Portal:Corumbá-Ladário

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Portal de Corumbá e Ladário

Corumbá é a terceira cidade mais importante do estado em termos econômicos, culturais e populacionais depois de Campo Grande (a capital do estado) e Dourados. Constitui o mais importante porto do estado de Mato Grosso do Sul e um dos mais importantes portos fluviais do Brasil e do mundo. Corumbá é conhecida como cidade branca pela cor clara de sua terra, pois está assentada sobre uma formação de calcário. Localizado na margem esquerda do rio Paraguai, grande parte do município é ocupado pelo Complexo do Pantanal. Em razão disso, o apelido Capital do Pantanal denota a importância do município, que é a principal e mais importante zona urbana da região alagada.


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Ladário é um município brasileiro localizado a oeste do estado de Mato Grosso do Sul. O município está situado na região pantaneira do estado de Mato Grosso do Sul, na margem esquerda do Rio Paraguai e dentro da área do município de Corumbá, além de depender economicamente da mesma. Esta cidade colonial é considerada continuação urbana de Corumbá e a distância entre os dois centros é de apenas 6 km, que é a mesma distância entre os respectivos portos. Juntas, Corumbá e Ladário somam 117.690 habitantes.

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História




No século XVIII, visando a um tratado de limites existente, foi fundado pelos espanhóis em 1774 um povoado na foz de Ipané. Em 13 de setembro de 1775 foi oficialmente fundado o Forte Coimbra para a defesa da região. Em 21 de setembro de 1778, efetuou-se a ocupação do local onde se localiza atualmente Corumbá (Em 2 de setembro o local onde se encontra atualmente Ladário começou a ser povoado). Nessa mesma data, a mando do Governador da Capitania de Mato Grosso (o Capitão-General Luís de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres), o sargento-mor Marcelino Rois Camponês, que comandava uma expedição militar, adquiriu a posse da região para a Coroa Portuguesa, fundando o local e batizando-o com o nome de Nossa Senhora da Conceição de Albuquerque, sendo então lavrado o termo de fundação.

Em 15 de novembro de 1878, pela lei nº 525, é elevada à categoria de cidade. Já no fim do século XIX], o porto fluvial de Corumbá era o terceiro maior da América Latina e movimentava pelos vapores da rota Europa/Brasil o comércio de peles, charques e outras riquezas da região. Em 1977 foi criado o estado de Mato Grosso do Sul e Campo Grande foi escolhida a capital do novo estado, o que restou a Corumbá um número reduzido de atividades econômicas (algumas indústrias, um comércio de pequena expressão e uma grande atividade agropecuária). A partir de 2005 a cidade começa a passar por uma cirurgia sócio-econômica: muitos empreendimentos começaram a chegar e a cidade passa a receber vários investimentos públicos e sociais. Com o Pantanal ocupando 60% de seu território, em 2007 Corumbá passou a ser chamada oficialmente de Capital do Pantanal, constituindo no principal portal para esse santuário ecológico.

Imigração


Corumbá estava em contínuo progresso e seu porto era atracado por embarcações nacionais e estrangeiras de grande calado. Com o impulso do desenvolvimento local, mais estrangeiros foram chegando. Com isso já havia na cidade uma enorme composição de estrangeiros, que chegaram a superar numericamente o número de brasileiros.

Árabes: a partir de 1912, fugindo das guerras sangrentas que assolavam o Oriente Médio. Sírios, Libaneses, Turcos e Armênios chegavam ao Porto de Santos. De Santos partiram para o Porto de Corumbá, que era o portal de entrada para a região Centro Oeste, e o pólo comercial do antigo Mato Grosso. Com a chegada do trem, muitos imigrantes que estavam na cidade há anos em Corumbá acabaram se mudando para Campo Grande, onde encontraram clima bem mais ameno, muito parecido com o da terra natal.

Europeus: eram de diversas nacionalidades e se dedicaram ao comércio e a construção. Esse grupo, que era reduzido, monopolizou a política, a economia e a administração de Corumbá, voltando-se para seus interesses e pouco realizando a favor da sociedade local.

Sulamericanos (paraguaios, argentinos, uruguaios, bolivianos e índios): representavam a maior parte da população que sobrevivia de forma precária; o mesmo ocorria com os índios que serviam de mão-de-obra barata no porto. Todos estes engrossavam o contingente pobre da cidade.

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Curiosidades




  • Historicamente já foi bem mais importante que hoje. Antes de Campo Grande ser o centro econômico do antigo Mato Grosso (antes da criação de MS), o eixo econômico da região era Corumbá (seu poder sucumbia Cuiabá, a capital do estado). Esse período se iniciou em 1873, no pós-guerra do Paraguai (ou da Tríplice Aliança) e durou até os anos 1930. Possuia o terceiro maior porto da América Latina, além de já ter sido também o principal e mais importante centro comercial da região Centro-Oeste.
  • O antropólogo, etnógrafo e pensador belga Claude Levi-Strauss passou alguns dias em Corumbá, tendo registrado em seu livro Tristes Trópicos uma breve impressão sobre a cidade na década de 1960.
  • O acordionista ítalo-brasileiro Mário Zan (Mario Giovanni Zandomeneghi) passou uma temporada em Corumbá, na década de 1940, ocasião em que compôs uma de suas mais célebres composições (Chalana).
  • O município de Corumbá é o maior município estadual, ocupando quase 20% de todo território de Mato Grosso do Sul.
  • Possui ao mesmo tempo as terras mais baixas do Centro-Oeste, o Pantanal, com pouco mais de 100 metros acima do nível do mar, e as terras mais altas do Centro-Oeste, a Serra do Urucum, onde as altitudes superam os 2 mil metros. Isso tudo numa distância de alguns quilômetros.
  • No início do século passado, a Serra do Urucum era procurada por pessoas de diversas regiões, inclusive outros países, buscando a cura para males como a tuberculose, devido ao ar puro e clima de montanha, além das piscinas naturais e cachoeiras de água mineral.
  • Possui a mais alta proporção de cabeças de gado por habitante do mundo, com estimados 4,5 milhões de reses para pouco mais de 100 mil habitantes.
  • Corumbá é considerada o embrião do Mercosul, pois foi a primeira cidade da região a manter relações comerciais com países vizinhos, em especial Paraguai e Argentina.
Artigos em destaque




Embrapa Pantanal: Centro de Pesquisa Federal criado especialmente para atuar no Pantanal, Brasil. Ele é um dos 41 centros de pesquisa descentralizados da Embrapa distribuídos pelo país e ligados ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Em 1975, a Embrapa Pantanal foi criada como uma unidade de pesquisa de âmbito estadual. Sua missão inicial era desenvolver e adaptar tecnologias para a pecuária no Pantanal, a qual era (e continua sendo) a principal atividade econômica da planície de inundação. A percepção da complexidade da tarefa e do ecossistema, e suas peculiares características socioeconômicas levaram, em 1984, à transformação da unidade de pesquisa em um Centro de Pesquisa. Em 1986, o Programa Nacional de Pesquisas do Pantanal foi estabelecido para promover a geração de informações sobre a região e promover o seu desenvolvimento. Este Programa existiu até 1993 e, desde então, a instituição entrou com sucesso no sistema competitivo de captação de recursos, composto por agências nacionais e estrangeiras.


Centro de Convenções de Corumbá: O Centro de Convenções de Corumbá localiza-se no Porto Geral, na cidade de Corumbá-MS, com uma vista privilegiada do rio Paraguai, onde se observa também o pôr-do-sol e a estrutura de captação de água que abastece a cidade. O local era um armazém da Portobrás. O projeto é de autoria do arquiteto corumbaense Carlos Lucas Mali, estando em uma área de 4.400 m2 com climatização e sistema multimídia de som. Possui alamedas de palmeiras, mirantes e monumentos em homenagem aos imigrantes e aos pescadores.
Imagens em destaque




Porto Geral DSC0029911111.JPG

Casario do Porto Geral


Vista do Centro através do Jardim da Independencia.jpg

Jardim da Independência


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Commons
Corumbaenses em destaque




Apolônio de Carvalho (Corumbá, 9 de fevereiro de 1912Rio de Janeiro, 23 de setembro de 2005) foi um militar comunista que deixou o Brasil durante a ditadura de Getúlio Vargas, tendo passado grande parte de sua vida na Europa, onde lutou contra o nazi-fascismo ao lado das tropas da Resistência na França, o que o tornou um humanista de renome internacional.

Fileto Borges de Barros, conhecido por Borges de Barros (Corumbá, 27 de março de 1923São Paulo, 12 de dezembro de 2007) foi um humorista e dublador brasileiro. Conhecido como "O homem das mil caras e das mil vozes". Filho do alfaiate Leobino Borges de Barros (que morreu quando Borges de Barros nasceu) e Teresa de Jesus Lívio. Sua principal característica, que logo foi notada, é a capacidade de fazer várias vozes diferentes. E, embora procurasse fazer personagens sérios, sempre o escalavam para comédias. Conheceu Manuel da Nóbrega na TV Paulista, onde trabalhava desde 1951. Foi um ator muito versátil, pois fez vários papéis na TV. Sua voz era a mais variável possível. Manuel de Nobrega o escolheu para fazer a Praça da Alegria, no papel de mendigo milionário, no que fazia críticas políticas. O seu bordão “Caro colega” pegou no Brasil inteiro. A parceira com Manuel da Nóbrega durou 25 anos. Faleceu no dia 12 de dezembro de 2007, aos 84 anos de idade, após alguns dias de internação.

Delcídio do Amaral Gómez, conhecido também por Delcídio Amaral (Corumbá, 8 de fevereiro de 1955) é um engenheiro eletricista e político, atualmente Senador da República com destaque nacional. Filho de Miguel Gómez e Rosely do Amaral Gómez. Em março de 1994 ocupou a secretaria executiva do Ministério das Minas e Energia, onde permaneceu até setembro. No final do governo Itamar Franco foi ministro de Minas e Energia, de setembro de 1994 a janeiro de 1995. Fez parte da diretoria de Gás e Energia da Petrobrás durante o Escândalo do apagão, a crise de energia de 2000/2001. Deixou a Petrobrás e fez inscrição no PT. Apoiado pelo governador do Mato Grosso do Sul, Zeca do PT, disputou um lugar de senador. Seu adversário foi o político, ex-governador e ex-senador Pedro Pedrossian. Delcídio Amaral conseguiu uma vaga para o Senado Federal por uma diferença de 73.417 votos. Em 2005 foi relator da CPMI dos Correios.

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