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— Distrito —
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| Vista parcial | ||
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| Localização de Senador Melo Viana | ||
| Estado | Minas Gerais | |
| Município | Coronel Fabriciano | |
| Criado em | 30 de dezembro de 1962 | |
| População (2010) | ||
| - Total | 55 013 | |
| Rendimento médio mensal | R$ 582,85 | |
| Limites | Ipatinga e Distrito-Sede | |
Senador Melo Viana é um distrito do município brasileiro de Coronel Fabriciano, no interior do estado de Minas Gerais. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sua população no ano de 2010 era de 55 013 habitantes.[1] É o mais populoso da cidade, reunindo cerca de 53% da população municipal, sendo que a Sede, o outro distrito em que Fabriciano se divide, contava com 47 382 pessoas.[1]
Foi onde ocorreu o início da expansão urbana e comercial de Fabriciano, no final da década de 1930, quando o distrito ainda fazia parte do município de Antônio Dias.[2][3] Na Avenida Geraldo Inácio, no bairro Melo Viana, é onde está localizada uma das principais áreas comerciais de Coronel Fabriciano. Houve um grande crescimento do comércio dessa região especialmente nos últimos 10 anos, sendo que atualmente esta é a principal atividade econômica do lugar.[4]
No distrito estão situados alguns dos principais atrativos turísticos de Coronel Fabriciano, como o Santuário de Nossa Senhora da Piedade, no bairro Córrego Alto, e o Mosteiro Carmelo da Santíssima Trindade, no Contente. Também se destaca o Centro de Arte e Cultura de Coronel Fabriciano, no Melo Viana, onde ocorrem regularmente atividades artísticas voltadas para a comunidade.[5] Nas áreas preservação ambiental cujos territórios delimitados cobrem parte do distrito ainda podem ser observadas espécies da fauna e flora típicas de áreas do domínio de mata atlântica, dentre estas algumas em extinção, como o lobo-guará e o macaco da cara-branca.[6]
Índice |
Os primeiros moradores do atual distrito, que hoje ocupa a parte norte do perímetro urbano fabricianense, se estabeleceram no final da década de 1910 para a construção da Estrada de Ferro Vitória a Minas, que passaria onde hoje está a Sede municipal. Em 1919 veio para o lugar João Texeira Benevides, oriundo de Ferros, trazendo a primeira professora da região, sua sobrinha Maria de Lourdes de Jesus. João também doou terrenos para a construção da primeira igreja católica, a primeira escola e o primeiro cemitério, ambos situados em território do atual distrito, que àquela época já havia se tornado um povoado, denominado Santo Antônio do Picacicaba.[3]
Em 7 de setembro de 1923 o atual município de Coronel Fabriciano foi elevado à categoria de distrito de Antônio Dias, sendo que a sede deste distrito situava-se, inicialmente, em Santo Antônio do Picacicaba. Mas a inauguração da Estação do Calado, ocorrida em 9 de julho do ano seguinte, trouxe ao atual Centro de Fabriciano um maior crescimento populacional e econômico, o que fez com que este situasse a sede distrital.[3]
No começo da década de 1930 o Melo Viana ainda possuía apenas cerca de 40 casas, porém era mais populosa que a região da estação ferroviária. As principais atividades econômicas naqueles tempos eram a agricultura e a carvoaria nas fazendas que situavam-se onde hoje está a região dos bairros São Geraldo, Santa Cruz, Sílvio Pereira I e Sílvio Pereira II. A partir daí começou o desenvolvimento comercial, sendo que os primeiros estabelecimentos foram os pequenos armazéns que vendiam produtos básicos. Ao longo do tempo, principalmente a partir do final da década de 40, o comércio foi ganhando força, especialmente às margens da Avenida Geraldo Inácio, até se tornar uma das principais atividades econômicas.[3]
No final da década de 1950, pouco antes de ser criado o distrito, houve um projeto de lei que havia proposto a elevação de Senador Melo Viana à categoria de município. A área pretendida englobava toda a parte norte de Fabriciano até o traçado feito pela Avenida Presidente Tancredo de Almeida Neves, que corta a cidade pelos atuais bairros Caladinho, Bom Jesus e Todos os Santos.[3] Este projeto chegou a ser registrado na Secretaria de Interior do Estado de Minas Gerais, porém não obteve o resultado desejado,[3] tendo conquistado apenas a criação do distrito pela lei estadual nº 2764, de 30 de dezembro de 1962. Até essa data, o município era composto por quatro distritos: Barra Alegre, Ipatinga, Sede e Timóteo. Em abril de 1964 Ipatinga e Timóteo emanciparam-se e Barra Alegre passou a fazer parte de Ipatinga. Desde então, Fabriciano é composta pela Sede e pelo distrito de Senador Melo Viana.[7] O nome do distrito é uma homenagem ao político Fernando de Mello Viana, que foi presidente do Brasil na época em que o município de Coronel Fabriciano foi elevado a distrito, em 1923.[8]
Com o passar do tempo foi de destacando o crescimento populacional da região do distrito, até este se tornar mais populoso que a Sede de Fabriciano, segundo os censos demográficos de 2000[9] e 2010.[1] Com a falta de terrenos na Sede, passou a ocorrer a partir do final da década de 1990 uma valorização dos lotes de Senador Melo Viana.[10] O comércio continuou a ganhar força, e sempre foi uma das principais atividades econômica de vários bairros.[2] E, devido ao aumento populacional, houve a necessidade de investimentos em infraestrutura. Os bairros Sílvio Pereira I e Sílvio Pereira II, por exemplo, foram criados em setembro de 1991 como um núcleo habitacional de casas populares, cujo projeto previa que seria o maior núcleo habitacional do país a ser inaugurado pelo Governo do presidente Fernando Collor de Mello, com esforços da administração do prefeito Hélio Arantes de Faria.[11] Vários bairros também ganharam, com o passar dos anos, asfaltamento, expansão comercial e segurança pública.[11]
O distrito possui altitude média de 366 metros,[12] sendo que grande parte das altitudes mais elevadas estão localizadas na Serra dos Cocais. A Serra não está inserida no distrito, porém a parte norte de Senador Melo Viana, onde estão os bairros Contente, Caladão e Manoel Maia, faz limite com o Cocais e é onde há predomínio de morros elevados. A Pedra do Caladão, por exemplo, situada nas proximidades do bairro homônimo, chega aos 400 metros de altura.[13]
Senador Melo Viana também não é banhado por nenhum rio, entretanto o Córrego Caladão, que nasce na Serra dos Cocais e desagua no Rio Piracicaba após percorrer 10 km, corta o distrito de norte a sul, passando por vários de seus bairros, como o Manoel Maia, o Floresta, o Melo Viana e o Gionannini. O córrego sofre com a sujeira e poluição vinda de residências, pequenas indústrias, oficinas ou matadouros. Também há, ao longo de seu curso, assoreamento das margens e erosão; o que vem colaborando para a extinção de espécies da biodiversidade local e regional, sendo que na época das chuvas são comuns enchentes nas áreas mais baixas do distrito.[14]
O clima do distrito, assim como o fabricianense, é caracterizado, segundo o IBGE, como tropical quente semiúmido (tipo Aw segundo Köppen),[15] tendo temperatura média anual de 21,4 °C com invernos secos e amenos (raramente frios) e verões chuvosos com temperaturas moderadamente altas.[16][17]
O mês mais quente, fevereiro, tem temperatura média de 23,8 °C, sendo a média máxima de 29,1 °C e a mínima de 18,5 °C. E o mês mais frio, julho, de 18,1 °C, sendo 24,8 °C e 11,4 °C as médias máxima e mínima, respectivamente. Outono e primavera são estações de transição.[18] A precipitação média anual é de 1344,3 mm, sendo julho o mês mais seco, quando ocorrem apenas 9,5 mm. Em dezembro, o mês mais chuvoso, a média fica em 295,8 mm.[18]
| Dados climatológicos para Senador Melo Viana | |||||||||||||
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| Mês | Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez | Ano |
| Temperatura máxima média (°C) | 28,9 | 29,1 | 29,1 | 27,7 | 26,2 | 25,2 | 24,8 | 26,2 | 26,9 | 27,6 | 27,8 | 27,9 | 27,1 |
| Temperatura mínima média (°C) | 18,3 | 18,5 | 18,3 | 16,7 | 14,2 | 12,2 | 11,4 | 12,5 | 14,5 | 16,8 | 17,9 | 18,2 | 15,7 |
| Precipitação (mm) | 213,7 | 156,8 | 158,5 | 85,1 | 29,1 | 13,9 | 9,5 | 14,2 | 46,2 | 111,4 | 210,1 | 295,8 | 1 344,3 |
| Fonte: Jornal do Tempo[18] | |||||||||||||
A vegetação nativa do distrito pertence ao domínio florestal Atlântico (Mata Atlântica), porém a monocultura de reflorestamento ocupa área maior que a Mata Atlântica original. No entanto, ainda são encontradas algumas diversidades em ilhas não devastadas, com algumas espécies de bromélias e orquídeas, além da Palmeira-indaiá, Ipê-amarelo, Embaúbas, Quaresmeiras, Samambaias, entre outras. Na época das secas (abril-setembro) é comum o amarelamento de áreas com muito mato e poucas árvores, devido a escassez de chuva.[6][19]
Na fauna também é comum observar espécies típicas de áreas do domínio de mata atlântica, comuns em várias regiões do próprio estado de Minas Gerais, como jacu; aves de rapina, como o gavião e o carcará; mamíferos como o lobo-guará, a onça-pintada e macaco da cara-branca; além de algumas espécies de serpentes.[6]
As principais áreas verdes cujos territórios delimitados cobrem parte do distrito são a área de proteção ambiental (APA) da Biquinha, localizada no bairro Belvedere, e a APA do Recanto Verde, no bairro Recanto Verde.[20]
Em 2010, a população do distrito foi contada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 55 013 habitantes,[1] sendo comparável a cidades mineiras como Mariana, Frutal e Pirapora.[21] A Sede de Fabriciano possuía 47 382 habitantes, sendo assim Senador Melo Viana é o distrito mais populoso, reunindo 53% da população.[1] É onde estão os bairros mais populosos da cidade, como o Santa Cruz, que possui cerca de 10 mil habitantes.[22]
Em 2000 havia cerca de 51 mil habitantes no distrito, segundo dados do censo daquele ano, sendo 24 800 homens e 26 120 mulheres.[9] Já que a zona rural de Coronel Fabriciano pertence à Sede, não existiam moradores que povoavam áreas consideradas como rurais. A faixa etária predominante naquele ano, de acordo com o IBGE, era a de pessoas que tinham entre 10 e 14 anos, cuja população era de 5 242 de habitantes, sendo que 2 618 desse total são do sexo masculino e 2 624 são do sexo feminino. A renda média por morador no ano de 2000 era de R$ 3,79, enquanto que a da Sede era de R$ 3,74.[9]
Por causa da pouca disponibilidade de lotes e imóveis à venda na área central da cidade e aos problemas de trânsito e falta de estacionamento, os investidores comerciais e residênciais estão migrando para o distrito. Com isso, a tendência é que nos próximos anos a população do Distrito-Sede apresente taxas de crescimento ainda mais inferiores do que as de Senador Melo Viana.[10]
No distrito, assim como no município e no país, há predomínio do catolicismo,[23] ainda que o Brasil seja atualmente um estado oficialmente laico.[24] Tal qual a variedade cultural verificável em Fabriciano, são diversas as manifestações religiosas presentes na cidade. Embora tenha se desenvolvido sobre uma matriz social eminentemente católica, tanto devido à colonização quanto à imigração — e ainda hoje a maioria dos fabricianenses declara-se católica —, é possível encontrar atualmente na cidade e no distrito dezenas de denominações protestantes diferentes, assim como a prática do budismo, do umbandismo, espiritismo, entre outras. Também são consideráveis as comunidades mórmones e as religiões afro-brasileiras. De acordo com dados do censo de 2000 realizado pelo IBGE, a população fabricianense era composta por católicos, protestantes, pessoas sem religião e espíritas, dentre outras.[25]
Segundo divisão feita pela Igreja Católica, o distrito está situado na Arquidiocese de Mariana e Diocese de Itabira-Fabriciano. Desde 1º de junho de 1979 Fabriciano é cossede dessa diocese, que foi criada em 14 de junho de 1965 e que atualmente conta com área de 8 724 km². Seu atual bispo é Odilon Guimarães Moreira, que ocupa o cargo desde janeiro de 2003.[26] Coronel Fabriciano é a sede da Região Pastoral III, que compreende outros nove municípios e 21 paróquias, sendo que duas dessas paróquias fazem parte de Fabriciano: Santo Antônio e São Sebastião (cossede). A sede da Paróquia de Santo Antônio situa-se no distrito, no bairro Melo Viana.[27]
Também há os mais diversos credos protestantes ou reformados, como a Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra, a Igreja Cristã Maranata, Igreja Luterana, a Igreja Presbiteriana, a Igreja Metodista, a Igreja Episcopal Anglicana, as igrejas batistas, a Igrejas Assembleias de Deus, a Igreja Adventista do Sétimo Dia, a Igreja Mundial do Poder de Deus, a Igreja Universal do Reino de Deus, a Congregação Cristã no Brasil, entre outras.[25] Existem ainda cristãos de várias outras denominações, tais como as Testemunhas de Jeová e os membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, também conhecida como Igreja Mórmon.[25]
Dos 63 bairros oficiais que Coronel Fabriciano possui, quase 40 pertencem ao distrito Senador Melo Viana.[28][29] Além da divisão em bairros, o município ainda é dividido em setores, mais a zona rural. Destes seis, a área compreendida pelo distrito engloba três, os quais estão bairros como São Domingos, Melo Viana e Recanto Verde (Setor 4); Córrego Alto, Sílvio Pereira I e Sílvio Pereira II (Setor 5); e Alipinho, Caladão e Surinan (Setor 6).[29]
Vários destes bairros surgiram após a década de 1960, sendo que grande parte deles era fazendas[30] que foram transformadas em loteamentos e se desenvolveram em decorrência da evolução econômica que a Região Metropolitana do Vale do Aço, a qual Fabriciano faz parte, teve nestes últimos anos.[2] Alguns destes bairros foram o Floresta, que foi criado na década de 1980;[11] o Sílvio Pereira I e Sílvio Pereira II, que foram fundados no início da década de 1990 como núcleo habitacional de casas populares;[11] e o Santa Rita, criado no final da década de 90.[11] Conforme citado anteriormente, muitos destes bairros estão em constante crescimento populacional por causa da ausência de lotes e imóveis à venda na área central da cidade e aos problemas de trânsito e falta de estacionamento que o Distrito-Sede sofre atualmente.[10]
A agricultura não possui significativa importância no distrito, resumindo-se apenas a pequenas plantações para subsistência, sendo cultivadas principalmente a laranja e a banana.[31] Já o comércio é a principal fonte de renda de Senador Melo Viana. O impulso comercial que Fabriciano recebeu na década de 1930 teve início no atual distrito,[2] e hoje é onde se origina 30% da renda proveniente do setor de vendas fabricianense.[4] Grande parte do movimento comercial da localidade está às margens das avenidas Governador José de Magalhães Pinto e Geraldo Inácio, concentrando lojas de diversos segmentos, supermercados, agência bancária e cartório, além de haver projetos para construções de agências bancárias, do novo prédio da Justiça do Trabalho[2] e do Hipermercado Bretas.[32]
Situa-se próximo à fronteira com Senador Melo Viana o Distrito Industrial de Fabriciano. Está instalado a oeste do município, distanciando-se cerca de 6 km do centro e a menos de 2 km do bairro Melo Viana, principal núcleo comercial do distrito. É composto de 38 empresas de diferentes ramos, empregando diretamente cerca de 850 pessoas. O distrito ocupa uma área total de 182 970 m², sendo 118 894 m² ocupados por empresas. É um distrito industrial-misto, pois possui empresas de pequeno, médio e grande porte. Passou por uma reestruturação e atualmente é administrado pela Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig).[33]
Segundo o IBGE, em 2000 o valor do rendimento nominal médio mensal das pessoas com rendimento, responsáveis pelos domicílios particulares permanentes, era de R$ 582,85, e o valor mediano era de R$ 350,00.[9]
No ano de 2000 o distrito Senador Melo Viana tinha 50 971 habitantes cadastrados que viviam em domicílios. Desse total 50 912 estavam em imóveis particulares permanentes, sendo que 47 722 moravam em casas, 2 834 estavam em apartamentos e 356 viviam em cômodos. 59 pessoas localizavam-se em lugar improvisado e 29 moravam em um lugar compartilhado.[9] Parte dessas habitações conta com água tratada, energia elétrica, esgoto, limpeza urbana, telefonia fixa e telefonia celular.[34]
Não há nenhum hospital localizado no distrito, havendo apenas unidades básicas de atendimento. Ao todo existem quatro Unidades de Atenção Primária à Saúde (UAPs) que estão localizadas em Senador Melo Viana: uma no Floresta, uma no Jardim Primavera, uma no São Domingos e outra no Júlia Kubitschek.[35]
Segundo dados do IBGE, no ano de 2000, dos 46 266 habitantes que tinham 5 anos de idade ou mais, 41 385 eram alfabetizados.[9]
Das 15 escolas estaduais que Fabriciano possuía em 2010, nove estavam situadas em Senador Melo Viana, segundo informações da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais. São algumas delas o Perlingeiro de Abreu, localizada no bairro Floresta; o Padre Deolindo Coelho, no bairro Melo Viana; e o Rotildo Avelino, no Santa Cruz. As instituições estaduais reuniam, no distrito, cerca de 7 mil matrículas.[36]
As escolas municipais, segundo a prefeitura foram construídas com foco em atender às necessidades da população periférica de Fabriciano. Com isso, a grande maioria das escolas da rede municipal também está situada no distrito. Das 16 existentes, dez estão no Senador Melo Viana. Dentre elas são algumas: a Escola Municipal José Pinto dos Santos, construída em 1967 no bairro Santo Antônio; a Escola Municipal Vereador Paulo Frankiln, inaugurada em 1994 no Santa Cruz; e a Escola Municipal Senador José Alencar, criada em 2007 no Sílvio Pereira II.[37] Destaca-se também a Escola Municipal Otávio Cupertino dos Reis, no Caladão, que em março de 2006 se tornou a primeira da região a ser planejada como núcleo integral.[38]
É no distrito que estão situados alguns dos bairros mais violentos de Fabriciano, como o Caladão e o Santa Cruz.[39] Também é onde está a sede da 178ª Companhia Especial da Polícia Militar, que tem um efetivo de 133 pessoas e é subordinada ao 14º Batalhão, localizado em Ipatinga. A Polícia Militar, uma força estadual, é a responsável pelo policiamento ostensivo, o patrulhamento bancário, ambiental, prisional, escolar e de eventos especiais, além de realizar ações de integração social.[40]
O serviço de abastecimento de água é feito pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Já o serviço de abastecimento de energia elétrica é feito pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), sendo que em 2009 100% da população possuía acesso à rede elétrica.[5] O código de área (DDD) de Senador Melo Viana e Fabriciano é 031[41] e o Código de Endereçamento Postal (CEP) vai de 35170-001 a 35176-999.[42] Em janeiro de 2009 toda a Região Metropolitana do Vale do Aço passou a ser servida pela portabilidade, assim como as outras cidades de DDD 31.[43] O serviço postal é atendido por duas agências da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos funcionando no distrito nos bairros Giovannini e Melo Viana,[44] e também há coberta por uma rede wireless (sem fio).[45]
Além de receber sinal de diversas rádios e de várias emissoras de televisão aberta em Very High Frequency (VHF) e Ultra High Frequency (UHF), está situada no distrito, no bairro Giovannini, uma das sedes da InterTV dos Vales, afiliada à Rede Globo. Foi fundada em 2007, sendo primeiramente afiliada da Rede Record.[46] Mas em agosto de 2008 assinou contrato com a Globo. Na InterTV é transmitido um dos principais jornais da região: o Jornal dos Vales, com notícias da região. Atualmente a emissora possui cobertura em quase todo o Vale do Rio Doce e parte do Vale do Mucuri.[47] Ainda há, em Fabriciano e em Senador Melo Viana, sinais de várias rádios, se destacando emissoras locais, como a Rádio Educadora,[48] a Nativa FM Vale do Aço[49] e a Rádio Itatiaia Vale do Aço.[50]
Senador Melo Viana não conta com aeroportos, terminais rodoviários e estações ferroviárias, porém a população do distrito tem acesso a estes, que situam-se nas proximidades; em outras cidades do Vale do Aço ou na própria Sede de Fabriciano. O Aeroporto da Usiminas, por exemplo, está em Ipatinga, a cerca de 20 km do distrito, atendendo à região com voos diários para Belo Horizonte e outros destinos.[33] Coronel Fabriciano também não conta com estações ferroviárias, mas a Estrada de Ferro Vitória a Minas atende à cidade com a Estação Mário Carvalho, localizada em Timóteo, na divisa com o município.[51] Fabriciano possui a maior estação rodoviária do Vale do Aço, o Terminal Rodoviário de Coronel Fabriciano, localizado na região central da cidade, sendo atendido com saídas diárias regulares para as principais cidades de Minas Gerais e mesmo para fora do estado.[5] A Estrada Municipal da Serra dos Cocais liga a zona urbana à Serra dos Cocais e às comunidades rurais que lá se encontram, sendo que é pavimentada em chão batido.[5] A Avenida Governador José de Magalhães Pinto liga o Melo Viana à Avenida Presidente Tancredo de Almeida Neves, e esta, posteriormente, à BR-381.[52]
O transporte coletivo do município e do distrito é feito pela Viação Acaiaca e pela Autotrans. Através do terminal de integração, no Centro de Fabriciano, que foi construído para a baldeação de linhas, é possível pegar dois ônibus dessas empresas pagando apenas uma passagem.[53] A Acaiaca liga o Centro da cidade aos bairros da região do Caladinho, além de manter as linhas Caladão–Caladinho e Santa Cruz–Caladinho,[54] e a Autotrans liga os bairros do distrito à região central, além de manter a linha Centro–Cocais, com duas saídas diárias para a zona rural.[55] Ainda há a Univale, que interliga todo o Vale do Aço e parte do colar metropolitano. As linhas Acesita–Santa Cruz e Ipatinga–Santa Cruz ligam Senador Melo Viana, respectivamente, à região mais desenvolvida de Timóteo e ao centro de Ipatinga.[56]
No distrito estão situados alguns dos principais atrativos turísticos de Coronel Fabriciano e região do Vale do Aço, como por exemplo: o Mosteiro Carmelo da Santíssima Trindade, que é um templo Católico religioso localizado no Contente e foi inaugurado em 15 de outubro de 2006; o Santuário de Nossa Senhora da Piedade, que está no bairro Córrego Alto e foi fundado em 18 de outubro de 1998, estando no alto de um morro de onde é possível ter uma boa visão da cidade, além de possuir esculturas sacras posicionadas em sua escadaria, logo na entrada, que foram esculpidas por artesãos locais; e a Igreja do Bom Pastor, no bairro Giovannini, que destaca-se pelo grande mosaico feito em cerâmica e que retrata a figura de Jesus Cristo com um rebanho de ovelhas.[5]
Dentre os principais eventos que ocorrem no distrito destacam-se: a Cavalgada de Fabriciano, que é organizada anualmente desde 1999 no bairro Contente, onde realizam-se shows com bandas regionais e nacionais, além de rodeios, concurso de marcha e desfile de cavaleiros; parte das comemorações do aniversário de Coronel Fabriciano, ocorridas no dia 20 de janeiro, como a Corrida Rústica de São Sebastião, que começa na Rua Pedro Nolasco, no Centro, percorre a Avenida Governador José de Magalhães Pinto até chegar ao bairro Melo Viana, no distrito, retomando então à região central;[57] e o Desfile de 7 de Setembro, em comemoração à Independência do Brasil, onde ocorrem desfiles na Avenida Magalhães Pinto de escolas municipais e particulares, clubes, serviços e instituições, acompanhadas por bandas tradicionais.[5]
Quanto às artes, o maior agente organizador é a Prefeitura, através de sua Secretaria de Educação e Cultura. No Centro de Arte e Cultura do município, localizado no bairro Melo Viana, ocorrem regularmente atividades artísticas voltadas para a comunidade, com palestras, projeção de filmes, espetáculos musicais e teatrais e atividades de incentivo à leitura.[58] Segundo informação da Prefeitura, em 2009 mais de trinta mil pessoas frequentaram o Centro.[59] A Prefeitura também organiza ações integradas com o governo estadual e outras prefeituras e associações para fomento à cultura e às artes locais.[60]
No setor esportivo, destaca-se o futebol. O Social Futebol Clube é o principal clube fabricianense, porém está situado no bairro Santa Helena, Distrito-Sede. Embora o Social tenha se destacado por muitos anos no futebol amador local a equipe raramente disputa-os na atualidade, em qualquer categoria, devido a sua prioridade para o futebol profissional. Com isso, algumas das equipes que mais se destacam atualmente no Campeonato Fabricianense são o Avante Esporte Clube e o Rosalpes, ambas com sede em Senador Melo Viana. Dentre os estádios, há de se destacar o estádio Josemar Soares, que conta com cabine de rádios, vestiários e uma modesta arquibancada, além de boa arborização; e o do Clube Atlético Florestal (CAF), no Distrito Industrial.[61] Também há vários locais (quadras ou ginásios) próprios para a prática de outros diversos esportes, como o Ginásio Leôncio Arantes (o Centro Social Urbano), no bairro Floresta, que ainda serve para organização de festas;[5][62] além das quadras esportivas que estão situadas em escolas públicas de vários bairros.[63]