Vila Flor (Rio Grande do Norte)

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Município de Vila Flor
Fundação 31 de dezembro de 1963 (48 anos)
Gentílico vila-florense
Prefeito(a) Grinaldo Joaquim de Souza (PHS)
(2009–2012)
Localização
Localização de Vila Flor
Localização de Vila Flor no Rio Grande do Norte
Vila Flor (Rio Grande do Norte) está localizado em: Brasil
Localização de Vila Flor no Brasil
06° 18' 50" S 35° 04' 37" O06° 18' 50" S 35° 04' 37" O
Unidade federativa  Rio Grande do Norte
Mesorregião Leste Potiguar IBGE/2008[1]
Microrregião Litoral Sul IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Tibau do Sul e Canguaretama
Distância até a capital 76 km[2]
Características geográficas
Área 47,656 km² [3]
População 2 898 hab. (RN: 153º) –  estimativa IBGE/2011[4]
Densidade 60,81 hab./km²
Altitude 40 m (RN: 133º)[5]
Clima Tropical chuvoso
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH 0,639 médio PNUD/2000[6]
PIB R$ 13 005,294 mil IBGE/2008[7]
PIB per capita R$ 4 769,08 IBGE/2008[7]

Vila Flor é um município brasileiro situado no estado do Rio Grande do Norte. Pertencente à Microrregião do Litoral Sul e à Mesorregião do Leste Potiguar, localiza-se a sul da capital do estado, distando desta 76 km.[2] Ocupa uma área de 47,656 km², sendo que 0,3682 km² estão em perímetro urbano, e sua população foi estimada no ano de 2011 em 2 898 habitantes, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística,[4] sendo então o décimo quarto menos populoso do estado, na 153ª colocação (em 167 municípios) e o último de sua microrregião.

A sede tem uma temperatura média anual de 25,6°C e na vegetação do município predominam a floresta subperenifólia e os tabuleiros litorâneos. Com uma taxa de urbanização de 96,94% (2010), o município contava, em 2009, com apenas dois estabelecimentos de saúde. O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,639 (2000), considerando como médio de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.

Vila Flor foi emancipado de Canguaretama na década de 1960. Seu nome atual foi dado no século XVIII, quando foi elevado à categoria de vila, em homenagem a uma vila portuguesa de mesmo nome. Em 1892, passou à condição de distrito e, em 1940, o nome desse distrito foi alterado simplesmente para Flor, voltando à sua denominação original apenas oito anos depois. Somente quinze anos mais tarde, o distrito passou à condição de município. Atualmente, Vila Flor é formado apenas pelo distrito-sede.

Índice

[editar] História

A história do município de Vila Flor, localizado na região leste do estado do Rio Grande do Norte, começa no século XVI, quando foi implantada no local a aldeia de Gramació, dando origem à consequente colonização e povoamento do território. Essa aldeia, indígena, ficou sob a responsabilidade de André do Sacramento, um padre jesuíta, e media uma légua quadrada.[2][8][9]

Já no século XIX, por volta de 1743-1745, foi construída a Casa da Câmara. Ao mesmo tempo, também foi edificada a atual Igreja de Nossa Senhora do Desterro. A aldeia de Gramació, uma década depois, foi elevada à categoria de vila e teve sua denominação alterada para Vila Flor, em homenagem a Vila Flor, vila portuguesa pertencente ao Distrito de Bragança, Região Norte de Portugal. Por meio da Carta-Régia de 1755, qualquer aldeia transformada em vila passaria a ter o nome de uma comuna de Portugal. No final da década de 1760, Vila Flor começou a apresentar bons sinais de desenvolvimento econômico, principalmente da agropecuária, com o cultivo da cana-de-açúcar. Isso culminou para a instalação de uma nova vila no local.[2][8][9]

Em 1858, ocorreu a transferência da sede da localidade para o povoado de Uruá, que depois se transformou em vila e depois em município, desmembrado de Natal, com o nome de Canguaretama. Essa transferência ocorreu logo após a expulsão dos jesuítas.[2][8][9]

Já no século XX, em 22 de abril de 1940, o povoado de Vila Flor teve seu nome alterado simplesmente para Flor, voltando, oito anos mais tarde, a ter o nome de Vila Flor. Finalmente, em 31 de dezembro de 1963, Vila Flor foi desmembrado de Canguaretama e tornou-se um novo município do estado do Rio Grande do Norte.[2][8][9]

[editar] Formação administrativa e alteração toponímica

Em 1833, o povoado de Vila Flor, antiga aldeia de Gramació, foi elevado à categoria de vila, por meio da carta régia de 1769 e da Resolução do Conselho, datada de 11 de abril de 1833. Já em 1858, a lei provincial nº 367 transfere a povoação de Vila Flor para a povoação de Uruá, com a denominação de Vila Canguaretama. Mais de três décadas, no final do século XIX (1892), uma lei municipal cria o distrito de Vila Flor, anexado ao município de Canguaretama.[8]

Em 1933, o distrito de Vila Flor foi extinto, sendo novamente recriado cinco anos depois. Em 22 de abril de 1940, o decreto-lei estadual nº 44, baixado em comprimento ao decreto-lei federal nº 2104 (datado de 2 de abril de 1940), altera a denominação do distrito, de Vila Flor para Flor. Essa alteração permaneceu durante oito anos, quando, em 23 de dezembro de 1948, a lei estadual nº 146 devolveu a denominação "Vila Flor" ao distrito.[8]

Finalmente, em 31 de dezembro de 1963, por força da lei estadual n° 3052, o distrito de Vila Flor ganha autonomia política, desmembrando-se de Canguaretama e passando à condição de município do Rio Grande do Norte, preservando a denominação Vila Flor, que mantém até os dias atuais. Ao ser desmembrado, o novo município passou a ser constituído do distrito-sede, o que permanece até hoje. A instalação oficial desse novo município ocorreu em 1º de fevereiro de 1964.[8]

[editar] Geografia

Vila Flor (em vermelho) e municípios limítrofes
Imagem de satélite de Vila Flor

O município de Vila Flor está localizado no estado do Rio Grande do Norte, na Mesorregião do Leste Potiguar, que engloba 25 municípios do estado distribuídos em quatro microrregiões, sendo que a microrregião à qual o município pertencente é a Mesorregião do Litoral Sul, a mais oriental do Rio Grande do Norte e que reúne dez municípios: Arez, Baía Formosa, Canguaretama, Espírito Santo, Goianinha, Montanhas, Pedro Velho, Senador Georgino Avelino, Tibau do Sul e Vila Flor.[1] Vila Flor está distante 76 km a sul da capital potiguar.[2]

Seus municípios limítrofes são Tibau do Sul a norte e Canguaretama em todas as demais direções.[2] A área total do município de Vila Flor é de 47,656 km², o que corresponde a 0,0903% da área do Rio Grande do Norte, 0,0031% da Região Nordeste e 0,0006% do Brasil. Vila Flor é o oitavo menor município do estado do Rio Grande do Norte em extensão territorial, sendo maior apenas Jundiá, Passa-e-Fica, Passagem, Viçosa, Major Sales, Lucrécia e Senador Georgino Avelino.[10]

[editar] Relevo e hidrografia

Situado a uma altitude de quarenta metros acima do nível do mar, no município há predominância de um relevo plano, com altitudes inferior a cem metros. Os solos predominantes são a areia quartzosa distrófica - com fertilidade baixa e a drenagem excessiva, além de se encontrar praticamente coberta com vegetação natural e primitiva e de não ser utilizada para a agricultura. Esse solo vila-florense não exige alto sistema de manejo, pois o cultivo deste solo é dependente do trabalho braçal (manual), da tração dos animais e de implementos agrícolas. O uso de solo é regular para o cultivo de plantas especiais e de ciclo longo, como o sisal e o caju.[2]

O município de Vila Flor está situado em área de abrangência do Grupo Barreiras, do período Terciário. Há a predominância de arenitos com espessura que varia entre fino e médio, com a presença de intercalações, associados a sistemas fluviais. As rochas estão cobertas principalmente por paleocascalheiras, compostos de paraconglomerados, com seixos de quartzo, sílex, fragmentos líticos, matriz areno-argilosa e tom avermelhado. Também são encontradas coberturas de areias coluviais e eluviais, que não apresentam diferenças e formam solos altamente permeáveis e lixiviados. Em geral, predominam formas tabulares, com aprofundamento de drenagem e diferentes ordens de grandeza, geralmente separados a partir de vales de fundo plano.[2]

Quanto à rede hidrográfica, o território do município de Vila Flor está dentro de um conjunto de três bacias hidrográficas diferentes. Entre essas bacias, a maior é a bacia hidrográfica do rio Curimataú, que cobre 9,03% do território municipal, seguida pela bacia do rio Catu (90,97%). O principal que corta Vila Flor é o Catu e os principais riachos vila-florenses são Carrapato, Caturzinho e Gramació.[2]

[editar] Clima

O clima de Vila Flor é tropical chuvoso, com um período de chuvas compreendido entre os meses de janeiro e junho.[2] A principal característica deste tipo climático é a pluviosidade anual em torno dos mil e quinhentos milímetros por mês, ausência de estações do ano e a variação do regime das chuvas. Existem também fortes mudanças de temperatura durante o período de Sol (dia).[11] As temperaturas médias anuais oscilam em torno de 25,6°C, sendo 21°C e 33°C as temperaturas máxima e mínima, respectivamente.[2] O mês mais quente do ano é janeiro, onde a média é de aproximadamente 26,6°C, sendo que a média mínima é de 21,9°C e a máxima é de 31,6°C. Já o mês mais frio anual é julho, onde a média aproximada é de 23,8°C, sendo as médias 19,9°C e 27,6°C as médias mínima e máxima, respectivamente. A pluviosidade média anual em Vila Flor é de 1 625,2 milímetros, sendo outubro o mês mais seco, quando ocorrem apenas 19,9 mm. Enquanto isso, no mês mais chuvoso, junho, registra uma pluviosidade mensal de 311,4 mm.[12]

Nuvola apps kweather.svg Médias meteorológicas para Vila Flor/RN Weather-rain-thunderstorm.svg
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
Média alta °F 89 87 87 87 85 83 82 83 85 87 87 87
Média baixa °F 71 73 71 72 70 69 68 68 68 71 71 72
Precipitação polegadas 2.09 3.5 7.5 9.26 10.88 12.26 8.15 5.37 1.9 0.78 0.89 1.39
Média alta °C 31.6 30.5 30.5 30.3 29.3 28.3 27.6 28.1 29.3 30.5 30.5 30.8
Média baixa °C 21.9 22.7 21.7 22 21.1 20.6 19.9 20.1 19.8 21.5 21.6 22
Precipitação mm 53 88.9 190.5 235.2 276.4 311.4 207.1 136.5 48.3 19.9 22.6 35.4
Fonte: Tempo Agora (período: 1961-1990)[12]

[editar] Vegetação

Em Vila Flor, podem ser encontrados dois tipos distintos de vegetação: a floresta subperifólia e a formação dos tabuleiros litorâneos. O primeiro tem como principais características a presença de árvores com folhas verdes (a maioria larga), troncos delgrados e com o solo recoberto por húmus. O segundo predomina em áreas já modificadas pela ação do homem e cobre os tabuleiros litorâneos.[2]

[editar] Demografia

Crescimento populacional
Censo Pop.
1970 1 152
1980 1 524 32,3%
1991 2 297 50,7%
2000 2 528 10,1%
2010 2 872 13,6%
Censos demográficos
do IBGE (1970-2010)[13][14]

A população de Vila Flor estimada pelo IBGE em 2011 foi de 2 898 habitantes, o que classifica o município como o décimo quarto menos populoso do estado do Rio Grande do Norte, com uma densidade demográfica 60,8 habitantes por quilômetro quadrado (equivalente à do estado).[4] Em 2010, a população do município segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística era de 2 872 habitantes, onde 1 460 habitantes eram homens e 1 412 habitantes eram mulheres. Ainda de acordo o mesmo censo, 2 784 habitantes viviam na zona urbana (96,94%) e 88 na zona rural (3,06%). A densidade demográfica, que é uma divisão entre a população e sua área, era de 60,27 habitantes por quilômetro quadrado. Vila Flor possui a quinta maior taxa de urbanização do estado, perdendo apenas para Parnamirim, Natal, Senador Georgino Avelino e Caiçara do Norte.[14][15]

Em relação ao censo de 2000, a população era de 2 528 habitantes, sendo que 1 248 habitantes eram do sexo masculino (49,37%) e 1 280 do sexo feminino (50,63%), além de 2 435 habitantes viverem na zona urbana (96,32%) e 93 na zona rural (3,68%).[13][16][17]

O Índice de Desenvolvimento Humano do município é considerado médio pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Em 2000, seu valor era de 0,639, sendo o 67º maior do estado. Considerando apenas a educação o índice é de 0,706, o índice da longevidade é de 0,660 e o de renda é de 0,552.[6][18]

O coeficiente de Gini, que mede a desigualdade social, é de 0,35, sendo que 1,00 é o pior número e 0,00 é o melhor. A incidência da pobreza, medida pelo IBGE, é de 49,29%, o limite inferior da incidência de pobreza é de 30,07%, o superior é 68,51% e a subjetiva é 48,95%.[19]

[editar] Religião e etnias

Tal como a variedade cultural em Vila Flor, são diversas as manifestações religiosas presentes na cidade. Embora tenha se desenvolvido sobre uma matriz social eminentemente católica, é possível encontrar atualmente na cidade dezenas de denominações protestantes diferentes.[20] O município está localizado no país mais católico do mundo em números absolutos. A Igreja Católica teve seu estatuto jurídico reconhecido pelo governo federal em outubro de 2009,[21] ainda que o Brasil seja atualmente um estado oficialmente laico.[22] De acordo com dados do censo de 2000, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a população de Vila Flor é composta por: Católicos (86,19%), evangélicos (7,75%) e pessoas sem religião (6,01%) e indeterminados (0,04%).[20]

Conforme o censo de 2010 realizado pelo IBGE, a população vila-florense é formada por pardos (63,09%), brancos (29,87%), pretos (5,54%), amarelos (1,29%) e indígenas (0,21%).[23]

[editar] Política

O poder executivo do município de Vila Flor é representado pelo prefeito e seu gabinete de secretários, seguindo o modelo proposto pela Constituição Federal.[24] Em vários mandatos, diversas pessoas já passaram pela prefeitura, sendo o mais recente deles Grinaldo Joaquim de Souza, também conhecido como Aldinho, do Partido Humanista da Solidariedade (PHS), eleito em 2008 com mais de 55% dos votos válidos, contra mais de 44% do adversário Zé Felipe do Democratas (DEM).[25] Em dezembro de 2011, o prefeito, junto com dois secretários e seis vereadores, foram presos, devido à suspeita do comando de um esquema de corrupção na cidade (essas pessoas estavam envolvidas na Operação Mensalão da Vila).[26]. Cinco dias depois, após a decisão do desembargador Dilermando Mota, pertencente ao Tribunal do Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, o prefeito e os demais réus ganharam liberdade.[27]

O poder legislativo é representado pela câmara municipal, composta por nove vereadores eleitos para cargos de quatro anos (em observância ao disposto no artigo 29 da Constituição[28]) e está composta da seguinte forma: três cadeiras do Partido Socialista Brasileiro (PSB), duas do Democratas (DEM), duas do Partido Progressista (PP), uma do Partido Humanista da Solidariedade (PHS) e uma do Partido Democrático Trabalhista (PDT).[29] Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao Executivo, especialmente o orçamento municipal (conhecido como Lei de Diretrizes Orçamentárias). Devido ao poder de veto do prefeito, em períodos de conflito entre o Executivo e o Legislativo, o processo de votação deste tipo de lei costuma gerar bastante polêmica. Conquanto seja o poder de veto assegurado ao prefeito, o processo de votação das leis que se lhe opõem costuma gerar conflitos entre Executivo e Legislativo. O Poder Judiciário, cuja instância máxima é o Supremo Tribunal Federal, por sua vez é responsável por interpretar a Constituição Federal. O município de Alexandria, não possui assim, constituição própria, em vez disso possui lei orgânica,[30] publicada em 1º de abril de 1990.[2] Vila Flor pertence à Comarca de Canguaretama.[31]

Em complementação ao processo legislativo e ao trabalho das secretarias, existem também conselhos municipais, cada um deles versando sobre temas diferentes, compostos obrigatoriamente por representantes dos vários setores da sociedade civil organizada. A atuação e representatividade efetivas de tais conselhos, porém, são por vezes questionadas. Os seguintes conselhos municipais estão atualmente em atividade: Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente e Conselho Municipal de Saúde.[2]

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, Vila Flor possuía, em novembro de 2011, 2 291 eleitores, o que representa 0,102% dos eleitores do Rio Grande do Norte.[32] Esse número, por ser inferior a duzentos mil, faz com que não haja segundo turno no município.[33]

[editar] Economia

O Produto Interno Bruto (PIB) de Vila Flor é o menor de sua microrregião e o 154º do estado. De acordo com dados do IBGE, relativos a 2008, o PIB do município era de R$ 13 005,294 mil. e o PIB per capita era de R$ 4 769,08.[7]

O setor primário é o segundo mais relevante da economia de Vila Flor. De todo o valor do PIB municipal, 1 633 mil reais é o valor adicionado bruto da agropecuária. Segundo o IBGE, em 2010 o município possuía um rebanho de 214 bovinos, 29 equinos, 143 suínos, sete muares, oitenta ovinos, 504 galinhas e 351 galos, frangos e pintinhos. Ainda no mesmo ano, o município produziu três mil dúzias de ovos de galinha. Na lavoura temporária são produzidos principalmente batata-doce, cana-de-açúcar, feijão, mandioca e milho. Já na lavoura permanente produzem-se abacate, banana, coco-da-baía, goiaba, laranja, limão, e manga.[19]

O setor secundário é o menos relevante para a economia do município. 1 103 mil reais do PIB municipal são do valor adicionado bruto da indústria (setor secundário).[19] Já o setor terciário é o mais relevante para a economia municipal. A prestação de serviços rende 9 349 mil reais ao PIB vila-florense. De acordo com o IBGE, a cidade possuía, no ano de 2009, dezoito unidades locais, todas atuantes e 600 trabalhadores, sendo 306 do tipo "pessoal ocupado total" e 294 do tipo "ocupado assalariado". Salários juntamente com outras remunerações somavam 2 503 mil reais e o salário médio mensal de todo município era de 1,6 salários mínimos.[19]

[editar] Infraestrutura

[editar] Saúde

Vila Flor possuía, em 2009, dois estabelecimentos de saúde, sendo todos eles públicos e municipais.[19] No ano de 2008, foram registrados 47 nascidos vivos, sendo que 4,3% nasceram prematuros, 63,8% foram de partos cesáreos e 25,5% foram de mães entre 10 e 19 anos (8,5% entre 10 e 14 anos). A taxa bruta de natalidade era de 17,2. No mesmo ano, a taxa de mortalidade infantil era de 42,6 por mil nascidos vivos e a taxa de óbitos era de 2,9 por mil habitantes.[34] Em 2000, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da longevidade em Vila Flor era de 0,7660 (o brasileiro era de 0,638).[6]

O município pertence à I Regional de Saúde do estado do Rio Grande do Norte, com sede no município de São José de Mipibu.[35] Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, Vila Flor, possuía em 2008, um total de 27 profissionais de saúde, sendo quinze residentes no próprio município e doze residentes em cidades vizinhas. Entre os profissionais residentes no próprio município, existiam seis agentes de saúde, um assistentes sociais e oito auxiliares de enfermagem. Dentre os residentes fora de Vila Flor, existia um bioquímico, cinco clínicos gerais, um dentista, um enfermeiro. um ginecologista, um nutricionista e um psicólogo.[2]

[editar] Educação

Educação de Vila Flor em números[19]
Nível Matrículas Docentes Escolas (total)
Ensino pré-escolar 71 4 1
Ensino fundamental 802 42 4
Ensino médio 177 11 1

O município de Alexandria possuía, em 2009, 1 050 matrículas e seis escolas nas redes públicas e particulares entre os ensinos pré-escolar, fundamental e médio.[19]

Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) e do Ministério da Educação (MEC), o índice de analfabetismo em 2000 era mais frequente entre pessoas com faixa etária acima de 25 anos (44,06%), enquanto que o menor índice se concentrava em pessoas entre quinze e dezessete anos (12,57%).[36] A taxa bruta de frequência à escola passou de 58,82% em 1991 para 82,62% em 2000.[37] 223 pessoas possuíam menos de 1 ano de estudo ou não contava com instrução alguma.[38]

[editar] Serviços e transportes

O serviço de abastecimento de água de toda o município é feito pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN),[39] enquanto a responsável pelo abastecimento de energia elétrica em Vila Flor é a Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern), que fornece energia em todos os municípios do estado do Rio Grande do Norte.[40] No ano de 2007 existiam 730 consumidores e foram consumidos 4 244 KWh de energia.[2] Ainda há serviços de internet discada e banda larga (ADSL) sendo oferecidos por diversos provedores de acesso gratuitos e pagos. O serviço telefônico móvel, por telefone celular, é oferecido por diversas operadoras. O código de área (DDD) de Vila Flor é 084[41][42] e o Código de Endereçamento Postal (CEP) da cidade é de 59192-000.[43] No dia 10 de novembro de 2008 o município passou a ser servido pela portabilidade, juntamente com outras cidades de DDDs 33 e 38, em Minas Gerais; 44, no Paraná; 49, em Santa Catarina; além de outros municípios com código 84, no Rio Grande do Norte.[44]

A frota municipal no ano de 2010 era de 359 veículos, sendo 136 automóveis, onze caminhões, nove caminhonetes, duas camionetas, um micro-ônibus, 183 motocicletas, doze motonetas e três ônibus; outros tipos de veículos incluíam apenas uma unidade. Por não possuir rios em abundância, o município não possui muita tradição no transporte hidroviário, e também não é cortada por ferrovias em seu território. O município é atravessado apenas pela RN-269, que começa no município limítrofe de Canguaretama, passa pela zona rural de Vila Flor e se chega novamente a Canguaretama, estendendo-se até o litoral. O acesso à zona urbana de Vila Flor é feito apenas por rodovias municipais.[45]

[editar] Habitação e infraestrutura básica

De acordo com o censo demográfico de 2010 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Vila Flor possuía, em geral, 687 domicílios.[46] Em relação à condição de ocupação do domicílio, 568 eram imóveis próprios (82,68%), 69 eram alugados (10,04%), 49 cedidos (7,13%) e apenas um era ocupado sob uma outra condição (0,15%). Em relação ao abastecimento de água realizado nas residências, 660 recebiam água tratada a partir de uma rede geral de distribuição (96,07%), treze imóveis eram abastecidos por um poço ou nascente na propriedade (1,89%) e quatorze unidades possuíam abastecimento de água vindo de outras fontes (2,04%). Quanto à energia elétrica, 674 imóveis eram abastecidos, todos eles a partir de uma companhia distribuidora de energia (98,11%); outros treze domicílios não tinham ou não eram abastecidos pela rede elétrica (1,89%).[47]

Em relação ao destino do lixo, 644 domicílios possuíam coleta (93,74%), dos quais 238 eram coletados por serviço de limpeza (34,64%) e 406 possuía a coleta feita a partir de uma caçamba de serviço de limpeza (59,1%); outros 43 imóveis jogavam o lixo em outros destinos (6,26%).[47] Quanto ao esgotamento sanitário, dezenove domicílios não possuíam banheiros nem sanitários (2,77%); já entre os 668 domicílios que a possuíam (97,23%), seis tinham esgotamento sanitário feito a partir da rede geral de esgotos ou pluvial (0,87%), outros seis a partir de uma fossa séptica (0,87%) e 656 com esgotamento sanitário feito de uma outra maneira (95,45%).[48]

[editar] Cultura

[editar] Atrações turísticas e artesanato

O município possui cinco importantes atrações turísticas espalhadas por seu território: as ruínas da antiga cadeia, Casa da Câmara, a Igreja de Nossa Senhora do Desterro e a reserva de Mata Atlântica.[2]

O artesanato também é uma das formas mais espontâneas da expressão cultural vila-florense. Em várias partes do município é possível encontrar uma produção artesanal diferenciada, feita com matérias-primas regionais e criada de acordo com a cultura e o modo de vida local. Alguns grupos reúnem diversos artesãos da região, disponibilizando espaço para confecção, exposição e venda dos produtos artesanais. A cidade destaca-se na confecção de cestas e esteiras, feitas a partir do uso da fibra do coco e da palha da carnaúba.[49]

[editar] Eventos, folclore e lazer

Para estimular o desenvolvimento socioeconômico local, a prefeitura de Vila Flor, juntamente ou não com empresas locais, investe no segmento de festas e eventos. Essas festas, muitas vezes atraem pessoas de outras cidades, exigindo uma melhor infraestrutura no município e estimulando a profissionalização do setor, o que é benéfico não só aos turistas, mas também a toda população da cidade. As atividades ocorrem durante o ano inteiro. Entre eles, destacam-se a festa de Nossa Senhora do Desterro (padroeira municipal, realizada no mês de fevereiro) e festa de emancipação política de Vila Flor (realizada sempre no dia 31 de dezembro de cada ano, na virada para o Ano-Novo).[2] O folclore vilaflorzense é valorizado em manifestações e apresentações culturais, como o fandango, o Nau Catarineta, as danças portuguesas, entre outras. Normalmente, essas danças e costumes costumam ser apresentadas durante os festejos da padroeira municipal, no mês de fevereiro de cada ano.[9]

De acordo com o Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (IDEMA), Vila Flor contava, em 2001, com uma biblioteca, dois clubes sociais, dois campos de futebol e uma quadra de esporte.[2]

Referências

  1. a b c Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u VILA FLOR. IDEMA/RN (2008). Arquivado do original em 29 de dezembro de 2011. Página visitada em 29 de dezembro de 2011.
  3. IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 de dezembro de 2010.
  4. a b c ESTIMATIVAS DA POPULAÇÃO RESIDENTE NOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS COM DATA DE REFERÊNCIA EM 1º DE JULHO DE 2011 (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (30 de agosto de 2011). Arquivado do original em 15 de outubro de 2011. Página visitada em 29 de dezembro de 2011.
  5. Rio Grande do Norte. Embrapa (2000). Arquivado do original em 27 de fevereiro de 2011. Página visitada em 29 de dezembro de 2011.
  6. a b c Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  7. a b c Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
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