| Município de Vila Flor | |||||
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| Fundação | 31 de dezembro de 1963 (48 anos) | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| Gentílico | vila-florense | ||||
| Prefeito(a) | Grinaldo Joaquim de Souza (PHS) (2009–2012) |
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| Localização | |||||
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| Unidade federativa | |||||
| Mesorregião | Leste Potiguar IBGE/2008[1] | ||||
| Microrregião | Litoral Sul IBGE/2008[1] | ||||
| Municípios limítrofes | Tibau do Sul e Canguaretama | ||||
| Distância até a capital | 76 km[2] | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 47,656 km² [3] | ||||
| População | 2 898 hab. (RN: 153º) – estimativa IBGE/2011[4] | ||||
| Densidade | 60,81 hab./km² | ||||
| Altitude | 40 m (RN: 133º)[5] | ||||
| Clima | Tropical chuvoso | ||||
| Fuso horário | UTC−3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,639 médio PNUD/2000[6] | ||||
| PIB | R$ 13 005,294 mil IBGE/2008[7] | ||||
| PIB per capita | R$ 4 769,08 IBGE/2008[7] | ||||
Vila Flor é um município brasileiro situado no estado do Rio Grande do Norte. Pertencente à Microrregião do Litoral Sul e à Mesorregião do Leste Potiguar, localiza-se a sul da capital do estado, distando desta 76 km.[2] Ocupa uma área de 47,656 km², sendo que 0,3682 km² estão em perímetro urbano, e sua população foi estimada no ano de 2011 em 2 898 habitantes, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística,[4] sendo então o décimo quarto menos populoso do estado, na 153ª colocação (em 167 municípios) e o último de sua microrregião.
A sede tem uma temperatura média anual de 25,6°C e na vegetação do município predominam a floresta subperenifólia e os tabuleiros litorâneos. Com uma taxa de urbanização de 96,94% (2010), o município contava, em 2009, com apenas dois estabelecimentos de saúde. O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,639 (2000), considerando como médio de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.
Vila Flor foi emancipado de Canguaretama na década de 1960. Seu nome atual foi dado no século XVIII, quando foi elevado à categoria de vila, em homenagem a uma vila portuguesa de mesmo nome. Em 1892, passou à condição de distrito e, em 1940, o nome desse distrito foi alterado simplesmente para Flor, voltando à sua denominação original apenas oito anos depois. Somente quinze anos mais tarde, o distrito passou à condição de município. Atualmente, Vila Flor é formado apenas pelo distrito-sede.
Índice |
A história do município de Vila Flor, localizado na região leste do estado do Rio Grande do Norte, começa no século XVI, quando foi implantada no local a aldeia de Gramació, dando origem à consequente colonização e povoamento do território. Essa aldeia, indígena, ficou sob a responsabilidade de André do Sacramento, um padre jesuíta, e media uma légua quadrada.[2][8][9]
Já no século XIX, por volta de 1743-1745, foi construída a Casa da Câmara. Ao mesmo tempo, também foi edificada a atual Igreja de Nossa Senhora do Desterro. A aldeia de Gramació, uma década depois, foi elevada à categoria de vila e teve sua denominação alterada para Vila Flor, em homenagem a Vila Flor, vila portuguesa pertencente ao Distrito de Bragança, Região Norte de Portugal. Por meio da Carta-Régia de 1755, qualquer aldeia transformada em vila passaria a ter o nome de uma comuna de Portugal. No final da década de 1760, Vila Flor começou a apresentar bons sinais de desenvolvimento econômico, principalmente da agropecuária, com o cultivo da cana-de-açúcar. Isso culminou para a instalação de uma nova vila no local.[2][8][9]
Em 1858, ocorreu a transferência da sede da localidade para o povoado de Uruá, que depois se transformou em vila e depois em município, desmembrado de Natal, com o nome de Canguaretama. Essa transferência ocorreu logo após a expulsão dos jesuítas.[2][8][9]
Já no século XX, em 22 de abril de 1940, o povoado de Vila Flor teve seu nome alterado simplesmente para Flor, voltando, oito anos mais tarde, a ter o nome de Vila Flor. Finalmente, em 31 de dezembro de 1963, Vila Flor foi desmembrado de Canguaretama e tornou-se um novo município do estado do Rio Grande do Norte.[2][8][9]
Em 1833, o povoado de Vila Flor, antiga aldeia de Gramació, foi elevado à categoria de vila, por meio da carta régia de 1769 e da Resolução do Conselho, datada de 11 de abril de 1833. Já em 1858, a lei provincial nº 367 transfere a povoação de Vila Flor para a povoação de Uruá, com a denominação de Vila Canguaretama. Mais de três décadas, no final do século XIX (1892), uma lei municipal cria o distrito de Vila Flor, anexado ao município de Canguaretama.[8]
Em 1933, o distrito de Vila Flor foi extinto, sendo novamente recriado cinco anos depois. Em 22 de abril de 1940, o decreto-lei estadual nº 44, baixado em comprimento ao decreto-lei federal nº 2104 (datado de 2 de abril de 1940), altera a denominação do distrito, de Vila Flor para Flor. Essa alteração permaneceu durante oito anos, quando, em 23 de dezembro de 1948, a lei estadual nº 146 devolveu a denominação "Vila Flor" ao distrito.[8]
Finalmente, em 31 de dezembro de 1963, por força da lei estadual n° 3052, o distrito de Vila Flor ganha autonomia política, desmembrando-se de Canguaretama e passando à condição de município do Rio Grande do Norte, preservando a denominação Vila Flor, que mantém até os dias atuais. Ao ser desmembrado, o novo município passou a ser constituído do distrito-sede, o que permanece até hoje. A instalação oficial desse novo município ocorreu em 1º de fevereiro de 1964.[8]
O município de Vila Flor está localizado no estado do Rio Grande do Norte, na Mesorregião do Leste Potiguar, que engloba 25 municípios do estado distribuídos em quatro microrregiões, sendo que a microrregião à qual o município pertencente é a Mesorregião do Litoral Sul, a mais oriental do Rio Grande do Norte e que reúne dez municípios: Arez, Baía Formosa, Canguaretama, Espírito Santo, Goianinha, Montanhas, Pedro Velho, Senador Georgino Avelino, Tibau do Sul e Vila Flor.[1] Vila Flor está distante 76 km a sul da capital potiguar.[2]
Seus municípios limítrofes são Tibau do Sul a norte e Canguaretama em todas as demais direções.[2] A área total do município de Vila Flor é de 47,656 km², o que corresponde a 0,0903% da área do Rio Grande do Norte, 0,0031% da Região Nordeste e 0,0006% do Brasil. Vila Flor é o oitavo menor município do estado do Rio Grande do Norte em extensão territorial, sendo maior apenas Jundiá, Passa-e-Fica, Passagem, Viçosa, Major Sales, Lucrécia e Senador Georgino Avelino.[10]
Situado a uma altitude de quarenta metros acima do nível do mar, no município há predominância de um relevo plano, com altitudes inferior a cem metros. Os solos predominantes são a areia quartzosa distrófica - com fertilidade baixa e a drenagem excessiva, além de se encontrar praticamente coberta com vegetação natural e primitiva e de não ser utilizada para a agricultura. Esse solo vila-florense não exige alto sistema de manejo, pois o cultivo deste solo é dependente do trabalho braçal (manual), da tração dos animais e de implementos agrícolas. O uso de solo é regular para o cultivo de plantas especiais e de ciclo longo, como o sisal e o caju.[2]
O município de Vila Flor está situado em área de abrangência do Grupo Barreiras, do período Terciário. Há a predominância de arenitos com espessura que varia entre fino e médio, com a presença de intercalações, associados a sistemas fluviais. As rochas estão cobertas principalmente por paleocascalheiras, compostos de paraconglomerados, com seixos de quartzo, sílex, fragmentos líticos, matriz areno-argilosa e tom avermelhado. Também são encontradas coberturas de areias coluviais e eluviais, que não apresentam diferenças e formam solos altamente permeáveis e lixiviados. Em geral, predominam formas tabulares, com aprofundamento de drenagem e diferentes ordens de grandeza, geralmente separados a partir de vales de fundo plano.[2]
Quanto à rede hidrográfica, o território do município de Vila Flor está dentro de um conjunto de três bacias hidrográficas diferentes. Entre essas bacias, a maior é a bacia hidrográfica do rio Curimataú, que cobre 9,03% do território municipal, seguida pela bacia do rio Catu (90,97%). O principal que corta Vila Flor é o Catu e os principais riachos vila-florenses são Carrapato, Caturzinho e Gramació.[2]
O clima de Vila Flor é tropical chuvoso, com um período de chuvas compreendido entre os meses de janeiro e junho.[2] A principal característica deste tipo climático é a pluviosidade anual em torno dos mil e quinhentos milímetros por mês, ausência de estações do ano e a variação do regime das chuvas. Existem também fortes mudanças de temperatura durante o período de Sol (dia).[11] As temperaturas médias anuais oscilam em torno de 25,6°C, sendo 21°C e 33°C as temperaturas máxima e mínima, respectivamente.[2] O mês mais quente do ano é janeiro, onde a média é de aproximadamente 26,6°C, sendo que a média mínima é de 21,9°C e a máxima é de 31,6°C. Já o mês mais frio anual é julho, onde a média aproximada é de 23,8°C, sendo as médias 19,9°C e 27,6°C as médias mínima e máxima, respectivamente. A pluviosidade média anual em Vila Flor é de 1 625,2 milímetros, sendo outubro o mês mais seco, quando ocorrem apenas 19,9 mm. Enquanto isso, no mês mais chuvoso, junho, registra uma pluviosidade mensal de 311,4 mm.[12]
| Mês | Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Média alta °F | 89 | 87 | 87 | 87 | 85 | 83 | 82 | 83 | 85 | 87 | 87 | 87 | |
| Média baixa °F | 71 | 73 | 71 | 72 | 70 | 69 | 68 | 68 | 68 | 71 | 71 | 72 | |
| Precipitação polegadas | 2.09 | 3.5 | 7.5 | 9.26 | 10.88 | 12.26 | 8.15 | 5.37 | 1.9 | 0.78 | 0.89 | 1.39 | |
| Média alta °C | 31.6 | 30.5 | 30.5 | 30.3 | 29.3 | 28.3 | 27.6 | 28.1 | 29.3 | 30.5 | 30.5 | 30.8 | |
| Média baixa °C | 21.9 | 22.7 | 21.7 | 22 | 21.1 | 20.6 | 19.9 | 20.1 | 19.8 | 21.5 | 21.6 | 22 | |
| Precipitação mm | 53 | 88.9 | 190.5 | 235.2 | 276.4 | 311.4 | 207.1 | 136.5 | 48.3 | 19.9 | 22.6 | 35.4 | |
| Fonte: Tempo Agora (período: 1961-1990)[12] | |||||||||||||
Em Vila Flor, podem ser encontrados dois tipos distintos de vegetação: a floresta subperifólia e a formação dos tabuleiros litorâneos. O primeiro tem como principais características a presença de árvores com folhas verdes (a maioria larga), troncos delgrados e com o solo recoberto por húmus. O segundo predomina em áreas já modificadas pela ação do homem e cobre os tabuleiros litorâneos.[2]
| Crescimento populacional | |||
|---|---|---|---|
| Censo | Pop. | %± | |
| 1970 | 1 152 |
|
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| 1980 | 1 524 | 32,3% | |
| 1991 | 2 297 | 50,7% | |
| 2000 | 2 528 | 10,1% | |
| 2010 | 2 872 | 13,6% | |
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do IBGE (1970-2010)[13][14] |
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A população de Vila Flor estimada pelo IBGE em 2011 foi de 2 898 habitantes, o que classifica o município como o décimo quarto menos populoso do estado do Rio Grande do Norte, com uma densidade demográfica 60,8 habitantes por quilômetro quadrado (equivalente à do estado).[4] Em 2010, a população do município segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística era de 2 872 habitantes, onde 1 460 habitantes eram homens e 1 412 habitantes eram mulheres. Ainda de acordo o mesmo censo, 2 784 habitantes viviam na zona urbana (96,94%) e 88 na zona rural (3,06%). A densidade demográfica, que é uma divisão entre a população e sua área, era de 60,27 habitantes por quilômetro quadrado. Vila Flor possui a quinta maior taxa de urbanização do estado, perdendo apenas para Parnamirim, Natal, Senador Georgino Avelino e Caiçara do Norte.[14][15]
Em relação ao censo de 2000, a população era de 2 528 habitantes, sendo que 1 248 habitantes eram do sexo masculino (49,37%) e 1 280 do sexo feminino (50,63%), além de 2 435 habitantes viverem na zona urbana (96,32%) e 93 na zona rural (3,68%).[13][16][17]
O Índice de Desenvolvimento Humano do município é considerado médio pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Em 2000, seu valor era de 0,639, sendo o 67º maior do estado. Considerando apenas a educação o índice é de 0,706, o índice da longevidade é de 0,660 e o de renda é de 0,552.[6][18]
O coeficiente de Gini, que mede a desigualdade social, é de 0,35, sendo que 1,00 é o pior número e 0,00 é o melhor. A incidência da pobreza, medida pelo IBGE, é de 49,29%, o limite inferior da incidência de pobreza é de 30,07%, o superior é 68,51% e a subjetiva é 48,95%.[19]
Tal como a variedade cultural em Vila Flor, são diversas as manifestações religiosas presentes na cidade. Embora tenha se desenvolvido sobre uma matriz social eminentemente católica, é possível encontrar atualmente na cidade dezenas de denominações protestantes diferentes.[20] O município está localizado no país mais católico do mundo em números absolutos. A Igreja Católica teve seu estatuto jurídico reconhecido pelo governo federal em outubro de 2009,[21] ainda que o Brasil seja atualmente um estado oficialmente laico.[22] De acordo com dados do censo de 2000, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a população de Vila Flor é composta por: Católicos (86,19%), evangélicos (7,75%) e pessoas sem religião (6,01%) e indeterminados (0,04%).[20]
Conforme o censo de 2010 realizado pelo IBGE, a população vila-florense é formada por pardos (63,09%), brancos (29,87%), pretos (5,54%), amarelos (1,29%) e indígenas (0,21%).[23]
O poder executivo do município de Vila Flor é representado pelo prefeito e seu gabinete de secretários, seguindo o modelo proposto pela Constituição Federal.[24] Em vários mandatos, diversas pessoas já passaram pela prefeitura, sendo o mais recente deles Grinaldo Joaquim de Souza, também conhecido como Aldinho, do Partido Humanista da Solidariedade (PHS), eleito em 2008 com mais de 55% dos votos válidos, contra mais de 44% do adversário Zé Felipe do Democratas (DEM).[25] Em dezembro de 2011, o prefeito, junto com dois secretários e seis vereadores, foram presos, devido à suspeita do comando de um esquema de corrupção na cidade (essas pessoas estavam envolvidas na Operação Mensalão da Vila).[26]. Cinco dias depois, após a decisão do desembargador Dilermando Mota, pertencente ao Tribunal do Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, o prefeito e os demais réus ganharam liberdade.[27]
O poder legislativo é representado pela câmara municipal, composta por nove vereadores eleitos para cargos de quatro anos (em observância ao disposto no artigo 29 da Constituição[28]) e está composta da seguinte forma: três cadeiras do Partido Socialista Brasileiro (PSB), duas do Democratas (DEM), duas do Partido Progressista (PP), uma do Partido Humanista da Solidariedade (PHS) e uma do Partido Democrático Trabalhista (PDT).[29] Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao Executivo, especialmente o orçamento municipal (conhecido como Lei de Diretrizes Orçamentárias). Devido ao poder de veto do prefeito, em períodos de conflito entre o Executivo e o Legislativo, o processo de votação deste tipo de lei costuma gerar bastante polêmica. Conquanto seja o poder de veto assegurado ao prefeito, o processo de votação das leis que se lhe opõem costuma gerar conflitos entre Executivo e Legislativo. O Poder Judiciário, cuja instância máxima é o Supremo Tribunal Federal, por sua vez é responsável por interpretar a Constituição Federal. O município de Alexandria, não possui assim, constituição própria, em vez disso possui lei orgânica,[30] publicada em 1º de abril de 1990.[2] Vila Flor pertence à Comarca de Canguaretama.[31]
Em complementação ao processo legislativo e ao trabalho das secretarias, existem também conselhos municipais, cada um deles versando sobre temas diferentes, compostos obrigatoriamente por representantes dos vários setores da sociedade civil organizada. A atuação e representatividade efetivas de tais conselhos, porém, são por vezes questionadas. Os seguintes conselhos municipais estão atualmente em atividade: Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente e Conselho Municipal de Saúde.[2]
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, Vila Flor possuía, em novembro de 2011, 2 291 eleitores, o que representa 0,102% dos eleitores do Rio Grande do Norte.[32] Esse número, por ser inferior a duzentos mil, faz com que não haja segundo turno no município.[33]
O Produto Interno Bruto (PIB) de Vila Flor é o menor de sua microrregião e o 154º do estado. De acordo com dados do IBGE, relativos a 2008, o PIB do município era de R$ 13 005,294 mil. e o PIB per capita era de R$ 4 769,08.[7]
O setor primário é o segundo mais relevante da economia de Vila Flor. De todo o valor do PIB municipal, 1 633 mil reais é o valor adicionado bruto da agropecuária. Segundo o IBGE, em 2010 o município possuía um rebanho de 214 bovinos, 29 equinos, 143 suínos, sete muares, oitenta ovinos, 504 galinhas e 351 galos, frangos e pintinhos. Ainda no mesmo ano, o município produziu três mil dúzias de ovos de galinha. Na lavoura temporária são produzidos principalmente batata-doce, cana-de-açúcar, feijão, mandioca e milho. Já na lavoura permanente produzem-se abacate, banana, coco-da-baía, goiaba, laranja, limão, e manga.[19]
O setor secundário é o menos relevante para a economia do município. 1 103 mil reais do PIB municipal são do valor adicionado bruto da indústria (setor secundário).[19] Já o setor terciário é o mais relevante para a economia municipal. A prestação de serviços rende 9 349 mil reais ao PIB vila-florense. De acordo com o IBGE, a cidade possuía, no ano de 2009, dezoito unidades locais, todas atuantes e 600 trabalhadores, sendo 306 do tipo "pessoal ocupado total" e 294 do tipo "ocupado assalariado". Salários juntamente com outras remunerações somavam 2 503 mil reais e o salário médio mensal de todo município era de 1,6 salários mínimos.[19]
Vila Flor possuía, em 2009, dois estabelecimentos de saúde, sendo todos eles públicos e municipais.[19] No ano de 2008, foram registrados 47 nascidos vivos, sendo que 4,3% nasceram prematuros, 63,8% foram de partos cesáreos e 25,5% foram de mães entre 10 e 19 anos (8,5% entre 10 e 14 anos). A taxa bruta de natalidade era de 17,2. No mesmo ano, a taxa de mortalidade infantil era de 42,6 por mil nascidos vivos e a taxa de óbitos era de 2,9 por mil habitantes.[34] Em 2000, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da longevidade em Vila Flor era de 0,7660 (o brasileiro era de 0,638).[6]
O município pertence à I Regional de Saúde do estado do Rio Grande do Norte, com sede no município de São José de Mipibu.[35] Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, Vila Flor, possuía em 2008, um total de 27 profissionais de saúde, sendo quinze residentes no próprio município e doze residentes em cidades vizinhas. Entre os profissionais residentes no próprio município, existiam seis agentes de saúde, um assistentes sociais e oito auxiliares de enfermagem. Dentre os residentes fora de Vila Flor, existia um bioquímico, cinco clínicos gerais, um dentista, um enfermeiro. um ginecologista, um nutricionista e um psicólogo.[2]
| Educação de Vila Flor em números[19] | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Nível | Matrículas | Docentes | Escolas (total) | |||
| Ensino pré-escolar | 71 | 4 | 1 | |||
| Ensino fundamental | 802 | 42 | 4 | |||
| Ensino médio | 177 | 11 | 1 | |||
O município de Alexandria possuía, em 2009, 1 050 matrículas e seis escolas nas redes públicas e particulares entre os ensinos pré-escolar, fundamental e médio.[19]
Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) e do Ministério da Educação (MEC), o índice de analfabetismo em 2000 era mais frequente entre pessoas com faixa etária acima de 25 anos (44,06%), enquanto que o menor índice se concentrava em pessoas entre quinze e dezessete anos (12,57%).[36] A taxa bruta de frequência à escola passou de 58,82% em 1991 para 82,62% em 2000.[37] 223 pessoas possuíam menos de 1 ano de estudo ou não contava com instrução alguma.[38]
O serviço de abastecimento de água de toda o município é feito pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN),[39] enquanto a responsável pelo abastecimento de energia elétrica em Vila Flor é a Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern), que fornece energia em todos os municípios do estado do Rio Grande do Norte.[40] No ano de 2007 existiam 730 consumidores e foram consumidos 4 244 KWh de energia.[2] Ainda há serviços de internet discada e banda larga (ADSL) sendo oferecidos por diversos provedores de acesso gratuitos e pagos. O serviço telefônico móvel, por telefone celular, é oferecido por diversas operadoras. O código de área (DDD) de Vila Flor é 084[41][42] e o Código de Endereçamento Postal (CEP) da cidade é de 59192-000.[43] No dia 10 de novembro de 2008 o município passou a ser servido pela portabilidade, juntamente com outras cidades de DDDs 33 e 38, em Minas Gerais; 44, no Paraná; 49, em Santa Catarina; além de outros municípios com código 84, no Rio Grande do Norte.[44]
A frota municipal no ano de 2010 era de 359 veículos, sendo 136 automóveis, onze caminhões, nove caminhonetes, duas camionetas, um micro-ônibus, 183 motocicletas, doze motonetas e três ônibus; outros tipos de veículos incluíam apenas uma unidade. Por não possuir rios em abundância, o município não possui muita tradição no transporte hidroviário, e também não é cortada por ferrovias em seu território. O município é atravessado apenas pela RN-269, que começa no município limítrofe de Canguaretama, passa pela zona rural de Vila Flor e se chega novamente a Canguaretama, estendendo-se até o litoral. O acesso à zona urbana de Vila Flor é feito apenas por rodovias municipais.[45]
De acordo com o censo demográfico de 2010 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Vila Flor possuía, em geral, 687 domicílios.[46] Em relação à condição de ocupação do domicílio, 568 eram imóveis próprios (82,68%), 69 eram alugados (10,04%), 49 cedidos (7,13%) e apenas um era ocupado sob uma outra condição (0,15%). Em relação ao abastecimento de água realizado nas residências, 660 recebiam água tratada a partir de uma rede geral de distribuição (96,07%), treze imóveis eram abastecidos por um poço ou nascente na propriedade (1,89%) e quatorze unidades possuíam abastecimento de água vindo de outras fontes (2,04%). Quanto à energia elétrica, 674 imóveis eram abastecidos, todos eles a partir de uma companhia distribuidora de energia (98,11%); outros treze domicílios não tinham ou não eram abastecidos pela rede elétrica (1,89%).[47]
Em relação ao destino do lixo, 644 domicílios possuíam coleta (93,74%), dos quais 238 eram coletados por serviço de limpeza (34,64%) e 406 possuía a coleta feita a partir de uma caçamba de serviço de limpeza (59,1%); outros 43 imóveis jogavam o lixo em outros destinos (6,26%).[47] Quanto ao esgotamento sanitário, dezenove domicílios não possuíam banheiros nem sanitários (2,77%); já entre os 668 domicílios que a possuíam (97,23%), seis tinham esgotamento sanitário feito a partir da rede geral de esgotos ou pluvial (0,87%), outros seis a partir de uma fossa séptica (0,87%) e 656 com esgotamento sanitário feito de uma outra maneira (95,45%).[48]
O município possui cinco importantes atrações turísticas espalhadas por seu território: as ruínas da antiga cadeia, Casa da Câmara, a Igreja de Nossa Senhora do Desterro e a reserva de Mata Atlântica.[2]
O artesanato também é uma das formas mais espontâneas da expressão cultural vila-florense. Em várias partes do município é possível encontrar uma produção artesanal diferenciada, feita com matérias-primas regionais e criada de acordo com a cultura e o modo de vida local. Alguns grupos reúnem diversos artesãos da região, disponibilizando espaço para confecção, exposição e venda dos produtos artesanais. A cidade destaca-se na confecção de cestas e esteiras, feitas a partir do uso da fibra do coco e da palha da carnaúba.[49]
Para estimular o desenvolvimento socioeconômico local, a prefeitura de Vila Flor, juntamente ou não com empresas locais, investe no segmento de festas e eventos. Essas festas, muitas vezes atraem pessoas de outras cidades, exigindo uma melhor infraestrutura no município e estimulando a profissionalização do setor, o que é benéfico não só aos turistas, mas também a toda população da cidade. As atividades ocorrem durante o ano inteiro. Entre eles, destacam-se a festa de Nossa Senhora do Desterro (padroeira municipal, realizada no mês de fevereiro) e festa de emancipação política de Vila Flor (realizada sempre no dia 31 de dezembro de cada ano, na virada para o Ano-Novo).[2] O folclore vilaflorzense é valorizado em manifestações e apresentações culturais, como o fandango, o Nau Catarineta, as danças portuguesas, entre outras. Normalmente, essas danças e costumes costumam ser apresentadas durante os festejos da padroeira municipal, no mês de fevereiro de cada ano.[9]
De acordo com o Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (IDEMA), Vila Flor contava, em 2001, com uma biblioteca, dois clubes sociais, dois campos de futebol e uma quadra de esporte.[2]