdo. Em Parnamirim existem atualmente quatro paróquias e uma diaconia: a Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, a Paróquia do Beato André Soveral, a Paróquia do Beato Mateus Moreira e a Diaconia Nossa Senhora de Guadalupe. Essa diaconia é a única existente em toda a Arquidiocese de Natal.[44]
A paróquia de Nossa Senhora de Fátima, padroeira municipal, foi criada em 1º de abril de 1952, pelo então arcebispo da arquidiocese Dom Marcolino Dantas, quando Parnamirim ainda era um distrito anexado e subordinado ao município de Natal.[45] A sede da paróquia instalada na Igreja de Nossa Senhora de Fátima. O atual pároco dessa paróquia é Pe. Antônio Murilo de Paiva. Além do pároco, essa paróquia possui ainda um pároco emérito, seis vigários paroquiais e dois diáconos permanentes.[44] Já as outras paróquias possuem apenas um vigário paroquial, apenas duas delas possuem administradores paroquiais (são elas as paróquias dos beatos André Soveral e Mateus Moreira, que foram criadas em 2003 e são as mais recentes) e somente a paróquia de Nossa Senhora da Conceição possui um diácono permanente.[44] Parnamirim ainda pertence à terceira zonal da arquidiocese.[44]
Parnamirim possui os mais diversos credos protestantes ou reformados, como a Igreja Luterana, a Igreja Presbiteriana, a Igreja Metodista, as igrejas batistas, a Igrejas Assembleias de Deus, a Igreja Adventista do Sétimo Dia, a Igreja Mundial do Poder de Deus, a Igreja Universal do Reino de Deus, a Congregação Cristã no Brasil, entre outras.[46] Como citado acima, de acordo com o IBGE, em 2000 15,34% da população era protestante. Desse total, 10,43% são das igrejas evangélicas de origem pentecostal; 3,96% são das evangélicas de missão; 0,90% são das evangélicas sem vínculo institucional; e 0,04% pertencem a outras religiões evangélicas.[46]
Na cidade existem também cristãos de várias outras denominações, tais como as Testemunhas de Jeová (que representam 0,76% dos habitantes) e os membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (0,37%), também conhecida como Igreja Mórmon.[46]
Conforme o censo demográfico de 2000 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população de Parnamirim é formada por brancos (53,01%), pardos (42,26%), pretos (4,21%), indígenas (0,20%), amarelos (0,04%) e sem declaração (0,28%).[46] Sua composição étnica se deve às influências dos colonizadores da região a partir do século XIX.[14]
Logo no início deste período, Parnamirim recebeu principalmente imigrantes portugueses que colonizavam aquelas terras. Elas eram distribuídas pela Coroa Portuguesa a todos os que tinham interesse em participar do processo de colonização. O objetivo da Coroa era colonizar as novas terras com interesses puramente mercantis para a produção de cana-de-açúcar, produto que tinha alto valor na Europa e exigia grandes faixas de terra.[14]
Mais atualmente, o desenvolvimento da Região Metropolitana de Natal fez com que Parnamirim atraísse pessoas de outras partes do estado ou mesmo do país.[47] Entre 1991 e 2000, o município recebeu 20 443 pessoas de fora da cidade, o maior total de toda a região metropolitana.[47] Isso se deve ao fato de existir em Parnamirim, assim como em outros municípios da RMN, nos entornos de Natal, uma maior capacidade de absorção de forasteiros que vem em busca de trabalho na capital potiguar.[47][48] Grande parte dos novos habitantes vão para as áreas próximas à capital, o que fez com que surgisse uma conurbação entre as duas cidades.[48]
O poder executivo do município de Parnamirim é representado pelo prefeito e seu gabinete de secretários, seguindo o modelo proposto pela Constituição Federal.[49] O primeiro representante do poder executivo e prefeito constitucional do município foi José Augusto Nunes, em 1965. Em vários mandatos, diversas pessoas já passaram pela prefeitura, sendo o mais recente deles Maurício Marques dos Santos. Ele foi eleito para o cargo de prefeito parnamiriense nas eleições municipais realizadas em todo o Brasil no ano de 2008, com 35 661 votos (50%), derrotando outros três candidatos ao cargo.[50][51] Antes do atual prefeito, o cargo era exercido por Agnelo Alves, potiguar natural de Ceará-Mirim e pai do ex-prefeito natalense Carlos Eduardo Alves. Agnelo Alves foi eleito como prefeito de Parnamirim nas eleições municipais de 2000, com 61,067% dos votos válidos,[52] e reeleito nas eleições municipais de 2004, com mais de 72,858% de todos os votos válidos.[53] Além do prefeito, há o vice-prefeito. Este é o substituto do prefeito municipal em caso de ausência por licença ou outro impedimento; pode e deve exercer função dentro da administração municipal. Atualmente, o vice-prefeito do município é Epifânio Bezerra de Lima.[54]
O poder legislativo é representado pela câmara municipal, composta por doze vereadores eleitos para cargos de quatro anos (em observância ao disposto no artigo 29 da Constituição[55]) e está composta da seguinte forma: três cadeiras do Partido Republicano Brasileiro (PRB), duas do Partido Verde (PP), duas do Partido Democrático Trabalhista (PDT), duas do Partido Socialista Brasileiro (PSB), uma do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), uma Democratas (DEM) e do Partido Progressista (PP).[56] Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao Executivo, especialmente o orçamento municipal (conhecido como Lei de Diretrizes Orçamentárias). Devido ao poder de veto do prefeito, em períodos de conflito entre o Executivo e o Legislativo, o processo de votação deste tipo de lei costuma gerar bastante polêmica. Conquanto seja o poder de veto assegurado ao prefeito, o processo de votação das leis que se lhe opõem costuma gerar conflitos entre Executivo e Legislativo. O Poder Judiciário, cuja instância máxima é o Supremo Tribunal Federal, por sua vez é responsável por interpretar a Constituição Federal. O município de Parnamirim, não possui assim, constituição própria, em vez disso possui lei orgânica, publicada em 2 de abril de 1990.[16][57] O município é ainda a sede de uma Comarca de segunda entrância.[58]
Em complementação ao processo legislativo e ao trabalho das secretarias, existem também conselhos municipais, cada um deles versando sobre temas diferentes, compostos obrigatoriamente por representantes dos vários setores da sociedade civil organizada. A atuação e representatividade efetivas de tais conselhos, porém, são por vezes questionadas. Os seguintes conselhos municipais estão atualmente em atividade: Conselho de Assistência Social, Conselho de Educação, Conselho de Turismo, Conselho do Direito das Mulheres, Conselho do Idoso e Conselho do FUNDEB.[16]
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, Parnamirim possuía, em setembro de 2011, 97 114 eleitores, o que representa 4,354% dos eleitores do Rio Grande do Norte.[59] Esse número, por ser inferior a duzentos mil, faz com que não haja segundo turno no município.[60]
De acordo com o censo demográfico realizado em 2000 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Parnamirim possuía, naquele ano, dezesseis bairros oficiais: Boa Esperança, Centro, Cohabinal, Emaús, Jardim Planalto, Liberdade, Monte Castelo, Parque das Exposições, Parque do Pitimbu, Parque dos Eucaliptos, Passagem de Areia, Rosa-dos-ventos, Santa Tereza, Santos Reis e Vale do Sol. Desses, o mais populoso era o Emaús, enquanto o Cohabinal era o bairro de menor população.[61]
Atualmente, de acordo com a prefeitura municipal de Parnamirim, o município é oficialmente dividido em 22 bairros, além de uma "área de expansão", onde situa-se o chamado CATRE (Comando Aéreo de Treinamento). Também há a área do Aeroporto Augusto Severo, Base Aérea de Natal e Centro de Lançamento da Barreira do Inferno.[62]
A primeira formação administrativa de Parnamirim ocorreu em 23 de dezembro de 1948, quando este se transformou em um distrito criado pela lei estadual nº 146, anexado ao município de Natal. Somente dez anos depois o distrito foi elevado à categoria de município com o nome de "Parnamirim", e oficialmente instalado em 10 de janeiro de 1959. Em 1963 o nome do município foi alterado para "Eduardo Gomes", até que, em 1987, o município volta a ter seu nome original. Desde a emancipação até os dias atuais, o município de Parnamirim é formado somente pelo distrito-sede.[63]
O Produto interno bruto (PIB) de Parnamirim é o terceiro maior do estado (superado apenas por Natal e Mossoró) e o segundo maior de sua microrregião[7] (superado apenas por Natal). Nos dados do IBGE de 2008 o município possuía R$ 1 654 984,717 mil[40] no seu Produto Interno Bruto. Desse total 6 182 516,210 mil são de impostos sobre produtos líquidos de subsídios.[40] O PIB per capita é de R$ 9 255,08.[40]
| Produção de feijão, milho e cana-de-açúcar (2007)[40] | ||
|---|---|---|
| Produto | Área colhida (hectares) | Produção (tonelada) |
| Milho | 150 | 90 |
| Feijão | 300 | 165 |
| Cana-de-açúcar | 600 | 14 |
A agricultura é o setor que tem menos participação na economia de Parnamirim. De todo o PIB da cidade 20 982 mil reais é o valor adicionado bruto da agropecuária.[40] Segundo o IBGE em 2009 o município possuía um rebanho de 7 580 bovinos, 160 equinos, 1 590 suínos, 680 caprinos, 22 asinos, 55 muares, 1 510 ovinos, e 411 594 aves, dentre estas 219 471 galinhas e 192 123 galos, frangos e pintinhos. Em 2009 a cidade produziu 2,603 milhões de litros de leite de 2 410 vacas. Foram produzidos 4 326 dúzias de ovos de galinha e 56 mil dúzias de ovos de codorna. Na lavoura temporária são produzidos principalmente o milho (86 toneladas), mandioca (1 968 toneladas), o feijão (146 toneladas) e a cana-de-açúcar (14 520 toneladas).[40]
A indústria, atualmente, é o segundo setor mais relevante para a economia do município. 310 041 reais do PIB municipal são do valor adicionado bruto da indústria (setor secundário).[7] Grande parte deste valor é originário do Distrito Industrial. Está instalado às margens da BR-101 e é composto de várias empresas de diferentes ramos e chegou inclusive a ter a primeira fábrica de Coca-cola do país. É um distrito industrial/misto, pois possui empresas de pequeno, médio e grande porte.[64][65]
A prestação de serviços rende 1 081,317 reais ao PIB municipal.[7] O setor terciário atualmente é a maior fonte geradora do PIB da cidade. De acordo com o IBGE, a cidade possuía, no ano de 2008, 2.958 unidades locais, 2.890 empresas e estabelecimentos comerciais atuantes e 55 994 trabalhadores, sendo 29,678 pessoal ocupado total e 26,316 ocupado assalariado. Salários juntamente com outras remunerações somavam 332 401 reais e o salário médio mensal de todo município era de 2,4 salários mínimos.[40] O principal centro comercial fica no Centro. Além, claro, do setor imobiliário pujante na cidade que fez a população mais do que quadruplicar nos últimos quarenta anos.[66]
Parnamirim possuía, em 2009, setenta estabelecimentos de saúde, sendo 33 deles privados e 37 públicos entre hospitais, pronto-socorros, postos de saúde e serviços odontológicos. Neles a cidade possuía 166 leitos para internação.[40] No ano de 2008, foram registrados 3 379 nascidos vivos, sendo que 7,7% nasceram prematuros, 53,3% foram de partos cesáreos e 17,3% foram de mães entre 10 e 19 anos (0,9% entre 10 e 14 anos). A taxa bruta de natalidade era de 18,9.[67] Em 2000, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da longevidade em Parnamirim era de 0,721 (o brasileiro era de 0,638).[6] O índice de suicídios naquele ano para cada 100 mil habitantes foi de 3,4, sendo o trigésimo terceiro a nível estadual e o 1616° a nível nacional.[68]
Parnamirim pertence, juntamente com os municípios de Extremoz, Macaíba, Natal e São Gonçalo do Amarante, à VII Regional de Saúde do estado do Rio Grande do Norte .[69] Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, Parnamirim possuía em 2008, um total de 345 profissionais de saúde residentes no próprio município, sendo 174 deles agentes de saúde, dez assistentes sociais, 101 auxiliares de enfermagem, 32 auxiliares de consultório dentário, 24 enfermeiros, dois clínicos gerais e dois nutricionistas. Já entre os profissionais de saúde residentes fora do município, existia um total de 405 pessoas, sendo quatro agentes de saúde, 43 auxiliares de enfermagem, 25 bioquímicos, 52 dentistas, 65 enfermeiros, treze fisioterapeutas, trinta ginecologistas, seis cardiologistas, cinco clínicos gerais, 46 pediatras, seis nutricionistas, dezenove ortopedistas, nove psicólogos, onze oftalmologistas e nove radiologistas, além de outras 36 pessoas que trabalhavam em outras profissões de saúde.[16]
Parnamirim, em 2009, contava com 55 511 matrículas e 255 escolas nas redes públicas e particulares entre os ensinos pré-escolar, fundamental e médio.[40] No ano de 2009, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) das escolas estaduais era de 3,3 para estudantes de 1ª à 4ª série e 3,0 para estudantes de 5ª à 8ª série, enquanto que o índice das escolas municipais era de 4,0 para estudantes no ensino primário e 3,2 para estudantes do ginásio (de quinta à oitava série).[70] O município possui a melhor escola pública de Educação Básica e toda Região Metropolitana de Natal e também de todo o estado do Rio Grande do Norte. No ranking da região metropolitana, o IDEB de Parnamirim, em 2009, subiu de 3,8 para 4,0, o maior da região, superando Natal (3,7), Nísia Floresta (3,6) e Extremoz (3,1), que são a segunda, terceira e quarta colocadas na classificação entre os municípios da Grande Natal, respectivamente. O município é também líder no ranking do segundo clico na região metropolitana, juntamente com a capita, cujo índice é de 3,2. Entre as melhores escolas de Parnamirim estão a Nossa Senhora da Guia (6,4) e Homero de Oliveira Dantas (5,2).[71] Atualmente, o governo do estado vem trabalhando e realizando estudos para melhorar o IDEB do estado e dos municípios.[72] O município possui em seu território algumas instituições de ensino superior instaladas, como a Faculdade União Americana,[73] e o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN).[74] Este último foi inaugurado em uma cerimônia em Brasília, onde estavam presentes Luís Inácio Lula da Silva (presidente brasileiro na época) e o reitor do instituto, Belchior de Oliveira Rocha.[74][75]
Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) e do Ministério da Educação (MEC), o índice de analfabetismo no ano de 2000 entre pessoas era mais frequente na faixa etária acima dos vinte e cinco anos (15,9%), enquanto a menor frequência era entre quinze e dezessete anos (4,42%).[76] A taxa bruta de frequência à escola, que em 1991 era de 66,29%, passou para 85,13% em 2000.[77] 4 166 pessoas possuíam menos de um ano de estudo ou não contavam com instrução alguma.[78]
Como na maioria dos municípios brasileiros, a criminalidade ainda é um problema em Parnamirim. Em 2008, a taxa de homicídios no município foi de 27,4 para cada 100 mil habitantes, ficando na nona posição a nível estadual e no 580° lugar a nível nacional.[79] Para tentar reduzir essas taxas de criminalidade, o 3º Batalhão de Polícia Militar, sediado em Parnamirim, juntamente com a prefeitura, busca tomar medidas inerentes a segurança pública.[80]
Além da segurança pública, o município conta com outros serviços básicos. O serviço de abastecimento de água de toda o município é feito pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN),[81] enquanto a responsável pelo abastecimento de energia elétrica em Parnamirim é a Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern), que fornece energia em todos os municípios do estado do Rio Grande do Norte.[82] No ano de 2007 existiam 60 499 consumidores e foram consumidos 233 779 KWh de energia.[16] Ainda há serviços de internet discada e banda larga (ADSL) sendo oferecidos por diversos provedores de acesso gratuitos e pagos. O serviço telefônico móvel, por telefone celular, é oferecido por diversas operadoras. Existe ainda acesso 3G, oferecido ao município por algumas operadoras.[83] O código de área (DDD) de Parnamirim é 084[84] e o Código de Endereçamento Postal (CEP) da cidade é de 59600-000.[85] No dia 10 de novembro de 2008 o município passou a ser servido pela portabilidade, juntamente com outras cidades de DDDs 33 e 38, em Minas Gerais; 44, no Paraná; 49, em Santa Catarina; além de outros municípios com código 84, no Rio Grande do Norte.[86]
Há transmissão de canais nas faixas Very High Frequency (VHF) e Ultra High Frequency (UHF). Em 2008, Parnamirim sediava duas emissoras de rádio, ambas em modulação em frequência (FM). Existiam ainda três jornais em circulação, uma agência do Banco do Brasil, uma do Banco Itaú, uma do Banco do Nordeste, uma da Caixa Econômica Federal e quatro unidades postais telegráficas, sendo uma unidade da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, duas agências de correios comunitários e uma unidade que incluía um tipo de unidade postal telegráfica.[16]
Parnamirim possui acesso a outros estados e municípios do Rio Grande do Norte por meio de rodovias federais e estaduais. Oficialmente, apenas três rodovias atravessam o município de Parnamirim, sendo duas federais e uma estadual. As federais são a BR-304, que liga Parnamirim a Fortaleza (capital do Ceará) e a BR-101, que começa em Touros, também no estado do Rio Grande do Norte, estendendo-se até o Rio Grande do Sul, estado mais meridional do país. Já a rodovia estadual é a RN-063, que é curta e liga a capital potiguar até Nísia Floresta, município limítrofe com Parnamirim a sul.[87] De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Justiça e Departamento Nacional de Trânsito, a frota registrada em Parnamirim no ano de 2010 possuía um total de 56 433 unidades de veículos, sendo 33 077 automóveis, 1 585 caminhões, 248 caminhões-trator, 3 198 caminhonetes, 1 398 camionetas, trezentos micro-ônibus, 14 055 motocicletas, 1 004 motonetas, 259 ônibus, três tratores de rodas e 514 veículos utilitários. Outras tipos de veículos incluíam 791 unidades.[40]
O município de Parnamirim é atravessado por uma única ferrovia em todo o seu território, que é responsável por fazer a ligação entre o município potiguar de Macau ao vizinho estado da Paraíba.[88] Essa rodovia se estende por 479 quilômetros de extensão e está atualmente sob responsabilidade da Transordestina.[89]
Parnamirim possui o Aeroporto Internacional Augusto Severo, principal aeroporto do Rio Grande do Norte e um dois aeroportos administrados pela Infraero (o outro é o Aeroporto Internacional de Natal/São Gonçalo do Amarante).[90] O nome desse aeroporto é uma homenagem ao potiguar Augusto Severo de Albuquerque Maranhão, que faleceu em um acidente de balão em 1902. O aeroporto já passou por três reformas desde a sua construção, sendo a primeira em 1957, a segunda em 1980 e a terceira em 1996. Desde a segunda reforma do aeroporto, este é administrado pela Infraero. Localizado a dezoito quilômetros de Natal, atualmente é o quarto maior aeroporto da Região Nordeste em número de passageiros.[91] Situado a uma altitude de 51 metros acima do nível do mar (169 pés), possui condições meteorológicas e geográficas favoráveis e é classificado como aeroporto internacional e de primeira categoria,[92] porém já não dá mais conta da grande demanda de passageiros que recorrem ao aeroporto e atualmente se encontra saturado,[93] devido principalmente à grande e crescente demanda de turistas que chegam à cidade.[94][95]
O transporte hidroviário em Parnamirim, assim como do estado do Rio Grande do Norte, nos dias atuais, praticamente não é utilizado, pois os rios que cortam e atravessam o estado e o município são temporários, isto é, ficam secos durante o período da estiagem (seca).[96]
De acordo com o censo demográfico de 2010 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Parnamirim possuía, em geral, 60 329 domicílios. De todo esse total, existiam 47 584 casas (78,87%), 5 468 casas de vila ou em condomínio (9,06%), 7 176 apartamentos (11,89%) e apenas 101 habitações em casa de cômodos e cortiços (0,17%).[97] Já em relação à condição de ocupação do domicílio, 40 971 eram imóveis próprios (67,91%), 16 760 eram alugados (27,78%), 2 487 cedidos (4,12%) e 111 eram ocupados sob uma outra condição (0,18%). Em relação ao abastecimento de água realizando nas residências, 58 347 recebiam água tratada a partir de uma rede geral de distribuição (96,71%), 1 212 imóveis eram abastecidos por um poço ou nascente na propriedade (2,01%) e 770 unidades possuíam abastecimento de água vindo de outras fontes (1,28%). Quanto à energia elétrica, 60 213 imóveis eram abastecidos (98,90%), sendo 170 a partir de uma outra fonte (0,28%) e 60 043 a partir de uma companhia distribuidora de energia (99,54%); outros 116 domicílios não tinham ou não eram abastecidos pela rede elétrica (0,19%).[98]
Em relação ao destino do lixo, 59 666 domicílios possuíam coleta (98,90%), dos quais 56 102 eram coletados por serviço de limpeza (92,99%) e 3 564 possuíam a coleta feita a partir de uma caçamba de serviço de limpeza (5,91%); outros 663 imóveis não possuíam coleta de lixo (1,10%).[98] Quanto ao esgotamento sanitário, 87 domicílios não possuíam banheiros nem sanitários (0,14%); já entre os 60 242 domicílios que a possuíam (99,86%), 2 648 tinham esgotamento sanitário feito a partir da rede geral de esgotos ou pluvial (4,39%), 32 091 a partir de uma fossa séptica (53,19%) e 25 503 com esgotamento sanitário feito de uma outra maneira (42,27%).[99]
A responsável pelo setor cultural de Parnamirim é a Fundação Parnamirim de Cultura, que tem como objetivo planejar e executar a política cultural do município por meio da elaboração de programas, projetos e atividades que visem ao desenvolvimento cultural. Está vinculada ao Gabinete do Prefeito, integra a administração pública indireta do município e possui autonomia administrativa e financeira, assegurada, especialmente, por dotações orçamentárias, patrimônio próprio, aplicação de suas receitas e assinatura de contratos e convênios com outras instituições.[100]
No cenário teatral de Parnamirim, destacam-se os serviços desponibilizados pelos órgãos municipais. A Fundação Parnamirim de Cultura, por exemplo, ajuda anualmente, em maio, nas comemorações da festa de Nossa Senhora de Fátima. Em 2011 também houve a organização da opereta Oratório de Nossa Senhora de Fátima, em homenagem à santa padroeira da cidade, além de espetáculos teatrais e shows religiosos.[101] A Fundação ainda organiza todos os anos, desde 2006, o espetáculo Nas Asas da História, que conta em forma de teatro à população sobre a história da cidade, sendo exibido em vários bairros e distritos nos meses de dezembro, nas proximidades do aniversário de emancipação política.[101] O Projeto de Leitura Conto e Encanto é realizado desde 2009 e conta com a exibição de peças infantis às crianças de 2 a 6 anos nos Centros Infantis de Parnamirim.[102] E está em construção o Teatro Municipal de Parnamirim, o Cine Teatro, que deverá ser inaugurado ainda no primeiro semestre de 2012. Contará com capacidade para 500 pessoas e 4 402 m², divididos em compartimentos no andar térreo e no primeiro andar, sendo um dos maiores do estado do Rio Grande do Norte.[103][104]
O artesanato também é uma das formas mais espontâneas da expressão cultural parnamirinense. Em várias partes do município é possível encontrar uma produção artesanal diferenciada, feita com matérias-primas regionais e criada de acordo com a cultura e o modo de vida local. Alguns grupos, ou mesmo a Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), reúnem diversos artesãos da região, disponibilizando espaço para confecção, exposição e venda dos produtos artesanais. Normalmente essas peças são vendidas em feiras, exposições ou lojas de artesanato. Na cidade destaca-se a feira de artesanato da Praça Paz de Deus, realizada anualmente em maio.[105][106]
Parnamirim ainda conta com diversos pontos turísticos por toda a cidade, que vão desde construções até atrativos naturais. O Planetário Aluísio Alves foi inaugurado em dezembro de 2008 e conta com 53 cadeiras dispostas ao redor de um aparelho semelhante a um semiglobo, sendo um dos únicos do Nordeste brasileiro. Realiza palestras sobre astronomia e cursos práticos.[107] O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno é uma base da Força Aérea Brasileira (FAB) para lançamentos de foguetes, contando ainda com uma praia e um museu aeroespacial.[108] O Mercado Público Municipal é uma das principais áreas de comércio popular da cidade, vendendo produtos como roupas, sapatos e alimentos.[108] O Parque Aluízio Alves foi inaugurado em 18 de março de 2007 e faz parte de um complexo que conta com uma fonte luminosa, banheiros, pista de skate, playgroud e teatro de arena, além de um pequeno rio artificial e uma réplica do Pico do Cabugi e uma estátua em tamanho natural do ex-governador potiguar Aluízio Alves.[108]
As praias de Cotovelo e de Piranji são alguns dos principais atrativos naturais, e têm boa arborização e estrutura, além de falésias e possuirem relevante valor paisagístico. A segunda citada ainda destaca-se pelos Parrachos de Pirangi e abriga o maior cajueiro do mundo, que tem 10 mil m² quadrados de copa e que em 1994 entrou para o Guiness Book.[108] Atualmente tramita-se a poda parcial da árvore, que estaria causando lentidão do trânsito da região, já que os galhos estão atingindo a Rota do Sol, o que está gerando polêmica entre a população.[109]
Para estimular o desenvolvimento socioeconômico local, a prefeitura de Parnamirim, juntamente ou não com empresas locais, investe no segmento de festas e eventos. Essas festas, muitas vezes atraem pessoas de outras cidades, exigindo uma melhor infraestrutura no município e estimulando a profissionalização do setor, o que é benéfico não só aos turistas, mas também a toda população da cidade. As atividades ocorrem durante o ano inteiro. Dentre elas destaca-se o a Exposição de Animais e Máquinas Agrícolas do Rio Grande do Norte, mais conhecida como "Festa do Boi". Maior evento de agronegócio do estado[110] onde também são realizados exposição de animais, concursos, leilões e muitos negócios, além de uma movimentada programação cultural incluindo principalmente shows de vários artistas.[111]
Assim como em grande parte do país, em Parnamirim o esporte mais popular é o futebol. Um importante clube da cidade é o Potiguar de Parnamirim, fundado dia 11 de fevereiro de 1945.[112] Manda seus jogos no Estádio Tenente Luiz Gonzaga, mais conhecido como Gonzagão, que ainda é o principal da cidade, fundado em 9 de janeiro de 2001 e que hoje conta com capacidade de até cerca de 8 000 pessoas.[113] Outro time igualmente importante é o Parnamirim Sport Club, fundado em 14 de julho de 1985. Há também o Parnamirim Futebol Clube.[114]
A Secretaria Municipal de Turismo, Esporte e Lazer (SETEL) é o órgão público responsável por planejar e comandar a vida esportiva e os setores do lazer e turismo no município de Parnamirim.[115] Além dos clubes de futebol citados na cidade também há equipes em outras modalidades esportivas, como futsal, atletismo, vôlei, futebol de areia, queimada, ciclismo, handebol e bissicros. Dentre as competições, uma das principais é os Jogos Escolares de Parnamirim, organizados desde 2004 e que reúnem anualmente mais de mil alunos de escolas públicas e particulares que se enfrentam em diversas modalidades.[116]
Segundo a Associação do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte (AMPERN), em Parnamirim há dois feriados municipais, oito feriados nacionais e três pontos facultativos. Os feriados municipais são: o dia da padroeira Nossa Senhora de Fátima, 13 de maio, e o dia da emancipação política do município, comemorado em 17 de dezembro.[117] De acordo com a lei nº 9.093 de 12 de setembro de 1995, os municípios podem ter no máximo quatro feriados municipais, já incluída a Sexta-Feira Santa.[118][119]