| The Truman Show | |
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| A Vida em Directo (PT) O Show de Truman: O Show da Vida (BR) |
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| Pôster promocional | |
1998 • cor • 103 min |
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| Produção | |
| Direção | Peter Weir |
| Produção | Scott Rudin Andrew Niccol Adam Schroeder |
| Roteiro | Andrew Niccol |
| Elenco original | Jim Carrey Laura Linney Ed Harris Noah Emmerich Natascha McElhone |
| Género | Drama Comédia |
| Idioma original | Inglês |
| Música | Burkhard Dallwitz Philip Glass |
| Cinematografia | Peter Biziou |
| Edição | William M. Anderson Lee Smith |
| Estúdio | Scott Rudin Productions |
| Distribuição | Paramount Pictures |
| Lançamento | 5 de junho de 1998 |
| Orçamento | US$ 60 milhões |
| Receita | US$ 264.118.201[1] |
IMDb: (inglês) (português) |
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The Truman Show (O Show de Truman: O Show da Vida (título no Brasil) ou A Vida em Directo (título em Portugal)) é um filme americano de 1998 dirigido por Peter Weir e escrito por Andrew Niccol. Estrelado por Jim Carrey, o filme mostra a vida de Truman Burbank, um homem que inicialmente não sabe que está vivendo em uma realidade construída de um programa da televisão, transmitido 24 horas por dia para bilhões de pessoas ao redor do mundo. Truman começa a suspeitar da realidade e embarca em uma busca para descobrir a verdade de sua vida. Também no elenco estão Laura Linney, Noah Emmerich, Natascha McElhone e Ed Harris.
A gênese de The Truman Show foi um roteiro elaborado por Niccol em 1991, que tinha mais o tom de um thriller de ficção científica, com a história se passando em Nova Iorque. Scott Rudin comprou esse roteiro e prontamente mostrou o projeto para a Paramount Pictures. Brian De Palma estava interessado em dirigir o filme antes de Weir assumir e conseguir fazer o filme com apenas US$ 60 milhões dos 80 estimados para o orçamento. Niccol reescreveu o roteiro ao mesmo tempo que os cineastas estavam esperando que a agenda de Carrey ficasse livre para as filmagens, e a maior parte do filme foi filmada em Seaside, Flórida, uma comunidade planejada localizada no Panhandle da Flórida.
O filme foi um sucesso de crítica e bilheteria, conseguindo indicações no Oscar, Globo de Ouro, BAFTA e Saturn Award, e foi posteriormente analisado como uma tese sobre o Cristianismo, realidades simuladas, existencialismo e a ascensão dos reality shows na mídia.
Índice |
Truman Burbank viveu toda a sua vida, mesmo antes de seu nascimento, na frente das câmeras do Show de Truman, apesar dele mesmo não saber disso. A vida de Truman é filmada através de milhares de câmeras escondidas, 24 horas por dia, sendo transmitido ao vivo para todo o mundo, permitindo que o produtor executivo Christof capture emoções reais de Truman e comportamento humano ao colocá-lo em certas situações. A cidade de Truman, Seahaven, é um cenário completo construído dentro de um enorme domo e povoada pelos atores e a equipe do programa, permitindo que Christof controle todos os aspectos da vida de Truman, até o tempo. Para impedir que Truman descubra sua falsa realidade, Christof criou meios de dissuadir seu senso de exploração, incluindo "matar" seu pai em uma tempestade no mar para criar um medo de água nele, fazer relatos e "anúncios" dos perigos em viajar e transmitir programas de televisão que falam como é bom permanecer em casa. Entretanto, apesar do controle de Christof, Truman conseguiu se comportar de maneiras inesperadas, em particular se apaixonando por uma figurante, Sylvia, ao invés de Meryl, a atriz que deveria ser sua esposa. Apesar de Sylvia ser retirada do cenário rapidamente, a memória dela permanece com Truman, e ele começa a pensar secretamente sobre uma vida com ela fora do casamento com Meryl. Sylvia faz parte da campanha "Liberte Truman" que luta para que Truman seja libertado do programa.[2]
Durante o aniversário de 30 anos do Show de Truman, Truman descobre fatos que parecem fora do lugar, como um refletor de uma das estrelas artificiais do céu noturno que cai e quase o atinge (rapidamente sendo reportado por uma estação de rádio como uma luz de pouso de um avião), e uma conversa da equipe de produção no rádio de seu carro que descreve seu caminho até o trabalho. Esses eventos são pontuados pela volta de seu pai, supostamente "morto", no cenário, primeiro vestido como um mendigo. Tudo isso faz Truman começar a se perguntar sobre sua vida, percebendo que a maior parte da cidade parece girar em sua volta. O estresse em Meryl para ela continuar seu papel apesar do crescente ceticismo de Truman e crescentes hostilidades fazem o casamento ruir. Truman tenta sair de Seahaven, porém fica preso devido a incapacidade de agendar voos, quebras de ônibus, trânsitos repentinos, um incendio florestal e um aparente vazamento nuclear. Depois de Meryl se decompor e ser retirada do programa, Christof oficialmente trás o pai de Truman de volta, esperando que sua presença diminua o desejo de Truman de ir embora. Todavia, ele apenas fornece um alívio temporário: Truman começa a se isolar e ficar em seu porão depois de Meryl tê-lo "deixado". Em uma noite, Truman consegue escapar de seu porão através de um túnel secreto, forçando Christof a suspender temporariamente a transmissão pela primeira vez na história. Isso causa um surto na audiência, com muitos telespectadores, incluindo Sylvia, vibrando com sua fuga.[2]
Christof ordena que todos os atores e a equipe começem a revistar a cidade, quebrando o círculo do dia para ajudar na busca. Eles descobrem que Truman conseguiu superar seu medo de água e está velejando para longe da cidade com um pequeno barco chamado Santa María (o nome do navio em que Cristovão Colombo descobriu o Novo Mundo). Depois de restabelecer a transmissão, Christof ordena que a equipe do programa crie uma grande tempestade para tentar emborcar o barco. Todavia, a determinação de Truman faz Christof eventualmente encerrar a tempestade. Enquanto Truman se recupera, o barco chega no final do domo, com a proa perfurando a pintura de céu da parede. Um horrorizado Truman descobre uma escada ali perto, levando a uma porta marcada como "SAÍDA". Enquanto ele contempla deixar seu mundo, Christof fala diretamente com ele através do sistema de som, tentando persuadi-lo a ficar dizendo que não há mais verdade no mundo real do que no mundo dele, o mundo artificial. Truman, depois de um momento de reflexão, fala seu bordão, "Caso eu não os veja mais... bom dia, boa tarde e boa noite", se curva para seu público e então passa pela porta em direção ao mundo real. Os espectadores celebram a fuga de Truman, e Sylvia deixa seu apartamento para reencontrá-lo. Um executivo da emissora ordena o fim da transmissão. Com o programa chegando ao fim, os antigos espectadores de Truman procuram outra coisa para assistir.[2]
Andrew Niccol completou um tratamento de uma página intitulado The Malcolm Show em maio de 1991.[8] O rascunho original tinha mais o tom de um thriller de ficção científica, com a história se passando em Nova York.[7] Disse: "Eu acho que todos perguntam sobre a autenticidade de suas vidas em certos pontos. É como quando as crianças perguntam se elas são adotadas".[9] No outono de 1993,[10] o produtor Scott Rudin comprou o roteiro por um pouco mais de US$ 1 milhão[11] e a Paramount Pictures concordou imediatamente em distribuir o filme. Parte do acordo envolvia Niccol tendo sua estreia na direção, apesar da Paramount achar que o orçamento estimado de US$ 80 milhões ser muito alto para ele[12] – o estúdio queria um diretor renomado nos créditos, e acabaria pagando uma comissão extra para Niccol "deixar" o cargo. Brian De Palma estava em negociações para dirigir antes de deixar o projeto em março de 1994.[10] Diretores considerados depois da saída de Palma incluíam Tim Burton, Terry Gilliam, Barry Sonnenfeld e Steven Spielberg, antes de Peter Weir ser escolhido em 1995,[3] seguindo uma recomendação de Niccol.[9]
A Paramount estava cuidadosa sobre The Truman Show, que foi chamado de "o filme de arte mais caro já feito" devido ao seu orçamento de US$ 60 milhões. Eles queriam que o filme fosse mais engraçado e menos dramático. Weir compartilhava essa visão, achando que o roteiro de Niccol era muito sombrio: "onde ele [Niccol] fez depressivo, eu poderia fazer uma luz. Eu poderia convencer o público que eles poderiam assistir a esse programa 24 horas por dia, sete dias por semana". Niccol escreveu dezesseis rascunhos antes de Weir considerar o roteiro pronto para as filmagens. Mais tarde em 1995, Jim Carrey assinou para estrelar o filme, porém devido a comprometimentos com os filmes The Cable Guy e Liar Liar, não estaria disponível para filmar até o ano seguinte. Weir achou que Carrey era perfeito para o papel e escolheu esperar um ano ao invés de contratar outro ator. Niccol reescreveu o roteiro doze vezes, enquanto Weir criava um livro ficcional sobre a história do programa. Ele criou passados para os personagens e encorajou os atores a fazerem o mesmo.[3][7]
Weir procurou locações no oeste da Flórida, porém não ficou satisfeito com as paisagens. Os estúdios do Universal Studios estavam reservados para abrigar a história em Seahaven antes da esposa de Weir ter lhe mostrado Seaside, Flórida, uma comunidade planejada localizada no Panhandle do estado. Escritórios de pré-produção foram instantaneamente abertos em Seaside, onde a maior parte das filmagens ocorreriam. Outras cenas foram filmadas nos estúdios da Paramount em Los Angeles, Califórnia.[6] As pinturas de Norman Rockwell em cartões postais da década de 1960 serviram como inpiração para o desenho de produção do filme.[13][14] Weir, o diretor de fotografia Peter Biziou e o diretor de arte Dennis Gassner pesquisaram técnicas de vigilância para construir certas tomadas.[13]
Weir viu The Truman Show como uma chance de usar uma técnica do cinema mudo há muito tempo abandonada: vinhetar as bordas do quadro para enfatizar o centro. O visual geral foi influenciado por imagens de televisão, particularmente comerciais: muitas tomadas têm os personagens se inclinando em direção as lentes da câmera com os olhos bem abertos, e os interiores eram muito iluminados, porque Weir queria lembrar o público de que "neste mundo, tudo estava à venda".[13] Aqueles envolvidos nos trabalhos de efeitos visuais acharam que o filme era um pouco difícil de se fazer, porque em 1997 era o ano em que muitas companhias de efeitos visuais estavam tentando se converter para imagens geradas por computador.[14] Computação gráfica foi usada para adicionar andares à mais em alguns dos prédios maiores no centro da cidade. Craig Barron, um dos supervisores de efeitos, disse que esses modelos digitais não precisavam parecer tão detalhados quanto normalmente deveriam em um filme devido ao visual artificial de toda a cidade, apesar deles terem imitado pequenas imperfeições encontradas em prédios verdadeiros.[15]
A trilha sonora de The Truman Show foi composta por Burkhard Dallwitz. Dallwitz foi contratado depois de Peter Weir ter recebido uma fita com seu trabalho enquanto estava na Austrália para a pós-produção. Algumas partes da trilha sonora foram compostas por Philip Glass, incluindo quatro peças que apareceram em seus trabalhos anteriores (Powaqqatsi, Anima Mundi e Mishima: A Life in Four Chapters, o movimento de abertura do último aparece no final do filme e no início dos créditos finais). Glass também aparece rapidamente no filme como um dos artistas musicais do estúdio. Tanto Dallwitz como Glass venceram o Golden Globe Award de Melhor Trilha Sonora Original.[16]
Também no filme: "Romance-Larghetto", de Frédéric Chopin, de seu primeiro concerto para piano, tocado por Arthur Rubinstein; "Rondo Alla Turca", de Wolfgang Amadeus Mozart, de sua sonata para piano n.º 11, tocado por Wilhelm Kempff; "Father Kolbe's Preaching", de Wojciech Kilar, tocada pela Orquestra Filarmônica Nacional da Polônia; e "20th Century Boy", da banda The Big Six.[17]
"Esse foi um filme perigoso de se fazer porque não poderia acontecer. Quão irônico."
Em 2008, a revista americana Popular Mechanics nomeou The Truman Show como um dos 10 mais proféticos filmes de ficção científica. O jornalista Erik Sofge discute que a história reflete a falsidade dos reality shows. "Truman simplesmente vive, e a popularidade do programa é um voyeurismo direto. E, como Big Brother, Survivor e qualquer outro reality show no ar, nada de seu ambiente é real". Ele considerou uma estranha coincidência que o Big Brother teve sua estreia um ano após o lançamento do filme; ele também comparou The Truman Show com o programa The Joe Schmo Show: "Diferentemente de Truman, Matt Gould podia ver as câmeras, porém todos os outros competidores eram atores contratados, interpretando os papéis de vários esteriótipos dos reality shows. Enquanto Matt eventualmente conseguiu todos os prêmios na disputa fraudada, a piada recorrente central do programa era a mesma estimativa existencial de The Truman Show".[18] Weir declarou, "Sempre existiu essa pergunta: o público está ficando mais burro? Ou nós os cineastas o estamos padronizando? É isso que eles querem? Ou isso é o que estamos dando a eles? Porém o público foi ao meu filme em grande número. E isso tem de ser encorajador".[9]
Ronald Bishop, do Sage Journals Online, achou que The Truman Show mostrou o poder da mídia – a vida de Truman inspira espectadores ao redor do mundo, o que significaria que suas vidas acabam sendo controladas pela dele. Bishop comentou: "No final, o poder da mídia é afirmado ao invés de desafiado. No espírito do conceito de hegemonia de Antonio Gramsci, esses filmes e programas de televisão cooptam nosso encantamento (e desencantamento) com a mídia e vendem de volta para nós".[19] Simone Knox, em sua dissertação "Reading The Truman Show inside out", discute que o próprio filme tenta "borrar" a perspectiva objetiva, e analisa o programa dentro do filme, inclusive criando uma planta baixa sobre os ângulos de câmera na primeira cena.[20]
Uma dissertação publicada no International Journal of Psychoanalysis analisa Truman como:
| “ | [Um] adolescente prototípico no começo do filme. Ele se sente preso em um mundo familiar e social que ele tenta se conformar enquanto não consegue se identificar totalmente, acreditando não ter outra escolha (que não através da fantasia de fugir para uma ilha distante). Eventualmente, Truman adquire conscientização o suficiente de sua condição para "sair de casa" – desenvolvendo uma identidade mais madura e autentica como um homem, deixando seu ser criança para trás e se tornando um verdadeiro homem.[21] | ” |
Benson Y. Parkinson, da Association for Mormon Letters, nota que Christof representa Jesus como um "off-Christ" ("fora-Cristo", de "Christ-off") ou Anticristo, comparando os produtores magalomaníacos de Hollywood com Lúcifer.[22] A conversa entre Truman e Marlon na ponte foi comparada a de Moisés com Deus na Bíblia.[22]
Em C.S. Lewis & Narnia for Dummies, de Richard Wagner, Christof é comparado a Screwtape, o personagem epônimo do livro The Screwtape Letters, de C. S. Lewis.[23] Nesse exemplo, Christof manipula Truman para seus próprios fins pessoais, como Screwtape instrui seu sobrinho Wormwood para manipular seu paciente.[23] Screwtape intrui Wormwood que ele "Deve guardá-lo como a menina dos teus olhos".[24] Similarmente, alguns dos trabalhadores na sala de controle usam uma camiseta que diz "ame-o, proteja-o". Finalmente, tanto Truman como o paciente deixam o mundo: Truman ao atravessar a porta e o paciente ao morrer.[23] Screwtape descreve a ação no livro dizendo, "Ele atravessou tão facilmente. Absoluto, libertação instantanea".[24]
Paralelos podem ser traçados com o livro Utopia, de Thomas More, onde More descreve uma ilha com apenas uma entrada e uma saída. Apenas aqueles que pertencem a ilha sabem como navegar através das traiçoeiras aberturas em segurança. Essa situação é similar a The Truman Show, porque há um número limitado de entradas no mundo que Truman conhece. Truman não pertence a essa utopia que ele foi implantado, e um trauma de infância o deixou com medo da possibilidade de algum dia deixar a pequena comunidade. Modelos utópicos do passado tendiam a ser cheios de indivíduos de mesma opinião que tinham muito em comum, comparáveis a Utopia e More e grupos da vida real como os Shakers e a Comunidade de Oneida. É claro que as pessoas no mundo de Truman possuem a mentalidade única em comum de mantê-lo alheio a realidade. A aparência suburbana de "cerca de piquete" dos cenários do programa são reminiscentes do "Sonho Americano" da década de 1950. O conceito do "Sonho Americano" no mundo de Truman serve para deixá-lo feliz e ignorante.[25]
A data de lançamento original de The Truman Show era 8 de agosto de 1998, porém a Paramount Pictures considerou adiá-lo até o Natal.[26] A NBC comprou os direitos de exibição do filme na televisão em dezembro de 1997, por volta de oito meses antes do lançamento nos cinemas.[27]
O filme estreou nos Estados Unidos em 5 de junho de 1998, arrecadando US$ 31.542.121 em seu primeiro fim de semana. Se tornou um sucesso comercial arrecadando US$ 125.618.201 na América do Norte e US$ 138.500.000 no resto do mundo, para um total mundial de US$ 264.118.201.[1] The Truman Show foi o décimo primeiro filme em arrecadação naquele ano.[28]
The Truman Show foi aclamado pela crítica especializada. Baseado em 99 resenhas coletadas pelo site americano Rotten Tomatoes, o filme possui um indíce de aprovação de 95%. O consenso é "Um filme engraçado e instigante, The Truman Show é ainda mais notável por sua visão incrivelmente profética de uma cultura de celebridades e uma nação com uma sede insaciável de detalhes privados de vidas ordinárias".[29] Por comparação, no agregador Metacritic, baseado em 30 resenhas, o filme possui um indíce de 90/100, indicando "aclamação universal".[30] Roger Ebert, comparando o filme a Forrest Gump, achou que The Truman Show tinha o equilíbrio correto entre comédia e drama. Ebert também ficou impressionado com a interpretação de Jim Carrey.[31] Kenneth Turan do Los Angeles Times escreveu que "The Truman Show é emocionalmente envolvente sem perder a habilidade de levantar intrigantes questões satíricas como também numerosas risadas. Um raro filme que é perturbador apesar de funcionar lindamente dentro das normas padrões da indústria".[32] Posteriormente, Turan iria elegê-lo como o melhor filme de 1998.[33]
James Berardinelli gostou da abordagem do filme de "não ser o sucesso de verão casual com efeitos especiais", gostando da interpretação "[carismática], discreta e eficaz" de Carrey, comparando-o a Tom Hanks e James Stewart.[34] Jonathan Rosenbaum, do Chicago Reader, escreveu: "Inegavelmente provocante e razoavelmente divertido, The Truman Show é um daqueles filmes de alto conceito cujo conceito é tanto inteligente quanto estúpido".[35] Escrevendo para o Film Threat, Tom Meek disse que o filme não era muito engraçado, porém, mesmo assim, ele achou "algo gratificante em seu comportamento peculiar".[36]
No Oscar 1999, The Truman Show foi indicado em três categorias, mas não venceu nenhuma. Peter Weir recebeu uma indicação para "Melhor Diretor", enquanto Ed Harris foi indicado para "Melhor Ator Coadjuvante" e Andrew Niccol para "Melhor Roteiro Original".[37] Muitos acreditaram que Jim Carrey iria receber uma indicação a Melhor Ator, porém isso não ocorreu.[3] Em contraste, o filme foi um sucesso no Golden Globe Awards. Carrey ("Melhor Ator de Drama"), Harris ("Melhor Ator Coadjuvante") e Burkhard Dallwitz e Philip Glass ("Melhor Trilha Sonora Original") venceram em suas respectivas categorias. Além disso, The Truman Show também foi indicado para "Melhor Filme de Drama", Weir para "Melhor Diretor" e Niccol para "Melhor Roteiro".[16]
No BAFTA Award, Weir ("Melhor Diretor"), Niccol ("Melhor Roteiro Original") e Dennis Gassner ("Melhor Desenho de Produção") venceram prêmios.[38] Além disso, o filme ainda foi indicado para as categorias "Melhor Filme" e "Melhores Efeitos Visuais", enquanto Harris e Peter Biziou foram indicados para "Melhor Ator Coadjuvante" e "Melhor Fotografia", respectivamente. The Truman Show também foi bem no Saturn Award, vencendo os prêmios de "Melhor Filme de Fantasia" e "Melhor Roteiro" (para Niccol). Carrey ("Melhor Ator"), Harris ("Melhor Ator Coadjuvante") e Weir ("Melhor Direção") também foram indicados.[39] Finalmente, o filme venceu o Prêmio Hugo de Melhor Apresentação Dramática.[40]
Joel Gold, um psiquiatra do Bellevue Hospital Center, revelou em 2008 que ele encontrou cinco pacientes com esquizofrenia (e soube de outros doze) que acreditavam que suas vidas eram um reality show. Gold chamou a síndrome de "A Desilusão do Show de Truman", em homenagem ao filme, e atribuiu a desilusão a um mundo que "ficou faminto por publicidade". Gold disse que alguns pacientes estavam felizes com sua doença, enquanto "outros estavam atormentados". Um deles viajou até Nova York para verificar se o World Trade Center tinha realmente caído, acreditando que o 11 de setembro era um elaborado enredo em sua linha de história pessoal. Outro escalou a Estátua da Liberdade, acreditando que ele iria reencontrar sua namorada de escola no topo e ser libertado do programa".[41]
Em agosto de 2008, o British Journal of Psychiatry relatou casos similares no Reino Unido.[42] A desilusão foi informalmente chamada de a "Síndrome de Truman" de acordo com uma história da Associeted Press em 2008.[43]